Em 2017, a Universidade do Estado do RN (UERN) realizou um estudo sobre os efeitos econômicos do Mossoró Cidade Junina (MCJ), identificando os resultados para o meio circulante do investimento no evento. Segundo a pesquisa, cada R$ 1 gasto na realização do evento gera um retorno de R$ 4 para a economia local.
Considerando que o custo do evento àquele ano ficou em torno de R$ 3 milhões, o retorno financeiro para o Município foi de aproximadamente R$ 12 milhões.
A Uern entregou o trabalho no dia 25 de julho (veja AQUI), quase um mês após a realização da edição 2017 do MCJ.
Agora, com menos de 48 horas do término do MCJ 2019, a gestão Rosalba Ciarlini (PP) divulga dados de um levantamento prévio feito pela Universidade Potiguar (UnP), com números superlativos.
Conforme propaga oficialmente a municipalidade, o meio circulante foi irrigado por cerca de R$ 90 milhões, em decorrência do MCJ 2019. Tomando por base o retorno sobre investimento apontado pela Uern em 2017, o resultado deste ano é um ponto fora da curva. Uma “mágica”, digamos.
Delírio ou equívoco
Sem meio-termo: é um estupendo delírio ou um superlativo equívoco.
Pelo menos de forma oficial, há estimativa de que a PMM investiu pouco mais de R$ 4 milhões (números não foram confirmados). Se o retorno é de R$ 4 reais em relação a R$ 1, como apareceram R$ 90 milhões nessa conta rápida?
Seguindo essa métrica, a administração Rosalba Ciarlini teria despejado por volta de R$ 22,5 milhões para realizar a festa. Improvável, claro.
Se a notícia for pelo menos parcialmente verdadeira, a municipalidade deverá ter uma arrecadação histórica e recorde em julho, como eco dos festejos juninos.
Pelo visto, logo fará também um Mossoró Cidade Julina, Agostina, Setembrina, outubrina, novembrina e dezembrina…
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