Arquivo da tag: Pipa-RN

JFRN define programação para Semana Regional de Conciliação

Reprodução da programação (Arte da JFRN)
Reprodução da programação (Arte da JFRN)

O Centro Judiciário de Solução Consensual de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) da JFRN em Natal definiu sua programação para a III Semana Regional de Conciliação e Cidadania da 5a Região, que acontecerá de 18 a 22 de agosto, no mesmo período da Semana da Pauta Verde instituída pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Logo no primeiro dia de evento acontecerá presencialmente, na Sala de Vivências do CEJUSC, a 9a Reunião do Fórum Interinstitucional de Promoção de Direitos Indígenas no Rio Grande do Norte (FOINPDI-RN).

“Licenciamento Ambiental de empreendimentos com repercussão em territórios indígenas” será a temática do encontro.

No dia seguinte, ainda no foco das questões indígenas e ambientais, acontecerá a 1a Audiência de Mediação no Caso Atividade Canavieira na Comunidade Indígena Katu. Este processo envolve o debate sobre o exercício de atividade canavieira por terceiros em áreas reivindicadas por indígenas.

Também no dia 19 ocorrerá nova audiência de mediação no Caso Pousada Filha da Lua, processo em que se discute a regularização ambiental do empreendimento Pousada Filha da Lua, situada na praia da Pipa.

Já no dia 20 de agosto, estará na pauta das mediações em processos estruturais a questão relativa à reforma estrutural da Barragem Inharé, localizada no município de Santa Cruz.

O dia 21 de agosto, por sua vez, será destinado à realização de um grande mutirão de conciliação, envolvendo processos da Caixa Econômica Federal e procedimentos de cobrança do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA/RN), com realização de audiências presenciais no espaço do CEJUSC.

No último dia da Semana Regional de Conciliação e Cidadania – e da Semana da Pauta Verde do CNJ – ocorrerá a 2a Audiência de Mediação do Caso Barracas de Pirangi do Sul, onde é debatida a regularização do esgotamento sanitário das barracas daquela praia, localizada no município de Nísia Floresta.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Como Pipa e outros paraísos caíram nas mãos de facções criminosas

"Sindicato" é dona do pedaço e tem normas próprias para deixar tudo em "ordem." (Foto: Getty Images)
“Sindicato” é dona do pedaço e tem normas próprias para deixar tudo em “ordem.” (Foto: Getty Images)

Por Vitor Tavares (BBC News Brasil)

Coqueiros, águas mornas, frutos do mar… Venda de drogas à luz do dia, “olheiros” monitorando as esquinas, assassinatos violentos e uma vida local dominada pelo poder paralelo das facções. Essa descrição hoje serve para três dos principais (e mais bonitos) destinos turísticos de praia do Nordeste brasileiro: Porto de Galinhas, em Pernambuco; Pipa, no Rio Grande do Norte; e Jericoacoara, no Ceará.

E as semelhanças não param por aí. Praias mais famosas de seus respectivos Estados, as três mantêm um certo clima de tranquilidade, com regras do crime organizado para coibir roubos contra aqueles que as visitam – uma forma de não afastar os turistas que movimentam a economia e o tráfico na região.

Para quem mora ali, porém, a presença e a crueldade das facções são bastante conhecidas, das ameaças a quem não cumprir ordens e decapitações, aos pontos de venda em espaços centrais das vilas, segundo moradores, autoridades e pesquisadores com quem a BBC News Brasil conversou nas últimas semanas.

Por trás do cenário de violência, está o processo de expansão das facções pelo Brasil, antes restritas às grandes cidades e fronteiras, e a alta circulação de dinheiro nessas vilas que concentram festas e turistas de alto poder aquisitivo.

Pipa

Na praia mais famosa do Rio Grande do Norte, Pipa, na cidade de Tibau do Sul, as tarefas do crime são cuidadosamente divididas.

“Só falta assinar a carteira, são organizados demais”, diz uma fonte da Polícia Civil do Estado à BBC News Brasil.

