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Manoelito Pereira, ou da arte de aprisionar um instante

Por Honório de Medeiros

Manuelito deixou acervo com mais de 40 mil fotos (Reprodução)
Manoelito deixou acervo com mais de 40 mil fotos; ele em seu estúdio em 1942 (Reprodução)

Alguns anos atrás o antigo Centro Mossoroense promoveu, em Natal, uma exposição com pequena parte do acervo fotográfico de Manoelito Pereira.

Ao mesmo tempo, prestou-lhe uma homenagem através de seus descendentes.

E os mossoroenses, além de outros interessados, puderam constatar seu talento através das fotografias expostas na Capitania das Artes.

Vivo fosse, talvez Manoelito tivesse encarado com ressalvas as fotografias escolhidas para a exposição. Faltaram aquelas que melhor expunham sua arte: os tipos populares, os nus artísticos, a própria cidade.

Sim, porque já naquela época, ou por isso mesmo, ele construiu um legado contemporâneo do futuro – em termos de arte os conteúdos, como o querem alguns filósofos, ditam a forma – jamais o contrário.

Embora seja compreensível a razão do Centro Mossoroense ter escolhido as fotografias de membros de antigas famílias da cidade para o evento, não seria demais a lembrança do caráter paroquiano dessa escolha.

No final das contas a exposição, que pretendia homenagear Manoelito, transformou-se numa homenagem de mossoroenses a mossoroenses através das fotografias expostas.

Assim é que não se via outra coisa, na Capitania das Artes, senão mossoroenses procurando a si mesmo e a seus ancestrais nas imagens.

Um fato no mínimo curioso, para um evento aberto ao público para homenagear a arte – embora também a memória por ele construída – de um artista finalmente e justamente lembrado.

Não importa. De qualquer maneira a homenagem, merecida, foi feita.

E o melhor, do acontecimento, foi chamar a atenção dos próprios mossoroenses para o valor incalculável do acervo doado por sua família a Mossoró.

Não é à-toa a importância que estudiosos de grandes universidades do sul dão ao acervo.

Tornado público, talvez seja mais difícil sua destruição, embora não haja mais como recuperar o muito que se perdeu, ao longo do tempo.

Saliente-se que o valor da obra de Manoelito não reside apenas no aspecto histórico.

Se, através das lentes de suas máquinas fotográficas, captou e registrou quase cinquenta anos da vida de Mossoró, muito mais se torna fundamental seu trabalho quando o observamos a partir de uma perspectiva acadêmica e, com os olhos de estudiosos, agradecemos sua contribuição para entendermos a evolução de uma cidade com as características de Mossoró.

Entender como Mossoró avançou no tempo é entender aspectos da história das cidades, do Sertão, Nordeste, Brasil, enfim, de nós mesmos.

Ou seja, o instante que Manoelito aprisionou é, aos olhos do estudioso, um imenso objeto de estudo a ser desvendado e compreendido. Lá estão, à sua espera, congeladas no espaço e no tempo, com arte, imagens que revelam fenômenos históricos, sociológicos, econômicos.

Debruçados sobre eles, assim como se debruçaram outros sobre as pinturas, as estátuas, a arte, enfim, dos antigos, estudiosos construíram a história da humanidade.

Entretanto, mais que alguém desejando fazer o registro de várias épocas, Manoelito construiu arte. Neste aspecto, não se sabe se sua vida imitou a arte, ou o contrário.

Manuelito em seu estúdio, em 1942 (Foto: Web)
Manoelito não fotografava; compunha (Foto: Arquivo)

Como todo artista, estava à frente de seu tempo não só no que diz respeito à arte em si, mas também ao seu estilo de vida.

E parecia compreender essa perspectiva, quando transcendia a diuturnidade das exigências comerciais que lhe eram impostas pela necessidade de sobrevivência compondo fragmentos-imagens de uma beleza sem par, mesmo se somente lhe era solicitado o aprisionamento de um instante específico através de uma fotografia.

