Arquivo da tag: Máfia dos Sanguessugas

Laíre Rosado deixa CDP do Apodi e vai para regime semiaberto

O ex-deputado Laire Rosado deixou o Centro de Detenção Provisória (CDP) do Apodi e já está em seu apartamento em Mossoró. Saiu do CDP sob monitoramento de tornozeleira eletrônica, por volta de 18h10 deste sábado (30), em veículo de sua família.

Laíre atendeu apenados na prisão (Foto: arquivo)

À saída, teve a companhia da mulher-vereadora Sandra Rosado (PSDB), além dos filhos deputada estadual Larissa Rosado (PSDB) e jornalista-advogado Cid Augusto.

Ele poderá trabalhar normalmente durante o dia, recolhendo-se à noite ao seu domicílio, ou seja, entre 5 e 20h.

No último dia 18 de junho, Laíre Rosado teve pena reduzida no âmbito do Superior Tribunal de Justiça (STJ), caindo de 11 anos e dois meses para 6 anos e 8 meses de prisão.

Condenação

O médico, ex-deputado federal e ex-deputado estadual Laíre Rosado Filho (PSB), 72 (28 de agosto de 1945), foi preso por volta de 12h20 de 22 de março deste ano, em Mossoró. Ele estava em serviço de plantão na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Raimundo Benjamim Franco, no bairro Belo Horizonte (veja AQUI).

O mandado de prisão foi expedido pela 7ª Vara da Justiça Federal do Mato Grosso. Deriva ainda do rumoroso caso denominado de “Máfia dos Sanguessugas”, desencadeada pelo Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal em 2005.

No período de cárcere, Laíre Rosado participou de programa de remissão de pena, como a leitura de livros (com produção de resenha), cursos online e clinicou em favor de outros apenados. A propósito, quando estava à saída do CDP, vários detentos o aplaudiram.

Acompanhe o caso nos links abaixo:

Leia também: Ex-deputado tem rotina com leitura em prisão;

Leia tambémLaíre Rosado terá tratamento com “respeito e dignidade”;

Leia tambémLaíre Rosado é transferido de Mossoró para Apodi;

Leia tambémFamília de Laíre diz em nota que confia na justiça.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

Laíre Rosado terá tratamento “com respeito e dignidade”

O Centro de Detenção Provisória (CDP) do Apodi (341 km de Natal, região Oeste do RN), localizado à Rua Sebastião Sizenando, S/N, BR-304, onde desde ontem à noite está preso o médico e ex-deputado federal e estadual Laíre Rosado Filho (PSB), comporta 70 detentos, mas atualmente possui 63. É avaliado como unidade modelo no sistema prisional da Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania (SEJUC/RN).

Celas são pequenas, mas estão acomodam presos com dignidade mínima (Foto: Web, com vedação eletrônica de rostos)

Laíre chegou por volta de 20h, em veículo do próprio Sistema Penitenciário, com escolta comum e foi acomodado em cela especial nas dimensões de sete por quatro metros. O espaço tem cama de alvenaria, com colchonete e vaso sanitário. É destinado a presos com seu perfil: curso superior (medicina e direito) e que não ofereça perigo, além de ser idoso (72 anos).

O ex-parlamentar recebeu calção (azul) e camiseta (gola polo, branca), vestimenta padrão dos detentos. Ele e os demais presidiários têm direito a três refeições (café da manhã, almoço e janta) diárias. Laíre Rosado cumpre sentença de 11 anos e dois meses de reclusão em regime fechado, prolatada pela 7ª Vara da Justiça Federal do Mato Grosso.

Foi condenado por estar envolvido em casos de corrupção na área de saúde, à época em que era deputado federal, no caso que ficou conhecido como “Máfia dos Sanguessugas”.

Outros políticos

Dirigido pelo agente penitenciário e jornalista Márcio Morais, o CDP do Apodi em oito anos de atividades nunca teve qualquer caso de rebelião, homicídio ou fuga. Possui programas de pleno aproveitamento dos internos em atividades laborais, culturais e religiosas.

“O CDP Apodi trata o interno com respeito e dignidade e isso tem sido feito com todos os internos e não será diferente com Laíre”, avisa Márcio Morais ao falar com o Blog Carlos Santos.

Márcio: tratamento igual (Foto: cedida)

Anteriormente, outro membro da família Rosado tinha sido detido no local.

