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Dinossauros no parquinho

Por Marcos Ferreiraolho de um dinossauro, olho animal

Com receio de ser mal interpretado e agredido verbalmente, pensei duas vezes em abordar ou não o assunto a seguir. É que tomei conhecimento de que agora o Ministério da Cultura, sob a batuta da senhora ministra Margareth Menezes, acaba de lançar um edital para a premiação de obras literárias escritas única e exclusivamente por mulheres.

Ótimo! Palmas para o autor ou autora dessa ideia.

Avaliem só isso. Com recursos milionários destinados a contemplar a intelectualidade feminina, o sensibilíssimo Ministério exclui impiedosamente o trabalho de homens de letras. Claro que concordo em se pensar e executar projetos voltados para as nossas nem sempre valorizadas mulheres no também machista segmento literário.

As senhoras e senhoritas operárias da palavra são mais que merecedoras de todos os incentivos. E que venham outros mais para estimular esse público.

Porém o referido Ministério e o governo petista mostram-se farinha do mesmo saco e findam por dar um tiro no próprio pé. Exatamente. O Partido dos Trabalhadores (com seus gênios e camaleões da cultura) perde ótima chance de apagar a escrita de menosprezo e descaso dos governantes anteriores contra a literatura de um modo geral. Isto porque a produção masculina também sempre foi criminosamente ignorada pelo Estado brasileiro e seus dinossauros de terno e gravata.

Hoje, portanto, os petistas são os mandachuvas, os dinossauros da vez a ocuparem o parquinho dessa poderosa máquina de fabricar coisas boas e outras muito desastrosas, despropósitos e despautérios. Porque criar um importantíssimo e oportuno prêmio literário para promover a produção das trabalhadoras da palavra escrita e não lançar outro edital voltado para os homens é qualquer coisa perversa.

Bom, antes que caia uma chuva de canivetes sobre minha cabeça, vou ficando por aqui. Creio que já corri um grande perigo ao botar o dedo sobre tal ferida. Esse, entretanto, é só o meu ponto de vista. Nada além disso.

De resto, mais uma vez, parabéns aos gênios e dinossauros responsáveis por essa ideia. Tchau!

Marcos Ferreira é escritor

Temporada 2017 do Auto da Liberdade estreia hoje

A programação do espetáculo Auto da Liberdade estreia nesta segunda-feira (25). As apresentações ocorrem no Circo Grock (instalado na Avenida Rio Branco) e são gratuitas, encerrando na próxima sexta (29). A abertura será realizada hoje, a partir das 8h.

O espetáculo, de segunda a quinta, será dividido por atos. As apresentações vão acontecer em três horários: 8h, 14h e 19h. Nos turnos matutino e vespertino a programação será destinada para estudantes de escolas públicas locais, das redes municipal e estadual.

A partir das 19h será aberta para o público em geral. Já na sexta (29), serão exibidos os quatro atos históricos.

Cada ato será encenado por uma companhia de teatro local. A ideia é também ampliar a oportunidade para que os artistas mossoroenses possam idealizar e apresentar o Auto da Liberdade 2017.

A programação do Mossoró Terra da Liberdade encerra no sábado (30) com o tradicional Cortejo Cultural. Este ano com muitas novidades. O desfile inicia na Avenida Rio Branco, em frente à Praça de Esportes. Após o cortejo, o público segue atrás do trio com a cantora Margareth Menezes.

Veja a programação do espetáculo Auto da Liberdade (de 25 a 29/09):

25/09 – Motim das Mulheres

26/09 – Resistência ao Bando de Lampião

27/09 – Abolição da Escravatura

28/09 – Primeiro Voto Feminino

29/09 – Auto da Liberdade ( os quatro atos)

Com informações da Prefeitura Municipal de Mossoró.

Faltam só Papai Noel e as renas…

A cantora de axé, Margareth Menezes, por “seus relevantes serviços prestados”, ganhou título de cidadã natalense.

Seu destacado papel, durante o Carnaval, açulando a galera a “tirar o pé do chão”, lhe proporcionou a honraria.

Agora, esperemos o mesmo tratamento para Papai Noel e suas renas, que todos os anos exaltam o Natal.

Nota do Blog – Pensei que provincianismo fosse uma condição própria do capiau interiorano. Mas é fácil perceber que contamina também gente insular, rente com o oceano.