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Comunidade rural pode mudar de município

Ezequiel, de costas, propôs a matéria aprovada hoje na Casa (Foto: João Gilberto)
Ezequiel, de costas, propôs a matéria aprovada hoje na Casa (Foto: João Gilberto)

O parlamento estadual potiguar aprovou à unanimidade nesta quarta-feira (24), o decreto legislativo que determina a realização de um plebiscito para consultar a população do distrito Miranda, em Upanema, localizado na região do Alto Oeste, sobre a sua anexação ao município de Caraúbas. De iniciativa do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), o plebiscito vai consultar a população da localidade sobre a qual município Miranda pertence.

É que culturalmente a comunidade pertence ao município de Caraúbas e territorialmente, à Upanema. O plebiscito será realizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que definirá a data da consulta popular.

“Essa é uma Casa Legislativa plural. Aqui buscamos sempre o entendimento antes de qualquer outra coisa. Gostaria de agradecer a todos os deputados que se esforçaram em busca dessa harmonia. A realização do plebiscito vai servir para que a vontade do povo possa ser respeitada”, disse Ezequiel Ferreira, seguido pelos deputados Isolda Dantas (PT), José Dias (PSDB), Dr. Kerginaldo (PSDB) e Coronel Azevedo (PL), que debateram a importância do plebiscito.

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Extinção de pequenos municípios pode passar por plebiscito

Bittar trabalha texto (Foto: Jeferson Rudy)

Do Congresso em Foco

O senador Márcio Bittar (MDB-AC), relator da proposta de emenda à Constituição do Pacto Federativo, adiantou que vai alterar o texto enviado pelo governo para que a extinção dos menores municípios do país seja decidida por seus próprios moradores.

Se a PEC for aprovada este ano, o plebiscito acontecerá junto com as eleições municipais de 2024.

“Chegou-se à conclusão de que, se não passar por plebiscito, provavelmente vai ter um monte de ação no Supremo considerando inconstitucional, porque [esses municípios] foram criados por plebiscito”, disse Bittar.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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Sua majestade o presidente do Brasil

Por Paulo Linhares

Em tempos idos, lida com a avidez da juventude, a instigante obra de Ernest Hambloch, diplomata inglês, jornalista e brasilianista das décadas de vinte e trinta do século XX, Sua Majestade o Presidente do Brasil – Um estudo do Brasil constitucional (1889-1934), publicada originalmente em inglês em 1934 e que mereceu bem cuidada tradução de Lêda Boechat para o português, enriquecida por estudo rigoroso e enriquecedor de José Honório Rodrigues, à guisa de posfácio, que veio a lume em edição da Editora do Senado Federal, no ano 2000, por sua enorme atualidade tem sido revisitada noutros momentos, sobretudo, agora quando este país se dispõe em realizar mais uma eleição presidencial neste ano de 2018.

A vigorosa abordagem de Hambloch, mais de oito décadas depois, se mostra de uma desconcertante atualidade e, em especial, quando projeta alguns aspectos inerentes à instituição do presidencialismo à brasileira, também presente noutras repúblicas sul-americanas, marcada pelo desprezo à democracia e feroz apego ao caudilhismo e às fórmulas autocráticas e burocráticas típicas das oligarquias brasileiras, de ontem e de hoje, no exercício da magistratura suprema da nação, ou seja, da chefia do Estado brasileiro.

Segundo acentua Roberto Gomes (disponível: //bit.ly/2KaSgXw, acesso: 10 mai 2018), em abordagem recente,  “Hambloch foi membro do Foreign Office e cônsul inglês no Brasil, onde morou cerca de vinte anos, trabalhando na Câmara Britânica do Comércio, no Rio. Saiu expulso, ameaçado por uma campanha que o acusava de ‘denegrir a imagem do país’. Os nacionalistas de plantão, bobos e oportunistas, viam nele uma víbora a ser pisoteada”.

