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Bolsonaro sobe impulsionado pelo auxílio emergencial

Do Canal Meio e Blog Carlos Santos

A avaliação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) subiu, chegou a 37% dos brasileiros que o consideram ótimo ou bom e, de acordo com o Datafolha, está em seu melhor ponto desde o início do mandato. No levantamento anterior, realizado entre 23 e 24 de junho, 32% dos brasileiros o aprovavam.

Presidente teve 'derrota' em duelo com Rodrigo Maia e acabou tirando proveito da situação (Foto: arquivo)

Caiu ainda mais sua curva de reprovação — de 44% para 34%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Mauro Paulino e Alessandro Janoni, do Datafolha dão maiores detalhes:

– “A maior taxa de aprovação desde sua posse acontece logo depois de o Brasil ultrapassar a marca de 100 mil mortes registradas pela Covid-19 e continuar na segunda colocação do ranking mundial do número absoluto de óbitos em razão da doença. São justamente os que têm maior vulnerabilidade que mais contribuem para o ganho de popularidade do presidente no último mês”.

Melhora no Nordeste

“Dos cinco pontos de crescimento da taxa de avaliação positiva, pelo menos três vêm dos trabalhadores informais ou desempregados que têm renda familiar de até três salários mínimos, grupo alvo do auxílio emergencial pago pelo governo desde abril e que tem sua última parcela programada para saque em setembro. O dado pode explicar em parte a melhora de seis pontos na popularidade do presidente no Nordeste, uma das regiões do país onde a população mais pediu e recebeu o benefício”, avaliam.

O abrandamento do tom autoritário, com adequações na comunicação, combinado à flexibilização da quarentena provocou um refluxo de tendência à reprovação em segmentos estratégicos, como os mais escolarizados, com maior renda e moradores do Sudeste. Nesses estratos, a popularidade do presidente subiu entre cinco e seis pontos percentuais, depois de quedas contínuas desde o início da pandemia.” (Folha)

Futuro eleitoral

Depois que deu um tempo longe do “cercadinho” em Brasília, onde diariamente disparava comentários tresloucados e promovia provocações contra imprensa, adversários e o que imaginasse, Bolsonaro inflou positivamente sua imagem. Isso é visível e a pesquisa deixa claro que a percepção no ‘olho’ bate com os dados científicos.

Outro detalhe, é sua presença em bolsões sociais de baixa renda e em situações mais vulneráveis, ampliando a estratificação do seu eleitor-simpatizante.

Claramente é resultado do assistencialismo injetado através do auxílio emergencial, benefício que chegou numa hora de extrema delicadeza na vida de milhões de pessoas, na pandemia da Covid-19. E o interessante é que, inicialmente, o presidente estava recalcitrante e tinha estabelecido que só repassaria R$ 200 em três parcelas.

Um duelo que perdeu no âmbito da Câmara Federal acabou o ajudando a modificar os índices negativos à sua imagem. Sob liderança do presidente da Câmara Federal Rodrigo Maia (DEM-RJ), o auxílio emergencial foi inflado para R$ 500.

Como viu que perderia na votação do projeto relatado pelo deputado federal Marcelo Aro (PP-MG), Bolsonaro mudou de posição e esticou o auxílio para R$ 600 em três meses consecutivos, para tentar tirar o protagonismo dos parlamentares.

Essa foi uma “derrota” que lhe fez muito bem. E pode lhe dar frutos mais adiante, nas eleições de 2022, com musculatura para enfrentar adversários num terreno em que estava com dificuldade de entrar. O auxílio emergencial é o seu ‘bolsa família’ eleitoral, um dos anabolizantes do petismo e do lulismo.

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Boa parte dos eleitores decide voto na “última semana”

Paulino: indefinições (Foto: Redes sociais)

Diretor do Instituto Datafolha, Mauro Paulino publica em endereço próprio nas redes sociais, que nesta semana decisiva e final de campanha até às eleições do próximo domingo (7), a empresa fará pesquisas “dia sim, dia não”.

Esse rally de pesquisas começará a partir de terça-feira (2).

Corrida eleitoral eletrizante à Presidência da República.

Em 2014, 23% dos eleitores decidiram voto na última semana.

Entre os que escolhem algum candidato, há 34% que ainda podem mudar.

Na Espontânea, destaca ele, “são 25% sem candidato”.

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