Arquivo da tag: indústria da construção civil

Prefeitura mossoroense precisa administrar perda de receita

As contas da Prefeitura de Mossoró não vão bem. Podem piorar. E podem piorar muito.Os números da receita direta, por exemplo, estão em queda livre.

Agravante, é que o governo não tem a ousadia de proceder, por exemplo, uma auditoria na folha de pessoal.

“Metrópole do Futuro” sofre com fuga de empregos e comprometimento de erário (Foto: Pereyra)

Em se tratando de receita direta (ou própria), o foco desta postagem, os números são insofismáveis e revelam que Mossoró está no “fio da navalha”.

Em agosto deste ano, por exemplo, a principal fonte de receita própria do Município, o Imposto Sobre Serviços (ISS), despencou 51,56% em comparação com igual período do ano passado.

Em agosto do ano passado, o ISS respondeu com o volume de R$ 2.811,627,31. Já este ano, o total arrecadado com esse tributo foi de R$ 1.361,932,87.

Entre janeiro e agosto de 2013, somente a arrecadação direta de maio “pipocou”, num comparativo com mesmo mês de 2012. Subiu 37,1%.

Em maio de 2012, a receita direta municipal foi de R$ 5.109,,170,73.

Desmoronamento

Em maio deste ano, saltou para R$ 7.381,950,24.

O exercício passado, ou seja, 2012, último ano da prefeita Fafá Rosado (DEM, hoje no PMDB), o erário municipal empalmou R$ 63.754,314,57 como arrecadação própria.

Nesse pacote entram ISS (o principal), taxas diversas, multas e juros, dívida ativa, Imposto Sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) etc..

Seu melhor desempenho foi no mês de março/2012, com R$ 8.387,322,35.

Em março deste ano, gestão de Cláudia Regina (DEM), houve um “desamamento” de quase 30% na receita própria. Chegou a R$ 6.409,340,26.

O desmoronamento no comparativo com março de 2012 é de 27,4%.

ARRECADAÇÃO DIRETA

2012                                                      2013

Janeiro – R$ 5.164,290,73          Janeiro – R$ 6.291,561,75
Fevereiro – R$ 4.315,734,45     Fevereiro – R$ 4.056,959,02
Março – R$ 8.387,322, 35           Março – R$ 6.409,340,26
Abril – R$ 4.831,008,15               Abril – R$ 4.759,411,85
Maio – R$ 5.109,170,73               Maio – R$ 7.381,950,24
Junho – R$ 5.234,152,87             Junho – R$ 4.746,324,87
Julho – R$ 5.460,837,09             Julho – R$ 5. 059,316,43
Agosto – R$ 5.600,450,43          Agosto – R$ 4.684,007,68

O cenário é ruim, mas apenas mostrar números, fazer comparações e resmungar não podem resumir essa matéria jornalística.

A contribuição do Blog vai mais além. E continuará mais além em outras reportagens especiais.

Existem fatores endógenos (internos) e exógenos (externos) concorrendo para essa perda de nutrientes da receita direta municipal.

A ampliação do teto  para o “Supersimples”, decretado pelo Governo do Estado, para adesão de empreendedores individuais, estaria levando a migração de muitos pequenos contribuintes para essa modalidade de vínculo tributário, deixando de representar arrecadação pingada no próprio cofre do município. Há quem aponte perdas crescentes para o Município, com a medida.

O ISS indica, por exemplo, que o “desmanche” da atuação da Petrobras em solo mossoroense é uma realidade que nenhum discurso bonito – ou promessa eloquente – pode desmentir.

Essa metástase na economia atinge outros setores de forma direta e indireta. A Construção Civil, que talvez seja o segmento de maior amplitude na distribuição de renda na pirâmide social, é alcançada em cheio.

Do construtor ao carroceiro que carrega “areia lavada, há queixa.

Os reflexos chegam ao cofre público, que precisa reagir para retomar e ampliar receita, mas com o cuidado para não matar a “galinha dos ovos de ouro”, ou seja, o contribuinte.

Grita geral

Na Prefeitura, atual gestão, um grupo de trabalho na Secretaria da Fazenda passou a ser mais rigoroso e com resultados consideráveis, na avaliação e cobrança tributária relativa a negócios imobiliários. A grita é geral.

