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Intervenção federal na segurança pública do RN deve ser cogitada

Se o Governo do RN fosse de um gestor adversário, será que já não teríamos intervenção federal na Segurança? A governadora Fátima Bezerra (PT) não consegue fazer frente à violência generalizada. Em Brasília, essa medida foi adotada pelo presidente Lula (PT) logo nos primeiros dias de gestão, em janeiro último, com os distúrbios dos atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro, tirando o comando do governador Ibaneis Rocha (MDB) – um bolsonarista.

Tropas fazem patrulhamento (Foto: Governo do RN)
Tropas federais em 2017 botaram ordem em Natal e no RN sem estardalhaço ou violência (Foto: 30/12/2017Arquivo)

A intervenção não seria por incompetência da governadora, o que pode até ser o caso. Mas, por falta de meios humanos e materiais no combate à facção que toca terror no RN. O mal se alastra e o lero-lero de que está tudo voltando à normalidade coloca o povo em perigo maior.

O Senador Styvenson Valentim (Podemos) pediu ao presidente o envio de tropas das Forças Armadas, acionando a operação Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Corretíssimo. Legislação permite que o presidente Lula disponha delas em caso em caso de esgotamento das tropas regulares de segurança pública.

Já tivemos acionamento da GLO, como na gestão do então governador Robinson Faria (PSD, hoje no PL). Foi eficiente e pacificou o RN no período em que aconteceu motim policial. Agora, podemos ter de novo essa iniciativa em nome de vidas, patrimônios públicos e privados. Claro, se a prioridade for essa. Polícias do RN estão no limite. O crime, não.

Terror se espalha no RN desde terça-feira (14) e até agora, quinta-feira (16), a Força Nacional tem – dizem, não se sabe – cerca de 105 homens no RN. A maioria ou sua totalidade, não passou da Reta Tabajara. Mossoró aguarda-os. Caicó e outros municípios também.

Vamos!

*Veja série de matérias sobre ataques criminosos recentes no RN: AQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUIAQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI).

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O Artigo 142 da Constituição Federal e a Intervenção Militar

Por Odemirton Filho

Não, não é verdade. O Art. 142 da Constituição Federal (CF) não garante ao Presidente da República o poder de determinar o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e de dissolver o Congresso Nacional, como apregoam e desejam alguns brasileiros.

Atualmente, nas redes sociais, é comum se compartilhar áudios e notícias nesse sentido. Contudo, como se diz atualmente, é mais uma fake news, uma notícia falsa.

Vejamos o que diz o Art. 142 da CF:“As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”.

Interpretemos o mencionado artigo.

As Forças Armadas, isto é, Marinha, Exército e Aeronáutica, estão sob o comando máximo do Presidente da República. Tem como objetivo defender a Pátria, garantir os Poderes constitucionais, a defesa da Pátria, da lei e da ordem. A dicção do artigo é de uma clareza solar.

Veja que o artigo não assegura ao Chefe do Estado brasileiro a prerrogativa de decretar a extinção dos Poderes da República. Ao contrário, visa a garantir a estabilidade republicana, democrática e social.

Na verdade, o que é previsto na Constituição é uma Intervenção da União nos Estados e no Distrito Federal e uma Intervenção dos Estados-membros em seus municípios, diante de alguns fatos disciplinados pela própria CF.

Nesse sentido, quais razões autorizam a Intervenção da União nos Estados?

Para “manter a integridade nacional; repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra; pôr termo a grave comprometimento da ordem pública; garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação; reorganizar as finanças da unidade da Federação e prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial.

E mais:

“Assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais: forma republicana, sistema representativo e regime democrático; direitos da pessoa humana;  autonomia municipal e  prestação de contas da administração pública, direta e indireta”, os chamados princípios constitucionais sensíveis.

Ressalte-se, existe a possibilidade de Intervenção para assegurar o regime democrático e não para o fechamento de Poderes da República como desejam alguns simpatizantes da autocracia.

