Por François Silvestre
O stalinismo morreu. Ponto. O comunismo nunca existiu; teve o nome associado a uma caricatura por repetir como oração o Manifesto do Partido Comunista de Marx e Engels.
Foi uma ilusão a pensar numa humanidade do porvir. Mas prestou um grande serviço. A quem? Ao capitalismo.
Todo idiota que detesta a palavra socialismo usa o “comunismo” como desculpa para babar-se de espuma hidrofóbica contra toda e qualquer manifestação humana de liberdade não convencional.
São os fascistas.
O fascismo vive.
Vive na repulsa à liberdade. Vive no ódio à fraternidade. Vive a aspergir a gosma do preconceito.
A depender deles, a burca das mulheres árabes deveria chegar aqui. Mesmo que eles as despissem para serem violentadas no esconderijo das suas taras. É isso.
O fascismo é o estuário das taras. E a primeira delas é a incapacidade de conviver com opiniões contrárias.
Stalin morreu e foi sepultado. Felizmente.
Hitler vive, a iluminar o epitáfio de um túmulo inexistente.
No mesmo forno onde o fascismo cremou judeus, agora os fascistas convocam o sionismo para cremar opiniões.
François Silvestre é escritor