O major da Polícia Militar Ronald Pereira, preso em janeiro na Operação Intocáveis, foi transferido, no início da manhã desta quinta-feira, do Complexo de Gericinó para o Presídio Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.
O oficial, acusado de chefiar a milícia de Rio das Pedras, estava preso no Batalhão Especial Prisional da PM em Niterói.
A operação Intocáveis foi deflagrada para desarticular uma das maiores milícias da cidade.
Uma das organizações criminosas mais temidas do Rio, o Escritório do Crime pode estar por trás do caso Marielle. Ronald é visto como um exímio matador.
O policial militar Erinaldo Ferreira de Oliveira foi preso na manhã deste sábado (3), em ação realizada pela Força Nacional. Ele é suspeito de chefiar uma milícia com atuação em Ceará-Mirim, município da Grande Natal, responsável por vários assassinatos na cidade.
Operação da Força Nacional ocorreu em Ceará-mirim nas primeiras horas da manhã (Foto: cedida)
Naldão, como é conhecido o PM, segundo as investigações que tiveram apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRN, assumiu a chefia da milícia após a morte do sargento PM Jackson Sidney Botelho, em 20 de fevereiro do ano passado, em Ceará-Mirim.
De acordo com a denúncia do MPRN, após a morte do sargento, “o que viu foi um verdadeiro e trágico banho de sangue, resultando nas mortes brutais de 12 pessoas em pouco mais de 48 horas, fato que ganhou grande repercussão regional, estadual e até em âmbito nacional”.
A denúncia do MPRN detalha o relatório das investigações e aponta que, dentre os mais de 100 inquéritos policiais instaurados com o objetivo de apurar os crimes em Ceará-Mirim, 74 possuem a mesma dinâmica criminosa: os executores utilizam motos ou carros, balaclavas e roupas escuras, efetuam disparos em quantidade excessiva e em especial na região cervical da vítima, ameaçam as testemunhas presentes e fogem sem deixar qualquer vestígio.
A “tropa” está inquieta. Insatisfeita, sejamos mais claros.
A Guarda Civil Municipal (GCM) de Mossoró pode deflagar movimento grevista em breve espaço de tempo.
Mobilização num momento em que seu papel é colocado em xeque, devido ações degradantes de alguns poucos integrantes, dentro e fora de Mossoró (veja AQUI).
A GCM, por ampla maioria de seus membros, quer ser uma guarda à proteção de bens, serviços e instalações públicas, arrimo auxiliar dos órgãos policiais estaduais e federais – quando solicitada.
O papel de “milícia”, como alguns a querem, não agrada aos de bom senso.