Ademais, o decreto de Intervenção, que especificará a amplitude, o prazo e as condições de execução e que, se couber, nomeará o interventor, será submetido à apreciação do Congresso Nacional ou da Assembleia Legislativa do Estado, no prazo de vinte e quatro horas, conforme diz a CF.

Isto é, o Congresso Nacional precisará ratificar o Decreto de Intervenção para que esse tenha plena validade e aplicabilidade. Não é um ato isolado do Presidente da República.

Cabe acrescentar, ainda, que é possível ao Presidente da República decretar a Garantia da Lei e da Ordem (GLO), “quando há o esgotamento das forças tradicionais de segurança pública, em graves situações de perturbação da ordem”, com base, outrossim, na Lei Complementar n. 97 que replica, no artigo primeiro, os termos do Art. 142 da Carta Republicana.

Assim, é falacioso dizer que o art. 142 da CF garante ao Chefe do Executivo Federal fechar o Congresso Nacional e o STF.

Se tal fato se configurasse, o que reputo improvável, pois as Forças Armadas sabem de suas relevantes atribuições para garantir o Estado Democrático de Direito, estaríamos diante de um golpe de Estado e não de um ato que tenha amparo constitucional

Infeliz, de igual modo, foi a declaração do filho do Presidente, Eduardo Bolsonaro (PSL), ao afirmar que, se a esquerda radicalizar, poderá ser reeditado o Ato Institucional n. 05 dos tempos sombrios da ditadura, frase repudiada até mesmo pelo seu pai.

Desse modo, somente aqueles que flertam com atos ditatoriais interpretam o Art. 142 da Constituição Federal de forma enviesada e autoritária.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

Integrantes do PCC são trazidos para Mossoró

Presos chegaram à noite (Foto: Ivanúcia Lopes)

Membros da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) desembarcaram à noite dessa quarta-feira (13) em Mossoró.

Dois helicópteros fizeram o pouso no Aeroporto Dix-sept Rosado por volta de 21h30.

Forte escolta policial os encaminhou ao Presídio Federal de Mossoró, que se localiza na comunidade rural de Riacho Grande.

Não foi informada a quantidade de presidiários e seus nomes.

Sabe-se que foram removidos 22 líderes do PCC para os presídios de Mossoró e de Porto Velho (Rondônia) no dia passado.

Entre esses presidiários está Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, considerado o número um do PCC.

Leia também: Governos transferem chefões do PCC;

Leia também: Garantia da Lei e da Ordem bota 800 militares em Mossoró;

Leia também: Aeroporto, liberado, receberá membros do PCC.

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Garantia da Lei e da Ordem bota 800 militares em Mossoró

O Governo Federal na gestão Jair Bolsonaro (PSL) utiliza pela primeira vez o dispositivo constitucional excepcional de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Mossoró é uma das cidades alcançadas.

O decreto está publicado no Diário Oficial da União (DOU), sob o número 9,708. Ele “autoriza o emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem (GLO), no Estado do Rio Grande do Norte e no Estado de Rondônia, para a proteção do perímetro de segurança das penitenciárias federais em Mossoró e em Porto Velho”.

Homens, veículos e equipamentos começaram a desembarcar hoje em Mossoró para cumprimento da GLO (Foto: reprodução)

Em Mossoró estão desembarcando 800 homens.

Pelo decreto, a cobertura das Forças Armadas acontecerá “em um raio de dez quilômetros, considerado a partir do muro externo da unidade prisional”.

A medida decorre da transferência de 22 chefões da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) de presídios paulistas (veja AQUI), que vão ocupar vagas em Mossoró e Porto Velho. Entre os líderes do PCC está Marcos Willians Herbas Camacho, o “Marcola”, considerado o número um do crime organizado no país.

A transferência de integrantes do PCC acontece após o governo de São Paulo ter descoberto um plano de fuga para os chefes e ameaças de morte ao promotor que combate a facção no interior de São Paulo. A facção atua dentro e fora dos presídios brasileiros e internacionalmente.

