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Projeto Integra Enem acerta tema da redação 2025

Mais de 2.500 jovens, de 65 municípios potiguares participaram do projeto (Foto: ALRN)
Mais de 2.500 jovens, de 65 municípios potiguares participaram do projeto (Foto: ALRN)

A Escola da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte antecipou o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2025 com precisão e propósito. Dentro do projeto Integra Enem, professores da instituição trabalharam com os alunos o tema “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”, que acabou sendo exatamente o escolhido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) para a prova deste ano, nesse domingo (09).

Ao longo das atividades, o assunto foi explorado sob diferentes dimensões, sociais, econômicas e de políticas públicas, estimulando os estudantes a refletirem sobre o papel da juventude na construção de uma sociedade que valorize e respeite as pessoas idosas. A prática da escrita foi conduzida de forma orientada, com exercícios e debates que aproximaram os jovens das exigências da redação dissertativo-argumentativa do exame.

O resultado desse trabalho é motivo de orgulho. Mais de 2.500 jovens, de 65 municípios potiguares participaram do projeto, que vem transformando a forma como os alunos da rede pública se preparam para o Enem.

“Os professores do Integra Enem conseguiram despertar nos estudantes o olhar crítico e sensível para uma pauta social importante, ao mesmo tempo em que trabalharam técnica, estrutura e argumentação. Isso faz com que a possibilidade de uma boa nota na redação seja não apenas um sonho, mas uma conquista possível”, destacou o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB).

O Integra Enem é um exemplo concreto de como a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte tem colocado em prática uma gestão pautada no planejamento estratégico, que busca a economicidade e a boa aplicação dos recursos públicos. A economia gerada internamente é revertida em programas e projetos voltados à sociedade potiguar, como o Integra Enem, que amplia horizontes e oferece oportunidades reais de transformação por meio da educação.

Com encontros presenciais, transmitido simultaneamente pela TV Assembleia para todo o Estado, e acompanhamento contínuo, o projeto reafirma o compromisso da Assembleia Legislativa com a juventude e com o futuro do Estado, mostrando que gestão responsável e educação de qualidade caminham lado a lado na construção de um Rio Grande do Norte mais justo e preparado.

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Mais de 115 mil estudantes no Rio Grande do Norte são avaliados

MPF detalha as etapas do certame (Foto ilustrativa)
Saeb tem aplicação de provas (Foto ilustrativa)

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) iniciou, nesta semana, a aplicação das provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) 2025.

No Rio Grande do Norte, a avaliação mobiliza 115 mil estudantes de 1.679 escolas, abrangendo 5.325 turmas das redes estadual, municipal, federal e privada. Ao todo, são 545 escolas estaduais, 893 municipais, 23 federais e 221 privadas, distribuídas em 45 polos de aplicação em todas as regiões do estado.

Aplicado em todo o país, o Saeb é o principal instrumento de diagnóstico da educação básica brasileira. Desde 1990, o sistema coleta dados sobre o desempenho dos estudantes e o contexto das escolas por meio de testes cognitivos e questionários respondidos por alunos, professores, diretores e gestores públicos.

Os resultados subsidiam o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) e orientam políticas voltadas à melhoria da qualidade do ensino.

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RN tem pior ensino médio do país; governo tenta se explicar

Francisco do PT fez defesa do Governo Fátima na AL (Foto: ALRN)
Francisco do PT fez defesa do Governo Fátima na AL (Foto: ALRN)

A rede estadual de educação do Rio Grande do Norte teve o pior desempenho do Brasil no ensino médio em 2023, segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), que foi divulgado nessa quarta-feira (14) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). O Governo Fátima Bezerra (PT), professora de origem profissional, fica em situação embaraçosa.

Essa foi a segunda vez seguida que o estado ficou com o pior desempenho do ensino médio na rede pública. O Ideb apontou que o ensino médio do RN teve nota de 3,2, a pior entre todas as federações do país. A maior nota foi de Goiás, com 4,8, e a média do Brasil foi de 4,1.

A nota no ensino médio do RN representou uma melhora de 0,4 em relação ao Ideb de 2021, o último que havia sido divulgado.

O Ideb é o índice que mede a qualidade da educação no Brasil e tem resultados a cada dois anos. As piores notas do Ideb na rede estadual no ensino médio foram:

RN – 3,2

RJ – 3,3

RR, PB e AP – 3,6

AM, BA, DF, MA e SE – 3,7

SC, MS – 3,8

Quando se considera o ensino médio completo, incluindo a rede privada e o ensino federal, o RN teve o segundo pior desempenho ao lado do Rio de Janeiro, com nota 3,7, e na frente apenas de Roraima.

