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MP e Polícia cumprem mandados contra grupo criminoso

O Ministério Público do Rio Grande do Norte e a Polícia Civil do RN deflagraram na manhã desta terça-feira (6), a Operação Medellín, que investigou uma organização criminosa voltada às atividades de tráfico de drogas, associação para o tráfico, além do crime de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e valores.

Estão sendo cumpridos 14 mandados de prisão preventiva (três já recolhidos no sistema prisional), 12 mandados de condução coercitiva e 26 mandados de busca e apreensão expedidos pela 9ª Vara Criminal de Natal.

Participam da operação 21 Delegados de Polícia, 110 policiais civis entre agentes e escrivães e 04 Promotores de Justiça. A investigação foi um trabalho conjunto da Polícia Civil, do GAECO-MPRN, e da 80ª PJ nos autos do PIC n. 01/2015, com o apoio da Secretaria de Segurança Pública do Estado.

No decorrer da investigação foram identificados três principais núcleos da organização criminosa:

(1) Núcleo de Gilson Miranda Silva, grande traficante distribuidor de droga para este Estado, foragido da justiça desde que se furtou ao cumprimento do mandado de prisão preventiva expedido nos autos do processo n.º 0101355-12.2015.8.20.0126, referente à Operação Anjos Caídos (DENARC/Comarca de Santa Cruz).

Gilson Miranda possui ligação direta com grandes traficantes do país, a exemplo de José Silvan de Melo, conhecido por “abençoado”, o qual foi preso em abril de 2015, no Estado do Mato Grosso, com R$ 3,2 milhões.

Gilson é o principal suspeito de ter mando matar Bruno Rocha de Paiva, cujo corpo foi encontrado carbonizado na cidade de Arez (Inquérito Policial n.º 020/2014-DPA). Esse IP foi apontado pelo APC Tibério Vinícius Mendes de França como suposto objeto de negociação financeira envolvendo o Iriano Serafim Feitosa e a advogada Ana Paula Nelson com vistas a que não houvesse continuidade da investigação desse homicídio.

Sindicato do Crime

(2) Núcleo de João Maria Santos de Oliveira (“João Mago”), um dos líderes e fundadores da facção Sindicato do Crime, preso recentemente posto que além de foragido do sistema prisional desse Estado por ter sido liberado da Penitenciária Estadual de Parnamirim com um alvará falso, coordenava os atos de vandalismos praticados em retaliação à instalação de bloqueadores de celular na Penitenciária Estadual de Parnamirim.

(3) Núcleo de Islânia de Abreu Lima, traficante e então companheira de Diego Silva Alves do Nascimento, conhecido como “Diego Branco”, que chegou a ser um dos criminosos mais procurados do Rio Grande do Norte e atualmente encontra-se recluso na Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia.

Islânia também foi presa após ter sido constatado o seu envolvimento com os atos de vandalismos praticados no Rio Grande do Norte em retaliação à instalação de bloqueadores de celular na Penitenciária Estadual de Parnamirim.

Os chefes de cada núcleo da organização criminosa adquiriram vultuoso patrimônio decorrente do tráfico de drogas, transferindo a administração desses bens a terceiras pessoas que àqueles se associaram criminalmente, dissimulando a propriedade dos bens adquirido com o tráfico.

A investigação igualmente comprovou a participação de advogados na associação criminosa e do APC Iriano Serafim Feitosa, já falecido.

O patrimônio total estimado de todos os envolvidos é de aproximadamente R$ 20 milhões.

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MPRN entrará com mais ações da “Operação Vulcano”

Em breve, o Ministério Público do RN (MPRN) oficializará nova ação civil pública que trata de suposta formação de cartel de combustíveis.

A investigação que resultou na prisão de várias pessoas em 2012 (veja AQUI) foi denominada de “Operação Vulcano”.

Os trabalhos são conduzidos pelo Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (GAECO), centralizado em Natal.

O MPRN entrou com uma ação penal e uma ação civil pública, no foro de Mossoró, relativas a suposto cartel dos combustíveis automotivos, em novembro do ano passado.

Serão mais três ações civis e pelo menos mais duas penais na série de demandas judiciais relativas a essa questão

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Trabalho de promotores é feito em equipe e com bom suporte

A imagem de alguns promotores de Justiça com atuação em Mossoró, nos últimos anos, ganhou enorme dimensão na sociedade. Parece que possuem superpoderes, diria alguém mais exagerado.

Mas poucos se dão conta do que realmente está por trás do trabalho investigativo deles em áreas como patrimônio público e eleitoral.

Ninguém atua só, incorporando personagens solitários e infalíveis – como se fossem produtos da literatura policial.

A vida real é diferente. Não há exército de um homem/mulher só.

Dois exemplos emblemáticos de trabalho, em equipe, podem ser extraídos da chamada “Operação Vulcano” (veja AQUI) e ações da campanha eleitoral do ano passado.

Na Operação Vulcano, temos papel relevante e “invisível” do Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do RN (MPRN). Ele é sediado em Natal, mas sua “impressão digital” aparece em auto-relevo nesse caso.

Sua força-tarefa realiza missões de monitoramento de suspeitos, levantamento de dados  e outros serviços que respaldam os procedimentos do MP, sob autorização judicial.

No tocante à campanha municipal, as promotoras eleitorais Ana Ximenes e Karine Crispim alcançam resultados inéditos de cassações de mandatos e de outros direitos políticos, também com ótima retaguarda.

Os dois episódios, a propósito, ainda prometem render muitos desdobramentos e embaraços para figurões.

O aparente silêncio não pode ser confundido com calmaria ou omissão.

Anote.