Arquivo da tag: Operação Lavat

Juiz nega pedido de Henrique Alves e Eduardo Cunha

Henrique e Eduardo: decisão desfavorável (Foto: arquivo)

O Juiz Federal Francisco Eduardo Guimarães, titular da 14ª Vara Federal, negou o pedido formulado pela defesa de Eduardo Cunha (MDB) e Henrique Alves (MDB), ex-presidentes da Câmara Federal, que pediram nos autos do processo 0812330-44.2017.4.05.8400, conhecido como Operação Lavat, para que essa demanda siga para a Justiça Eleitoral.

“Apesar de mais estes esforços das defesas dos réus Henrique Alves e Eduardo Cunha no intuito de levar para a Justiça Eleitoral a apuração dos delitos aqui denunciados, buscando apoio em recente decisão emanada da Suprema Corte do país, entendo que a situação presente neste processo não se amolda aos parâmetros delineados naquele caso. Antes que tudo, é preciso deixar bem claro que o instituto da conexão não se presta à definição originária de competência, como parecem crer as defesas dos requerentes”, escreveu o Juiz Federal Francisco Eduardo Guimarães.

Delitos

As defesas de Henrique Alves e Eduardo Cunha justificavam que os fatos trazidos nos autos teriam, supostamente, semelhança com entendimento do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que se encontra corroborada a tese de que há indícios de delitos eleitorais.

O magistrado Francisco Eduardo observou ainda na sua decisão: “De início, quanto à possível existência de crimes eleitorais, constato que a denúncia, em momento algum, descreve a prática de fatos tipificados nas leis eleitorais nem, muito menos, imputa aos denunciados tais tipos de delitos. É bem verdade que trechos da denúncia fazem referência a “doações eleitorais oficiais e não oficiais”, mas em momento algum se vê no texto da denúncia que tais doações teriam sido omitidas por Henrique Alves na sua prestação de contas eleitorais”.

Os depoimentos das testemunhas de defesa no âmbito da Operação Lavat serão retomados nessa terça-feira (26), a partir das 9h, na sala de audiência da 14ª Vara Justiça Federal no Rio Grande do Norte, em Natal.

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Depoimentos da Operação Lavat começarão dia 19

Lavat foi deflagrada por MPF e PF (Foto: Tribuna de Notícias)

No próximo dia 19, a Justiça Federal no Rio Grande do Norte (JFRN), em Natal, começará os depoimentos da Operação Lavat, ação penal nº  0812330-40.2017.4.05.8400, como ficou conhecida a investigação do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal que aponta para crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Os principais réus são os ex-presidentes da Câmara Federal Henrique Alves (MDB) e Eduardo Cosentino da Cunha (MDB), além do doleiro Lúcio Bolonha Funaro.

Ainda aparecem na ação, Arturo Silveira Dias de Arruda Câmara, José Geraldo Moura da Fonseca Junior, Aluízio Henrique Dutra de Almeida, Paulo José Rodrigues da Silva e Norton Domingues Masera.

Videoconferência

No dia 19 de fevereiro, às 9h, estarão prestando depoimento como testemunhas arroladas pelo Ministério Público Federal Fábio Ferreira Cleto e Ricardo Saud.

Os dois serão ouvidos por videoconferência, direto de São Paulo.

Do dia 26 ao dia 29 de março serão os depoimentos das testemunhas de defesa. Foram arroladas 45 pessoas. O primeiro a depor será Alexandre Margotto, no dia 26 de março, às 9h, por videoconferência. Ele foi arrolado pelas defesas de Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves.

Em seguida, prestarão depoimento Luiz Eduardo Vianna e Natalino Bertin.

Todos os depoimentos serão colhidos pelo Juiz Federal Francisco Eduardo Guimarães Farias, titular da 14ª Vara e juiz do processo.

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PF suspeita que Henrique Alves teria usado atestado falso

Henrique está preso desde o dia 6 de junho (Foto: Arquivo)

Do G1 e Blog Carlos Santos

O ex-ministro Henrique Eduardo Alves teria usado um atestado falso para evitar sua transferência de Natal, onde está preso, para Brasília. A informação está na decisão que autorizou a Operação Lavat, deflagrada na manhã desta quinta-feira (26) no RN e no Distrito Federal. A defesa de Henrique Alves nega e classifica como “infâmia” a acusação.

De acordo com o que alega a Polícia Federal, com base em escutas autorizadas pela Justiça, a esposa do ex-ministro, Laurita Arruda, seria a responsável por conseguir o atestado médico fajuto. Em uma conversa gravada, um empregado de Henrique Alves teria dito à filha dele que os problemas médicos pelos quais o ex-ministro estava passando eram uma mentira “criada com o propósito de ‘botar pressão”.

“Essa conversa revela que Laurita Arruda buscou médico para obter atestado falso a fim de impedir a transferência de seu marido, Henrique Alves, para Brasília”, afirma a PF no relatório.

O advogado Marcelo Leal, que defende Henrique Alves, emitiu nota desmentindo a versão de que a mulher de Henrique estivesse fazendo esse tipo de operação.