Ele não fotografava, compunha. Transformava o árido em fértil, o cinzento em festa para os olhos, o jogo de sombras em arte.

Repousa sobre o meu birô de trabalho uma foto de minha mãe, feita por ele, onde está estampado, com rara felicidade, o melhor de seu talento.

Não podia ser diferente: virou lenda a exigência e rispidez com a qual, mesmo no tumulto de casamentos ou outras festas, produzia as fotografias a ele encomendadas.

E, compondo, reafirmou a crença – pelo menos para uns poucos – de que somente artistas como ele, antenas da raça, ungido dos deuses, conseguem tornar-se eternos.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura de Natal e do Governo do RN

Manuelito tinha razão

Por Bruno Ernesto

Reprodução de foto da área central de Mossoró (Acervo Manuelito/Museu Municipal)
Reprodução de foto da área central de Mossoró (Acervo Manuelito/Museu Municipal)

Nos últimos anos os mapas digitais e o GPS têm facilitado nossas vidas e auxilia enormemente quem anda por lugares desconhecidos. Sua utilidade é inegável.

Todavia, mantenho o velho costume de observar por onde ando e que carrego desde sempre, por orientação do meu pai.

Ele me dizia que num lugar desconhecido, quando possível, sempre buscasse um ponto de referência para poder me orientar.

Tanto na zona urbana, quanto na rural, esse costume me salvou de muitas situações potencialmente estressantes.

Hoje, com o auxílio do GPS, praticamente ninguém observa mais nada ao seu redor.

Eu mesmo costumo testar o meu filho Pedro, de 12 anos, para saber se ele sabe se localizar na cidade e, na maioria das vezes, ele está desorientado.

Então, há uns anos, venho moldando a sua percepção de localização para que ele não dependa exclusivamente de um GPS para andar na própria cidade em que mora. E tem funcionado satisfatoriamente, na medida do possível. Especialmente quando digo que estou em tal região da cidade, pois ele já começa a ter noção se chegarei rápido ou vou demorar.

Outro reflexo dessa vida moderna, é que muitas pessoas ignoram totalmente a geografia do local onde mora. Tem gente que não tem a menor noção dos lugares históricos.

Isso é um reflexo não apenas da tecnologia, porém, do desinteresse pela história e geografia humana local. E isso não se aplica a pessoas da idade de meu filho Pedro.

Canso de perceber que pessoas com mais idade – inclusive moradores antigos -,   muitas vezes não reconhecem nada numa foto antiga da cidade. Sequer um ponto de referência, quando mostro uma fotografia antiga e interessante a que tive acesso.

No caso de nosso País de Mossoró, tantos registros interessantes temos no Museu Lauro da Escóssia, lá, adormecidos, de um passado que já se distancia de tal forma que, em pouquíssimo tempo, não restará mais nenhuma testemunha ocular.

Quantos momentos bons tenho e trago na memória e relembro toda vez que visito aquele templo da nossa história local, tão preterido.

As imagens antigas de Mossoró, tão preciosamente registradas por Manuelito, realmente são fantásticas.

Ele registou o cotidiano da cidade, das pessoas; aquela cidade pulsante que aos poucos vai se transformando.

Se você não tem familiaridade com a sua cidade, com as ruas e lugares, não entenderá bem a dinâmica dela. Nem de antes, nem de agora, nem além.

O movimento de um museu diz muito sobre a cultura local e seus habitantes.

Os de ontem, os de hoje e os de amanhã.

Bruno Ernesto é advogado, professor e escritor

As lentes que recomendo na campanha política 2020

Esse eu indico. Com ele tenho trabalhado há quase 20 anos: Ricardo Lopes.Esse cara é múltiplo; de artista plástico a caixeiro viajante.

Gosto dele, primeiro como gente, porque é do bem, de caráter.

Na hora que recorro ao seu trabalho, suas lentes sensíveis dizem mais do que eu peço, falam mais do que meu texto.

Por vezes revelam tudo!