Foi o agitador cultural Gustavo Rosado, ex-chefe de Gabinete da prefeita Fafá Rosado (DEM, hoje no MDB) de 2005 a 2015, preso na “Operação Anarriê” em 17 de março de 2016. Durante esse período, ele ostentava o status de “prefeito de fato” de Mossoró, com poder desmedido.

A prisão derivou de  ação do Ministério Público do RN (MPRN) na apuração de supostos desvios de recursos do “Mossoró Cidade Junina”.

Nessa unidade prisional, já estiveram outros políticos como os ex-prefeitos de Felipe Guerra (Braz Costa), Umarizal (Rogério Fonseca), Francisco Martins (Rodolfo Fernandes) etc.

Leia também: Laíre Rosado é transferido de Mossoró para Apodi;

Leia tambémPolícia Federal prende ex-deputado Laíre Rosado;

Leia tambémFamília de Laíre diz em nota que confia na justiça.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

Laíre Rosado é transferido de Mossoró para Apodi

Do Blog do Barreto

O ex-deputado federal Laíre Rosado (PSB) foi transferido ontem à noite para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Apodi. Ele se encontra em uma cela especial individual por ser advogado, médico e idoso.

CDP do Apodi: novo cárcere (Foto: Sejuc)

O CDP de Apodi é considerado referência em respeito aos Direitos Humanos e ressocialização de detentos, inclusive recebendo destaque em nível nacional.

Laíre, preso ontem quando atendia pacientes na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do bairro Belo Horizoente, cumpre 11 anos e dois meses de prisão confirmada em segunda instância por envolvimento na “Máfia dos Sanguessugas”.

Nota do Blog Carlos Santos – Laíre estava preso na Cadeia Pública Manoel Onofre de Souza, na comunidade rural de Riacho Grande em Mossoró, desde à tarde passada.

Leia também: Polícia Federal prende ex-deputado Laíre Rosado;

Leia também: Família de Laíre diz em nota que confia na justiça.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

 

Polícia Federal prende ex-deputado federal Laíre Rosado

O médico, ex-deputado federal e ex-deputado estadual Laíre Rosado Filho (PSB), 72 (28 de agosto de 1945), foi preso por volta de 12h20 de hoje (quinta-feira, 22), em Mossoró. Ele estava em serviço de plantão na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Raimundo Benjamim Franco, no bairro Belo Horizonte.

Laíre Rosado, 72 anos, estava de plantão em UPA do Belo Horizonte quando foi preso por agentes da PF (Foto: Web)

Sua prisão foi realizada por agentes da Delegacia da Polícia Federal (PF) baseados em Mossoró. Em seguida, Laíre foi levado para a sede da PF local e, posteriormente, passou por exames de corpo de delito no Instituto Técnico e Científico de Polícia (ITEP) no bairro Aeroporto.

Ele vai ficar custodiado na Cadeia Pública Manoel Onofre de Souza, na comunidade rural do Riacho Grande (Mossoró), onde chegou há poucas horas.

Máfia dos Sanguessugas

O mandado de prisão cumprido hoje foi expedido pela 7ª Vara da Justiça Federal do Mato Grosso. Deriva ainda do rumoroso caso denominado de “Máfia dos Sanguessugas”, desencadeada pelo Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal em 2005, ou seja, há quase 13 anos.

Laíre Rosado Filho, marido da vereadora e ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB) e pai da deputada estadual Larissa Rosado (PSB), foi condenado a 11 anos e dois meses de reclusão em regime fechado.

* No vídeo constante dessa postagem, Laíre Rosado sai do Itep em carro descaracterizado da Polícia Federal, após exame de praxe.

Depois o Blog Carlos Santos dará mais detalhes sobre o caso. Aguarde.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

MPF consegue condenação de vereador mossoroense

Tribuna do Norte online

O Ministério Público Federal (MPF) em Mossoró obteve, através de embargos de declaração, a reforma da sentença que condenou sete envolvidos na chamada “Máfia dos Sanguessugas”, por desvio de mais de R$ 700 mil destinados à Fundação Vingt Rosado.

A decisão judicial confirmou as sanções aplicadas aos condenados anteriormente e ainda acrescentou a de suspensão dos direitos políticos para o vereador de Mossoró Alex Moacir de Souza Pinheiro (PMDB).