O que é uma Operação de Garantia da Lei e da Ordem (LGO)?

As operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) são realizadas exclusivamente por ordem expressa da Presidência da República e ocorrem nos casos em que há esgotamento das forças tradicionais de segurança pública, em situações graves de perturbação da ordem.

As Garantias da Lei e da Ordem estão fundamentadas na legislação nacional através do artigo 142 da Constituição Federal, sendo este originado a partir da Lei Complementar 97, de 1999, e pelo Decreto 3.897, de 2001.

GLO no RN

No Rio Grande do Norte, a GLO empregou cerca de 2.800 militares das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança Pública a partir de 30 de dezembro de 2017, na Operação Potiguar III (veja AQUI). Foram utilizados com o objetivo de restabelecer as condições de ordem pública e segurança em Natal, região metropolitana, e na cidade de Mossoró, na região Oeste do estado.

Essa atuação aconteceu a partir de pedido do então governador Robinson Faria (PSD), que enfrentava motim de forças policiais do estado. O comandante da Força-Tarefa e da 7ª Brigada de Infantaria Motorizada (7ª Bda Inf Mtz), General de Brigada Ridauto Lúcio Fernandes, esteve à frente das operações com enorme êxito (veja AQUI).

Em janeiro de 2017, a GLO utilizou em torno de 1.800 homens na Operação Potiguar II, em vários municípios do estado, para combater ataques a patrimônios públicos e privados, promovidos por facções (veja AQUI), concluindo trabalho no dia 6 de fevereiro. O comandante da operação foi o general Jayme Octávio de Queiroz. O vandalismo foi gerado a partir da matança de quase 30 presidiários na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em confronto entre os internos.

Em Mossoró, um ônibus foi destruído pelas chamas no bairro Santa Delmira, e 2016 (Foto: Alcivan Vilar/Fim da Linha)

Já a Operação Potiguar I verificou-se em 2016. O estopim foi determinação do governo estadual de instalar bloqueadores de sinal de celulares na Penitenciária de Parnamirim. Dia 29 de julho começaram os ataques a patrimônios privados e públicos. Dia 3 de agosto começaram a desembarcar tropas federais no estado, totalizando cerca de 1.200 homens (veja AQUI).

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Forças Armadas viraram solução para tudo

No Palácio do Planalto, as Forças Armadas viraram solução para tudo.

Violência no Rio de Janeiro, Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em Brasília e dispersão de protesto de caminhoneiros já exigiram a presença delas.

Daqui a pouco terão outra utilidade.

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Ministro anuncia redução, mas manutenção de tropas federais

Em suas redes sociais na Internet, o ministro da Defesa do Governo Michel Temer (MDB), Raul Jungmann, anuncia que as Forças Armadas vão continuar no Rio Grande do Norte, mesmo com o retorno de policiais militares e civis às suas atividades normais.

Jungmann: esclarecimento (Foto: arquivo)

Jungmann assinala que dos 2.800 homens convocados ao estado, a pedido do governador Robinson Faria (PSD), pelo menos mil deverão ainda permanecer por mais um tempo.

E avisou: “Em condições de pronto emprego, caso se faça necessário e o Presidente determine. Missão cumprida.”

No caso de Mossoró, a remoção da tropa de 300 homens que chegou à cidade no dia 30 do mês passado, já começou a acontecer gradualmente.

Esclarecimento do ministro

Ele lembra, que “sobre pedidos ajuda das Forças Armadas, apenas governadores, em caso de segurança pública (Garantia da Lei e da Ordem-GLO), podem fazê-los”. Porém destacou: “mas não pode ser preventivamente”.

No caso das tropas que foram destinadas a Mossoró, a Prefeitura Municipal chegou a divulgar informação inverídica de que “uma carta” da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) ao presidente Temer teria sido determinante à decisão (veja: Prefeita atrai para si mérito da chegada de tropas federais).

