Em conversa com um interlocutor em sua estada em Mossoró no final de semana, em pleno Mossoró Cidade Junina (MCJ) 2017, o governador Robinson Faria (PSD) desabafou:
– Silveira entregou a condução política dele à cunhada. Deu no que deu.
Referia-se ao ex-aliado e ex-prefeito mossoroense Francisco José Lima Silveira Júnior (PSD), que na campanha municipal do ano passado foi levado a adotar o novo nome político de “Francisco”, numa alusão ao Papa Francisco, mas desistiu da disputa.
Sua cunhada, a jornalista e marqueteira Mirella Ciarlini, foi a responsável também por esse mimetismo político.
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Como tem feito há vários meses, utilizando aplicativo de vídeo no Facebook (rede social) para se comunicar, o ainda prefeito de Mossoró – Francisco José Júnior (PSD), “Francisco” – postou mensagem de Ano Novo no final da manhã de hoje, dirigida à população mossoroense.
Em seu conteúdo de 2 minutos e 43 segundos, a postagem “patrocinada” (paga) oferece o prefeito em várias situações editadas, mas destacando o que teria sido sua gestão à frente da Prefeitura de Mossoró.
Diante da Câmera (que simula ser um espelho), o prefeito afrouxa a gravata e narra conteúdo em que assinala ter feito o melhor possível para agradar.
Ao final, depois de se apresentar em cenas à beira-mar e surfando sobre as ondas, ele manda um aviso, sorrindo:
– Ah,quem pensa que acabou… a nossa luta apenas começou. É hora de assumir novos papeis!
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Umas perguntas que preciso fazer no auge dessa ebulição política em Mossoró, até para me situar:
– Com a desistência de candidatura, o prefeito Francisco José Lima Silveira Júnior (PSD) pode voltar a ser tratado por “Silveira”, como sempre foi conhecido desde a infância?
– Alguém aí vai insistir no “Francisco” (adotado agora na campanha) ou arriscar outra jogada de ‘marketing’ com um “Lima”?
Temos que perguntar.
Nunca se sabe, hein!?
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Francisco José Lima Silveira Júnior (PSD), o Francisco José Júnior, Silveira, agora político-eleitoralmente trabalhado por seu marketing como “Francisco”, tenta a reeleição à Prefeitura de Mossoró depois de revelar muita destreza política e ser bafejado pela sorte, digamos.
Francisco é persuasivo, articulado e boa parte do que diz em seus programas eleitorais, sobre gestão e adversários, é verossímil. Mas por que ele não decola? Vamos tentar explicar.
O prefeito-candidato mergulhou num abismo delirante. As redes sociais da Internet formam um mundo à parte ou espécie de brinquedinho infantil adotado por ele, mas que se volta contra si como um monstro a devorá-lo. É desse mundo virtual que vem boa parte dos seus infortúnios recentes, que desmancham de vez suas utopias eleitorais (veja AQUI, AQUI e AQUI episódio recente que envolve até a primeira-dama do Estado, Juliane Faria).
"Francisco", em plena madrugada, faz filmagem de si na periferia da cidade, para se expor no seu mundo virtual (Foto: Web)
Sua candidatura à reeleição parece mostrar que os ventos sopram noutra direção e várias conspirações do destino que o favoreceram num passado, recente, parecem ter chegado ao fim.
Mas o caso não é exatamente de sorte ou azar. Não estamos lidando com um trevo de quatro pétalas ou a falta dele.
Na mitologia Celta (veja AQUI), os Druidas, filósofos e conselheiros da sociedade dessa etnia da Europa na antiguidade, acreditavam que o trevo de quatro folhas simbolizava a boa fortuna e quem o possuísse passaria a ter a sorte dos deuses e os poderes da floresta.
Sob essa ótica mitológica, pode ser assinalado que o grande capital obtido nos últimos tempos por Francisco não é eleitoral ou de imagem pessoal. Como ele mesmo atesta em suas declarações de bens desde as eleições de 2012 até este ano (veja AQUI), os últimos anos foram de bençãos nos negócios. Tudo indica que encontrou um trevo de quatro pétalas. Ô!!
