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Município seguirá investindo em recuperação de mercados

A Prefeitura de Mossoró anuncia processo licitatório para reforma dos mercados Central e Bom Jardim. A ação faz parte de um plano de recuperação dos mercados públicos na cidade desenvolvido pela Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico.

Trabalho de recuperação e restauração física de mercados começou pela unidade do Alto da Conceição (Foto: PMM)

O trabalho iniciou no mercado do Alto da Conceição.

A licitação será aberta no próximo dia 09 de agosto. A partir disso, com a finalização dos tramites burocráticos, será dada a ordem de serviço para realização das obras para reforma, manutenção e recuperação dos equipamentos.

Nota do Blog – Corretíssima a gestão Rosalba Ciarlini (PP) nessa iniciativa. Paralelamente à recuperação física, não pode deixar de pensar na própria revitalização e readequação desse mercados para finalidade multiuso.

É preciso apoiar os feirantes, os pequenos comerciantes, fomentando linhas de crédito para melhoria em suas estruturas próprias, qualificação profissional, reciclagem, assessoria para potencialização de especialidades etc.

É imprescindível se traçar o perfil do atual público consumidor. É imprescindível se identificar o porquê da sua presença e o porquê da ausência de tantos outros segmentos sociais.

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) pode dar grande contribuição a esse trabalho.

Aplausos.

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Um olhar sobre os mercados públicos

Por Gutemberg Dias

Hoje vamos falar um pouco dos mercados públicos de nossa urbe (Mossoró). Mercados esses que têm muita história para contar, já que por lá já passou boa parte da população, seja para comprar mantimentos ou comer uma bela panelada.

Infelizmente, esses equipamentos públicos, desde muito tempo, estão abandonados pela gestão municipal. Para se confirmar essa máxima basta fazer um tour pelo Mercado Central, Mercado do Bom Jardim, Mercado do Alto da Conceição e, também, a Central de Abastecimento – Cobal, que é possível ver o estado lamentável desses equipamentos.

Por pressão popular e cobrança de comerciantes instalados nesses logradouros comerciais, a gestão atual começou a realizar medida cosmética, verdadeiro “arranjo”, para tornar “respirável” esses ambientes.

É preciso que a gestão municipal assuma efetivamente a gestão desses espaços. Ela precisa, antes até de executar reformas físicas, criar regras de uso, recadastrar todos os cessionários, desenvolver mecanismos que garantam a autogestão e, sobretudo, regularizar juridicamente a relação de ocupação dos pontos.

Pensando na parte estrutural desses equipamentos já passou da hora da prefeitura iniciar reformas estruturantes que possam segmentar os serviços ofertados no âmbito desses equipamentos.

Se tomarmos por exemplo o Mercado Central é possível constatar vários segmentos entrelaçados (vestuários, alimentação, aviamentos etc) que juntos ocupam espaços que dificultam o trânsito daqueles que adentram o mercado para fazer compras. Vale destacar, que a forma que se encontram os pontos é um prato cheio para que possa ocorrer algum sinistro.

A segurança dos cessionários e dos clientes precisa ser garantida. E isso só irá ocorrer a partir de um processo de gestão eficiente desses espaços, onde regras claras precisam ser seguidas por todos que tem empreendimentos nesses equipamentos.

É preciso repensar esses espaços, repito.

Investir nesses equipamentos tem dois grandes feitos. O primeiro é revitalizar esses espaços públicos na perspectiva que possam se tornar atrativos aos mossoroenses e, também, aos turistas, passantes de outros municípios. Segundo, reordenar a estrutura interna dos mesmo com vistas a regular as atividades desenvolvidas neles.

Para mim o maior obstáculo a uma grande mudança é a quebra de paradigma. Haja vista que é preciso o entendimento dos que ocupam esses espaços quanto à realização de grandes mudanças. Bem como, a gestão municipal precisa dar o primeiro passo para que algo possa acontecer.

Nesse sentido é preciso que todo um trabalho de organização seja executado em parceira com entidades como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), que ajudam formação empresarial dos micros e pequenos empreendedores. Bem como, envolver várias áreas da gestão municipal como a Secretaria de Desenvolvimento Social, Infraestrutura, Vigilância Sanitária entre outros entes municipais.

Outras cidades como Salvador, Porto Alegre, Fortaleza e Campina Grande têm mercados públicos reformados e que atraem muitos turistas e, sobretudo, gente local.

Por que não pensar um projeto amplo para nossos mercados?

Gutemberg Dias é graduado em geografia, empresário e ex-secretário de planejamento de Mossoró