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O pior “Mossoró Cidade Junina” de todos os tempos

Por Carlos Duarte

O Mossoró Cidade Junina (MCJ), deste ano, continua se arrastando com inúmeros problemas, inclusive, alguns considerados graves. No decorrer do tempo, o evento – que teve uma ótima concepção de ideia inicial – vem regredindo. Esta 2017 já é considerada a pior de todas.

Mas, nada disso está acontecendo em vão. Os erros, que se repetem, a cada ano, não são corrigidos e tudo é feito com um amadorismo impressionante, sem qualquer planejamento, tendo como objetivo principal, apenas, o marketing político e pessoal dos governantes.

Essa imagem foi da realidade do projeto "Cidadela" em sua estreia no final de semana (Foto: redes sociais)

Os cantores de bandas já sabem: têm que berrar o nome do prefeito (a) da ocasião, para justificarem cachê. Essa é a prioridade.

Um evento dessa magnitude, que precisa ser projetado e planejado com, pelo menos, um ano de antecedência, fica limitado às improvisações de ultima hora. A licitação sempre acontece a poucos dias do início do evento e o edital é a cópia do ano anterior, sem correções, até mesmo, ortográficas.

Na prática, a Lei das Licitações (8.666) não é observada, principalmente em seu artigo 3º que diz: “A licitação destina-se a garantir o principio constitucional da isonomia e a selecionar a proposta mais vantajosa para Administração, observando-se os princípios básicos…”.

A proposta mais vantajosa não significa que seja, apenas, a proposta mais barata. A falta de critérios rígidos na escolha das empresas ganhadoras do certame atrai empresas desqualificadas, mal intencionadas, sem quaisquer projetos executivos e, até mesmo, empresas de laranjas – desclassificadas por falta de condições de execução dos serviços em outras licitações de cidades em estados vizinhos.

Na grande maioria dos polos do evento, a estrutura montada não corresponde ao Termo de Referencia licitado, o que acaba resultando num flagrante crime à Lei das Licitações. Ou seja, há uma grande diferença entre a estrutura que está montada, bem como o serviço prestado, e o que determina o contrato licitado.

Na decoração, na “Cidadela” e em diversos polos são feitos aproveitamentos de materiais sucateados de anos anteriores, o que resulta no acabamento precário e no impacto visual de aspecto favelado do evento, com prejuízo de reputação da imagem.

Por fim, o MCJ acaba saindo muito caro, desorganizado, perigoso, empobrecido, suscetível a ilícitos, trazendo transtornos sérios para a população, vizinhança, prejuízos para o contribuinte, desrespeito ao patrocinador e aos turistas. O deste ano chega a ser criminoso e por pouco não causou mortes (veja AQUI).

"Cidadela" de 2015, visto como desorganizado, acabou sendo superado por este ano de 2017 (Foto: Blog Pádua Campos)

Que esses problemas sirvam para acordar os gestores do evento e alertar as autoridades constituídas para elaborarem um projeto sério, que torne o evento verdadeiramente viável e sem as costumeiras soluções paliativas.

A culpa é dos gestores e não adianta ficar culpando terceirizados, vencedores de licitação, ex-prefeitos etc. O povo consciente, sabe disso. Os órgãos fiscalizadores, omissos, também o sabem. Vamos ver quem vai agir primeiro dessa feita.

SECOS & MOLHADOS

Regulamentação – Para atrair recursos significativos de patrocinadores para o MCJ e/ou para quaisquer outros eventos é necessários que a Câmara Municipal de Mossoró (CMM) aprove a Lei do Patrocinador – que regulamenta a exposição de marcas e o adequado uso e ocupação de solo nas áreas de âmbitos dos eventos. Essa é mais uma proposição que fazemos, utilizando esse espaço do Blog Carlos Santos, provando que seu editor e essa página são colaboradores permanentes com ideias, debates sérios e críticas, objetivando a boa condução dos serviços públicos.

Explicação – A empresa D K Monteiro Coelho Produções e Eventos-Eireli, uma das ganhadoras da licitação do MCJ 2017, encarregada da montagem de parte da estrutura na Estação das Artes, bem que poderia esclarecer o que de fato provocou a queda do pórtico principal e o desabamento de parte do camarote institucional, na última. Com a palavra, a senhora Dany Monteiro – proprietária da empresa contratada. Não foi por falta de alerta desta coluna e Blog (veja AQUI).

Descaso – O que já é um caos poderá ficar ainda pior: em seis meses deste ano, pelo menos, 200 soldados da Polícia Militar pediram para entrar na reserva, com medo de perderem os direitos com a possível aprovação da reforma da Previdência Social. Além do baixo efetivo, a PM do Rio Grande do Norte acumula várias dívidas, entre elas, está o débito com o fornecedor de munições, que gira em torno de R$ 700 mil. Isso, sem contar com as dívidas de mão de obra de serviços de manutenção e de peças de reposição de viaturas. Fruto do descaso e da mediocridade do governo Robinson Faria.

Meio-ambiente – Preocupado com a gestão dos resíduos sólidos, em Mossoró, o articulista Gutemberg Dias (veja AQUI) chama a atenção para a necessidade de discussão sobre o assunto e enfatiza a geração de Resíduos Sólidos da Construção Civil (RCC). A esse respeito, acrescentamos a total falta de conformidade com que a grande maioria das empresas coletoras de RCC, no município, destina os resíduos coletados. Muitas delas coletam, juntamente com os resíduos sólidos da construção, resíduos orgânicos, bem como, resíduos contaminados de características Classe I. Um crime ambiental que precisa ser combatido pelos órgãos fiscalizadores, com a maior brevidade possível.