Egolatria e megalomania
Na política, o candidato à reeleição pela Coligação Liderados pelo Povo caminha para desastre iminente e previsível há vários e vários meses. Na floresta que tem diante de si, na caça ao voto, é presa fácil de adversários que não precisaram se movimentar muito para alijá-lo da disputa.
Francisco, Francisco José Júnior, Silveira, Francisco José Lima Silveira Júnior é vítima de si mesmo (veja AQUI). De uma vaidade doentia, que podemos tratar por nomes complexos como “egolatria” e “megalomania”. Contrastam com o que o seu marketing tenta fervorosamente adesivar ao seu perfil, a partir do prenome papal de “Francisco”.
O prefeito eleito com estrondosa votação no pleito suplementar de 4 de maio de 2014, após cassação e afastamento da prefeita eleita Cláudia Regina (DEM), foi sendo paulatinamente engolido pelo próprio ego. Não entendeu a mensagem das urnas àquele ano, que este Blog decifrou (veja AQUI).
“A missão do novo prefeito é muito maior do que talvez ele mesmo imagine. Será divisor de águas ou apenas nuvem passageira“, alertava nossa matéria no dia 6 de maio de 2014, dois dias após a eleição de Francisco José Júnior a prefeito de Mossoró em pleito suplementar.
Turbinado e anabolizado
Ele ficou turbinado e anabolizado com o triunfo. Passou a colecionar mais vitórias diretas e indiretas, mirando projetos mais ousados, levitando como se fosse um ser celestial. Seria a reencarnação do prefeito Rodolfo Fernandes (falecido em 1927), que comandou resistência à invasão do bando de Lampião em Mossoró. Pelo menos assim chegou a disseminar sua mulher, a primeira-dama Amélia Ciarlini.
Logo após as eleições que fizeram do então vice-governador dissidente Robinson Faria (PSD) o governador eleito do RN, em 2014, Francisco José Júnior passou a repetir como um mantra, que seria candidato ao Senado em 2018 e, depois, nome ‘natural’ para suceder Robinson no Governo do Estado.
Chegou a ponto de pleitear (sem sucesso) uma sala na Governadoria, para poder “despachar” politicamente num mesmo patamar do governador Robinson.
Nesse ínterim, começava a conviver com o espectro de uma reprovação pessoal e administrativa sem precedentes em Mossoró. Seria uma marolinha. Virou tsunami.
Mesmo tendo juntado 14 partidos e 182 candidatos a vereador, Francisco está em queda livre a 20 dias das eleições. Deverá experimentar votação humilhante e debandada em massa dos candidatos a vereador (veja AQUI).
Palavra gelatinosa e volátil
Estigmatizado como uma pessoa sem compromisso e de palavra gelatinosa e volátil, o prefeito repete uma retórica defensiva com surrados clichês – quase todos fora da realidade. Os adversários não se conformariam com o sucesso de um “Francisco” e estariam o atacando feroz e levianamente, resume o candidato.
Menos, menos.
Ele não é vítima da mídia, como repete, por exemplo. A imprensa em sua grande maioria foi paga para incensá-lo, mesmo que não costume receber em dia pelo serviço e não consiga o milagre de escudar e esconder tantas aberrações políticas e administrativas.
A oposição, dispersa e sem liderança alguma, fez o básico do básico na Câmara Municipal. Nada articulado e com força como ele prega. Mais barulho do que algo eficiente.
A última gota da credibilidade perdida (Foto: reprodução)
Praticamente ninguém cresceu nesse vácuo do seu desgaste, como a ex-deputada Larissa Rosado (PSB) que atrofiou politicamente a ponto de se abrigar no rosalbismo, histórico grupo adversário. Inviabilizou-se à sucessão deste ano após quatro tentativas de chegar à Prefeitura.
A ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP) tira maior proveito desse quadro, pois cristalizou uma liderança em boa parte graças ao próprio ocaso dele e sem fazer oposição ao seu governo. Francisco, paradoxalmente, é seu principal cabo-eleitoral.
