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Vereadora conduz reunião para aplicação de lei de apoio à mulher

O mandato da vereadora Marleide Cunha (PT) realiza, nesta quinta-feira (11), às 15h, na Câmara Municipal de Mossoró, reunião para discutir a aplicação da Lei Municipal nº 3958/2022. Essa norma jurídica reserva vagas, em empresas terceirizadas do município de Mossoró, para mulheres vítimas de violência doméstica.

Marleide é autora da proposição para a audiência pública (Foto: Edilberto Barros)
Marleide é autora da proposição para a audiência pública (Foto: Edilberto Barros)

A reunião também tratará da apresentação de Projeto de Lei sobre a Campanha Permanente de Combate à Misoginia. Tanto a Lei nº 3958/2022 quanto o projeto da campanha são de autoria da vereadora Marleide.

Sancionada em julho de 2022, a Lei nº 3958/2022, contudo, ainda não foi regulamentada em Mossoró.

“A reunião acontece para discutir quais critérios e procedimentos deverão constar na regulamentação para sugerirmos ao município e garantirmos o acesso das mulheres aos benefícios da Lei”, informa a parlamentar.

Participarão representantes de setores e instituições da sociedade local. É o caso do Centro de Referência a Mulher (CRM), Centro de Referência de Direitos Humanos (CRDH), Núcleo de Estudos Sobre a Mulher (NEM), Diretoria de Ações Afirmativas e Diversidade (DIAAD), Movimento Brasil Popular (MBP), Conselho Regional de Serviço Social (CRESS), Casa de Apoio à Mulher Vítima de Violência, OAB Mulher, entre outras organizações.

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“Março para elas” exalta a mulher no esporte

Março para elas - Blog Larissa MacielO Blog Larissa Maciel desenvolve durante todo o mês de março o projeto “Março Para Elas”, um mês dedicado à valorização da mulher no esporte.

A ideia é contar histórias de mulheres protagonistas como torcedoras, como atletas, como apoiadoras, diretoras, afinal, lugar de mulher é onde ela quiser.

Durante 31 dias, reportagens escritas e em vídeo serão publicadas e a leitora do blog que quiser contar sua história também tem espaço: basta entrar em contato pelo e-mail laryssa.emanuelle_@hotmail.com e demonstrar seu interesse ou pelo instagram @bloglarissamaciell.

Acesse o Blog Larissa Maciel AQUI.

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Mulheres do Rio do Fogo

marisqueiras, mariscosPor David Leite

Existe um encontro diário entre o mar

e as mulheres do Rio do Fogo.

O mar oferece algas marinhas,

as mulheres as buscam na praia.

 

Pela praia, elas seguem catando

as algas e cantando mágoas.

O mar responde

com o murmúrio das ondas.

 

A música delas fala da vida,

de seus problemas e dilemas.

A sinfonia do mar é acalanto.

 

As algas são importantes para as mulheres.

As mulheres são vitais para o mar.

Dia após dia, maré após maré,

o mar não descansa,

e as mulheres não cansam.

 

As mulheres tiram

das águas seus sustentos.

O mar recebe, em troca,

a companhia amiga.

 

Algumas esperam, na mesma praia,

que o mar devolva seus companheiros.

E eles voltam, crestados pelo sol,

com peixes e saudades.

 

Chamam-nas “marisqueiras”.

Marisqueiras da praia do Rio do Fogo.

 

Mas, em verdade, em verdade,

elas são mulheres! Mulheres valentes!

Mulheres do Mar, do Rio, do Fogo.

David de Medeiros Leite é professor da Uern e doutor pela Universidade de Salamanca – Espanha

As mulheres preferem os mais ricos?

Por Gisela Campos

Pelo que parece, provou-se que as mulheres preferem, sim, os mais ricos. E os homens, por sua vez, preferem, sim, as mais jovens e mais atraentes. E mais: sabem por que nós, mulheres, vivemos nessa luta desesperada contra a balança, tentando diminuir nossas barriguinhas? Porque uma barriga grande “imita, inconscientemente, uma gravidez”. E, no nosso inconsciente pré-histórico, sabemos que, quando um homem nos vê com a barriga grande, acha que já estamos grávidas! E o que é pior: de outro! E, neste exato momento, perde o interesse por nós.

