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Final com “MMA” para a gente ver

Passou o tempo de candidato mostrar proposta em guia eleitoral ou debate.

Qualquer marqueteiro e os marreteiros de campanha sabem disso.

Campanha, na reta final, é MMA (abreviatura de lutas marciais mistas em inglês) mesmo.

Quem tem dianteira confortável em pesquisas, com vitória iminente, pode se dar ao luxo de posar de bonzinho, fidalgo e civilizado.

Porém em contendas apertadas, o pau canta solto e não é feio apontar imperfeições do outro lado.

Quem vai para a disputa majoritária, principalmente, que cuide da própria biografia.

Inadmissível é a leviandade; inaceitável é a armação criminosa.

Pipoca e Guaraná.

Please!

De Anderson Silva a Spartacus, do Octógno ao Coliseu

Por Carlos Santos

Atrações comuns na TV em botecos, bares, espetinhos etc. da periferia a endereços elegantes, lutas de MMA (artes marciais mistas) viraram uma febre no Brasil. Encantam pela ferocidade dos lutadores.

Pontapés, cotoveladas e bofetes em horário nobre levam milhões de pessoas ao êxtase e delírio, como se estivessem no Coliseu há centenas de anos.

Basquete, futebol e vôlei são trocados por um valor esportivo que é inoculado de forma distorcida na maioria dos jovens. Reflexo: mais violência.

Inversão de valores parecida com o que temos em novelas globais, em horário nobre, com enredos permeados de adultérios, espertezas vis e fragilização da família.

Não promovo o falso moralismo, mas levanto discussão com base científica e vivência empírica.

A violência lá fora é, em parte, resultado do que temos em casa. Ou não temos.

Sou uma raridade na madrugada brasileira: não assisti luta entre o brasileiro Anderson Silva e o norte-americano Chris Weidman. Pelo o que li no Twitter, nosso Silva levou outra sova.

Que se recupere. Parece ser um vencedor, mesmo espichado no octógono.

O velho esporte bretão ainda me fascina.

No ringue, opto por Spartacus em Roma. O Gladiador do cinema enche meus olhos.

Dois homens ensanguentados numa ratoeira não me atraem. Mas respeito quem gosta.

Essas diferenças é que nos fazem humanos e únicos.

Debater, sem sopapos, nos torna inteligentes e sábios.

Os cotovelos na política e no MMA

A política de Mossoró ensina em fatos bem contemporâneos, que ser “radical” não é chique.

Juscelino Kubistcheck já dizia que não tinha inimigos para sempre nem amigos eternos…

Política não se faz com cotovelos. Até no MMA (lutas de Artes Marciais Mistas) é feio demais golpe de cotovelo.

Política é uma arte; exercício de soma e não ação de centrífuga.

Quando digo que política é uma ciência, muita gente não entende. Mas é fato. Quem a conhece e a domina, rapidamente faz leitura de qualquer cenário, com base em seus princípios.

No caso do ambiente da sociologia política mossoroense, insultar alguém hoje é correr sério risco de ser seu aliado, constrangido, amanhã.

Anote.