Entre os cargos, estão o “vapor”, que anda com bolsas carregadas de drogas para venda, e o “visão”, como são chamados os olheiros que ficam nas esquinas avaliando o movimento suspeito e identificando possíveis interessados.

Geralmente meninos muito jovens de regiões carentes, eles têm salário definido, trabalham em escalas de 12 horas por dia, sete dias corridos, com folgas nos dias seguintes. E também pagam uma mensalidade para serem membros do grupo criminoso.

“Você se sente observado por eles o tempo todo”, conta Cláudia, uma moradora local. Nos bares, o assunto costuma ser ignorado pelos moradores, e quem fala é aconselhado a silenciar.

Os jovens são membros do Sindicato do Crime, facção surgida no Rio Grande do Norte em 2013, dentro do Presídio de Alcaçuz, na Grande Natal – onde, cinco anos mais tarde, haveria um massacre com 27 mortos em um confronto do grupo com o PCC.

Após se expandir para fora da prisão, em Natal, o grupo seguiu o caminho da expansão pelo Estado, onde as forças de segurança são mais frágeis, explica a antropóloga Juliana Melo, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

“O Rio Grande do Norte é pequeno, mas estratégico porque tem fiscalização fraca nos portos e pouca inteligência policial, com foco de punir. O Estado é o ponto mais próximo da Europa e está do lado do Ceará, outro ponto importante”, ressalta Melo.

Há uma estimativa de que hoje haja 20 mil filiados ao Sindicato do Crime no Estado, segundo uma fonte policial com familiaridade com o assunto disse à BBC News Brasil.

Quando a facção nasceu, já havia um plano de chegar logo a Pipa. Isso porque, segundo relato dessa fonte, dois de seus fundadores eram da região.

“Então a dominância da praia tinha valor simbólico e político para a facção”, diz.

Mas a chegada à praia também era estratégica, por conta da alta circulação de turistas de alto poder aquisitivo.

Muito além de destino paradisíaco, nos últimos anos Pipa se consolidou como um dos grandes pontos de festas do litoral nordestino.

“Essa facção vive basicamente do tráfico, e aqui virou polo de gente em buscas de festas e com uma vibe liberal, de uso não só de maconha, mas de drogas sintéticas”, completa a fonte.

Em Pipa, o tráfico era tão escancarado que chegou a ter uma “lojinha” para venda de drogas em uma galeria no centro da vila – fechada recentemente numa operação da Polícia Civil. Alguns serviços da praia também seriam controlados pelo poder paralelo.

Tribunal próprio

Como em outras praias, o Sindicato do Crime tem seu próprio tribunal que “investiga, acusa, julga, pune e executa”, diz à BBC News Brasil um investigador.

Essa organização está prevista no próprio estatuto de criação do grupo, documento com 21 artigos ao qual a BBC News Brasil teve acesso.

O grupo estabelece um código de conduta rígido para manter “a ordem e o respeito dentro da comunidade” (ou “quebrada”). Entre as principais regras aos membros , estão proibições de agressões, traições afetivas (“talaricagem”), som alto à noite, vínculos com outros grupos e até uso de crack e do medicamento rivotril, “pelo efeito devastador que elas causam na vida de quem usa”. O remédio só é liberado por membros que demonstrem receita médica.

O documento estabelece que problemas devem ser resolvidos com os líderes locais e que os membros devem buscar sempre a “paz” na comunidade. Quem sai do grupo é proibido de seguir no crime.

“Às vezes, a gente é chamado para resolver algum problema como roubo, quando a gente chega no local, a facção já passou por lá e saiu”, conta a fonte policial.

Mas essa aparente tranquilidade é abalada quendo há rivalidade dentro da própria facção ou a chegada de um novo grupo.

“Antigamente, a gente sentia que a facção protegia a vida dos moradores aqui. Mas quando começa a disputa entre eles, tudo fica mais tenso”, diz Cláudia, moradora da região que acompanha de perto os casos.

O triplo homicídio de dezembro, em pleno centro da vila, ocorreu porque um novo grupo rival do Sindicato do Crime tentava se estabelecer na praia. Mas não conseguiu.

