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O adeus da Petrobras ao RN no programa PodFalar da Super TV

Como está o processo de saída da Petrobras do RN? Para onde vão os funcionários da estatal que atuam no território potiguar? Qual a reação dos petroleiros e da classe política com esse desinvestimento? Há expectativa de recuo?Pedro Lúcio, Sindicato dos Petroleiros, programa PodFalar, Super TV, 14-09-2022

Sobre esse e outros assuntos, o podcast PodFalar, da Super TV, recebe nesta quarta-feira o secretário do Sindicato dos Petroleiros do RN, Pedro Lúcio.

O programa é apresentado pelo jornalista Saulo Vale e pelo advogado Jailton Magalhães, com produção do jornalista Nilton César.

Vai ao ar às 21h pelo canal 14.1 da tv aberta em Mossoró, 173 da Brisanet, além de todas as redes sociais da emissora.

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Protestos de bancários e petroleiros marcam manhã de hoje

O Sindicato dos Bancários de Mossoró e Região fez movimentação hoje no centro da cidade, à frente da Agência Centro da Caixa Econômica Federal (CEF). Mobilização de âmbito nacional se preocupa com possibilidade de fusão da instituição com o Banco do Brasil, que chega a ser comentada pela imprensa nacional.

Luiz Carlos (e) esteve protesto de economiários (Foto: cedida)

“O ato denuncia que o Governo vem trabalhando para transformar os bancos em instituições privadas entregando-os para fusão com grandes instituições financeiras, principalmente as internacionais”, assinala o vice-prefeito dissidente Luiz Carlos Martins (PT), que participou do movimento.

Petrobras

Trabalhadores de várias unidades da Petrobras estão em greve desde o final da noite de quinta-feira (9), em uma paralisação de 24 horas que protesta contra o novo governo do presidente interino Michel Temer e o plano de venda de ativos da estatal.

No Rio Grande do Norte, houve protesto que interditou a BR-304 no perímetro urbano de Mossoró hoje pela manhã por cerca de duas horas. O local da manifestação fica em frente à base 34, sede local da Petrobras.

Petroleiros vão parar e relatam quase 300 demissões em 2015

Do Agorarn

Os cerca de 2100 petroleiros que atuam no Rio Grande do Norte cruzam os braços a partir de domingo (1º de novembro). O motivo?

A classe é contrária ao plano de negócios 2015/2019 da Petrobrás que – segundo José Antônio de Araújo, coordenador geral do Sindipetro-RN – aponta para a redução de investimentos no estado, gerando desemprego. Só em Mossoró foram 280 demissões em 2015.

De acordo com dados do Sindipetro, nos últimos anos a estatal já demitiu cerca de 30% dos terceirizados. Inicialmente, foram demitidos colaboradores de funções administrativas.

Segundo José Antônio, se a filosofia da empresa continuar sendo a mesma, os próximos a serem demitidos serão trabalhadores ligados à funções operacionais. “Ao todo, são cerca de 11 mil pessoas que prestam serviço à Petrobrás”, computa.

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Petroleiros decidem fazer paralisação

Por ampla maioria, os trabalhadores e trabalhadoras do Sistema Petrobras, lotados nas bases da companhia sediadas no Rio Grande do Norte, decidiram referendar a realização da greve, por tempo indeterminado, a ser deflagrada a qualquer momento, em data a ser indicada pela Federação Única dos Petroleiros – FUP.

As sessões deliberativas destinadas a apreciar a proposição foram concluídas nesta sexta-feira, 11, com a realização de uma concorrida assembleia, na sede administrativa da Petrobrás, em Natal.

Em todos os debates, os trabalhadores analisaram a conjuntura econômica e política nacional e os reflexos na Petrobrás, assim como a nova estratégia negocial da empresa, que tenta impor um modelo segmentado, por subsidiárias, a fim de enfraquecer o movimento e abrir caminho para a diferenciação de direitos.

Convencidos dos equívocos da orientação gerencial que vem sendo imposta à Companhia, os trabalhadores rejeitam o Plano de Negócios e Gestão – 2015/19, aprovado pelo Conselho de Administração, repudiando o corte de investimentos e a venda de ativos.

