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Toque de recolher na companhia do medo

Em várias cidades do interior e também na região Metropolitana de Natal, vários setores comerciais e habitacionais parecem ter decidido pelo toque de recolher. Nesta noite de segunda-feira (20), o recomendável é não circular e proteger seu patrimônio (se possível).

O medo é ainda uma companhia diária, maior do que a antiga sensação de segurança.

Muito antiga mesmo.

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Brasil de longe

Converso com um filho que mora nas ‘oropas’ há uns 7 anos.

Ele comenta:

– “Ninguém quer saber de ir ao Brasil!”

Parou de ler sobre nossa tragédia diária da Covid-19 no Brasil, com mais de 80 mil vítimas e o povo desdenhando da morte.

– “Fico triste de ver o Brasil assim!”

“Fique por aí. Não venha”, aconselho.

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O triunfo do medo na prévia eleitoral mossoroense

Por Carlos Santos

O primeiro grande desafio da oposição em Mossoró não é vencer a prefeita Rosalba Ciarlini (PP), o rosalbismo/rosadismo e a estrutura da Prefeitura Municipal de Mossoró nas eleições de 2020. É um caso mais íntimo, do seu eu, que exige superação de um estado emocional preexistente.

Precisa ser, desejar ser. Ser minimamente oposição. Sentir-se capaz de representar um vasto contingente humano que não está satisfeito com o governo, governantes e o que eles representam. Uma parte considerável da população está dispersa e na orfandade. Sem governo, sem oposição.A campanha municipal de Mossoró começou há tempos. E quem apertou o start, acionando os propulsores turbinados dessa prévia não foi qualquer pretenso candidato oposicionista. A própria prefeita Rosalba Ciarlini arregaçou as mangas ainda no final do ano passado e, imediatamente, começou sua jornada eleitoral para 2020.

“Quem é coxo parte na frente”, ensina um conhecido provérbio de domínio público. Contudo é estranho que em vez de qualquer oposicionista, esses passos sejam dados por quem ostenta maior força.

Contraditório? Não.

Rosalba não conseguiu levar a chapa com seu filho Kadu Ciarlini (PP) sendo vice de Carlos Eduardo Alves (PDT) a uma simples vitória em Mossoró nos dois turnos, na disputa ao governo estadual. Desde então, age em várias frentes: mídia, administração e politica.

Dá demonstração de consciência da ameaça que a ronda e enfrenta com vigilante realismo um cenário que lhe é perturbador, apesar de favorável. É um receio consciente, mas inconfessável. Revela-se em atitudes, não em palavras.

Quanto à oposição, essa parece estar no “modo avião”: desligada.

Há alguma conversa de bastidores, continuada desarticulação e nenhuma atitude prática visível que aponte à montagem de uma composição competitiva e viável. Chapa, não um nome a prefeito apenas. Projeto, não um esboço de aventura.

“O rosalbismo/rosadismo não tem adversário até o momento, mesmo com profundo desgaste em imagem, números e votos recentes, mas vê fantasmas com rostos disformes em todos os lados”, destacamos na postagem “Entrincheirados, Rosados veem adversários em todos os lados“.

E a oposição, como enxerga os Rosados?

De baixo para cima. Com um temor paralisante e quase reverencial. Mais do que um constatação política, o que se diagnostica é um quadro de complexo de inferioridade, à procura de um divã psicanalítico.

Diferentemente da apreensão opositora, o rosalbismo/rosadismo se movimenta, age rápido, para evitar maior surpresa adiante. Seu medo é reativo, sobretudo porque tem pesquisas em mãos que lhe alertam para fazer algo, em face do desgaste pessoal da prefeita e de sua gestão.

Em 2016, quando venceu o pleito municipal pela quarta vez, Rosalba Ciarlini somou 67.476 votos (51,12%). A soma obtida pelos quatro adversários (incluindo o desistente candidato à reeleição Francisco José Júnior-PSD, prefeito à época) chegou a 65.114 votos (49.38%).

Rosalba teve apenas 2.362 votos a mais do que os contendores, cumulativamente. Uma maioria esquálida de 1.74% dos votos válidos.

Essa foi a distância que ficou entre a vencedora e os derrotados em 2016. Hoje, a realidade é ainda mais estreita entre oposição e governo, em face do próprio quadro administrativo municipal e outros fatores que fogem ao controle desses protagonistas.

O resto é medo.

* Veja amanhã: Quem vai decidir a campanha municipal de 2020.

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Trabalho e medo entre os sobreviventes do RN

No mínimo, 90% do meu trabalho consigo realizar com uso da Internet (se funcionar).

Nesse ambiente, email, redes sociais (como o WhatsApp) e outras ferramentas fazem parte da teia necessária para prestar meus serviços à coletividade e a eventuais assessorados.

É um home office (escritório em casa) quase todo cibernético, em que disponho de um PC (Computador de mesa), um Notebook, um iPad, um Smartphone, uma Smart TV, um celular “lanterninha” etc.

O “resto”, é acordar cedo e dormir tarde – com disposição física, neurônios e bagagem de mais de 32 anos nessa jornada jornalística, com consciência de que preciso aprender mais.

Enfim, é assim que sobrevivo, tenho trabalhado.

Nos últimos dias, estou ainda mais homiziado em casa.

Medo de ir e vir, quando necessário sair, viajar, circular nas cidades (Natal, Mossoró e outras mais longínquas).