E, nesse período de campanha eleitoral, é quem procuro e indico.

Senhor (a) candidato (a), caro marqueteiro, eis Ricardo Lopes.

Entre vários profissionais competentes que conheço e com quem trabalho, cito-o e indico-o.

Tem outros bons, muito bons também. E há mercado para todos (amém!).

Mas Ricardo é também meu amigo, um “liso estável” da melhor linhagem, como eu.

Ah, tem mais: é casado com Iarinha (ela vai gargalhar ao ler isso)!

Ao trabalho!

Ricardo Lopes – Whatsapp – (84) 98701-1111

Endereço – Rua Segundo Marques, 216, Nova Betânia, Mossoró.

E-mail: ricardofranciscofernandeslopes@gmail.com

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A vida inventiva e reinventada de Ricardo Lopes

Veja a 11ª edição do Carlos Santos – AOS VIVOS!, que foi não ar nessa segunda-feira (27) com o fotógrafo e Artista plástico Ricardo Lopes.

Capacidade inventiva e fôlego para sempre se reinventar marcam, em essência, a vida do nosso convidado.

Um cara do bem que é um exemplo de leveza, encarando a vida como ela é.

Na próxima segunda-feira (3 de agosto), a gente vai receber outro nome em  nosso endereço no Instagram – www.instagram.com/blogcarlossantos.

Aguarde!

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As mil e uma faces e fases de Ricardo Lopes “Aos Vivos!”

Vamos receber mais uma figura bacana em nosso projeto jornalístico experimental e embrionário, o Carlos Santos – AOS VIVOSNa próxima segunda-feira (27), às 21h, será a vez do fotógrafo e artista plástico Ricardo Lopes, do Armazém Chaplin.

Multifário, figura de mil e uma vocações, cara que sempre está se reinventando, ele tem muito a conversar conosco, não fazer um monte de coisas e sei lá o quê!

Encontro marcado em nosso endereço no Instagram – www.instagram.com/blogcarlossantos

Acesse e participe.

Até lá!

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Carlos Santos – Aos Vivos! recebe hoje jornalista Cézar Alves

Encontro marcado para essa segunda-feira (6), a partir das 21h,  com o criador e editor do portal Mossoró Hoje, um dos grandes sucessos do webjornalismo do RN, jornalista Cézar Alves.

Ele estará conosco no endereço www.instagram.com/blogcarlossantos, no projeto Carlos Santos – AOS VIVOS!

São 25 anos de carreira e uma história de vida que vai lhe surpreender.

Agende-se.

Participe.

Até lá.

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“Terra do mar – Rio Grande do Norte” será lançado dia 8

Com um olhar singular e revelador das belezas do litoral potiguar, o novo livro-álbum do fotógrafo Fernando Chiriboga tem lançamento marcado para o próximo dia 8 de novembro, a partir das 18h, no 3º piso do Midway Mall, na galeria que leva o nome do autor.

Intitulado “Terra do mar – Rio Grande do Norte”, o lançamento é o 15º livro de sua carreira e contempla o litoral potiguar, pertencente a linha de costa do Oceano Atlântico, o que compreende uma faixa de 410 km de extensão, predominantemente de praias arenosas e falésias, guardando uma diversidade ambiental de recifes, corais, mangues, campos de dunas e estuários.

Fernando Chiriboga capta a beleza singular de Tibau do Sul e mostra em seu novo trabalho no livro-álbum

São essas belezas capturadas pelas lentes do equatoriano, radicado em Natal, Fernando Chiriboga, que compõem o seu mais novo livro-álbum.

Sobre o autor

Apaixonado por fotografia, Fernando Chiriboga é fotógrafo profissional com produção autoral e dedica-se a pesquisas fotográficas com ênfase nos temas natureza e aventura.

Nascido em Quito, Equador, veio para o Brasil em 1985, mais precisamente para o Nordeste brasileiro, onde vive até hoje. Ao longo desses anos vem percorrendo as terras nordestinas, retratando sua beleza e diversidade.

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