A decisão, da qual cabem recursos, foi tomada ainda em 2014, porém teve de ser corrigida para inclusão da sanção aplicada a uma condenada, que havia sido omitida na sentença integrativa.

Além do vereador, foram condenados Francisco de Andrade Silva Filho, Valney Moreira da Costa, Gilmar Lopes Bezerra, Vânia Maria de Azevedo Moreira, Vera Lúcia Nogueira Almeida e Joacílio Ribeiro Marques, todos por atos de improbidade.

Veja mais detalhes AQUI.

MPF tenta ampliar penas em caso da Máfia dos Sanguessugas

O Ministério Público Federal apresentou embargos de declaração requerendo que a Justiça se posicione sobre o enriquecimento ilícito e a violação aos princípios da administração decorrentes das ilegalidades cometidas pelo ex-deputado federal Lavoisier Maia Sobrinho e outros sete réus, todos envolvidos na chamada “Máfia dos Sanguessugas”. Os oito já foram condenados por lesão ao erário.

O esquema de desvio de recursos através da compra irregular de ambulâncias, desarticulado pela Polícia Federal em 2006, possuía ramificações em território potiguar. O ex-deputado destinou em 2001 uma emenda parlamentar para a compra de um desses veículos à Fundação Dinarte Mariz, que ele mesmo presidia. O respectivo convênio foi assinado com o Ministério da Saúde em dezembro daquele ano, quando Ana Cristina de Faria Maia, filha de Lavoisier, já presidia a fundação.

Embargos

Além dos dois, foram condenados por lesão ao erário os ex-integrantes da Comissão Permanente de Licitação Aguinaldo Chagas Cavalcanti, José Reinaldo da Silva Filho e Terezinha Gomes Pereira; além de José Darci Vedoin, Luiz Antônio Trevisan Vedoin e Aristóteles Gomes Leal Neto, que comandavam o esquema e eram responsáveis por empresas que participavam da simulação das licitações.

A sentença judicial, contudo, não se pronunciou a respeito da prática de atos que resultam em enriquecimento ilícito e em violação aos princípios da administração pública. Um aditamento do MPF há ação inicial, de autoria da União, solicitou que os réus respondessem também por esses atos e, em caso de condenação, eles podem ter suas penas ampliadas.

Nos embargos de declaração, assinados pela procuradora da República Cibele Benevides Guedes da Fonseca, o MPF ressalta que “a atribuição aos demandados do cometimento de atos de improbidade que importaram em enriquecimento ilícito decorre do fato de que restou provado que os recursos públicos foram desviados, mediante fraude em processo licitatório e superfaturamento do objeto”.

Sanguessugas

A operação de combate ao que ficou conhecido como “Máfia dos Sanguessugas” desarticulou um esquema criminoso montado para desvio de recursos públicos, que atuava por meio da negociação de emendas individuais ao Orçamento Geral da União, fraudes em licitações e superfaturamento na compra de ambulâncias, medicamentos e materiais médico-hospitalar.

O esquema tinha entre seus líderes os irmãos Darci José Vedoin e Luiz Antônio Trevisan Vedoin. Eles negociavam a aprovação das emendas individuais com os parlamentares envolvidos, fixando o valor da “comissão” que seria destinada aos congressistas. A “máfia” operou na execução do convênio entre o Ministério da Saúde e a Fundação Dinarte Mariz, para o qual foram destinados R$ 24 mil em recursos federais.

As empresas participantes da licitação fraudada, supostamente promovida para aquisição da ambulância, eram todas integrantes do esquema dos Sanguessugas. “Além disso, os recursos do convênio foram sacados em espécie da conta corrente específica (…) em 24 de abril de 2002, ou seja, quatro meses antes da data de recebimento da unidade móvel de saúde, que ocorreu em 8 de agosto de 2002”, descrevem os embargos do MPF.

Penas

Os cinco condenados no caso já foram sentenciados à perda da função pública que eventualmente exerçam; suspensão dos direitos políticos por 5 anos (exceto José Reinaldo Filho e Terezinha Gomes), a contar do trânsito em julgado; pagamento de multa civil; proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais pelo prazo de três anos; além do ressarcimento dos danos, corrigidos monetariamente.

O processo tramita sob o nº 00013545-06.2008.4.05.8400.

Com informações do MPF.