Por François Silvestre
Lembram do muro de Berlim?
Era uma comoção universal. O símbolo maior da ruindade soviética, que era ruim mesmo.
Lembram do discurso de Kennedy?
“Aqui, eu conclamo. Quem quiser saber a diferença entre Democracia e opressão venha a Berlim”. Disse e foi ovacionado pelos berlinenses. Pois bem. O tempo passou, que é do seu destino, e o que vemos? Vemos a pátria-mor da democracia, segundo Kennedy, erigir um muro mais vergonhoso do que o de Berlim.
Separando dois países amigos, para proteger-se dos miseráveis. Não são bandidos, não são inimigos ideológicos, não são deformados. São apenas miseráveis, escorraçados pela mais degradante de todas as misérias que é não poder viver na terra onde nasceu.
E a justiça da pátria-mor da liberdade avalizou essa barbárie. Lincoln e Kennedy reviram-se nas covas. E os chamados países do primeiro mundo, que tanto criticaram justamente o de Berlim, silenciam sobre o do México.
Prefiro o quintal desse meu quarto mundo.
Agora, senhores da estupidez estabelecida, defendam essa coisa. Mas o façam justificando o ato, que se for convincente o argumento eu contesto ou retiro a queixa. Não me venham com Venezuela, Cuba, Maduro ou Castro. Isso não é argumento, é latido.
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