Nem no pior dos meus pesadelos cheguei a pensar em viver essa atmosfera. Até mesmo quando disparo nesta página: “Vai piorar”. E vai mesmo.

Não é por acaso que há muitos meses saúdo os internautas em meus endereços, no Facebook e Instagram, da mesma forma: “Bom dia. Saúde e paz, sobreviventes do RN”.

Premonitório, apesar de muitos considerarem alarmista. Ou consideravam.

Vai piorar.

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Empresas recolhem ônibus temendo novos ataques

A Prefeitura do Natal emitiu nota, que nos ajuda a entender a dimensão do terror que é causado de dentro dos presídios do RN.

Leia:

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana – STTU informa que as empresas de transporte público estão recolhendo os ônibus devido aos ataques ocorridos, que coloca em risco a segurança dos operadores e usuários deste sistema. Dentro de algumas horas, nenhum veículo das linhas regulares deve estar circulando.

ônibus da empresa Guanabara foi incendiado na Cidade da Esperança, Zona Oeste de Natal

Com isso, a STTU está autorizando aos táxis, veículos de transporte escolar e ônibus de fretamento autorizados pelo DER/RN a realizarem o serviço de lotação cobrando o valor da tarifa inteira, R$ 2,90.

Mais

Após criminosos atearem fogo em um micro-ônibus em Macaíba, na Grande Natal, três ônibus foram alvo de criminosos na tarde desta sexta-feira (29) na Zona Oeste da capital potiguar. De acordo com a PM, ao contrário do miucro-ônibus em Macaíba, os incêndios nos ônibus em Natal foram controlados antes dos veículos serem completamente destruídos. (Do portal G1/RN)

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Dois medos contemporâneos

Dois medos me sitiam atualmente em Mossoró: dos bandidos e da ‘mosquita’ transmissora da Chikungunya, Dengue e outras mazelas.

Eis a 'mosquita' (Foto: reprodução)
Eis a 'mosquita' (Foto: reprodução)

Luta medonha.

Dos bandidos, o temor é qualquer hora ou lugar.

Previno-me dentro do possível.

Quanto ao Aedes Aegypti, que espalha tantas doenças, seus hábitos são de circulação no começo da manhã ou no fim da tarde.

Somente as fêmeas infectam o ser humano, bom reiterar.

O macho é “gente” boa.

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Lojistas fecham porta temendo assaltos

Fechar a porta ao cliente. Parece um paradoxo, mas esse é um procedimento que passou a ser disseminado e tem-se como comum hoje, no centro de Mossoró.

Lojistas diversos mantêm a porta de acesso às suas lojas sob a chave.

A entrada de eventual cliente ou quem se apresenta como tal, é precedida de muita cautela.

Quem já foi assaltado sabe que a medida não é um excesso, mas  um paliativo à falta de segurança.

Na ‘fila’ e sob o signo do medo

“Em Mossoró parece haver uma fila de 260 mil pessoas para serem assaltadas, roubadas, molestadas. Várias pessoas amigas já foram “agraciadas”. Hoje foi minha vez. Espero que a sua não chegue”.

(Francinaldo Rafael, mais uma vítima de roubo em Mossoró, fato ocorrido no dia passado, quarta-feira, 25)

Nota do Blog – Meu caro, como conversei ontem contigo, eu estou “na fila” para ser assaltado. Espero que apenas levem meus picuás.

Tem sido sufocante viver sob o signo do medo, nessa psicose, sabendo que tudo vai piorar ainda mais.

Somos reféns da bandidagem e da inoperância de um sistema penal-prisional-policial.

Deus nos proteja e aos nossos.

A escolha deles

Ruim demais você se sentir tolhido no direito de ir e vir. Prevalece o assombro de se sentar à própria calçada de casa.

É uma fobia crescente.

Desestimulante sair para um bate-papo próximo do meu endereço, perambular despreocupadamente pelo bairro, ir à quitanda, mercearia, panificadora ou lanchonete.

A pracinha que antes era convidativa para uma caminhada, hoje é aterrorizante.

Sobra a Internet. Mas a Net e sua onipresença jamais vão substituir o calor humano, o burburinho dos encontros e desencontros lá fora.

Assusta também. Às vezes sufoca.

No carro, olho no retrovisor. A moto que se aproxima com dois ocupantes é iminência de um ataque.

No semáforo, o mesmo medo.

Chegar e sair de casa é uma loteria que pode terminar no obituário de um jornal.

Estamos acuados, indefesos e sem perspectivas.

Somos a próxima vítima ou não. Quem sabe?

A escolha não é nossa. É deles.

Saúde que mete medo

Conversei com um importante executivo de grupo empresarial que investe na região.

Disse-me que não trará família para Mossoró, devido deficiente estrutura de saúde.

Segurança e educação, segundo ouvi, poderiam atender às suas exigências. Gastronomia, lazer e setor imobiliário estariam compatíveis com a ideia de qualidade de vida desejada

A saúde de Mossoró mete medo.

Família ficará provavelmente em Fortaleza-CE.

Nota do Blog – Hoje à tarde, em movimento bacana pela rede de microblogs Twitter, havia luta para se salvar uma criança em Mossoró, que não tinha UTI neonatal à atendê-la.

Mossoró só dispõe de 3 leitos credenciados, na Casa de Saúde Dix-sept Rosado, onde nascem mais de 600 bebês por mês e pelo menos uns 30 precisam desse serviço.

Um drama na “Metrópole do Futuro”…

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