Integrante do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o juiz Verlano Medeiro foi entrevistado hoje do programa “Jornal da Cidade”, da FM 94. Foi sabatinado pelo âncora do noticioso, jornalista Alex Viana.
Ele fez um alerta à sociedade, candidatos, próceres políticos e militantes partidários: “A justiça eleitoral estará atenta à compra de votos e à transporte de valores para atender compromissos políticos, com fiscalização em estradas”. Adiantou que “já constam denúncias no TRE acerca desses fatos e a Policia Federal está apurando”.
Verlano: resultado por volta de 21 horas (Foto: TRE)
Assegurou que o Rio Grande do Norte terá tropas federais em 37 zonas eleitorais, inclusive Mossoró. Quanto ao tempo estimado para o eleitor votar, “há perspectiva de que fique em 1 minuto e 14 segundos como média”.
Verlano disse acreditar que por volta de 21h do domingo (5), “já deveremos saber se teremos governador eleito ou segundo turno.”
O TRE terá 1.560 locais de votação, com 6.963 seções eleitorais em todo o estado, em 69 zonas.
Biometria
Com o serviço de biometria do eleitorado, houve redução de 1,19% no número de eleitores que passou de 2.355.539 em 2012 para 2.327.451 em 2014. O RN detém 1,63% do eleitorado total do país. No Brasil são 142.822.046, sendo que 354.184 votam no exterior.
Dos 167 municípios do Rio Grande do Norte, 49 vão utilizar o sistema biométrico nas eleições deste ano. Em todo o país, mais de 22 milhões de eleitores serão identificados pelas digitais. No RN este número é de 1.116.495 eleitores. Representam 48% do eleitorado.
Verlano fez convocação para o eleitor votar de forma limpa e consciente. “Somente assim iremos escolher o melhor para o estado. Temos que exercer a democracia”, pregou.
O juiz do TRE lembrou que Comícios e outras movimentações de rua na campanha “só podem ser realizados até sexta-feira (3) e a propaganda normal até sábado (4), véspera do pleito.
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A propaganda no rádio e TV na quarta feira (1º de outubro).
* A maioria do eleitorado do RN é composto por mulheres (52,57%). Em relação à faixa etária, o RN tem 24,46% de eleitores entre 25 e 34 anos.
e 22,56% entre 45 a 59 anos de idade.
Nota do Blog – Conversei ao telefone com o magistrado. Reiterou informações e a disposição do TRE de evitar excessos e distorção da vontade popular.
Para o professor Robério Paulino (PSOL), candidato a governador do Rio Grande do Norte, a fonte de boa parte da crise econômico-financeira vivida pelo Estado, é a inversão de prioridades. O contribuinte é espoliado para manter uma máquina pública obesa e voraz.
Ele defendeu hoje na FM 94 (Natal), dentro do programa “Jornal da Cidade”, um reordenamento de prioridades e redução de transferências constitucionais para os poderes e órgãos públicos, como Executivo, Legislativo e Judiciário.
“A máquina pública é cara”, disse.
Segundo o entrevistado, em programa conduzido pelo jornalista Alex Viana, não sobra dinheiro para Segurança Pública, Educação e Saúde porque os poderes e órgãos autárquicos de Estado consomem quase tudo.
Indagado pelo editor do Blog Carlos Santos, qual a saída para sanear déficit de pessoal na Polícia Militar – cerca de 4 mil homens – e garantir pagamento de boa remuneração e condições de trabalho, ele insistiu na tese. “O caminho é esse”.
* O programa Jornal da Cidade entrevista desde segunda-feira os candidatos ao Governo do RN. O Blog Carlos Santos foi convidado para participar dessa série.
Para o candidato a governador pela Coligação Liderados pelo Povo, Robinson Faria (PSD), o “candidato do acordão”, como se refere ao adversário Henrique Alves (PMDB) da Coligação União pela Mudança, tem “um discurso falso, um discurso mentiroso”.
Jornalista Alex Viana ouve explanação de Robinson (Foto: Twitter)
Elevou o tom de sua fala em relação a Henrique, durante sabatina no programa “Jornal da Cidade”, da FM 94 (Natal), agora há pouco, apresentado por Alex Viana.
Em sua avaliação, Henrique manipula a verdade quando se apresenta como candidato de oposição ao Governo Rosalba.
“Adesista”
“O mais grave é sua carreira de adesista”, mediu. “Agora eu vou vencer e ele vai sentir o gosto de ser oposição”, antecipou.
Segundo Robinson Faria, o PMDB e Henrique têm histórico de adesão a todo e qualquer governo. Em relação à gestão Rosalba Ciarlini (DEM), mesmo tendo anunciado afastamento, mantém integrantes no governo.
Citou, emblematicamente, o caso de Sílvio Torquato, irmão do deputado estadual e um dos dirigentes estaduais do PMDB, Elias Fernandes. Garantiu que outros cargos estão ainda ocupados pelo partido.
Na própria Assembleia Legislativa, o líder de Rosalba na Casa, deputado G etúlio Rego (DEM), “apoia ele”.
Interiorização do desenvolvimento
Respondendo a indagação do editor do Blog do Carlos Santos, que participou da entrevista, quando à política de interiorização do desenvolvimento, que há décadas inexiste, ele afirmou o seguinte:
“O RN precisa de um governo de metas. Teremos uma equipe que vai planejar o Estado, uma equipe técnica”.
