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Barragem de Pau dos Ferros está a 7,47 metros de sangria

A Barragem Pedro Diógenes de Pau dos Ferros, um dos reservatórios mais comprometidos no sistema hídrico do Rio Grande do Norte, está a 7,47 metros para sangrar. Atingiu cota de 94,53 do seu teto.

Isso corresponde a um volume de 50.057.991 metros cúbicos que falta para sangrar.

Manancial de água teve considerável aumento nesta semana, segundo dados do Dnocs (Foto: cedida)

Segundo levantamento feito às 7 horas do dia 18 (quarta-feira), ela apresentou volume de 4.788.119 metros cúbicos de armazenamento nessa cota.

Entre 7 horas do dia 17 e 7 horas do dia 18,  foram 836.649 mil metros cúbicos a mais de água na barragem.

Barragem Pedro Diógenes de Pau dos Ferros

Bacia Apodi/Mossoró

Localização a 6 quilômetros de Pau dos Ferros

Área da Bacia Hidráulica de 1.165,36 hectares

Capacidade Máxima de 54.846.000,00 metros cúbicos

Os números oficiais são do leiturista Benedito Ferreira Filho, o “Bena”, do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), em Pau dos Ferros.

A última sangria da barragem aconteceu em abril de 2009. Ela foi construída pelo Dnocs na gestão do prefeito Pedro Diógenes Fernandes, entre os anos de 1965 a 1967, ano de sua inauguração, atingindo sua capacidade máxima pela primeira vez em 18 de março de 1968.

Sua parede tem 500 metros de comprimento e o sangradouro 240 metros de largura.

* Vídeo desta postagem (mais acima) corresponde à sangria de 2008.

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Chuvas estão acima da média no Rio Grande do Norte

A Unidade de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) elaborou um relatório com as informações pluviométricas no estado, desde 1º de janeiro de 2018 até quarta-feira (18).

Apesar de veranico as chuvas têm se acentuado no Rio Grande do Norte este ano (Foto: Márcia Elisa)

O levantamento revelou que o acumulado ficou 22,3% acima da média, apesar do veranico (período sem chuva) prolongado de março. A média utilizada para o estudo, segundo o chefe da unidade, Gilmar Bristot, refere-se aos dados coletados, no período de 2003 a 2016, dos postos pluviométricos com mais de 30 anos acompanhados pela Emparn.

Estatística

No mês de janeiro de 2018, nas quatro regiões do Estado, as precipitações acumuladas chegaram a uma média observada de 50,6mm, quando comparada a uma média histórica de 36,9mm, indicando um desvio positivo de 37,1%.

No mês de fevereiro, as chuvas acumuladas atingiram uma média de 163,4mm, para uma média histórica de 70,5mm, apontando um saldo acima da média de 131,9%.

No mês de março, quando ocorreu o veranico de mais de 20 dias, as chuvas observadas chegaram a 105,6mm, para uma média de 147,6mm, portanto um resultado negativo (-28,4%).

Até o dia de ontem (18), o mês de abril vem apresentando um comportamento altamente favorável principalmente no sertão nordestino. No Rio Grande do Norte não tem sido diferente. O acumulado no Estado chega a 486,8 milímetros, para um histórico do clima de 398,0mm, o que representa 22,3% acima da média.

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Barragem central de Mossoró tem sangria com inverno

Começou a sangrar nesse domingo (16) a barragem do centro da cidade de Mossoró.

Há cerca de dez anos não ocorria essa “lavagem”. Sinalizador de que muita água ainda vai rolar. Amém.

Sinalizador de que muita água ainda vai rolar no rio Mossoró.

Amém.

* O vídeo está em redes sociais com a identificação de alguém com prenome “Luciano” como autor.

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Natureza se renova no rio, na serra, nas águas de março

A Cachoeira do Relo em Luís Gomes (a 195 quilômetros de Mossoró e 442 de Natal), limite-divisa com Uiraúna-PB, onde nasce o rio Mossoró/Apodi, simplesmente desapareceu há cerca de seis anos, devido a seca. Mas ela tem renascido; jorra benfazeja neste março de 2018.

Da mesma forma, as mais recentes chuvas deram um alento ao único açude que abastecia o município, o Dona Lulu Pinto. Com capacidade original de armazenamento de cinco milhões de litros d’água, mas hoje assoreado, esse reservatório está longe da abundância e serventia do passado.

Carros-pipas e diversas caixas d’água de cinco mil litros espalhados pela cidade seguem sendo as fontes de abastecimento de água dos 10.211 habitantes do município (Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE – veja AQUI).

Nesse ciclo de seca, as cachoeiras da nascente do Rio Mossoró/Apodi e o açude simplesmente “morreram”. Porém o inverno é dado como certo neste 2018, com base em experiências do sertanejo com a natureza (sinais dados por animais, plantas e os céus) e estudos de especialistas com base cientifica.

Açude que abastecia a cidade teve colapso, mas começa a ter melhoria em lâmina de água (Foto: Blog CS)

A Prefeitura Municipal de Luís Gomes foi uma das primeiras do Rio Grande do Norte a decretar estado de emergência em decorrência da estiagem. Em seguida veio o de calamidade pública – logo em 2012.

Na região, o inverno é esperado com ansiedade. A natureza oferece ambiente próprio para trilhas, rapel, com cavernas e cachoeiras. O Mirante da Serra, inaugurado em 2007 e sucateado durante anos, aos poucos está sendo restaurado para ser reaberto.