Nota de Marcelo Leal refuta versão e informações passadas pela Polícia Federal sobre mulher e filha de Henrique

Marcelo Leal também contesta que Andressa Steimann, filha do ex-deputado federal e ex-ministro, estivesse participando de alguma trama para lavagem de dinheiro.

Preso

Henrique Eduardo Alves permanece preso na Academia de Polícia Militar do Rio Grande do Norte, desde a deflagração da Operação Manus, que investiga corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas, em Natal.

Leia também: Mulher e filha de Henrique são alvos de buscas da PF AQUI.

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Em nota, defesa refuta denúncias contra Barros Dias

A defesa do desembargador aposentado Francisco Barros Dias divulga nota de defesa, em face de duas denúncias protocoladas pelo Ministério Público Federal (MPF), atribuindo-lhe uma série de crimes (veja AQUI).

Leia:

A defesa do advogado Francisco Barros Dias nega a prática de quaisquer dos crimes a ele imputados nas denúncias caluniosas ofertadas pelo Ministério Público Federal, as quais se baseiam na palavra de delatores condenados pela Justiça e que usam argumentos falsos para tentar a salvação a qualquer custo.

A defesa refuta a ilação de recebimento de valores em razão da atuação enquanto magistrado nos 28 anos de carreira do advogado Francisco Barros Dias no âmbito da Justiça Federal da 5ª Região.

O trabalho de Dr. Barros pela advocacia sempre foi pautado na ética, legalidade e respeito à quarentena perante o Tribunal Regional Federal da 5ª Região, onde não há registros formais de atuação em processos naquela Corte. A defesa ressalta ainda que confia na Justiça e na verdade dos fatos.

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Federal prende assessores de Henrique até em ministério

G1, Rede Globo, Blog Carlos Santos

A Polícia Federal prendeu três pessoas nesta quinta-feira (26) em operação contra a lavagem de dinheiro no Rio Grande do Norte. É desdobramento da Operação Manus, que em junho levou à prisão o ex-deputado federal e ex-ministro Henrique Alves (PMDB).

Norton: preso em Brasília (Foto: IstoÉ)

Hoje, os principais presos e alvos de condução coercitiva são assessores de Henrique, que está preso em Natal desde 6 de junho último.

Foram presos: Aluísio Henrique Dutra de Almeida (assessor de Henrique Alves), José Geraldo Moura Fonseca Júnior e Norton Domingues Masera (chefe da assessoria parlamentar do Ministério do Turismo).

Foram alvos de condução coercitiva (quando o investigado é levado até a delegacia para prestar depoimento): Domiciniano Fernandes da Silva e Fernando Leitão de Moraes Júnior.

Inter TV Cabugi

Um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido na sede da Inter TV Cabugi, em Natal, mas a emissora não é alvo da operação. As buscas foram feitas na sala de Herman Ledebour, assessor de Henrique Alves.

Em nota, a direção da TV informou que Herman é procurador e representante de Henrique, que é sócio minoritário da emissora.

Leia também: PF cumpre mandados em 5 municípios do RN e Brasília AQUI.

* Veja adiante, postagens que mostram quadro de influência que torna situação de Henrique ainda mais delicada.

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PF cumpre mandados em 5 municípios do RN e Brasília

Do G1RN e MPF/RN

Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta (26) a Operação Lavat, destinada a desarticular uma organização criminosa investigada na Operação Manus – que prendeu no dia 6 de junho deste ano o ex-ministro e ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB).

Ele está preso em Natal desde então. Na ocasião, o ex-deputado Eduardo Cunha também foi alvo de mandado de prisão preventiva.

Cerca de 110 policiais federais cumprem 27 mandados judiciais, sendo 22 mandados de busca e apreensão, 3 de prisão temporária e 2 de condução coercitiva em Natal, Parnamirim, Nísia Floresta, São José de Mipibu, Angicos e Brasília/DF – no Ministério do Turismo, que chegou a ser ocupado por Henrique Alves.

As medidas foram determinadas pela 14ª Vara da Justiça Federal no Rio Grande do Norte e têm como alvo assessores e familiares do ex-presidente da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Alves.

Arena

Durante a análise do material apreendido da Operação Manus, deflagrada em junho deste ano, foram identificadas fortes evidências quanto à atuação de outras pessoas pertencentes a organização criminosa, que continuou praticando crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de valores para o chefe do grupo.

Foi identificado também esquema criminoso que fraudava licitações em diversos municípios do Estado visando obter contratos públicos, que somados alcançam cerca de 5,5 milhões de reais, para alimentar a campanha ao governo do estado de 2014.

O nome da operação ainda é referência ao provérbio latino “Manus Manum Fricat, Et Manus Manus Lavat”, cujo significado é: uma mão esfrega a outra; uma mão lava a outra.

A operação tem relação direta com desvios estimados em R$ 77 milhões na construção do Arena das Dunas.

Leia também: Henrique Alves é preso em desdobramento da Lava Jato AQUI.

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