O ensino médio do RN é composto por 75,9% da rede estadual, 13,9% da rede privada e 10,2% da rede federal.

O outro lado

Segundo a Secretaria Estadual de Educação e Lazer do RN, os índices voltaram ao nível de crescimento do período de antes de 2020, já que na pandemia houve uma dificuldade de investimentos na área.

Na Assembleia Legislativa, o deputado Francisco do PT e líder do governo na Casa disse nessa quinta-feira (14) que “de fato é algo preocupante e que merece reflexão profunda. Mas não passa apenas pelo atual governo, já que a nota do Ideb, mesmo tendo sido a última, ainda é uma das melhores notas da série histórica para o RN, que sempre conviveu entre a última ou penúltima colocação. Merece sim ampliarmos esse debate pois me parece algo estrutural e não conjuntural.”

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Filha de doméstica, mossoroense tira nota 1000 no Enem

Do Blog Will Vicente

Letícia, um resultado nota 1000 (Foto: Reprodução)
Letícia, um resultado nota 1000 (Foto: Reprodução)

A estudante Letícia Vicente da Silva, 17 anos, que concluiu o ensino médio no Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL), em Mossoró, ano passado, como bolsista, é uma dos 60 estudantes do Brasil que tirou nota 1000 na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2023.

Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), Rio de Janeiro e São Paulo são os estados com mais nota máxima na redação, foram sete casos em cada região. Piauí, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul completam a lista com seis notas 1000 cada.

Apenas 4 desses candidatos de todo país são de escola pública, um deles do RN.

O tema da redação foi: “Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil”.

“Eu gostei muito da minha redação. Como treineira, sempre havia um corretor que dava nota 1000 e outro um pouco mais baixa e na média eu ficava com 940 ou 960 pontos. Esperava uma nota boa, mas não esperava nota 1000. Agradeço a meus professores e todo suporte que o colégio me deu”, contou Letícia.

Nota do Blog Will Vicente:

Filha de empregada doméstica e mãe solo, Letícia é irmã do editor deste Blog. Preparava-se para o Enem como treineira desde o primeiro ano do Ensino Médio. Um orgulho de irmã que criei como filha ao lado de minha mãe, que tinha certeza: essa luta daria resultado.

Parabéns, Letícia, seu caminho será brilhante.

Nota do BCS – Aplausos, moça. Seja luz, como tens sido. Estamos na torcida. E parabéns à mãinha e aos demais envolvidos nessa árdua jornada.

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RN terá 1ª Faculdade de Energias Renováveis e Tecnologias Industriais

Apresentação aconteceu nesta quinta-feira (Foto: Fiern)
Apresentação aconteceu nesta quinta-feira (Foto: Fiern)

O diretor do Serviço Nacional da Indústria (SENAI) do Rio Grande do Norte, Rodrigo Mello, anunciou oficialmente ao Conselho Regional da instituição a autorização do Ministério da Educação para início das atividades da Faculdade de Energias Renováveis e Tecnologias Industriais (FAETI). Deverá ser instalada em Natal.

A portaria que credencia a Faculdade – a primeira com esse perfil criada no país – foi publicada quase um ano após a emissão de parecer favorável da Secretaria de Regulação do Ensino Superior e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), vinculados ao Ministério.

O documento foi apresentado pelo executivo, nesta quinta-feira (31), durante reunião na Casa da Indústria para apresentação dos resultados acumulados pelo Senai entre janeiro e julho.

“Agora, o início do funcionamento da Faeti é planejado para 2024. A estratégia para o lançamento está em discussão com a equipe técnica”, disse Mello.

Nota do BCS – Que conquista! Aplausos.

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Venezuela, Bolívia e Cuba lideram cursos com médicos reprovados

Por Carlos Madeiro (DO UOL)Revalida

Médicos brasileiros formados em Venezuela, Bolívia, Cuba e Paraguai têm o maior percentual de reprovação na primeira fase do Revalida, prova que reconhece a formação estrangeira para atuação de médicos no Brasil.

O levantamento foi feito pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e pela Associação Médica Brasileira (AMB), em complemento ao estudo Demografia Médica no Brasil — que teve sua última edição divulgada em fevereiro.