“Temos compromisso com a qualificação técnica”, disse, admitindo que há necessidade de que o Rio Grande do Norte possa ser fortalecido em sua economia, desconcentrando investimentos na Grande Natal.
“O nosso governo não vai criar novos tributos, vamos ajudar a desenvolvimento do RN”, assegurou.
Nesta semana na 94 FM (Natal), tem rodada de entrevistas com os candidatos ao governo do RN. De amanhã (segunda-feira, 1º) à sexta-feira, esse será o ritmo, avisa do “Jornal da Cidade”, da emissora.
Será a partir das 8h.
Na estreia, nessa segunda-feira, o bate-papo será com o candidato Robinson Faria (PSD), da Coligação Liderados pelo Povo.
Por sorteio e compatibilidade de agenda dos candidatos, a sequência será esta:
Entrevistas serão conduzidas pelo jornalista Alex Viana, com participação especial e perguntas dos jornalistas Túlio Lemos, Thaisa Galvão e Carlos Santos (*editor deste Blog).
Alex e Henrique conversam no estúdio da FM 94 (Natal)
O pré-candidato a governador Henrique Alves (PMDB) foi inquirido hoje pela manhã, sobre a pecha de “acordão”, que adversários tatuam na aliança que ele forma. Evitou rodeios.
Deu entrevista ao jornalista Alex Viana, no programa “Jornal da Cidade”, na FM 94 (Natal).
Lembrou que é imprescindível a costura de base de apoio para administrar, sendo próprio da política a união.
Citou – por exemplo – que a presidente Dilma Rousseff (PT) deverá ter cerca de 14 partidos dos mais variados matizes, em torno de si, no projeto de reeleição. Mesma situação para a sucessão em Pernambuco, do substituto do presidenciável Eduardo Campos (PSB) – João Lyra Neto (PSB). Um cenário que se repete por todo o país, frisou.
Mossoró
Henrique recorreu até a um caso mais próximo. Em Mossoró, em recente eleição suplementar, o candidato eleito – Francisco José Júnior (PSD) – contou com o PT, PSDB e o deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM) no palanque.
Por lá, lembrou o pré-candidato, não se falou em acordão.
Em sua ótica, esse discurso desvirtua o debate e impede que questões realmente relevantes para o povo e o Rio Grande do Norte sejam focados.
– Acreditamos que radicalismo não é o caminho. Isso não faço e não farei – assinalou.
Também ponderou que é fundamental a quebra de barreiras que levem a política e os políticos ao radicalismo. Sua experiência na presidência da Câmara Federal, disse, é a prova de que é possível unir os contrários:
– Eu acho que aprendi na minha vida publica a ouvir. Naquela Casa (Câmara Federal) temos 22 partidos e é ouvindo que se constrói caminhos.
Na prática, não acontece de verdade a oposição que partidos como PR e PMDB dizem fazer ao Governo Rosalba Ciarlini (DEM). A opinião foi emitida agora pela manhã, pelo vice-governador dissidente Robinson Faria (PSD).
Viana conversou à manhã de hoje com Robinson Faria (Foto: Twitter de Robinson Faria)
Entrevistado pelo jornalista Alex Viana no “Jornal da Cidade” (94 FM Cidade, Natal), Robinson – que é pré-candidato a governador – disse que muitos cargos de confiança em municípios do interior “pertencem ainda a esses partidos”. O PMDB anunciou que saída do governo em setembro do ano passado e o PR oficializou o adeus em janeiro deste ano.
Segundo Robinson, esses partidos “ficam com discurso de oposição, mas não revelam isso na Assembleia Legislativa”, citando a questão de pedidos de impeachment da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) como prova de uma estratégia de manutenção do governo, mesmo repudiado pelo povo e imerso numa série de situações que ensejariam a saída dela.
Para ele, sua pré-candidatura é a alternativa ao que passou a denominar de “super-acordão”, uma hipérbole do que já é definido na imprensa como “acordão”. Reiterando que não tem nada de pessoal contra o presidente da Câmara Federal e pré-candidato a governador Henrique Alves (PMDB), Robinson afirmou que ele representa uma política atrasada, de “cacicões”, neologismo que também superdimensiona o esquema adversário.
Qualificação
“Somos nome da resistência, do sonho e da ousadia”, definiu-se. No contraponto, desenhou os adversários como o suprassumo do conservadorismo, em que o povo não é ouvido, traçando planos de poder de cima para baixo, “conforme a conveniência de cada um”.
Prometeu que, eleito, fará um governo com perfil técnico – como ocorreu em sua passagem pela Secretaria de Recursos Hídricos (SEMARH), relatando que prestigiou servidores preparados. As prioridades serão aquelas que possam fazer o governo “voltar a funcionar” em setores vitais como segurança pública e saúde.
Até adiantou como será sua agenda diária: “Começarei pelo Hospital Walfredo Gurgel” o primeiro dia de mandato. Assegurou que passará muito pouco tempo na Governadoria, priorizando contatos diretos com o povo em todas as regiões, tratando diretamente dos problemas “in loco” em hospitais, delegacias e outros equipamentos públicos.
Por fim, insistiu em afirmar, que o amplo leque de partidos e lideranças tradicionais que apoia a pré-candidatura de Henrique, não possui um componente indispensável: “Falta o partido do povo, da consciência política, da cidadania”.
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