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Envolvida em caso de precatórios não obtém habeas corpus

Ubarana e George Leal: precatórios (Foto: arquivo)

Os desembargadores que integram o Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça do RN (TJRN) voltaram a julgar, na sessão desta quarta-feira, 8, mais um recurso, movido pela defesa de Carla de Paiva Ubarana, ex-chefe da Divisão de Precatórios da Corte potiguar. Ao lado do marido, George Leal, confessou o envolvimento em esquema criminoso que desviou recursos do setor.

Dois desembargadores – Rafael Godeiro e Osvaldo Cruz – foram afastados e aposentados compulsoriamente (veja AQUI).

Dentre outros pontos, os advogados pediam que a acusada pudesse cumprir pena em casa, até a realização de uma perícia médica, devido ao que definiram como “grave estado de saúde”.

Unanimidade

O mesmo argumento também foi defendido em outros mandados e habeas corpus, porém com o mesmo resultado: negado em todos os julgamentos.

No entanto, os argumentos dos advogados foram rejeitados pelo relator do recurso, desembargador Cornélio Alves. O posicionamento do relator foi acompanhado, à unanimidade, pelos demais integrantes da Corte potiguar.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Leia também: Desembargadores são condenados à devolução de dinheiro AQUI.

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Polícia prende casal envolvido na “Operação Judas”

Do Blog de Jacson Damasceno

Polícia Civil prendeu hoje à tarde em Natal o casal dos precatórios, Carla Ubarana e George Leal.

Eles foram detidos em casa, por força de um mandado de prisão. A prisão foi feita pelo pessoal da Delegacia de Capturas, que é chefiada pelo delegado licenciado Luiz Lucena.

Carla e George estão sendo levados para o Itep, para fazer o exame de corpo de delito.

Eles são condenados por roubar mais de R$ 14 milhões através do Setor de Precatórios do TJ.

O esquema foi desbaratado na Operação Judas.

Saiba mais informações sobre a Operação Judas numa série de links de matérias postadas neste Blog – clicando AQUI.

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Ministério Público emite nota sobre condenações

O Ministério Público do RN (MPE/RN) emitiu Nota de Esclarecimento quanto à decisão judicial que condenou Carla Ubarana e o seu marido George Leal, por delitos praticados no âmbito da Divisão de Precatórios do Tribunal de Justiça do RN (TJRN).

O MPE/RN pondera que “pretende recorrer da sentença, mediante apelação criminal, para vindicar a redução de 2/3 (dois terços) da pena imposta a Carla Ubarana e George Leal, conforme já havia requerido em alegações finais”.

Veja íntegra abaixo:

O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, através da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público da Comarca de Natal, em virtude da publicação da sentença condenatória referente a Operação Judas, na data desta terça-feira, 26/03/2013, vem prestar os esclarecimentos que se fazem necessários:

1) A referida sentença condenatória consistiu em uma resposta digna e altiva do Poder Judiciário aos delitos praticados no âmbito da Divisão de Precatórios do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte;

2) O Ministério Público, no curso das investigações, celebrou acordo de delação premiada com os réus Carla Ubarana e George Leal, pelo qual se obrigou a postular os benefícios previstos em lei para quem desvenda a prática do crime em todas as suas circunstâncias, identifica os agentes que praticaram o crime e restitui os bens ilicitamente auferidos;

3) Com base neste acordo, requereu em alegações finais da Ação Penal em apreço a redução da pena em favor do casal no patamar de 2/3 (dois terços). No entanto, a sentença condenatória, admitindo a colaboração dos réus, fez incidir a redução da pena em 1/3 (um terço);

4) Subsiste, neste momento, a obrigação profissional e ética do Ministério Público em prestigiar o instituto da delação premiada, reconhecendo a efetiva, decisiva e relevante contribuição do casal para a elucidação do crime e identificação dos agentes públicos que se situavam acima dos réus na escala hierárquica da empreitada criminosa;

5) Nesse sentido, informa que pretende recorrer da sentença, mediante apelação criminal, para vindicar a redução de 2/3 (dois terços) da pena imposta a Carla Ubarana e George Leal, conforme já havia requerido em alegações finais;

6) Antes disso, o Ministério Público interporá o recurso de embargos de declaração para que conste na sentença o valor mínimo de reparação do dano, pois, embora a sentença tenha mencionado esse valor nos seus fundamentos, faltou constar no dispositivo sentencial.

PROMOTORIA DE JUSTIÇA DE DEFESA DO PATRIMÔNIO PÚBLICO

Justiça determina prisão de Carla Ubarana e marido

A ex-chefe da Divisão de Precatórios do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) Carla de Paiva Ubarana Araújo Leal e o marido dela, George Leal, foram presos na manhã desta terça-feira (26) em Natal.

Os dois foram condenados por fraudes na divisão de Precatórios do TJRN.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Carla encabeçava um esquema que desviou, de acordo com a sentença, R$ 14.195.702,82 do TJ.