Em seu slogan, Francisco José Júnior garante que vai até o final: “Sempre resistir. Recuar Jamais” (sic). Desistindo ou não, já está fora do páreo como asseveramos (veja AQUI).
Boa parte dos seus eleitores deve migrar para um voto útil em contraponto à Rosalba.
Se sustentar fidelidade à bravata do slogan, ele dará o último suspiro naquilo que já perdeu há tempos: a credibilidade. Mas não se salvará do por vir.
O inferno não são os outros.
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A primeira-dama e ex-secretária municipal do Desenvolvimento Social de Mossoró Amélia Ciarlini, mulher do prefeito mossoroense Francisco José Júnior (PSD), agora denominado apenas de “Francisco”, fez um longo depoimento banhada em choro.
O episódio foi à manhã de hoje, através do Facebook Live em aplicativo “ao vivo”. Seu pronunciamento, em cima de um texto que afirmou ter sido feito por ela mesma, sem conhecimento do marido.
– Fiz isso sem o conhecimento do meu esposo Francisco José Júnior (…) – assinalou.
A “vídeo-carta” foi dirigida especialmente ao governador Robinson Faria (PSD), num desabafo que o definiu como homem ingrato por ter deixado seu marido praticamente só, contra tudo e todos na política de Mossoró, sem uma contrapartida de apoio para administrar a prefeitura.
Amélia leu ao vivo, texto que teria sido escrito por ela e dirigido ao governador (Foto: reprodução)
Paralelamente à sua manifestação, em lágrimas e com uso até de lenço, Amélia era bombardeada por internautas adversários e aliados, num “tiroteio” verbal grotesco.
Amélia disse: “Ele (Francisco) acreditou ter um amigo que, se vitorioso, iria ajudar Mossoró”.
Em outros trechos, ela reitera a decepção com o governante e o sacrifício do seu marido, que esperava “Mossoró ser reconstruída”, com apoio de Robinson.
Lembrou também, que Robinson chegou a afirmar em Campanha que seria “o governador de Mossoró”.
Deixou claro que “não sigo mais com orientação política do governador Robinson Faria”. Assinalou que acredita no marido e “não acredito na candidata Rosalba que sequer sabe o que está sendo feito por Mossoró”.
Avisou ainda que “estarei me desfiliando do PSD” e continuará ao lado do prefeito e marido, mas “não faço mais parte dessa política do senhor Robinson Faria”.
Veja Link integral da fala da primeira-dama clicando AQUI.
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O prefeito mossoroense e candidato à reeleição, “Francisco” (ex-Francisco José Júnior-PSD), está se expondo ao escárnio e à ridicularização planetária nas redes sociais. Vira-se contra ele o que parecia ser uma “grande sacada”.
Internauta provoca, agride e 'curte' até com sobrancelhas de 'Francisco' (foto: reprodução)
A estratégia de utilizar dispositivo do aplicativo Facebook (veja AQUI postagem sobre o assunto há alguns dias) para falar ao vivo com internautas, acaba o expondo a um espetáculo virtual burlesco.
Na ânsia de se comunicar com a população e prestar contas da gestão, ou mostrar projetos, ele termina sendo alvo de uma disputa de claques “do bem” e “do mal”, ou seja, militantes seus e adversários.
Proteção a caçador de Pokemón
Na prática, nada do que ele tenta vender é absorvido pelo público-alvo, que parece muito mais interessado em ir ao extremo do elogio nada gratuito e ao ataque nada desinteressado.
O mais recente vídeo que começa a viralizar nas redes sociais, é o prefeito até bem humorado respondendo a uma provocação, dizendo não ter tempo para “caçar Pokémon” (Pokémon Go é um jogo que se populariza mundo afora, com uso de Smartphone) – veja abaixo. É patético.
E não aparece ninguém, uma única pessoa de bom senso para lhe dirigir a palavra e pedir para que dê um freio nesse circo de horrores.
Em pouco tempo, vai-se transformando numa figura comum em “memes” (peças de humor da Net) e de outros quadros de exposição grotesca e hilariante no mundo cibernético.