Média de reprovação por país de origem do curso:

  • Venezuela: 94,6% (92 médicos fizeram a prova, e 87 foram reprovados)
  • Bolívia: 93,5% (3.099 médicos fizeram a prova, e 2.898 foram reprovados)
  • Cuba: 90,7% (300 médicos fizeram a prova, e 272 foram reprovados)
  • Paraguai: 85,6% (2.707 médicos fizeram a prova, e 2.318 foram reprovados)
  • Rússia: 83,9% (62 médicos fizeram a prova, e 52 foram reprovados)
  • Argentina: 64,4% (592 médicos fizeram a prova, e 381 foram reprovados)

A média geral de reprovação foi de 87,3%. Estão citados apenas países que tiveram mais de 40 formados.

Brasileiros são atraídos para estudar medicina em faculdades de outros países que não fazem vestibular para acesso e cobram mensalidades mais baixas. Enquanto no Brasil cursar medicina pode custar mais de R$ 10 mil por mês, faculdades na Bolívia, por exemplo, cobram a partir de R$ 600 de um brasileiro. Há vários sites que indicam caminhos e oferecem serviços de ajuda aos interessados.

O levantamento mostra que 84% dos brasileiros que tentaram a primeira etapa do Revalida em 2023 se formaram na Bolívia (44,8% do total) e no Paraguai (39,1%).

Os dois lados

“É preciso olhar não só para o desempenho dos indivíduos, mas para a origem do diploma e a qualidade do curso de graduação estrangeiro,” Mário Scheffer, professor da Faculdade de Medicina da USP.

“A prova é feita para aprovar o mínimo possível, e é dessa forma que os médicos formados fora do país a encaram,” afirma João Gabriel Rocha Fonseca, formado na Argentina e aprovado na primeira fase. Além disso, argumenta que falta critério na formulação e correção de provas.

O que diz o Inep

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), a elaboração e a revisão de todos os itens que compõem o Banco de Itens do Revalida são realizadas exclusivamente por professores de cursos de medicina brasileiros que atendem ao edital de chamamento público. Todos os itens elaborados são revisados por um segundo professor de medicina e por um especialista em avaliação educacional.

As bancas de avaliação das provas e dos recursos, diz que também são compostas por professores brasileiros com atuação de, no mínimo, cinco anos no ensino médico, “garantindo a diversidade regional dos docentes selecionados, presididas por docentes com experiência de, ao menos, dez anos no ensino médico”.

Revalida avalia cinco áreas: Clínica médica, Cirurgia, Ginecologia e obstetrícia, Pediatria, Medicina da família e comunidade.

Veja matéria completa AQUI.

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Senadora Zenaide propõe audiência pública sobre o Revalida

RevalidaA senadora Zenaide Maia (PSD – RN) apresentou, nesta quinta-feira (22), requerimento à Comissão de Educação do Senado (CE) para a realização de uma audiência pública sobre o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos, o Revalida. A parlamentar tem feito críticas às mudanças adotadas, a partir de 2019, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), órgão do Ministério da Educação responsável pela aplicação do exame.

De acordo com Zenaide, os testes práticos, que constituem a segunda etapa do certame, são feitos sem pacientes reais e em um só dia. “O Inep contrata um hospital, sem pacientes, por 24 horas; contrata atores e atrizes para fazerem o papel de pacientes e usam aquelas bonecas que parecem bebês de verdade.”, explica.

No requerimento de audiência, que ainda precisa ser aprovado na CE, a senadora propõe a presença do presidente do Inep, Manuel Fernando Palacios da Cunha.

Os questionamentos sobre o Revalida começaram durante os debates da Medida Provisória que recriou o Programa Mais Médicos (MP 1.165/2023). Zenaide foi a relatora da MP e, em seu relatório, propôs mudanças no exame: a aplicação passaria a ser quadrimestral, e não mais anual; os intercambistas brasileiros e estrangeiros não precisariam revalidar o diploma no primeiro ciclo de formação (4 anos); e para renovar o contrato com o Mais Médicos por igual período, os médicos participantes não precisariam fazer a segunda etapa do Revalida – ponto retirado do texto durante a votação na Câmara.

“O que propus no relatório é que, durante quatro anos, médicos preceptores de universidades avaliarão o profissional em sua atividade no Mais Médicos. Na minha opinião, isso é muito melhor do que uma prova com atores e atrizes – com todo respeito – e bonecos”, argumentou a senadora.

Zenaide não questionou a retirada desse item quando da votação da MP no Senado para evitar que o texto voltasse para o crivo dos deputados. “Atrasaria a aprovação de uma das políticas públicas mais importantes para a saúde dos brasileiros que vivem em áreas vulneráveis! Enquanto a gente discute aqui, tem gente tendo AVC porque não teve médico na atenção básica para receitar um medicamento para a hipertensão.”, justificou.

