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Odoyá!

Por Bruno Ernesto

Estátua de Iemanjá da Praia do Forte, Natal/RN (Foto: Jorge Andrade, 14/11/2010)
Estátua de Iemanjá da Praia do Forte, Natal/RN (Foto: Jorge Andrade, 14/11/2010)

No dia 2 de fevereiro comemoramos o dia de Iemanjá, a rainha do mar, e, talvez, o orixá do candomblé que mais contribui para o sincretismo religioso no Brasil.

No catolicismo, é Nossa Senhora dos Navegantes ou Nossa Senhora da Conceição. Na língua Iorubá significa mãe dos peixes. Protege os pescadores, favorece o amor e representa o amor materno.

A primeira vez que pus os olhos numa estátua de Iemanjá foi na companhia dos meus pais em Natal.

Quando criança, nas férias, meus pais me levavam para tomar banho de mar na praia do meio em Natal, nas proximidades da estátua de Iemanjá, e como gostava de pescar, já naquela época, levava minha vara de bambu com linha e anzol para pescar no recife da praia do meio.

Lembro que, ao passar por ela, rumando para as proximidades do forte dos Reis Magos, ficava curioso com aquela estátua gigantesca de uma mulher com cabelos longos, pretos, vestido azul com detalhes brancos nos punhos e na gola, uma tiara com uma grande estrela prateada, de braços abertos e de mãos espalmadas, na iminência de falar algo, e olhar penetrante.

Para mim, naquele tempo, não significava algo além de uma grande estátua. Entretanto, não sei por qual motivo, tinha uma admiração e até certo respeito por ela. Talvez achasse que era uma santa. Algumas vezes havia flores aos seus pés.

Passava a manhã inteira na praia tomando banho, brincando com meus irmãos, além de, é claro, pescar, e, vez ou outra, olhava Iemanjá de longe. Aquele vestido azul dela sempre se misturava com o azul do mar ou com o azul do céu.

Anos depois, foi que me dei conta de que já praticava o sincretismo religioso sem nem saber o que era. Apenas sentia, como muitas pessoas hoje também o fazem com Iemanjá ao jogar flores e oferendas em seu dia.

Talvez, quem sabe, até tenha sido salvo por ela de um afogamento naquela mesma praia quando, ao final de mais uma pescaria, descendo do recife junto com minha irmã, já com a maré cheia, caímos no num canal de retorno chamado Poço do Dentão.

Por mais que nadássemos, não conseguíamos sair da água. Já perdendo o fôlego, eu e minha irmã, fomos agarrados pelas mãos por um homem, que para nós, surgiu do nada e nos tirou do mar para alívio dos meus pais. E, depois, muita bronca de minha mãe. Meu pai, como sempre, estava calmo. Hoje penso que só aparentava estar calmo.

Apesar do episódio, voltamos inúmeras vezes à praia do meio e naquele mesmo local e eu continuei a admirar Iemanjá.

Uma coisa é certa: naquele dia, minha mãe foi a verdadeira Iemanjá, pois percebi, depois, que foi ela quem alertou e buscou socorro para nós. Ela foi nossa Iemanjá, protegendo aquele pequeno pescador e representado o verdadeiro amor materno.

Hoje até brinco com aquele episódio, dizendo que Iemanjá não me levou pois refugou a oferenda. Ainda bem! Odoyá!

Bruno Ernesto é advogado, professor e escritor

Inferno astral do clã Faria inclui separação de Janine Faria

Naves e Janine: festança e separação (Foto: Web)

O clã Faria precisa se benzer, lançar oferendas à Iemanjá, passar numa rezadeira ou por algum ritual Asteca (sem sacrifícios humanos, por favor! Basta o sofrimento imposto ao povão do estado).

Além da crise político-administrativa com a qual convive o governador Robinson Faria (PSD), também no campo pessoal os problemas se avolumam.

Não é apenas Robinson e sua mulher Julianne Faria (PSD) que estão num inferno astral, precisando de uma DR (Discutir Relação) política e matrimonial.

Janine Faria, filha de Robinson e enteada de Julianne, separou-se do marido e empresário mineiro José Naves Neto, com quem casou-se há exatamente um ano, com ruidosa festa na praia de Pipa-RN.

O desenlace ocorrido há pouco mais de dois meses, paralelamente provocou o sumiço de centenas de fotos do casamento deles, dos endereços particulares de ambos e dos mantidos por familiares do “casal”.

É, não está fácil mesmo.

Janine já tinha se metido em outra polêmica em 2016, quando apareceu na lista de servidores da Assembleia Legislativa. Foi aconselhada pelo pai a pedir exoneração e assim o fez (Filha de governador resolve pedir demissão de Assembleia).

Leia também: Bobagem desmedida em torno de um casamento sem limite AQUI.

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