Recentes operações da Polícia prenderam líderes do grupo. Só em 2024, 97 pessoas foram presas. Segundo a Polícia, o prejuízo causado ao crime com apreensão de drogas foi de R$ 1,3 milhão – e o crime hoje estaria mais “desorganizado” na região.

Mas moradores e investigadores sabem que há uma facilidade de o grupo se reorganizar. “Quando a polícia desmantela, amanhã já tem outro líder”, diz Cláudia.

Em nota, a Polícia Civil do Rio Grande do Norte disse que tem focado no combate a organizações criminosas, o que tem contribuído para a redução dos homicídios na região. No primeiro semestre, foram dois homicídios em Tibau do Sul.

“Generalizações que associem a localidade ao domínio de grupos criminosos devem ser rechaçadas”, diz a nota.

Veja matéria completa clicando AQUI.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Fest Bossa & Jazz anuncia data para edição 2025 em Pipa/RN

Banner de divulgação
Banner de divulgação

Um dos mais importantes festivais do segmento no Brasil, que une tradição e inovação em uma explosão de ritmos, o Fest Bossa & Jazz, já tem data marcada para sua aguardada edição em Pipa, no Rio Grande do Norte. Em 2025, o evento acontece do dia 14 a 17 de agosto, consolidando-se como um dos maiores festivais do gênero no País. A novidade foi anunciada pela Juçara Figueiredo Produções, organizadora do festival.

Celebrando 16 anos de história, firmando seu espaço como Patrimônio Cultural, Imaterial e Turístico do Rio Grande do Norte, o Fest Bossa & Jazz  atrai amantes da música instrumental, da Bossa Nova, do Jazz e do Blues. Mais do que um evento musical, o festival tem o compromisso de fomentar a cena cultural e promover a responsabilidade social.

Com a data definida, os fãs do festival já podem se programar e garantir hospedagem antecipadamente para aproveitar toda a magia da edição 2025 em um dos destinos mais paradisíacos do Brasil: a Praia da Pipa.

O Fest Bossa & Jazz  – Pipa 2025 é uma realização da Juçara Figueiredo Produções, apresentado pela Ster Bom com patrocínio do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio do Programa Câmara Cascudo de Incentivo à Cultura, MAC Madeiras, Ki Preço e Prefeitura de Tibau do Sul. Tem o apoio da Emprotur, Secretaria de Turismo de Tibau do Sul, Preserve Pipa, Luck Receptivo, Michelle Tour, Abrasel Litoral Sul, Ratts Ratis, G7 Comunicação e InterTV.

Mais informações serão divulgadas em breve pelos canais oficiais do evento. Siga @festbossajazz

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Pipa recebe a III Etapa do Circuito Latino-americano de Longboard

A Praia do Madeiro, uma das mais bonitas e cobiçadas da região da Praia da Pipa, em Tibau do Sul, no Rio Grande do Norte, recebe entre os dias 5 e 8 de maio, o II Pipa Long Surf Festival, um evento válido pela III Etapa do Circuito Latino-americano de Longboard Profissional.

Evento vai ocorrer num cenário deslumbrante do litoral do RN (Foto: Ciro J. Costa)
Evento vai ocorrer num cenário deslumbrante do litoral do RN (Foto: Ciro J. Costa)

Além da competição, o evento promete reunir a comunidade do surf de pranchões da América Latina e oferecer uma programação variada, com aulões, palestras, ações ecológicas, exposições fotográficas, mostra de vídeos e muito mais.

Com uma expectativa de público de mais de duas mil pessoas e competidores vindos de todas as partes do Brasil e até de outros países, como Argentina, Chile e Peru, o Pipa Long Surf Festival oferece uma premiação de R$ 30 mil dividido entre competições femininas e masculinas.

Além das disputas profissionais, os amadores também podem se divertir nas categorias: Open, Iniciante, Master 35+ todas masculino e feminino, e também no Grand Master 50+ masculino.

Para mais informações siga o @PipaLongFest no Instagram ou acesse o site www.pipalongfestival.com.br.

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.