Os mandados de prisão foram expedidos pelo juiz da 7ª vara Criminal de Natal, José Armando Ponte Dias Junior.

Pela sentença de José Armando Ponte, publicada na manhã desta terça no site do Tribunal de Justiça, Carla Ubarana foi condenada a 10 anos, 4 meses e 13 dias, mais 386 dias-multa em regime fechado. George Leal pegou pena de 6 anos, 4 meses e 20 dias, mais 222 dias-multa em regime semiaberto.

José Armando Ponte, ainda na sentença, manda que todos os bens apreendidos em nome de Carla e George sejam leiloados e que o dinheiro arrecado nesses leilões seja depositado em conta a ser definida pelo Tribunal de Justiça.

Essa mesma conta deve receber o dinheiro em espécie – moeda nacional e estrangeira – apreendido com o casal.

Saiba mais detalhes AQUI.

Nota do Blog – Quero saber como Carla Ubarana conseguiu “praticamente sozinha” desviar mais de R$ 15 milhões do TJRN. Acho que está faltando mais gente nesse xilindró.

Justiça liberta Carla Ubarana e seu marido George Leal

O juiz da 7ª Vara Criminal de Natal, José Armando Ponte Dias Júnior, decidiu pela liberdade liberdade provisória de Carla Ubarana e George Leal. O magistrado condicionou a liberdade dos réus ao cumprimento de algumas medidas cautelares.

A defesa de Carla Ubarana e George Leal solicitou, na semana passada, a liberdade provisória argumentando que não havia razões para que o casal permanecesse preso. Com o fim das diligências e da inspeção dentro do Tribunal de Justiça do Estado (TJRN), os dois, no entendimento dos advogados, não têm mais possibilidade de atrapalhar a coleta de provas e investigação, não se justificando, portanto, a manutenção da prisão.

O Ministério Público opinou favoravelmente ao pedido justificando que não há mais requisitos para a manutenção de prisão já que os réus relataram suas versões em depoimento à Justiça e estão impedido de deixar o país. Ainda segundo o MPRN, não há mais o risco de destruição de provas ou coação de testemunhas, pois a fase de investigação já foi concluída.

Carla Ubarana e George Leal são réus confessos da Operação Judas que investiga fraudes na Divisão de Precatórios do TJRN. Eles estão presos desde o fim de janeiro. No dia 20 de março foram beneficiados com a prisão domiciliar. O casal estava sob proteção policial, não podendo se ausentar da residência, salvo comprovada emergência médica, e desde que a saída fosse comunicada de imediato à Justiça.

Com informações do Tribunal de Justiça do RN (TJRN).

Bando do Tribunal de Justiça é mostrado no ‘Fantástico’

Da Rede Globo de Televisão

O programa “Fantástico” mostra uma farra milionária bancada com o dinheiro do contribuinte. Dinheiro aos montes, desviado de um tribunal de justiça no Nordeste. Um casal que participava da falcatrua conta em detalhes como era a vida de luxo que levava e acusa dois ex-presidentes do tribunal de integrar o esquema. A reportagem é de Eduardo Faustini.

Você já viu um papel higiênico todo estampado com notas de dinheiro? E ainda por cima dinheiro europeu?

“Foram retirados quase R$ 20 milhões. Não chega a R$ 20 milhões”, conta Carla Ubarana Leal, funcionária do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.

O papel higiênico foi encontrado pela polícia em um dos imóveis de Carla. Mas os R$ 20 milhões que ela menciona não foram jogados no vaso sanitário. É tudo dinheiro de verdade – dinheiro público – desviado do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. E, segundo Carla, os cerca de R$ 20 milhões roubados foram divididos entre ela e dois desembargadores. “Entreguei a desembargador Osvaldo Cruz e entreguei a desembargador Rafael Godeiro”, revela.

Com a parte dela no esquema, Carla e o marido compraram, entre outras coisas, uma mansão na beira do mar.

“Ela tem, como diz meu marido, mais de dois mil metros só de grama”, diz Carla.

Veja texto completo e vídeo da reportagem clicando AQUI.

Sindicância sobre precatórios deverá ser lida no TJRN

Será nesta terça-feira (10), a leitura do relatório de sindicância interna no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), determinada por sua desembargadora-presidente, Judite Nunes.

A sindicância foi desencadeada para apurar supostos desvios de conduta e recursos do Setor de Precatórios. O desembargador Caio Alencar preside os trabalhos e há alguns dias – à sua proteção pessoal – tem andado com escolta armada.

À semana passada, segundo foi noticiado por setores da imprensa – mas desmentido pelo próprio TJRN – teria ocorrido até bate-boca e confronto físico, em meio à investigação.

Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também foram acionados por Judite Nunes, que tem declarado interesse em levar o caso às últimas consequências, separando o joio do trigo.

Noutra via de investigação, o Ministério Público chegou a provocar a prisão de várias pessoas, em especial de Carla Ubarana (que chefiava o Setor de Precatórios) e seu marido, George Leal, apresentado à opinião pública como ‘investidor internacional’. Eles estão em prisão domiciliar e assinaram termo de delação premiada, que enseja redução de pena – caso sejam condenados judicialmente – em troca de informações estratégicas à plena apuração do escândalo.