A prática comum, cultural e sedimentada, de se avaliar imóveis de forma subdimensionada – em prejuízo ao cofre da prefeitura, passou a ser combatida.

Noutra frente, há aposta para que seja instituído o IPTU progressivo, com rastreamento via satélite (GPS) de cada porção de terra/imóvel no município. Quem tem muito terreno e ocioso, pagará mais.

A alíquota subirá progressivamente para terrenos e imóveis sem uso ou subutilizados. É ainda uma forma de combate à especulação imobiliária.

Como ampliar a arrecadação sem onerar mais ainda o setor produtivo, é o “xis” da questão. Se apertar demais, pode produzir um efeito dominó devastador.

Mas o que ocorre com a Prefeitura de Mossoró é a reprodução do que temos numa dimensão maior: a União.

Máquina pública e CEI

A prefeita Cláudia Regina (DEM) precisa administrar melhor o custo da máquina, reduzir endividamento, podar empreguismo e combater desperdícios e distorções.

Cláudia: medidas duras

Para isso, fundamental é ter coragem e vontade política, pois naturalmente muitos privilégios terão que ser arrancados.

Deve ser assinalado, que o atual Governo trabalhou para que uma Comissão Especial de Investigação (CEI), na Câmara Municipal, não apurasse naturais distorções por má-fé ou por deslizes burocrático-legais na folha da municipalidade.

O vice-prefeito Wellington Filho (PMDB) chegou ao cúmulo do disparate ao afirmar numa entrevista na TV Cabo Mossoró (TCM), programa “Cenário Político”, que “todas as informações são abertas” e “nunca” a prefeitura foi procurada por vereadores para dar informações.

Vários requerimentos e proposições nesse sentido foram barrados pela bancada governista na Câmara Municipal ou sequer respondidos.

A “metrópole do futuro”, epíteto fantasioso que os donos do poder adesivaram no imaginário popular, vive momento delicado.

Fazendo um trocadilho com célebre frase do jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues, “é preciso alma até para chupar um Chicabon!”

Para administrar a Prefeitura de Mossoró para todos e, não apenas, em favor de uma patota de privilegiados, com uma herança maldita (dívida de mais de R$ 80 milhões, segundo informação de uma fonte do próprio governo), a exigência é bem maior: coragem para quebrar paradigmas.

Mãos à obra.

 

Queda na construção civil se acentua, diz CNI

Do portal da CNI (Confederação Nacional da Indústria)

A queda do emprego na indústria da construção foi mais forte em janeiro do que em dezembro. O índice de número de empregados do setor atingiu 45,8 pontos no mês passado frente a 46,1 pontos em dezembro de 2012, informa a Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta sexta-feira, 21 de fevereiro.

Os indicadores da pesquisa variam de zero a 100. Valores abaixo de 50 indicam atividade desaquecida, queda no emprego e atividade abaixo do usual. De acordo com o levantamento, a indústria da construção se mantém desaquecida desde o início do segundo semestre de 2012. A evolução do nível de atividade em relação ao usual para janeiro registrou 46,4 pontos.

O nível de atividade em relação ao mês anterior também ficou abaixo da linha dos 50 pontos, assinalando 45,6 pontos.

A utilização da capacidade de operação (UCO), que mede o volume de recursos, mão de obra e maquinário usados pelas empresas, atingiu 68%, com queda de um ponto percentual sobre dezembro.  Foi o menor nível da série iniciada em janeiro de 2012.

Segundo o economista da CNI Danilo Garcia, as expectativas de crescimento esperadas para o começo deste ano ainda não se concretizaram. “O que se observa é a continuidade do cenário mais negativo observado no fim de 2012”, complementa.

Apesar do fraco desempenho do setor, as expectativas dos empresários em fevereiro para os próximos seis meses ainda são positivas. No entanto, o otimismo é menor que o registrado em fevereiro do ano passado para todos os quatro indicadores de expectativas: nível de atividade; novos empreendimentos e serviços; compras de insumos e matérias-primas,  e número de empregados.

Veja matéria no portal da CNI clicando AQUI.