Petroleiros preparam novo movimento grevista

O Conselho Deliberativo da Federação Única dos Petroleiros (FUP) demonstra disposição da categoria em deflagrar greve nacional por tempo indeterminado a qualquer momento. O movimento vem sendo organizado em todas as bases das empresas que compõem o Sistema Petrobras.

Busca discutir uma pauta constituída de pontos que envolvem compromissos com relação à recomposição de efetivos, política de SMS, investimentos, manutenção de ativos, estrutura organizacional e incorporações, além da garantia de que não haverá qualquer retrocesso nos direitos adquiridos pelos trabalhadores ao longo dos últimos 12 anos.

A pauta foi protocolada em 7 de julho, mas somente na última quinta-feira, 3 de setembro, na iminência da deflagração da greve, a Petrobras se dispôs a conversar.

Morte de petroleiros é reflexo de descaso com segurança

Na quarta, feira (11), mais uma tragédia tirou a vida de cinco trabalhadores. Desta vez, o acidente foi no navio plataforma FPSO, operada pela BW Offshore (empresa de origem norueguesa) e afretada pela Petrobrás, na região de Aracruz, no Espírito Santo.

Luiz Cláudio é mais uma vítima, denuncia entidade de petroleiros (Foto: reprodução da Web)

A explosão foi causada por um vazamento de gás na praça de máquinas da casa de bombas do navio e, além de ter causado a morte de cinco trabalhadores, também feriu diversos outros petroleiros.

Entre os mortos, um mossoroense: Luiz Cláudio Nogueira (foto).

A Federação dos Petroleiros (FUP) emite nota relatando que há descaso generalizado com a segurança e tragédias com mortes e mutilações vão continuar, se não houver mudança.

Veja abaixo um trecho de material divulgado pela entidade:

Um fato que comprova o descaso dos órgãos fiscalizadores com as plataformas marítimas de petróleo é a falta de periodicidade nas inspeções nas unidades, sejam elas da Petrobrás ou afretadas. A cultura de sucateamento das plataformas, que há tempos é denunciada pela FUP e seus sindicatos, é uma situação permanente, pela qual os trabalhadores já se habituaram a conviver, principalmente os terceirizados. Além disso, a prevenção de acidentes nas plataformas praticamente não existe, devido à falta de efetivos nos órgãos fiscalizadores, impossibilitando o trabalho da Marinha, que deveria garantir a navegabilidade e salvatagem, da ANP, que deveria ser responsável pela inspeção dos sistemas operacionais e, do o MTE, que deveria fazer valer as Normas Reguladoras (NRs).  Outro fato gravíssimo que assola os trabalh adores dos navios e plataformas é a inexistência do SAR (Busca e Salvamento), ou seja, as empresas de petróleo brincam de fazer segurança e a todo o momento são completamente negligentes às questões de saúde e segurança dos trabalhadores. Tanto a Petrobrás, quantoas  empresas que prestam serviços à ela, só cumprem mal e porcamente a NR5, que estabelece a obrigatoriedade das empresas públicas e privadas a manterem em funcionamento da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), o resto é simplesmente balela.

Nota do Blog – Corpo de Luiz Cláudio era aguardado hoje em Mossoró para ser sepultado.

O sepultamento de Luiz Cláudio está marcado para a manhã desse domingo (15), no cemitério São Sebastião, Centro.

Salários atrasados perturbam petroleiros

O setor petrolífero em Mossoró e região continua se desmanchando. O binômio exploração-produção está em colapso.

Além do desemprego e recuo nos investimentos, a indústria convive também com atrasos salariais em empresas terceirizadas.

O problema tem-se agravado bastante, causando ainda maior erosão nos salários. Por conexão, acaba atingindo segmentos prestadores de serviços e produtos aos petroleiros.

Enfim, maior endividamento com bolsos vazios e uma cadeia econômica estagnada – de lanchonetes a construção civil.

A agiotagem é que não tem do que reclamar. Por enquanto.