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“Unidos Contra a Corrupção” será lançado segunda-feira

Na próxima segunda-feira (24), às 8h30, no auditório do Centro Universitário do RN (UNI-RN) em Natal, a Associação dos Magistrados do Rio Grande do Norte (AMARN), o Movimento Articulado de Combate à Corrupção (MARCCO/RN), a Associação do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (AMPERN), o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral e o Ministério Público Federal (MPF/RN) lançam a campanha “Unidos Contra a Corrupção” em parceria com a ONG Transparência Internacional Brasil.

O lançamento ocorrerá em uma mesa redonda, que contará com a presença de Ana Luiza Aranha, consultora do Centro de Conhecimento Anticorrupção da Transparência Internacional Brasil e representantes das instituições parceiras: o juiz Herval Sampaio, presidente da Amarn e representante do MCCE no RN; os coordenadores do Marcco/RN Antônio Ed Santana e Carlos José Cavalcanti Lima; o procurador de Justiça e presidente da Ampern, Fernando Vasconcelos, e os procuradores da República Fernando Rocha e Cibele Benevides.

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É preciso proteger a Lava Jato, diz Transparência Internacional

Por Fernanda Mena (Folha de São Paulo)

A crise política brasileira começará a ser resolvida, quando a classe política que fracassou der lugar a uma nova geração de líderes, realmente interessados no bem comum dos brasileiros e não em seus interesses pessoais.

Esse é o ponto de vista de José Ugaz, presidente da Transparência Internacional, ONG de influência mundial voltada ao combate à corrupção. Em sua ótica, a Operação Laja Jato é um exemplo para o mundo.

Presidente da ONG Transparência Internacional, José Ugaz, diz que Lava Jato é exemplo (Foto: Folha)

Ao mesmo tempo, é uma janela de oportunidade para revisão no sistema político e no modo como o setor privado brasileiro faz seus negócios.

“A essa altura, as empresas devem ter percebido que os custos da corrupção são imensos, tanto do ponto de vista financeiro como de reputação”, emenda Ugaz.

Ele desembarca essa semana no Brasil, para assinar um acordo entre a ONG que preside e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a convite da ministra Cármen Lúcia – que preside esse colegiado e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Como avalia as mais recentes revelações de corrupção no país?

José Ugaz – Há um misto de surpresa e confirmação. De alguma maneira, esperávamos que isso ocorresse porque havia uma série de suspeitas sobre Michel Temer e algumas evidências que o vinculavam a casos de corrupção. Era questão de tempo. O que ocorreu apenas adiciona gravidade a um tema de urgência no país, que é a situação política brasileira e sua democracia.

O que a ampliação do espectro político dos envolvidos aponta?

JU – Alguns setores haviam dito que a Lava Jato era uma perseguição à esquerda. Outros haviam dito que era uma crise da direita empresarial. Mas o que ocorreu agora confirma o que os especialista sempre afirmaram: corrupção não tem ideologia. Ela é transversal na política. O caso do Brasil é didático: há líderes de partidos de esquerda, há empresários que claramente não são esquerdistas e há políticos da direita envolvidos em casos graves de corrupção. Todos, de alguma maneira, tentam desmerecer a Lava Jato.

Por quê?

JU – Porque a Lava Jato está funcionando e apontando para o problema, que são os corruptos. Isso indica que é preciso proteger a investigação, para que ela siga com os níveis técnicos que tem apresentado, respeitando o devido processo legal. Independentemente do nível político ou econômico dos investigados. Digo agora que o Brasil não só exporta jogadores de futebol e corrupção, mas um modelo anticorrupção exemplar.

Veja a íntegra dessa entrevista clicando AQUI.

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