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O verdadeiro Hospital da Mulher de Mossoró e região

Hospital Maternidade Almeida Castro foi 'ressuscitado' em ciclo de intervenção (Foto: HMAC)
Hospital Maternidade Almeida Castro foi ‘ressuscitado’ em ciclo de intervenção (Foto: HMAC)

Fique ciente e certo: o verdadeiro Hospital da Mulher de Mossoró e região é o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), mantido com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), além de reforços do Governo do RN e Prefeitura de Mossoró.

Seus números são insofismáveis.

Enquanto no Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, da estrutura do Governo do Estado, não nasceu uma única criança até hoje, apesar de inaugurado há quase oito meses, nem deverá nascer nos próximos meses ou mesmo anos, o HMAC é prodigioso nessa missão da natividade.

Partos realizados de janeiro a julho de 2023 no HMAC totalizaram 4.146 procedimentos.

Desses, 3.305 cesáreos; 796 foram normais, 652 de prematuros e 569 com baixo peso.

Dessa pequena multidão de bebês, 1.698 foram de Mossoró.

Já de outros municípios, os números são ainda mais espantosos: 2.403 crianças.

Temos ainda outra curiosidade: 22 partos ocorreram com nascimento de gêmeos.

A média aponta para 20 partos diários.

Mais de 70 municípios tiveram crianças nascendo no HMAC, muitos com mães oriundas do Ceará e até da Paraíba.

2022

Em 2022, em seus 365 dias, os números são impressionantes:

– 6.968 partos

– 5.358 cesáreos

– 1.535 partos normais

– 1.099 nascimentos prematuros

– 941 nascimentos com baixo peso

– 2.915 crianças de Mossoró

– 3.978 crianças de outras cidades

– 41 partos de gêmeos.

UTI Neonatal do HMAC dá uma chance excepcional à vida de incontáveis crianças (Foto: montagem)
Visita que o editor desta página fez em 25/01/2017 ao HMAC, vendo avanços em seus serviços (Fotos: BCS)

O HMAC é instituição de caráter filantrópico, que fazia parte do complexo denominado Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM). A entidade foi submetida à intervenção judicial federal desde 27 de setembro de 2014, sendo dissolvida em 2020. Porém, essa excepcionalidade longeva foi prorrogada até dezembro de 2024 (veja AQUI), tempo para transição a outro formato legal e gerencial.

Saiba mais

Veja como é a estrutura desse hospital:

– 200 leitos

– 10 leitos de UTI adulto

– 17 leitos de UTI neonatal

– 15 Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional (UCINCo)

– 18 Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Canguru (UCINCa)

– 20 leitos de Gestação de Alto Risco

– 20 leitos de alojamento para as mães com bebês internados

– 70 leitos de alojamento conjunto (maternidade)

– 5 obstetras de plantão por dia

– Serviço de aleitamento materno realizado em parceria com o Banco de Leite do Governo do Estado e o Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Norte

– Estrutura completa de centro obstétrico e três salas preparadas para partos normais

– Serviço de apoio de Lavanderia, Esterilização, Nutrição e Laboratório
Média de 800 servidores diretos para fazer a estrutura funcionar.

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Almeida Castro prepara capacitação sobre parto e nascimento

O Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), em Mossoró, numa parceria com a Universidade Potiguar (UnP)/Faculdade de Fisioterapia, prepara o II Seminário de Boas Práticas no Parto e Nascimento – Rede Cegonha, para os dias 9 e 10 de junho.

UTI do Almeida Castro (Foto: cedida)

As inscrições para o seminário estão sendo feitas com Edilene Torquato -98723 3818

As palestras de especialistas e os minicursos serão realizados no Auditório da UNP no dia 9 de junho das 14 ás 18 horas. Terão como temas: Assistência Fisioterapeuta no Pré-parto, Atuação da enfermagem no trabalho de parto, parto e pós-parto e Assistência Humanizada ao Recém-nascido em sala de parto.

Às 18h30 do dia 9 de junho, terá início a abertura do seminário, com uma mesa redonda onde está previsto a presença do prefeito Francisco José Junior (PSD) e da secretária de Saúde do Município de Mossoró, Leodise Cruz, representantes da Secretaria Estadual da Saúde (SESAP), Segunda Unidade Regional de Saúde Pública (II URSAP) e do Ministério da Saúde.

Mesas redondas

Os convites já foram distribuídos.

A coordenadora da Junta de Intervenção no Hospital Maternidade Almeida Castro, Larizza Queiroz, espera também representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/Mossoró), Justiça Federal e promotorias de Justiça Estadual e Federal, que acompanham o processo de reestruturação do Hospital Maternidade Almeida Castro desde o início da intervenção em outubro de 2014.

A sequência de atividades será concluída com a realização de mesas redondas com a presença de promotores de Justiça Estadual e Federal, membros da OAB/Mossoró, médicos especialistas em obstetrícia e outros profissionais, que vão tratar sobre os direitos previstos na Legislação da mulher no trabalho de parto e pós-parto em Mossoró, buscando caminhos de como melhorar os serviços já prestados.

Com informações da Assessoria de Imprensa do HMAC.

Desespero de mães e bebês numa Mossoró abandonada

Por Cézar Alves (Pelo Twitter)

Devido a paralisação do Hospital da Mulher (Mossoró), a UTI da Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR) tem dez crianças/mães no espaço projetado para seis.

Deus, são vidas!!

Jovem com 29 semanas de gravidez vai parir nas próximas horas e nao tem UTI onde ela e o bebê ficarem.

Hospital da Mulher é uma farsa. Não tem mais onde nascer criança em partos de alto risco em Mossoró. Socorro!

Este quadro de desespero foi anunciado pelos médicos durante toda a semana que iria acontecer e nã0 se importaram.

Deixaram acontecer.

Nota do Blog – Aflitivo o relato de Cézar Alves, um jornalista combativo.

Imagine se o Governo da ex-prefeita de direito de Mossoró – Fátima Rosado (DEM), a “Fafá” – tivesse conseguido fechar a CSDR, como tentou durante quase oito anos, com fins politiqueiros…, com apoio de parte considerável de uma imprensa inconsequente.

Anestesistas voltam ao trabalho, mas com exigências

Os anestesistas com atuação na Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR) resolveram retornar às suas atividades. Mesmo assim, fazendo algumas imposições.

A promessa é de retomada de trabalho ainda na manhã de hoje.

Em reunião ao final da noite de ontem, criticaram a precariedade da CSDR, onde ocorrem cerca de 700 partos/mês, adiantando que não farão cirurgias eletivas (aquelas marcadas previamente).

Deixaram claro que “só voltam a fazer cirurgia eletiva quandoa Gerência da Saúde da Prefeitura de Mossoró oficialmente reativar contrato para esse fim, com a categoria”.

Os médicos servem ao sistema Sus. Prefeitura e Estado vêm há tempos numa gincana, promovendo guerra de informação e contra-informação e deixando milhares de pessoas no meio dessa odioso desrespeito à vida.