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A história do primeiro estádio de futebol do RN e seus craques

Essa terça-feira (13) tem lançamento do mais novo livro do jornalista, cronista e escritor Rubens Lemos Filho, o “Rubinho”. Vai entregar à leitura “Juvenal Lamartine – Primeiro Estádio – Minha Versão”.

Rubinho, à porta do JL, com seu novo livro, contando histórias de craques locais e astros  nacionais que atuaram no estádio (Foto: Alex Régis/TN/03-09-2022)
Rubinho, à porta do JL, com seu novo livro, contando histórias de craques locais e astros nacionais que atuaram no estádio (Foto: Alex Régis/TN/03-09-2022)

A noite de autógrafos começa às 18 horas, na sede da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), em Natal, à Avenida Hermes da Fonseca, 1017 – Tirol.

O livro resgata a história do primeiro templo do futebol potiguar, inaugurado em 1928. “Quem ama o futebol vai gostar demais desse trabalho que levou três anos de pesquisa”, afirma Rubinho. “Contei a história do Castelão, mas acho que a do JL é mais instigante,” aposta o autor.

Jairzinho, Bellini, Telê Santana, Ademir da Guia, Zizinho, Garrincha e Pelé estão nas páginas do livro, ao lado de astros do futebol local.

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Força, Ricardo!!!

Que coisa insana! Costumo dizer que minha paixão pelo futebol está também centrada na crença de que o vejo como uma “metáfora da vida”. Reproduz o que somos fora das quatro linhas, no cotidiano.

Treinador do Vasco, o ex-zagueiro Ricardo Gomes saía numa maca em estado grave, ontem, do estádio, enquanto alguns torcedores do Fla urravam por sua morte.

Fluminense bicampeão carioca em 1984: Aldo, Paulo Victor, Duílio, Ricardo Gomes, Jandir e Branco Agachados: Romerito, Delei, Washington, Assis e Tato

Aqui não vai crítica aos torcedores do Fla, assentado em passionalidade clubista. De modo algum. Mas à massa insana, que tanto critica políticos e cobra direitos, mas não respeita a dor alheia.

Informações indicam que cirurgia em Ricardo Gomes foi bem sucedida, após seu AVC. Mas o quadro clínico é ainda muito grave. Força, Ricardo.

Só mesmo indivíduos frustrados, com desvios psicossociais, exultam a dor de quem um dia pode estar inclusive treinando seu time. Um ser humano que nos campos foi leal. Fora, repete-se na mesma fidalguia.

Lembro Ricardo Gomes com camisa do Flu. Sóbrio, técnico, canhoto com boa saída de bola, impulsão, líder. Incapaz de dar pontapés. Lorde, sim.

O ser humano é o mesmo em qualquer parte do mundo, civilizado ou não. Aspectos culturais, antropológicos, outras variáveis, dão-nos o perfil como gente e povo.

Há poucos meses, no civilizado Canadá, sem analfabetos, de gente esclarecida, culta, sem maiores índices de desemprego, torcedores de um time de Hoquei fizeram quebra-quebra pelas ruas e enfrentaram a polícia. Como explicar a fúria, a selvageria, apenas porque seu time perdeu?

Não sou estudioso da psicologia ou da psicologia social, mas encontro explicações, com minha modesta visão empírica: a massa é inorgânica, por vezes passional. Ela não tem face e um encoraja o outro, virando uma turba enfurecida, acéfala e perigosa. Letal.

Sou torcedor do Fluminense desde pichototinho. Quantas raivas Zico me fez, socado na camisa rubro-negra, heim? Entretanto fiquei perplexo quando o zagueiro Márcio, do Bangu, quebrou-o nos anos 80.

Ídolos de hoje raramente se comparam com os bons exemplos de ontem: Rivelino, Roberto Dinamite, Zico, Jairzinho. Deslumbrados, influem mal. Pouco acrescentam à nossa juventude. E das arquibancadas, lógico, não podemos esperar coisa melhor, seja do torcedor do Flamengo, Vasco, Fluminense ou do Ìbis de Pernambuco.

O futebol está aí, repetindo o que somos aqui fora: estúpidos. Selvagens!

Bom repetir, como mantra: Força, Ricardo!