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Avaliação nacional mostra avanço de cursos da Uern

Depois da última avaliação do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE/2018), com quatro cursos considerados excelentes e com nota máxima (5), a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) conquistou mais um excelente resultado.

Uern: avanço continuado (Foto: Uern)

Desta vez, a Uern melhorou seu desempenho no Índice Geral de Cursos (IGC), aumentando sua nota de 2,67 (2017) para 2,89 (2018), na modalidade contínua, mantendo-se no IGC 3. A evolução aproxima a Uern do IGC 4, atribuído a instituições consideradas ótimas e com notas contínuas a partir de 2,95.

Uma distância de apenas 0,06.

Os dados do IGC 2018 foram divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).

Avaliação em todo o país

Os indicadores são produzidos a partir dos resultados do ENADE 2018, aplicado em 2.052 universidades, institutos federais, faculdades e centros universitários.

No total, 8.520 cursos de bacharelado e superiores de tecnologia foram avaliados em todo o País.

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Publicidade/Propaganda e Jornalismo têm destaque no Enade

Os cursos de Publicidade e Propaganda e Jornalismo estão entre os cursos mais bem avaliados da Universidade do Estado do RN (UERN) no Enade 2018.

No resultado divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), Publicidade e Propaganda atingiu a nota máxima (5), enquanto Jornalismo obteve nota 4, também considerada nota de excelência.

Em relação às notas obtidas no último Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE) dos cursos (2015), os dois cursos subiram um ponto cada, saindo de 4 (Publicidade e Propaganda) e 3 (Jornalismo).

Além destes dois, os cursos de Direito (Natal e Mossoró), e Serviço Social (Mossoró) da UERN também obtiveram a nota máxima (5).

O curso de Administração, no campi Pau dos Ferros, obteve a nota 4. Em 2015 a nota do curso havia sido 2.

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Um exemplo da Bahia para o Rio Grande do Norte

Por Josivan Barbosa

O Estado da Bahia comemora três anos de uma bem sucedida Parceria Público Privada (PPP) para a modernização, manutenção e prestação de serviços de diagnóstico por imagem para atendimento à rede de hospitais públicos de administração direta do Estado.

A empresa vencedora foi a Rede Brasileira de Diagnóstico (RDB), consórcio formado pela Alliar, pela Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico (FIDI) e pela Philips, que assinaram o contrato da PPP em 2015.O projeto foi estruturado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo International Finance Corporation (IFC), que celebraram convênio com a Bahia em 2012. O prazo do contrato é de 11 anos e seis meses, sendo que o investimento estimado é de aproximadamente R$ 100 milhões.

Antes da PPP o Estado tinha dificuldade de garantir a manutenção do parque de equipamentos, dada a sua complexidade. Os equipamentos estragavam mais rápido e isso acabava se refletindo num prolongamento do tempo de internação dos pacientes, porque eles ficavam aguardando para fazer um exame de alta complexidade. Após o estabelecimento da PPP, o Estado acabou com as filas ambulatoriais e tem folga para marcação de exames. Houve também redução do tempo de permanência nos hospitais.

Sem contar a qualidade dos laudos, a velocidade da entrega dos exames e a possibilidade de realizar exames que antes eram feitos de forma invasiva. Outro benefício foi poder levar o diagnóstico mais próximo de onde o indivíduo mora, o que permite acertar mais o tratamento.

A RDB atua em 11 hospitais do Estado, dos quais cinco em Salvador. Entre os compromissos do consórcio está a instalação de 42 novos aparelhos, entre equipamentos de ressonância magnética, tomógrafos, mamógrafos e equipamentos de raio x, nas 11 instituições de saúde.

Os serviços incluem realização de exames de radiografia, mamografia, ressonância magnética e tomografia computadorizada. A empresa também ficou responsável pela construção, reforma, adaptação, manutenção e conservação de todas as instalações necessárias à prestação dos serviços de apoio ao diagnóstico por imagem.

Mossoró precisa avançar na primeira PPP

O município de Mossoró precisa avançar e estabelecer a sua primeira PPP. Iluminação pública e mobilidade urbana representam duas áreas que poderiam ser trabalhadas em paralelo e despertar interesse da iniciativa privada.

Apesar do tamanho, mas a PPP que está sendo instalada em São Paulo pode servir de modelo para Mossoró.  Na capital paulista estão em andamento duas grandes PPPs, a de semáforos inteligentes e de iluminação pública, e um projeto para instalação de redes wi-fi, cuja modelagem ainda está em definição pela secretaria de inovação.

