Arquivo da tag: Marcos Locutor

Audiência pública alcança objetivos em debate destacado

A audiência pública promovida hoje pela Câmara Municipal de Mossoró, para identificar problemas e buscar soluções para o Complexo Viário da Abolição, foi uma das mais dinâmicas e proveitosas dos últimos tempos, realizada por esse poder. Foi esclarecedora (veja postagens mais abaixo).

Audiência foi bastante movimentada (Foto: Valmir Alves)

Participaram da Audiência Pública, o Secretário da Infraestrutura e Habitação do Município de Mossoró, Couto Filho; Alamo Duarte, Presidente da Comissão de Mobilidade Urbana da OAB; Walter Fernandes, representando o DNIT; Allan Mota, representando o Governo do Estado; Willame Fernandes, Presidente do Sindicato Taxista; Francisco Edson, Vice-presidente do Sindicato Taxistas; Marcos Locutor, Líder Comunitário; João Gomes, mototaxista, Vereadores Jório Nogueira [Presidente da Câmara Municipal de Mossoró, PSD], Soldado Jadson (SDD), Tomaz Neto (PDT), Flávio Tácito (DEM), Nacízio Silva (PTN), Francisco Carlos (PV), Izabel Montenegro (PMDB), Genivan Vale (PROS), Alex Moacir (PMDB), Manoel Bezerra (DEM) e Vingt-un Neto (PSB) que presidiu a sessão. Ele foi quem propôs a audiência.

Nas exposições e debates, na maioria dos casos, houve muita objetividade. Ao mesmo tempo, não faltaram críticas.

O vereador Alex Moacir achou estranho que uma obra que passa dos R$ 72 milhões, ofereça erros tão grosseiros, como o viaduto do Grande Alto de São Manoel, que está concluído há uns três anos, mas nunca foi utilizado para circulação de automóveis. “Serve para caminhadas do mossoroense, para diminuir sua taxa de gordura”, ironizou.

Flávio Tácito, diante dos incontáveis problemas da obra que se arrasta há quase seis anos, foi catastrófico: “Derrubem, derrubem! Se não serve e não tem jeito, derrubem!”

“Derrubem!”

Genivan Vale, Francisco Carlos, Manoel Bezerra e Izabel Montenegro reforçaram críticas e cobraram maiores explicações sobre uma obra que já teve transferência de 90% de seus recursos federais para o Estado realizá-la, mas que não consegue estar pronta. De quem é a culpa?

Walter Fernandes,  representante do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT) deixou tudo muito esclarecido (veja AQUI).

O comunitário Marcos Locutor cobrou que todos devem lembrar o passado, as inaugurações estapafúrdias (veja AQUI) de viadutos de uma obra inconclusa e outros problemas. Prometeu que o movimento comunitário continuará fazendo protesto contra o descaso, o desperdício e as vidas ceifadas.

“Como ninguém ainda foi preso?” perguntou Jório Nogueira, para depois desviar o foco do debate para o campo meramente político, atribuindo boa parte das discussões a setores da imprensa, que distorceria fatos. Para ele, o governador Robinson Faria (PSD) e o prefeito Francisco José Júnior (PSD) não poderiam ser culpados por erros do passado e a prefeitura sequer tem responsabilidades sobre a obra.

O vereador Tomaz Neto foi cáustico. Perguntou e ficou sem resposta: “Quem contrataria a EIT e a CLC, responsáveis pela obra, para fazer reforma de sua casa, levantar um muro ou fazer uma calçada?”

Ironizou ainda: “Eu contrataria um pedreiro de minha confiança e iria fiscalizar”. Para o vereador, lamentável a ausência de representantes das empresas.

Quanto ao Ministério Público, ele recebeu contato e transmitiu no plenário, de que Ministério Público Federal (MPF) em Mossoró e Controladoria Geral da União (CGU) estariam atuando e “vigilantes” (veja AQUI).

O mototaxista João Gomes, em tom revoltado, cunhou: “Isso é uma imundície, uma vergonha!”

A audiência foi transmitida ao vivo pela TV Câmara (Canal 12, da TV Cabo Mossoró-TCM), que está em fase experimental.