quinta-feira - 27/12/2018 - 12:44h
RN

Procurador se recusa a trabalhar e faz solidariedade de ocasião

O procurador do Estado do RN, Luís Marcelo Cavalcanti de Sousa, recebeu a incumbência de se pronunciar sobre a greve dos agentes civis e escrivães de polícia, porém deu despacho se recusando a cumprir a obrigação inerente ao cargo que ocupa. O Tribuna do Norte noticia o caso.

Cavalcanti asseverou que só atuará no feito “depois que estiver com meus salários em dia, dispensando ao Governo o mesmo tratamento que dele tenho recebido”.

Despacho é um documento de insubordinação e clara prevaricação em vez de solidariedade a grevistas (Reprodução)

Prevarica.

Pelo visto, em face da situação salarial esquálida, ele nem percebeu que é servidor público, ou seja, “do povo”, não do governador Robinson Faria (PSD), inquilino da Governadoria que ficará no cargo até o próximo dia 31.

Em seu arrazoado, o procurador chegou a sustentar até que a greve do pessoal da Polícia Civil é legítima. Com salário em dia, é provável que mude de opinião e de parecer.

Pratica solidariedade de ocasião, que se diga. Pontual.

Já imaginou se nesse momento no Hospital Walfredo Gurgel (HWG), em igual situação salarial, um médico resolvesse fazer o mesmo? Sem comunicado prévio e sem decisão sindical regular em assembleia etc.

Fim de governo, não faltam manifestações de desassombro.

Depois, dinheiro no bolso, cada um volta pro seu quadrado e os outros que se lasquem. Sobretudo os mais humildes, com voz inaudível e sem força de mobilização e de mando.

Quem lutará pelos aposentados e pensionistas que nesse exato momento catam dinheiro para compra de medicamentos, pagar algum plano de saúde e botar comida à mesa?

Quantos levantaram a voz em solidariedade aos docentes da Universidade do Estado do RN (UERN), em greve homéricas também por atualização salarial?

Francamente.

Chegará um tempo em que todos vão ter que se unir ou morrerão todos abraçados: privilegiados e desvalidos, castas e barnabés.

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Categoria(s): Administração Pública / Política

Comentários

  1. FRANSUELDO VIEIRA DE ARAÚJO diz:

    Obviamente que há exceções, todavia, esse é o padrão do dito servidor público da Terra de Pindorama, sobretudo dos que fazem parte da chamada casta da justiça ou digamos, do invólucro chamada sistema punitivo da Terra de Vera Cruz…!!!

    É a chamada magistocracia, desde sempre à enxergar, tão somente seus interesses corporativos e privilégios individuais.

    Figuras essas, geralmente originárias da nossa dita classe mérdia, classe mérdia essa, das mais ignorantes, medíocres, obtusas,alienadas e pedantes de todo o planeta…!!!

    Depois, essas figuras mais que impolutas, com manifesta formação e viés humanista – pra não reverberar o contrário -, , ainda tem a pachorra de reclamar da violência que, por via de consequência campeia, se espraia e é fomentada nas ruas, avenidas, praças, becos e rincões de todo o Brasil….!!!

    As milícias que tomam conta das periferias das grandes cidades, apenas um dos muitos exemplo do alheamento do estado, tendo em seu sistema punitivo, muitas vezes um dos principais protagonistas via omissão/prevaricação, conquanto seus deveres funcionais para com seu país e seu povo, mormente na vigência do Estado Democrático de Direito.

    Um baraço

    FRANSUÊLDO VIEIRA DE ARAÚJO.
    OAB/RN.7318.

  2. Lsv diz:

    Ótima avaliação Carlos.

  3. Vitor diz:

    O gesto do procurador não é de solidariedade, mas de cumplicidade. Veja que ele não condiciona a sua atuação à regularização da situação dos policiais civis, mas sim da própria situação como ocupante de um dos cargos mais bem remunerados do Estado. Atrasado ou não ele receberá os seus vencimentos, pagos por nós. Ele é pago para defender o interesse público que, no momento, é o de manter a ordem, dentro do possível, e com o mínimo prejuízo à população. Ao se recusar a fazê-lo, ele nos causa prejuízo e o servidor público que cause prejuízo à população precisa responder por isso.

  4. Naide Maria Rosado de Souza diz:

    Não há dúvidas. Ou conscientização generalizada da gravidade do momento, ou todos afundando no mesmo barco.

  5. Naide Maria Rosado de Souza diz:

    M.D.R. , nós, o povo, somos o salva-vidas. Participativos, cobradores.

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