Paulo Maluf, deputado federal do PP paulista, rebela-se contra postura da direção nacional da sigla, de apoio ao Governo Dilma Rousseff (PR), pelo menos até a votação do pedido de impeachment da presidente.
Ele faz combate à negociata do Governo, que troca cargos por votos contra impeachment.
Risível!
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Na pressa de julgar e condenar sumariamente o vereador Soldado Jadson (PTdoB) à execração pública, a imprensa governista mossoroense produz provas consideráveis contra o próprio governo. Um tiro no pé de quem a financia para linchar “inimigos”.
Há farto material para o Ministério Público abrir procedimentos por nepotismo e empreguismo, por exemplo, envolvendo vereadores e governo municipal (veja postagem mais abaixo).
O Soldado Jadson é “sentenciado” por não querer estar mais na bancada governista e ter devolvido quatro cargos de confiança, na prefeitura.
Os cargos comissionados para pai, mãe, irmã e tia teriam feito parte de acerto para sua mudança da oposição para o governo. Arrependido e insatisfeito na bancada do governo, o que lhe impedia de exercer o primeiro mandato como vereador conforme suas pretensões, Jadson voltou atrás.
Miopia
Seletiva e com miopia calibrada para enxergar apenas o que lhe interessa, a mídia governista sataniza Jadson e esquece de quem garantiu o escambo: a prefeitura. O erário estaria servindo para financiar manutenção de maioria folgada do governo na Câmara de Mossoró.
O assunto promete render muita dor de cabeça para alguns vereadores, seus familiares empregados na prefeitura e o governo.
O próprio Jadson, implicitamente, ao empurrar de volta os cargos admitiu que eles eram produto de um negócio espúrio, incompatível com o que pretende pro seu mandato.
Mesmo limpando e batendo as mãos, ele continua com as digitais do nepotismo e da negociata.
Elas não saem fácil assim, apenas com portarias de demissão.
Governadores, comumente, sempre indicaram parentes e compadres para o Tribunal de Contas do Estado (TCE). É imoral, sem dúvidas. Mas estranhamente, legal.
O que se costura agora – bolinando o TCE – é de uma imoralidade sem precedentes na política estadual. Não está em jogo uma simples nomeação de parente ou comadre.
O que família Rosado promove é uma negociata com o apelido de “acomodação política”. Isso mesmo. A palavra é esta: negociata.
Quer pagar a atual prefeita de direito de Mossoró, enfermeira Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, para ela renunciar ao mandato – usando sua nomeação ao TCE. Escambo de esgoto.
Fafá acena contente, pois vê tudo azul no "céu" do TCE: "Uh-huuu!!" (Foto: Ricardo Lopes)
Negociata é negociata, negócio é outra coisa. Na semântica e na etimologia, negociata é negociata. Não é uma palavra polissêmica (com sentidos distintos), não.
Negociata só tem um sentido, tão somente um: é “negócio suspeito em que geralmente há trapaça”. Simplesmente isso.
O que o povo norte-riograndense testemunha é algo moralmente insalubre. O cargo de conselheiro do TCE é vitalício e de salário (além de outras inúmeras vantagens) muito vantajoso. O TCE é o “céu” na terra potiguar. Fafá pode ganhar um ‘lote’ desse Éden.
Portanto, tudo não passa de uma trapaça, própria de vigaristas – nunca um comportamento digno que o cidadão espera de seus agentes públicos, principalmente aqueles ungidos pelo voto popular.
Trata-se de uma vergonha para Mossoró, ‘exportadora’ dessa indecência que insulta todo o estado.
Pobre Mossoró! Pobre RN!
Veja AQUI declarações da própria prefeita Fafá Rosado, confirmando ‘arrrumação’ em andamento.
No Tribunal de Contas do Estado (TCE) o uso do órgão como moeda eleitoral é tratado com reservas por parte dos conselheiros. Procurado por O Jornal de Hoje, o presidente da Corte de Contas, conselheiro Valério Mesquita, disse que preferia não emitir nenhum juízo de valor.
“Cabe à opinião pública julgar o ônus e o bônus”, afirmou após insistência da reportagem.
O conselheiro Carlos Thompson disse esperar o cumprimento da Constituição no aspecto do que os requisitos exigem para o preenchimento de cargos de tamanha relevância: possuir mais de 35 anos e menos de 65 anos de idade, idoneidade moral e reputação ilibada, notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de administração publica e mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional, que exijam os conhecimentos acima mencionados.
Nota do Blog – Estou em dúvida: é para soltarmos boas gargalhadas ou chorarmos?
O TCE está na iminência de receber um novo componente, saído de possíveis negociações (por favor, não confundir com negociata) na política mossoroense, mas seus integrantes acham tudo normal.