Vegetação exuberante contrasta com cenário anterior; lugar de rapel, trilha, cavernas, rio... (Foto: Blog CS)

O restaurante/balneário (Mirante do Relo) de José Givaldo do Nascimento, o “Galego do Relo”, mantido todo esse tempo de estiagem por força de seu trabalho, com zelo à natureza, agora está cercado de um verde exuberante.

A clientela precisa reservar serviços para ser atendida no local, com iguarias do sertão, além do seu perene bom humor.

Rio vai ziguezagueando entre pedras, vegetação que começa a brotar, cânions, deixando rastro de beleza (Foto: Blog CS)

As águas de março são esperança de vida na serra. No sertão. Serão muito bem-vindas em abril, maio, junho, julho…

Serviços
* Vídeo constante desta postagem: Eloísa Helena;

* Galego do Relo (Restaurante regional, além de guia para trilhas, rapel e cavernas) – (84) 9 9637-2753;

* Prefeitura Municipal de Luís Gomes – Rua Cel. Antônio Fernandes Sobrinho, 300 – Centro – Luís Gomes/RN – CEP 59.940-00.

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Boas chuvas alimentam Rio Piranhas na região Seridó

Do Blog Suébster Neri

Conforme previsto, após as informações de chuvas com boas precipitações que ocorreram nesta segunda-feira (12) no perímetro da bacia hidrográfica dos Rios Piancó/Piranhas, a água já percorre com bom volume no Rio Piranhas, na altura da cidade de Jardim de Piranhas (Seridó).

Bom volume de água alcança Jardim de Piranhas e anima região do Seridó

O barramento da Companhia de Águas e esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN) em Jardim de Piranhas está transbordando e com um bom volume de água. A régua da Agência Nacional Águas (ANA) está medindo 3,73cm.

Pelo registro fotográfico feito pelo servidor Marcilio da CAERN na manhã desta terça-feira comprova as boas notícias.

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Chove bem no Seridó; Caicó chega a ter 105 milímetros

Do Correio do Seridó e Blog Suerda Medeiros

A cidade de Caicó e várias comunidades do Seridó registraram boas chuvas na noite de sexta-feira (09). A chuva teve variações em vários locais. Em uma área de Caicó, Barra Nova II, chegou a chover 105 milímetros.

No centro da cidade e outros setores ocorreram grandes alagamentos e carros chegaram a ficar quase submersos. Muitos imóveis também foram invadidos pelas águas.

Saiba mais informações no relatório abaixo:

Barra Nova II (Caicó) – 105 mm

Barra Nova (Caicó) – 85 mm

João XXIII (Caicó) – 88 mm

Rua dos Ciganos (Bairro Boa Passagem – Caicó) – 65 mm

IV URSAP (Caicó) – 90 mm

Bairro Soledade (Caicó) – 97 mm

Canutos e Filhos (Caicó) – 85 mm

Conjunto IPE (Caicó) – 87 mm

Bairro Maynard (Caicó) – 95 mm

Sítio Tôco (Timbaúba dos Batistas) – 40 mm

Sítio Barra do Câimbra (Serra Negra do Norte) – 70 mm

Sítio Quartinhos (São João do Sabugi) – 60 mm

Granja Santa Izabel (Caicó) – 60 mm

Brasil Gás (Bairro Paraíba) – 97 mm

Sítio Saudade (Serra Negra do Norte) – 30 mm

Distrito Palma (Caicó) – 40 mm

Rua Professor Coutinho teve vários carros quase submersos - Foto Blog Suerda Medeiros

Logradouro dos Enéas (Timbaúba dos Batistas) – 65 mm

Sítio Bom Jesus (Caicó) – 50 mm

Sítio Pitombeira (Caicó) – 75 mm

Sítio Jerusalém (São João do Sabugi) – 46 mm

Riacho do Meio (Caicó) – 34 mm

Sítio Umari (Caicó) – 67 mm

Sítio Riacho – 62 mm

Sítio Santa Cruz (Jardim de Piranhas) – 20 mm

São João do Sabugi – 35 mm

Fazenda Santa Casa (Belém de Brejo do Cruz-PB) – 15 mm

Sítio Batalha (Jardim de Piranhas) – 7 mm

Sítio Várzea Redonda – 60 mm

São José do Seridó – 40 mm

Sítio Quixaba (São José do Seridó) – 32 mm

Sítio Cantinho – 70 mm

Sítio Cruz (São Fernando) – 18 mm

Sítio Salgado dos Medeiros (São João do Sabugi) – 40 mm

Sítio Jataí da Ipueira – 65 mm

Sítio  Extrema (Jardim de Piranhas) – 22 mm

Sítio Pau D´arco – 50 mm

Sítio Carrapateira  –  64 mm

Sítio Várzea Alegre (São Mamede) – 70 mm

Sítio Angicos (Serra Negra do Norte) – 30 mm

Sítio Cachoeira (Serra Negra do Norte) – 50 mm

Fazenda Feitosa (São João do Sabugi) – 70 mm

Sítio Alecrim (Serra Negra do Norte) – 24 mm

Sítio Manhoso (Caicó) – 85 mm

Sitio Umbuzeiro – 52 mm

Fonte: Paulo Júnior – Correio do Seridó

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