Saiba mais AQUI.

Ministério Público confirma depoimentos comprometedores

O Ministério Público (MP), através de sua Assessoria de Imprensa, emitiu nota informando aspectos relacionados a depoimentos e investigações no ‘Caso dos Precatórios’. Reitera o que a imprensa e mídias sociais têm noticiado.

Veja abaixo:

O Ministério Público vem a público prestar esclarecimentos a respeito da investigação quanto às fraudes na Divisão de Precatórios do TJRN (Tribunal de Justiça do RN).

O MP, de fato, celebrou termo de compromisso de colaboração premiada com os réus CARLA DE PAIVA UBARANA A. LEAL e GEORGE LUÍS DE A. LEAL.

Comprometeu-se a postular os benefícios previstos na Lei n.º 9.807/99, desde que os acusados colaborassem voluntariamente com a investigação e com o processo criminal na identificação dos demais co-autores ou partícipes do crime e na recuperação do produto do crime.

Os réus prestaram depoimentos ao MP, confessando sua participação em esquema de desvio de recursos públicos, indicando dois Desembargadores como co-autores desses ilícitos, depoimentos estes que foram corroborados na data de hoje, 30/03/2012, nos interrogatórios judiciais.

Os réus assinaram ainda, juntamente com seus advogados, termos de autorização de alienação antecipada de bens.

Diário detalha as fraudes e nomes de desembargadores

Isaac Lira, Ricardo Araújo e Júlio Pinheiro (Tribuna do Norte)

A expectativa do Ministério Público Estadual é que Carla Ubarana confirme hoje, em depoimento prestado à Justiça, os detalhes do esquema de fraudes na divisão de precatórios do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), citando os beneficiários, o papel de cada um no esquema de desvios, como eram feitos saques irregulares, como era a “lavagem” do dinheiro desviado e a distribuição final dos recursos obtidos com as fraudes.

Boa parte dessas informações constituem o conteúdo de um diário mantido pela ex-chefe da Divisão de Precatórios do TJRN. A TRIBUNA DO NORTE teve acesso ao diário.

Além de detalhar o esquema de fraudes, Carla cita desembargadores, juizes e detalha as condições das negociações para colaborar com o MPE em anotações para uso próprio e em troca de informações com o marido, George Leal, também acusado e preso.

Saiba mais detalhes AQUI.

Nota do Blog – Carla Ubarana e o marido chegaram ao Fórum Seabra Fagundes. Eles e mais nove testemunhas devem depor ainda hoje.

Casal envolvido em escândalo tem carro de R$ 648 mil

O casal Carla Ubarana-George Leal, acusado de participação direta na rapinagem de cerca de R$ 72 milhões em precatórios, no Tribunal de Justiça do RN (TJRN), tem gosto extravagante, como convém a todo ricaço esnobe.

Sua Mercedes-Benz SLS AMG custa em torno de R$ 648 mil. Os freios são de porcelana. É apenas um dos carros do casal, preso ontem em Recife-PE e recambiado para Natal já ao final da noite passada.

Engraçado é que com tanta exposição de riqueza, incompatível com remuneração declarada, não acontecia nada para apurar tamanho acinte. A malha-fina gosta mesmo é de assalariado.

Veja em anexo um vídeo que mostra a Mercedes, veículo para poucos afortunados em todo o mundo.

Nota do Blog – Carla e George foram presos ontem em Recife-PE e recambiados para Natal já ao final da noite passada. Ela era chefe do setor de precatórios do TJRN e ele é conhecido pelo pomposo ofício de “investidor”.

“Operação Judas” prende acusados em caso de precatórios

Ministério Público Estadual (MPE) e Polícia Civil deflagram a “Operação Judas” e cumprem mandados de prisão e busca e apreensão sobre o caso dos precatórios no Tribunal de Justiça do RN (TJRN). Milhões teriam sido desviados.

A Operação Judas já alcançou êxito nas primeiras horas deste dia. Os mandados foram cumpridos em Natal, Canguaretama e Recife esta manhã.

Cinco pessoas foram presas até o momento.

Entre os presos está um casal. Carla Ubarana, ex-chefe do setor de precatórios do TJRN e o seu marido, George Leal, estão entre os presos.

Ubarana assumiu a chefia  do setor de precatórios em  2007, na gestão do desembargador Osvaldo Cruz. Mas permaneceu no mesmo setor nas gestões de Rafael Godeiro e da atual presidente, Judith Nunes. Leal é conhecido como “investidor internacional”.

O Judiciário decretou “segredo de Justiça” na ação que versa sobre o pedido de prisão e quebra de sigilo telefônico, fiscal e bancário dos investigados.

Com informações da Assessoria de Imprensa do MPE e outras fontes.

Nota do Blog – O redemoinho está só começando. E, pelo que ouço, o ‘buraco’ é mais no alto.