Queixa – Quem é a empresa Samic, que ganhou a licitação do MCJ 2017 para montagem do polo Arena das Quadrilhas e que não concluiu os serviços? O concurso de quadrilhas acabou sendo realizado de modo improvisado na quadra de uma escola, nas proximidades, e tudo acabou na Delegacia de Plantão (veja AQUI), por queixa dos vizinhos.

Cidadela – Depois de atrasar a estreia do ‘Chuva de Bala’, a Ferdebez Produções e Eventos, conclui (também com atraso) o polo Cidadela, porém bem reduzido e com acabamento precário. Os participantes, barraqueiros e ambulantes reclamam da decadência do evento. Mossoró segue sua sina e seu povo, “gado”, conformado com tudo que recai sobre si, acreditando que é “vontade de Deus” e não culpa de quem é escolhido para governá-lo.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa

Por falta de segurança em estrutura Chuva de Bala é adiado

A estreia do espetáculo que conta a história da resistência de Mossoró ao bando de Lampião em 13 de junho de 1927, o “Chuva de Bala no país de Mossoró”, não acontecerá hoje às 21 horas, como definido na programação.

Está adiada, a princípio, para amanhã (sexta-feira, 16).

Anualmente, o Chuva de Bala é encenado no adro da Capela de São Vicente, no centro da cidade.

O adiamento ocorre em face da insegurança da estrutura montada ao espetáculo, condenada em inspeção do Corpo de Bombeiros (veja AQUI).

Os próprios artistas e equipe de apoio que se apresentariam hoje revelavam apreensão com o que estava sendo instalado pela empresa Ferdebez Produções e Eventos Ltda., responsável pelo serviço.

Nota do Blog – Decisão sensata. Vidas precisam ser zeladas e respeitadas acima das exigências de agenda e imagem de gestão municipal e prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

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Incoerência só na casa alheia

Incoerência só na casa alheia.

O “Mossoró Cidade Junina” com vários equipamentos interditados pelo Corpo de Bombeiros em 2015, era culpa do prefeito Francisco José Júnior (PSD).

Este ano, a culpa pelos mesmos problemas (veja AQUI) é da empresa contratada: a mesma Ferdebez Produções e Eventos Ltda.

E ninguém mais, claro.

Entendi, entendi.

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Bombeiros interditam Cidade Junina; prefeitura se esquiva

O Corpo de Bombeiros interditou à manhã de hoje (terça-feira, 13), as estruturas do “Chuva de Bala” (adro da Capela de São Vicente), “Cidadela” (nas cercanias da Capela de São Vicente) e a “Arena de Quadrilhas” (na Avenida Rio Branco) em Mossoró.

Os espaços fazem parte do “Mossoró Cidade Junina” (MCJ) 2017.

Outra vez o "Chuva de Bala" é tangido por empresa campeã de críticas e reincidente em trapalhadas (Foto: Wigna Ribeiro)

Segundo a fiscalização, a Prefeitura Municipal de Mossoró não apresentou projetos técnicos para que possa ocorrer a liberação desses equipamentos para uso, com segurança ao público e pessoal que trabalhará/se apresentará neles.

A municipalidade reagiu à notícia, emitindo Nota de Esclarecimento. Leia-a abaixo:

Nota de Esclarecimento

A Prefeitura de Mossoró informa que a responsabilidade pela estrutura física para exibição do espetáculo “Chuva de Bala no País de Mossoró” e obtenção de licenças é da empresa vencedora da licitação, Ferdebez Produções, conforme previsto no Edital de licitação e no contrato.

O Município acompanha todo o trabalho realizado, por meio das equipes das Secretarias de Cultura e de Infraestrutura.

O Município vê com naturalidade a ação fiscalizatória do Corpo de Bombeiros, cuja liberação atestará a segurança dos artistas e da população em geral.

Nota do Blog – A Ferdebez Produções foi responsável pelo mais desastroso Cidade Junina de todos os tempos, realizado ano passado. Interdições que se repetem. A empresa foi execrada pela imprensa, público, participantes, artistas etc., além de questionada quanto ao pagamento de dezenas de prestadores de serviços e tudo o mais.

Mas este ano está no mesmo local, com contrato igualmente gordo. Apesar disso, as mesmas vozes que a satanizavam (e ao governo de então) ano passado, resolveram se calar. Inclusive os neogovernistas.

A reincidência pode ser culpa da Ferdebez Produções e Eventos Ltda., mas ninguém pode alegar desconhecimento e transferir responsabilidades utilizando discurso legalista.

Quando tudo dá certo, mérito da prefeita; se tem algo errado, a culpa é sua, é minha, é nossa, é do bispo, do Estado Islâmico, da Xuxa, de Pelé.

Francamente!

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Prefeitura publica aditivo para promotora do Cidade Junina

A empresa Ferdebêz Produções e Eventos Ltda. teve “renovação do contrato por mais 180 (cento e oitenta) dias”. A garantia dada pela Prefeitura de Mossoró vai até 15 de maio deste ano.

A empresa foi responsável pelo evento denominado de Mossoró Cidade Junina, ano passado.

Aditivo foi publicado pelo Jornal Oficial do Município (JOM) nesse sábado (29) - Foto: reprodução)

A ‘assinaura’ (sic) do contrato foi no dia 2 de novembro de 2015, feriado de Finados, mas com publicação no dia passado (sábado, 29) no Jornal Oficial do Município (JOM).

O aditivo celebrado entre a Ferdebez e a Prefeitura de Mossoró é em referência ao “pregão presencial nº 037/2015”, pela Secretaria Municipal de Cultura (SMC), que diz respeito ao contrato firmado em 15 de maio de 2015.

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