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Governo deverá pedir mais tempo para tropas federais

O Governo Robinson Faria (PSD) deverá pedir ao Governo Michel Temer (MDB) prorrogação da estada das tropas federais no Rio Grande do Norte.

A princípio, o decreto presidencial de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) estabeleceu atuação até o próximo dia 12 (15 dias).

O governador quer mais tempo, até o retorno dos policiais civis, policiais militares e bombeiros militares à normalidade.

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Inquérito vai apurar morte de militar do Exército em Mossoró

Feitosa: perda (Foto: redes sociais)

Comunicado oficial do Ministério da Defesa e do Exército Brasileiro admitiu a morte do 1º tenente Júlio César Ribeiro Feitosa Soares, do 23º Batalhão de Caçadores, sediado em Fortaleza-CE. Ele fazia parte do grupamento militar de cerca de 300 homens que desembarcou sábado (30) em Mossoró.

Integrava a “Operação Potiguar III”, que atende ao decreto presidencial 27.666 de 29 de dezembro de 2017, para Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no RN, devido movimento de paralisação dos policiais militares, bombeiros militares e operação padrão da Polícia Civil.

O tenente, de origem cearense, foi encontrado morto com um tiro de pistola na cabeça no início da manhã desta segunda-feira (1º), no interior do Ginásio Poliesportivo Engenheiro Pedro Ciarlini Neto (veja AQUI), em Mossoró.

Seu corpo já passou por exame cadavérico e foi removido para sepultamento no Ceará, com uso de helicóptero do próprio Exército.

IPM

A versão corrente, que o Exército não endossa até aqui, é de que ele teria posto fim à própria vida.

Na nota, é asseverado que as investigações sobre a morte estão sendo conduzidas por um Inquérito Policial Militar (IPM).

Ao seu término, haverá o esclarecimento público do fato.

Em pelo menos dois áudios que circulam em redes de WhatsApp, a que o Blog Carlos Santos teve acesso, é narrado por colegas da vítima que todos se surpreenderam com o barulho e eco que o tiro produziu no ginásio. A princípio, não se associou à morte.

Mas logo seu corpo foi encontrado ensanguentado e já sem vida. “Tá todo mundo com o moral baixo”, admitiu um dos militares.

Que descanse em paz!

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General que comanda tropas federais chega a Mossoró

Ridaulto Lúcio (Foto: Governo RN)

O general de brigada Ridauto Lúcio Fernandes, que comanda a “Operação Potiguar III”,  em atendimento ao decreto presidencial 27.666 de 29 de dezembro de 2017, para Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no RN, desembarca em Mossoró neste domingo (31).

Acompanha pessoalmente movimentação de tropas federais no município.

Confirmou o fato em contato exclusivo com o Blog Carlos Santos.

Ele é responsável pela segurança pública no estado por pelo menos 15 dias.

Se necessário, renovável.

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“É melhor 10 bandidos enterrados do que um soldado”

O general de brigada da reserva, Eliéser Girão Monteiro Filho, deu as boas vindas à tropa das Forças Armadas, que desembarcou hoje (sábado, 30) em Mossoró.

Secretário da Segurança do município, ele discursou em nome da prefeitura, ladeando a vice-prefeita Nayara Gadelha (PP), no Ginásio Poliesportivo Engenheiro Pedro Ciarlini Neto.

Girão foi enfático em aconselhar os militares a terem extremo cuidado e serem firmes em seu papel:

– Não relaxem. É melhor que eu tenha dez bandidos enterrados do que um soldado. Reajam à altura da ameaça que sentirem aqui.

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Comandante do Exército critica uso de Forças Armadas

General Villas Bôas: GLO em excesso (Foto: Agência Brasil)

Do Poder 360

O comandante do Exército Brasileiro, general Eduardo Villas Bôas, disse estar preocupado com o constante uso das Forças Armadas em operações de GLO (Garantia da Lei e da Ordem).

Em publicação no Twitter, ele se referiu à atuação de militares na segurança pública do Rio Grande do Norte desde a última 6ª feira (29.dez.2017).

