O ator e diretor Milton Gonçalves, ícone da TV brasileira, morreu no Rio nesta segunda-feira (30), aos 88 anos.
Milton é um nome de sucesso exemplar na dramaturgia do país (Foto: Bruno Santos/Folhapress)
Conhecido por trabalhos marcantes em novelas como “O bem-amado” (1973), “Pecado capital” (1975) e “Sinhá Moça” (1986), ele morreu em casa por volta de 12h30, segundo a família, por consequências de problemas de saúde decorrentes de um AVC sofrido em 2020.
O velório acontecerá nesta terça-feira (31) no Theatro Municipal, no Centro da cidade. O horário ainda não foi divulgado.
Nascido em 9 de dezembro de 1933, na pequena cidade de Monte Santo, em Minas Gerais, Milton Gonçalves fez mais de 40 novelas só na Globo, onde também atuou em programas humorísticos e minisséries de sucesso, como as primeiras versões de “Irmãos Coragem” (1970); “A Grande Família” (1972); e “Escrava Isaura” (1976).
Para você que não sabe se chora, rir ou ignora a política brasileira contemporânea, tamanho os disparates, personagens bizarros e quasímodos morais que a povoam, lhe oferecemos uma alternativa.
Clique na caixa-boxe do vídeo constante nesta postagem e desfrute de um dos melhores momentos da televisão e dramaturgia brasileiras, com uma aula de ciência política do prefeito Odorico Paraguaçu, representado pelo ator Paulo Gracindo.
A edição da Rede Globo de Televisão mostra um pouco do rico vocabulário de Odorico, prefeito da fictícia “Sucupira”, na novela “O Bem-Amado”.
É uma telenovela brasileira escrita por Dias Gomes, produzida e exibida pela Rede Globo entre 22 de janeiro a 3 de outubro de 1973. Foi a 17ª “novela das dez” levada ao ar pela emissora carioca.
Cores
Inspirada numa peça teatral de 1962, do próprio Dias Gomes, sob o título “Odorico, o Bem-Amado” ou “Os Mistérios do Amor e da Morte”, a novela foi um dos grandes sucessos da TV em todos os tempos.
Além disso, foi a primeira novela produzida em cores na televisão brasileira, com direção de Régis Cardoso e supervisão de Daniel Filho.
Contou com Paulo Gracindo, Lima Duarte, Ida Gomes, Dorinha Duval, Dirce Migliaccio, Sandra Bréa, Jardel Filho e Zilka Salaberry nos papéis principais.
Em 2016, a revista Veja elegeu O Bem-Amado como a quinta “Melhor Telenovela Brasileira” de todos os tempos.
Divirta-se e aprenda.
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A Justiça reconheceu que o prefeito de Mossoró, Francisco José Júnior (PSD), não foi injuriado nem teve sua honra atacada pelo jornalista Dinarte Assunção, do portalnoar.com, quando esse discorreu, em artigo de opinião, que os atos de Silveira o remetiam a Odorico Paraguaçu, personagem do “O Bem Amado”.
Dinarte: apenas jornalismo (Foto: Web)
O processo foi transitado em julgado, ou seja, não cabe recurso.
Em primeira instância, o prefeito obteve vitória parcial. Ele alegava que se o jornalista o comparava a Odorico, um personagem corrupto, estava sendo também imputado de tal prática.
No texto, o jornalista fazia a comparação em razão da distribuição de caixões à população carente de Mossoró com o timbre da prefeitura, apesar disso, em primeiro grau, o prefeito venceu.
Juiz
No segundo grau, no entanto, o entendimento foi outro. Relator do processo, o juiz Jessé de Andrade, assinalou que é impossível afirmar que a crítica do jornalista ataca a honra do prefeito. Ele também pontuou que a comparação, como deixa o texto a entender, se limita ao ato do assistencialismo. O voto do relator foi seguido pelos demais membros da Segunda Turma Recursal.
Para o advogado Sebastião Leite, a vitória consolida um entendimento do Judiciário sobre liberdade de expressão.
“Desde o primeiro momento, quando não obtivemos a vitória em primeira instância, tinha certeza de que recorrer era o caminho natural, pois o entendimento pacificado é que o trabalho do jornalista como foi feito atendia plenamente ao direito da liberdade de expressão, sem ofensas à honra do prefeito”, destacou o advogado, que defendeu o jornalista no caso.
Nota do Blog – Decisão sóbria, séria e coerente do relator Jessé Alexandria, um magistrado que dignifica a magistratura, com passagem pela comarca de Mossoró.
Já imaginou se todo político for reagir à crítica e até ao bom humor, querendo tapar a boca da imprensa?
Ataúde com logomarca da prefeitura leva o morto às profundezas (Foto: reprodução)
Com mais de 30 processos e ações de interpelação no “lombo”, desencadeados por quadrilheiros da política de Mossoró, sei bem o que é isso, como também sei o que é comportamento tíbio, omisso ou mesmo endossante de setores do Ministério Público, da Justiça e da própria imprensa.
Mas… vida que segue.
Boa parte dessa gente está sendo devolvida a seu lugar: ostracismo. Adiante, até, podem ser levados à cadeia.
Quem sabe, hein?
Veja AQUI a matéria que originou a demanda judicial.
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