O contrato de R$ 6,9 bilhões foi assinado com o Consórcio FM Rodrigues/CLD, que será responsável pela modernização, expansão, operação e manutenção do parque de iluminação da capital por 20 anos. Serão substituídos 535.713 pontos de iluminação por LED, com redução de 40% no consumo de energia. A modernização do sistema semafórico será efetuada por meio de uma PPP administrativa, com investimento de R$ 1,5 bilhão do parceiro privado e remuneração dos serviços pela prefeitura. A PPP está na fase de recolhimento de Propostas de Manifestação de Interesse (PMI).

A reforma do ensino médio

Será que a reforma do ensino médio é uma mudança na direção correta? Como será sua implementação? A reforma conseguirá melhorar a educação no Brasil? Apesar do grande avanço educacional ocorrido no Brasil nas últimas duas décadas, ainda temos muitos problemas no ensino médio.

Dos 22 milhões de jovens entre 18 e 22 anos, 25% saíram da escola sem completar esse ciclo. Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), que acompanham os mesmos alunos ao longo do tempo, mostram que 13% dos jovens abandonam a escola no primeiro ano do ensino médio e outros 12% o fazem no segundo ano. Ou seja, parte significativa dos nossos jovens não parece disposta a investir o tempo e o esforço necessários para obter o diploma do ensino médio.

A grande questão é como a reforma será implementada. Será que todas as escolas públicas terão condições de oferecer as diferentes trajetórias para seus alunos? Será que elas terão que contratar mais professores especialistas ou os professores existentes darão conta do recado? Há professores disponíveis nas diversas trajetórias nos pequenos municípios? Como ainda não temos respostas para todas essas perguntas, precisaremos ter muito cuidado com a implementação da reforma para não termos efeitos colaterais ruins.

Reunião da SAG-RN com produtores

Participamos na última quarta-feira de importante reunião convocada pelo secretário de agricultura do Estado do RN, engenheiro agrônomo e nosso ex-aluno, Guilherme Saldanha. O encontro serviu para aproximar a Secretaria de Agricultura do Estado aos produtores de agricultura irrigada do Polo de Agricultura Irrigada RN-CE. Contou com a importante participação do diretor da Abrafrutas e presidente do Comitê Executivo de Fruticultura do RN (COEX), Luiz Roberto Barcelos, e de diretores de órgãos que mantém um relacionamento mais direto com o setor, a exemplo do IDIARN, IGARN e IDEMA.

A principal demanda do setor produtivo continua sendo a celeridade das licenças ambientais e devolução dos créditos da Lei Kandir.

Luiz Roberto

O diretor da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS), Luiz Roberto Barcelos, aproveitou a presença dos produtores e falou da abertura do mercado do Japão para as frutas oriundas da nossa região e dos recentes avanços na abertura do mercado chinês. Ele elogiou a atuação da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) com o financiamento da participação do setor produtivo na última Fruitlogística e garantiu a realização da Expofruit em 2018.

Monitoramento do lençol freático

O Governo do Estado, através do Instituto de Gestão de Águas do Rio Grande do Norte (IGARN),, defendeu o monitoramento do lençol freático Arenito-Açu como forma de garantir o desenvolvimento sustentável da região e evitar colapsos como o que ocorreu com o manancial calcário Jandaíra na região de Baraúna a partir de 2005.

De acordo com o Igarn, há um licenciamento simplificado para a outorga de poços em que o produtor necessita explorar até 20 m3/h. A outorga para água subterrânea é mais delicada, pois o Estado já perdeu o controle, o que força a necessidade urgente de cuidar do problema.

O Igarn entende que a água deve ser usada para o abastecimento normal e para o desenvolvimento do Estado, entretanto, como o órgão tem apenas três fiscais para todo o Estado, é muito difícil o controle.

Cobrança da água

De acordo com o representante do Igarn na referida reunião, a tendência é o Estado passar a cobrar pelo uso da água, o que garante o manejo racional e evita desperdícios. Com a redução do volume de água da barragem Armando Ribeiro no Vale do Açu, o produtor perfura, sem autorização, poços no aluvião, que em geral, tem muita água. O Igarn recomenda ao produtor que, antes de perfurar o poço, solicite a outorga da água.

Idiarn

O Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do RN (IDIARN), através de seu diretor-presidente, Camilo Collier, defendeu o uso de barreiras móveis em substituição às barreiras fixas que são mais caras e mais ineficientes. O Idiarn mostrou-se também favorável à ampliação da área livre de moscas-das-frutas o que pode ser acelerado com a redução do tempo de monitoramento de dois anos para seis meses das áreas vizinhas e que precisam ser reconhecidas como áreas livre da mosca.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)