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“Prazer Karnal,” uma oportunidade de conhecimento e diversão

Leandro Karnal estará em Natal em novembro (Foto: divulgação)
Leandro Karnal estará em Natal em novembro (Foto: divulgação)

“Prazer Karnal”, show novo e ousado de Leandro Karnal, chega a Natal dia 11 de novembro, às  21h. A apresentação acontece no Teatro Riachuelo. Os ingressos podem ser adquiridos em uhuu.com ou na bilheteria do teatro.

Duas ondas bateram forte na nossa praia. A maior chama-se Revolução Digital e a mais recente foi a pandemia. Nos efeitos da primeira e ainda na ressaca dolorosa da segunda, Leandro Karnal estimula novos pensamentos e perguntas para si e para o público: como o filho da classe média dos analógicos anos 1960 se preparou para tornar-se um influenciador digital multiplataforma? Como traçar um projeto de vida se o futuro é desconhecido, se a mudança é a única certeza?

Como driblar a angustiante solidão e transformá-la na produtiva solitude? Como trilhar uma vida feliz em meio a tantos dissabores? Como controlar a vaidade e afastar o pecado envergonhado da inveja? Qual propósito seguir numa realidade líquida em que modelos do passado não mais atendem às nossas necessidades?

Num misto de aula, palestra e stand-up comedy, o professor Karnal compartilha com a plateia sua trajetória desde a infância gaúcha, as derrotas no meio da caminho, até a fama nacional e mostra como filósofos, pensadores, sacerdotes e outros professores o ajudaram nesse caminho.

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Propaganda, a vida do negócio, em debate

Nesse domingo (18), a TV Tropical apresentou mais uma edição do programa Mundo dos Negócios, apresentado por Jener Tinôco. 

Dessa feita, os convidados foram os publicitários Odemar Neto (Execom) e Arturo Arruda (Art&C).

O bate-papo é muito interessante, pois trata em essência sobre o valor da propaganda, o novo perfil das agências, as exigências do mercado e outras questões da área como criação, assessoria de imprensa, agências digitais, estratégias de comunicação, multiplataformas, mídias externas, mundos off-line e on-line, home office etc.

Vale a pena assistir.

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Populismo digital

Por Odemirton Filho

Os líderes são forjados a partir da retórica e das ações que fazem perante o meio no qual exercem influência, sobretudo, política.

Em tempos idos os líderes conseguiam cativar a massa-povo através de discursos inflamados que a inebriava e a conduzia.

Aquele que, no meio político, seduz a massa-povo através de sua retórica e assistencialismo consegue alçar o poder e, muitas vezes, manter-se por muito tempo.

A esse tipo de líder costuma-se nominar populista.

“Populismo é basicamente um “modo” de exercer o poder. Ou seja, dá-se uma importância ao povo, às classes menos favorecidas, cuida-se delas e, assim, conquista-se sua confiança o que permite que se exerça um autoritarismo consentido, uma dominação que não é percebida por quem é dominado”.

De se notar que o populismo pode ser de qualquer viés político-ideológico, seja de direita ou de esquerda. Não importa a tendência, o que vale é seduzir a massa, fazendo-a servil.

Lembremos do Papa Pio XII e a diferença entre povo e massa:

“O povo vive com vida própria, da plenitude da vida dos homens que o compõem, cada um dos quais – em sua própria posição, segundo seu próprio modo – é uma pessoa cônscia de sua própria responsabilidade e de suas próprias convicções”.

“A massa por si mesma é inerte, e não pode ser movida senão por agente extrínseco. Ela espera um impulso que lhe venha de fora, fácil joguete nas mãos de quem quer que lhe explore os instintos e impressões, pronta a seguir, com inconstância, hoje essa, amanhã aquela bandeira”.

Entretanto, no mundo hodierno, uma nova modalidade de populismo tem ganhado força e veio para ficar. Trata-se do populismo digital, construído através das redes sociais.

Nunca se usou tanto as redes sociais para se construir a imagem de um líder. Agora, o populista tem em suas mãos o mundo e pode disseminar suas ideias, conquistando carisma.

Com a ajuda de séquitos que replicam as suas mensagens, incensando sua personalidade e ações, sedimenta-se o nome do populista.

As campanhas eleitorais, no Brasil e alhures, estão sendo marcadas pela guerra de informações, uma vez que todas as classes sociais têm acesso. Hoje, como sabido, a comunicação e as notícias são instantâneas, em tempo real.

Não importa a veracidade das informações que circulam nas redes sociais. O que vale é construir a imagem do populista.

Com efeito, as fake news são a “onda” do momento e os populistas “surfam” nessas “ondas”.

“Assim, o mundo virtual não seria o novo espaço de concentração de poder político, mas sim o mecanismo pelo qual as personalidades mais adaptadas a essa nova ferramenta de representação conseguem concentrar poder político”, diz o professor Emerson U. Cervi.

A construção de um populista se dá através de mecanismos que o credenciam perante à massa. Esta, por seu turno, absorve os ditames de seus líderes. Na realidade são mais que eleitores, são fidedignos seguidores.

Não se questionam as palavras ou ações que o populista espraia nas redes sociais. O que ele diz é lei. E ponto.

O populista valendo-se do alcance do mundo virtual lança as suas ideias e espera a receptividade da massa. Se essa repele a ideia, o líder recua em sua decisão, amoldando-se ao desejo dos seus seguidores.  Joga para a plateia e espera o resultado.

Se a construção de um populista hoje pode ser feita de forma rápida, através das redes sociais, a desconstrução de sua personalidade também é instantânea. Que o digam as notícias falsas.

Portanto, os populistas conseguiram se adaptar aos novos tempos, fazendo-se atual as palavras de Bertolt Brecht:  “infeliz a nação que precisa de heróis”.

Odemirton Filho é professor e oficial de Justiça