Chocante? Li tudo isso há pouco tempo em uma pesquisa, publicada no início dos anos 90, por um professor da Universidade do Texas, David Buss.

A pesquisa defende por A + B que as mulheres realmente preferem os homens que possuem dinheiro, poder e status. Aliás, não só as mulheres: as fêmeas de modo geral! Na categoria “fêmeas” não estão incluídas apenas fêmeas de mamíferos, mas também insetos e passarinhos!

Tem uma passarinha que, por exemplo, escolhe o seu parceiro a partir da qualidade da casa construída por ele. Antes de decidir se quer namorar o passarinho, a passarinha faz tipo uma “vistoria” na casa que o macho construiu. Se a casa não lhe parecer “firme”, ela simplesmente dá as costas e vai embora. E cada vez que uma fêmea recusa a casa construída, o passarinho simplesmente DESTROI a casa e constroi outra nova, na esperança de, esta nova, mais sólida, ser aprovada por uma fêmea. Com quem ele poderá reproduzir.

Confesso que meus olhos contemporâneos destes tempos líquidos ficaram chocados.  Pelo que li no livro, (intitulado “The Evolution of Desire: Strategies of Human Mating”), se eu tivesse vivido na Pré-História, teria morrido à míngua, com minhas crias abandonadas aos predadores por falta de um homem que me protegesse.

A teoria do autor baseia-se no fato de termos vivido muito mais tempo na Pré-História do que na chamada “civilização”. Segundo Buss, nosso imaginário hoje ainda está regido pelas duras regras da época das cavernas. E é este imaginário que nos guia na hora de decidirmos com quem queremos namorar.

De acordo com ele, é o nosso inconsciente pré-histórico que faz com que um homem bem-sucedido saiba (inconscientemente) que tem poder de escolher uma mulher mais jovem (e, consequentemente, mais fértil). Este homem bem-sucedido sabe (segundo o livro), seu valor de mercado. E também a mulher jovem e atraente sabe (inconscientemente) seu poder de barganha. Por isso,  na hora de escolher um parceiro, seleciona o mais rico, ou melhor, aquele com maior capacidade provedora da comunidade onde está inserida.

O livro explica que as mulheres tendem a buscar, nos homens, características que aumentem o seu sucesso reprodutivo. Que características são essas? Segundo Buss, nós, mulheres, procuramos um homem que esteja apto a investir recursos em nós e nos nossos filhos, que esteja apto a nos proteger fisicamente, que aparente ser um bom pai, dentre outras características. Buss é categórico: as mulheres que, na pré-história, erraram nas suas decisões, escolhendo um homem doente ou frágil, acabaram por morrer abandonadas aos predadores.

Mas e os homens? O que querem? Segundo o livro, os homens querem o mesmo que nós. Ou seja, querem aumentar o seu sucesso reprodutivo. E, quanto mais jovem a mulher, mais altas as chances de fertilidade, certo? Por isso, os homens procurariam as mais jovens…

O livro ainda explica que, nos dias de hoje, mulheres bem-sucedidas (como Madonna ou Demi Moore, por exemplo), dão-se ao luxo de escolherem homens mais jovens. Mas que, com o tempo, essas relações esgotam-se porque, ambas as partes, cansam-se de um modelo que contraria o nosso “inconsciente” pré-histórico.

Dá o que pensar. Sobretudo porque a pesquisa foi feita com 10.047 pessoas em 37 culturas, da Austrália à Zâmbia, passando por culturas ocidentais e orientais. Por livre associação de idéias, lembro-me da manicure que semana passada me disse: “Quem disse que eu quero ser feliz? Eu quero é um homem que me dê um carro e uma casa para morar!”.

Será que ela está certa e nós, que buscamos simplesmente a felicidade num amor verdadeiro, estamos erradas?

Gisela Campos é escritora (texto originalmente publicado na revista Època Online)