Segundo o general Villas Bôas, nos últimos 18 meses, as Forças Armadas foram usadas em 3 ocasiões. Para ele, a segurança pública deve ser tratada com prioridade “Zero” pelos governos estaduais.

Neste sábado (30.dez), o Exército assumiu o comando da segurança pública potiguar. Policiais militares do Estado estão em greve desde 19 de dezembro em protesto contra o atraso no pagamento de salários e do 13º.

Um dia depois do início das operações, foi anunciado também o aumento do efetivo de militares nas ruas das principais cidades do Rio Grande do Norte. Agora, serão 2.800 homens.

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Tropas federais iniciam “Operação Potiguar III” no RN

Na presença do Ministro de Defesa, Raul Jungmann, e do governador Robinson Faria (PSD), o Exército apresentou os detalhes da Operação Potiguar III, iniciada nas últimas 24h e que entra ainda hoje, sábado (30),  na segunda fase. O general de brigada Ridauto Lúcio Fernandes passa a ser o comandante-em-chefe dos órgãos de Segurança Pública do Rio Grande do Norte, por pelo menos 15 dias.

A mobilização atende pedido formalizado pelo governador Robinson Faria desde o início da “Operação Segurança com Segurança”, da Polícia Militar e Bombeiros Militares, dia 19. Aquartelados, os policiais deixaram o estado sem policiamento, ampliado com a “Operação Padrão” da Polícia Civil, que também concorre para o caos.

Robinson fala ao lado de militares e do ministro Jungmann em início de operação de Garantia da Lei e da Ordem (Foto: cedida)

A Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) foi determinada pelo presidente Michel Temer (MDB).

A expectativa é que até o final do dia, cerca de 2.800 homens estejam nas ruas da Grande Natal e em Mossoró. A reunião aconteceu na tarde deste sábado, na 7ª Brigada de Infantaria Motorizada, e contou com a presença de representantes de todas as entidades ligadas à Segurança.

“A operação terá duração inicial prevista de 15 dias, podendo ser prorrogada ou não, visando restabelecer a ordem e a segurança. Podemos afirmar que a virada de ano no RN será tranquila, e podemos assegurar também aos turistas que podem vir aproveitar todas as as belezas e cultura que o estado oferece”, destacou o ministro.

A operação dividiu a Grande Natal em seis áreas de atuação.

Mossoró, a sétima área, receberá o efetivo que vem do Ceará. A tropa é formada por militares da Força Nacional, da Marinha e da Aeronáutica, além do Exército.

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O governador ainda retomou o apelo para que as polícias voltem o mais rápido possível às ruas, e realçou que tem feito todos os esforços para regularizar os salários.

Tropas fazem patrulhamento (Foto: Governo do RN)

Até ontem, 86% dos policiais do RN receberam os vencimentos de novembro e os demais vão receber na próxima semana.

O que é uma Operação de Garantia da Lei e da Ordem (LGO)?

As operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) são realizadas exclusivamente por ordem expressa da Presidência da República e ocorrem nos casos em que há esgotamento das forças tradicionais de segurança pública, em situações graves de perturbação da ordem.

As Garantias da Lei e da Ordem estão fundamentadas na legislação nacional através do artigo 142 da Constituição Federal, sendo este originado a partir da Lei Complementar 97, de 1999, e pelo Decreto 3.897, de 2001.

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Prefeita atrai para si mérito da chegada de tropas federais

Quanta desonestidade. A Prefeitura Municipal de Mossoró espalha notícia através de “release” (matéria oficial) atestando que tropas federais estão em Mossoró graças a pedido feito pela prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

– As tropas vieram após solicitação  enviada pela prefeita Rosalba Ciarlini ao Governo Federal – diz a matéria da Assessoria de Comunicação da Prefeitura.

Que absurdo. Há quase dez dias o governador Robinson Faria (PSD) formalizara esse pedido à Presidência da República.

