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Greve de escrivães e agentes da PC é ilegal, diz desembargador

Saraiva: decisão pelo fim (Foto: TJRN)

Do G1RN e Blog Carlos Santos

O desembargador Saraiva Sobrinho, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, determinou o fim da greve da Polícia Civil no estado. A decisão foi tomada durante o plantão noturno desta quinta-feira (27), atendendo pedido de ilegalidade feito pela Procuradoria Geral do Estado.

Os policiais pararam as atividades na manhã da quarta (26), em protesto pelo atraso no pagamento de salários.

Segundo o desembargador, a manutenção da greve coloca em risco a sociedade em razão da “ofensa à ordem pública”. Em caso de não retorno imediato aos trabalhos, Saraiva inda estipulou multa diária no valor de R$ 15 mil.

Um procurador do Estado do RN – Luís Marcelo Cavalcanti de Sousa – chegou a se recusar a produzir ação judicial pedindo ilegalidade da greve denominada de “Operação Zero”,  porque também estava com o salário em atraso, numa clara decisão unilateral sujeita à punição (veja AQUI).

Acrescentou à sua manifestação por escrito, que via pessoalmente a paralisação como ‘legal’.

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Procurador se recusa a trabalhar e faz solidariedade de ocasião

O procurador do Estado do RN, Luís Marcelo Cavalcanti de Sousa, recebeu a incumbência de se pronunciar sobre a greve dos agentes civis e escrivães de polícia, porém deu despacho se recusando a cumprir a obrigação inerente ao cargo que ocupa. O Tribuna do Norte noticia o caso.

Cavalcanti asseverou que só atuará no feito “depois que estiver com meus salários em dia, dispensando ao Governo o mesmo tratamento que dele tenho recebido”.

Despacho é um documento de insubordinação e clara prevaricação em vez de solidariedade a grevistas (Reprodução)

Prevarica.

Pelo visto, em face da situação salarial esquálida, ele nem percebeu que é servidor público, ou seja, “do povo”, não do governador Robinson Faria (PSD), inquilino da Governadoria que ficará no cargo até o próximo dia 31.

Em seu arrazoado, o procurador chegou a sustentar até que a greve do pessoal da Polícia Civil é legítima. Com salário em dia, é provável que mude de opinião e de parecer.

Pratica solidariedade de ocasião, que se diga. Pontual.

Já imaginou se nesse momento no Hospital Walfredo Gurgel (HWG), em igual situação salarial, um médico resolvesse fazer o mesmo? Sem comunicado prévio e sem decisão sindical regular em assembleia etc.

Fim de governo, não faltam manifestações de desassombro.

Depois, dinheiro no bolso, cada um volta pro seu quadrado e os outros que se lasquem. Sobretudo os mais humildes, com voz inaudível e sem força de mobilização e de mando.

Quem lutará pelos aposentados e pensionistas que nesse exato momento catam dinheiro para compra de medicamentos, pagar algum plano de saúde e botar comida à mesa?

Quantos levantaram a voz em solidariedade aos docentes da Universidade do Estado do RN (UERN), em greve homéricas também por atualização salarial?

Francamente.

Chegará um tempo em que todos vão ter que se unir ou morrerão todos abraçados: privilegiados e desvalidos, castas e barnabés.

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