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Grupo Rosado e Robinson precisam um do outro em Mossoró

Uma provável aliança entre o governador Robinson Faria (PSD) e o grupo da vereadora Sandra Rosado (PSB) e da deputada estadual Larissa Rosado (PSB) é questão de tempo. E de necessidade mútua, que se diga.

Desde que rompeu com o então prefeito Francisco José Júnior no ano passado, o governador ficou sem qualquer referência política de peso e de capital eleitoral em Mossoró.

Robinson Faria, Larissa Rosado e Sandra Rosado em fevereiro de 2012 - em Tibau (Foto: arquivo)

Agarrou-se a alternativas pueris e inexpressivas, como Jório Nogueira (PSD), que apesar de estar na presidência da Câmara Municipal no pleito municipal passado, sequer conseguiu se reeleger. Enfim, sem nada a oferecer.

Quem passou a “apitar” e até definir nomeações para cargos no estado, por exemplo, foi Kléber Azevedo, assessor direto de Julianne Faria (PSD),  primeira-dama e secretária de Estado do Trabalho e Ação Social (SETHAS).

Capacidade de organização

É quem tem representado o governismo em Mossoró, até por cima de antigos seguidores do governador, que tiveram mandato eletivo na cidade.

Quem também viu um vácuo e aproximou-se foi o vereador João Gentil (PV), estreante na Câmara Municipal. Senso de oportunidade ou oportunismo, como queira.

Com o grupo Rosado é diferente. Mesmo em profundo desgaste de imagem, consideráveis problemas judiciais, descapitalização eleitoral e convertido por necessidade de sobrevivência ao “rosalbismo”, possui vasta experiência política que pode ser útil ao governador.

“Feridas”

Pior para ambos os lados talvez não fique. Principalmente para o grupo de Sandra e Larissa, que parece sem uma saída político-eleitoral viável em relação à campanha de 2018.

É importante ser sublinhado também, que uma composição entre os dois grupos não seria algo estranho. Já estiveram afinados. O PSD de Robinson deu apoio à postulação de Larissa em 2012 à Prefeitura de Mossoró. A própria Larissa Rosado chegou a ser cogitada por ele como sua vice, na corrida eleitoral de 2014, em que saiu vencedor.

Mas as “feridas” do pleito suplementar municipal de maio de 2014, quando a deputada perdeu a disputa para o prefeito interino Francisco José Júnior (então no PSD), tornaram difíceis essa arrumação.

Leia também: Grupo de Sandra ‘cola’ em Robinson à cata de saída eleitoral AQUI.

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Claques governistas saúdam pré-candidatas em evento

Na sessão solene da Câmara Municipal de Mossoró, à noite de sexta-feira (29), no Teatro Dix-huit Rosado, claques de comissionados do Estado e da Prefeitura de Mossoró se rivalizaram.

Na plateia, deram tudo de si.

Os governistas estaduais fizeram ruidosa aclamação à primeira-dama Julianne Faria (PSD), nome que pode despontar como candidata a deputado estadual no próximo ano.

Em contraposição, os governistas municipais fizeram o mesmo em favor de Lorena Ciarlini (PP), filha da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e secretário do Desenvolvimento Social do município que será candidata à Assembleia Legislativa no próximo ano.

De lambuja, a claque governista ainda fez barulho em prol de Kléber Azevedo, assessor da primeira-dama Julianne, que se mexe para ser candidato a vereador em 2020.

Ah, Mossoró!

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Jório apela para que seus aliados “não maltratem Francisco”

Através de uma gravação em áudio, distribuída por redes sociais hoje à tarde, o presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Jório Nogueira (PSD), fez um apelo aos seus colaboradores mais diretos e eleitores: “Deixem de postar coisas contra o nosso candidato a prefeito”.

O vereador foi taxativo no recado e recomendação a quem o segue, chegando a repetir basicamente as mesmas palavras: “As pessoas que me respeita, que querem a nossa vitória, eu vou pedir mais uma vez que não maltrate o nosso candidato a prefeito… Francisco, certo?” (sic).

Francisco e Jório: união que é objeto de apelo (Foto: arquivo)

E emendou: “Estão levando para o outro lado (…). Peço empenho aos meus verdadeiros amigos, que têm ligação direta comigo, que possam respeitar e ajudar Francisco, Francisco José Júnior”.

Jório destacou em quase oito minutos de gravação, que defende e trabalha a reeleição do prefeito “Francisco”, o Francisco José Júnior (PSD). Mas admitiu que muitos eleitores preferem outras opções, o que ele “respeita”, até porque é algo que acontece em relação a outros candidatos.

Em sua ótica, “é natural” foto sua ao lado de Rosalba Ciarlini (PP), da Coligação Força do Povo, “mas não pode partir do nosso grupo, de pessoas que são ligadas a mim diretamente”.

A preocupação nuclear do vereador em sua fala, nitidamente foi a de não sofrer efeitos colaterais do conflito e racha político entre o governador Robinson Faria (PSD) – com quem ele esteve reunido terça-feira (6), Veja AQUI – e o prefeito.

“Eu tenho um candidato só”, disse. “Sou Francisco José Júnior”.

Criticou vários candidatos a vereador do grupo governista, sem citar nomes, que estariam “tentando se aproximar de Amélia (primeira-dama) e do nosso prefeito, falando mal de mim.” Segundo ele, são uns “boca de chafurdo” (sic).

“Vítima de uma briga”

O presidente da Câmara Municipal se definiu como “vítima de uma briga, de uma divergência” no conflito que envolveu Amélia e a primeira-dama do Estado Juliane Faria (veja AQUI e veja AQUI). Para ele, está ocorrendo uma interpretação errônea quanto à sua posição política e até pessoal no episódio.

“Respeito todas duas, acho que cada uma tentou defender seu marido, mas eu não tenho nada a ver com isso”, eximiu-se.

Afirmou também que não tenta ocupar qualquer outro papel no grupo ou ampliar espaços. “Eu não tenho interesse de indicar cargos, até porque eu não sou ambicioso”, assegurou.

Chegou a citar o nome de Kléber Azevedo, um ex-assessor seu na Câmara Municipal que estaria fazendo críticas ao prefeito, para moderar as palavras. Atualmente, Kléber ele é lotado na pasta da Secretaria do Trabalho e Ação Social (SETHAS), dirigida por Juliane Faria.

“Essas atitudes que ele tem tomado não parte de mim, não partem do nosso grupo (…). Se alguém lá em Natal está mandando ele fazer isso, que as pessoas de Natal se responsabilizem por isso”, apelou.

Terminou suas palavras repetindo apelas e defesa de Francsico, além de conclamar todos para “terminar essa campanha em paz, com a vitória se Deus quiser de Francisco”.

Veja íntegra da entrevista clicando AQUI.

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