Essa postagem, mais do que interesse em dar eco ao que ocorre, alerta seus marqueteiros, amigos e familiares para o que está posto. Não há ninguém de bom senso por aí, próximo, para tirá-lo dessa situação embaraçosa que quase diariamente se mete?
Lamentável, realmente lamentável esse fim.
Paciência.
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A cor-padrão está mantida: é o amarelo. Mas o candidato à reeleição à Prefeitura de Mossoró, prefeito Francisco José Júnior (PSD), repaginou o próprio nome político para se apresentar ao eleitor na atual campanha.
O objetivo do marketing é ainda difícil de se identificar com segurança, mas se for para simplificar, tudo bem. Ficou simples mesmo utilizar apenas o prenome do candidato. Se será eficaz, o tempo dirá.
Francisco José Júnior é agora simplesmente “Francisco”. Em todo material de campanha para tentar amealhar votos, ele aparece de um jeito que não foi durante toda vida pública e no próprio mandato em andamento, desconectado da origem biológica e política.
Peça de propaganda mostra identidade visual de um 'novo' político, agora simplesmente "Francisco" (Foto: reprodução)
Em campanhas para vereador, o hoje prefeito Francisco José Júnior chegou a usar o slogan “Em nome do pai” para justificar o voto em seu nome a partir do largo conceito social conquistado por Francisco José, o pai (ex-vereador e ex-deputado estadual).
A forte associação que marcou toda sua vida política de mais de 16 anos, ligando-o ao nome civil paternal, desapareceu na corrida eleitoral deste ano por força do marketing. É como se nunca tivesse existido.
“Papa Francisco”
Nas peças de propaganda agora, Francisco (ex-Francisco José Júnior) aparece com punho cerrado e braço direito erguido, numa outra identidade visual para tentar chegar à reeleição.
O marketing tem suas razões (ou deve ter) para tentar esse ajuste que o separa do seu maior capital-imagem até então: “o enfermeiro do povo”, o ex-deputado, o “irmãozinho” Francisco José. Esses epítetos se incorporaram ao ex-parlamentar estadual e o ajudaram a transferir votos ao filho Francisco (ou Francisco José Júnior), em quatro campanhas a vereador e a prefeito em 2014.
Francisco é um nome “papal”, digamos. “Papa Francisco”, prefeito Francisco. Se a ideia é ligar um ao outro subliminarmente, a junção cria um ecumenismo político-eleitoral religioso raro na tentativa de cabalar votos em 2 de outubro, haja vista que o seu vice, Micael Melo (PTN), é evangélico.
Já o slogan da campanha é extraído de trecho da música-tema do espetáculo teatral “Chuva de Bala no País de Mossoró”, do compositor Nissan Guanais – como o Blog já postou (veja AQUI). Remete-o à figura destemida do prefeito Rodolfo Fernandes, líder da resistência da cidade ao bando de Lampião em 1927:
– Sempre resistir; recuar, jamais!
Nos primeiros programas de rádio e televisão, nas ruas e redes sociais, Francisco (ou Francisco José Júnior) é apresentado como “vítima” da elite política local materializada nos tentáculos da família Rosado.
Vencer a todos é uma tarefa que não caberia a Francisco José Júnior ou “Silveira”, como ele é conhecido desde a infância por familiares e amigos, mas a Francisco. Com uma pitadinha de Rodolfo Fernandes, claro.
Francisco José, o pai, fica apenas como cabo eleitoral terreno.
Veja matéria sobre identidade visual da campanha de Rosalba Ciarlini (PP) – clicando AQUI.
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A posse do novo Presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte – FEMURN – Ivan Lopes Júnior, será realizada nesta quarta-feira, 1º de junho.
A cerimônia está marcada para às 15 horas, no Auditório Agnelo Alves, localizado na Sede da FEMURN, Natal.
Ivan Júnior, atual prefeito do município de Assú, é o 1º vice-presidente da Federação, e irá assumir oficialmente a presidência ocupada por Francisco José Silveira Júnior, que renuncia ao cargo para cumprir a legislação eleitoral.