Por François Silvestre
“Nós nos odiamos cordialmente”, disse Vulpiano Cavalcanti, a Anchieta Jácome, referindo-se às relações entre os médicos.
Porém, é possível estender essa assertiva a todas as relações pessoais dos nossos tempos. Entre governos e administrados. Entre artistas. Jornalistas. Internautas. Autoridades jurídicas. Religiosos.
Há em todo lugar um ódio morno e líquido saciando a sede de vaidades e frustrações.
É bom lembrar que a água quente ou gelada não produz vômito. Só a morna.
E o ódio cordial é uma falsidade amiga.
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