Tropas chegaram hoje e começaram a fazer patrulhamento, conforme solicitação do governo estadual (Foto: cedidas)

A propósito, ele, como chefe do Executivo Estadual, tem essa prerrogativa. Uma Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) não cabe à prefeita, um vereador ou deputado.

Já imaginou se o prefeito Josinaldo Marcos, o “Naldinho” de Tibau, fizesse igual solicitação em face de sua cidade-praia receber público estimado em 70 a 100 mil pessoal nesse réveillon?

Repito: quanta desonestidade. Men-ti-ra deslavada.

É um insulto à inteligência alheia; a crença de que todos são súditos e imbecis, considerando ainda que muitos acreditam, justamente por isso.

É uma falta de respeito com a própria sociedade e reitera a tese de que o governo municipal vive num mundo irreal, baseado em propaganda e faz-de-conta, sem perceber que Mossoró tem cerca de 300 mil habitantes e todos estamos no século XXI.

Com a possibilidade de um inverno vigoroso em 2018, é aguardamos decreto da prefeita determinando que São Pedro abra as “torneiras”. A campanha de marketing está pronta, fomos informados.

Francamente!

Leia também: Temer atende pedido de Robinson e enviará 2 mil homens;

Leia também: General assume forças de segurança do estado do RN.

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General assume forças de segurança do estado do RN

O general de brigada Ridauto Lúcio Fernandes passa a ser o comandante-em-chefe dos órgãos de Segurança Pública do Rio Grande do Norte.

O Diário Oficial do Estado (DOE), que já está no ar (online), do sábado (3), tem o Decreto 27.666 de 29 de Dezembro de 2017, nomeando o general para assumir as operações das Forças Armadas no RN, para a Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em Natal, sua região metropolitana, além de Mossoró.

Ele continuará com essas prerrogativas até o próximo dia 12 de janeiro, podendo ser prorrogado, dependendo da situação de segurança pública no estado até lá.

General Ridauto: ordem (Foto: Web)

Leia também: Temer atende pedido de Robinson Faria e enviará 2 mil homens.

O general Ridauto Lúcio Fernandes é Comandante da 7ª Brigada da Infantaria Motorizada Felipe Camarão (Natal). Ascendeu ao generalato no dia 31 de março deste ano, tendo antes ocupado a Chefia do Estado-Maior da 6ª Região Militar, em Salvador-BA.

É natural de São Paulo-SP e tem 51 anos. Está no Exército desde fevereiro de 1981.

Os primeiros homens das Forças Armadas, enviados pela Presidência da República, chegaram e começaram patrulhamento em Natal e região ainda nesta sexta-feira.

É a segunda vez em 18 meses que elas atuam no RN para reposição da ordem pública.

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Temer atende pedido de Robinson e enviará 2 mil homens

A Presidência da República atendeu à solicitação do governador Robinson Faria (PSD) e vai enviar dois mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica para reforçar o patrulhamento no Rio Grande do Norte, por meio da operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira (29), pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann.

Jungmann: tropas federais (Foto: O GLobo)

A informação foi confirmada por telefone ao governador Robinson faria na manhã de hoje. O governador havia pedido as Forças armadas há 8 dias e desde então vinha acompanhando junto ao presidente Michel Temer e ao ministro Raul Jungmann a confirmação da liberação dessas tropas.

O decreto autorizando o início da operação deve ser publicado ainda hoje, com prazo inicial de duração de 15 dias, podendo ser renovado.

Natal, Região Metropolitana e Mossoró

“Hoje até o fim do dia, nós teremos 500 militares das Forças Armadas que estarão atuando no patrulhamento ostensivo e na garantia da comunidade da região metropolitana de Natal e Mossoró”, afirmou Jungmann.

Outros 1.500 militares deverão chegar dentro das próximas 48 horas para reforçar a segurança no estado. Além disso, outros 190 agentes da Força Nacional de Segurança já estão atuando no RN.

O ministro da Defesa virá a Natal amanhã (30) para acompanhar o início das operações e participar das atividades de planejamento e coordenação.

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