SEM DÚVIDA, a atualíssima análise de Hambloch tem como eixo a compreensão de que “as origens dos males do Brasil devem ser buscadas nos defeitos de seu regime político”, de modo que as explicações a partir de certas abordagens econômicas e sociais caem no vazio, porquanto, lastimavelmente, hoje como nos albores da República instituída em 1889, “a política no Brasil nada tem a ver com questões políticas”, o que fica por demais evidente quando se constata que o Brasil vive, neste momento, uma profunda crise institucional caracterizada pelo descompasso entre os Poderes da República que teve início com o episódio do impedimento da presidente Dilma Rousseff e a pauta política do país foi deslocada para o Poder Judiciário, aliado ao Ministério Público e à Polícia Federal. E por falar em Poder Judiciário, é bom lembrar que entre os tantos poderes do presidente da República está o de escolher, por ato de sua exclusiva vontade, todos os onze ministros do Supremo Tribunal Federal.

Esse arranjo superestrutural, todavia, é precário e tende a ser revertido quando emergir das urnas de 2018 mais um ‘predestinado’, um homem forte, que governará este país pelos próximos quatros anos. É estarrecedor imaginar que, nestes “tristes  trópicos”, para usar as palavras do franco-belga Claude Lévi-Strauss, ainda prevalece a noção captada pelo arguto Hambloch de que “os princípios e sistemas democráticos não dependem, como ainda pensa a maioria dos idealistas latino-americanos, de cartas constitucionais, mas de convicções. A fé vale mais do que o fato”.

Coincidência é que Lévi-Strauss e Hambloch colheram suas impressões sobre o Brasil numa mesma época, os anos de 1930.

Tanto isto é verdade que  no Brasil as instituições partidárias, de confusas marcações politico-filosóficas, não enfeixam projetos políticos, ideias ou visões a serem postos à disposição da sociedade quando esta é chamada a decidir sobre a renovação periódica das estruturas de poder estatal, nos três níveis federativos.

Com efeito,  no momento atual, os partidos políticos nada mais representam que biombos por onde transitam interesses individuais e de grupos que buscam capturar e manter as instituições de governo, numa ocupação burocrática e parasitária do poder, quase sempre sem definições de propostas que atendam às demandas sociais, econômicas, políticas e culturais da sociedade brasileira.

Ressalte-se, aliás, que a história constitucional republicana registra um crescimento continuo, integral e consolidado dos poderes atribuídos ao presidente da República, seja nos períodos em que vicejaram as autocracias (a era Vargas, de 1930 a 1945; a Ditadura Militar, de 1964 a 1985) ou aqueles em que se praticou, em variados graus e formas, a democracia.

Embora possa ser paradoxal, não há exagero na afirmação de que a democrática Constituição de 1988 atribui ao presidente da República bem mais competências e prerrogativas que suas antecessoras, salvo a protofascista Constituição de 1937, apelidada de “Polaca”.

A propósito da Carta de 1988, chamada de “Constituição Cidadã”, vale lembrar que no seu processo constituinte tudo indicava que dela resultaria um sistema de governo do tipo parlamentar, pois era o parlamentarismo um credo comum aos vários grupamentos políticos e lideranças – grande parte daquelas que se ombrearam nos palanques do movimento Diretas Já – que se opunham ao ciclo de governos militares e lutaram pela superação do regime autocrático que estes representaram.

Ao fim e ao cabo, falou mais alto a tradição autocrática das elites tupiniquins, de praticamente todos os matizes políticos e ideológicos, da esquerda à direita: venceu, mais uma vez, a ideia de uma presidência da República guarnecida de amplos e imperiais poderes. Isso foi confirmado cinco anos depois com a realização do plebiscito, em 21 de abril de 1993 (originalmente previsto para 7 de setembro de 1993, modificada pela Emenda Constitucional nº 2/1992), em que o povo eleitor foi chamado a decidir sobre o sistema (parlamentarista ou presidencialista) e a forma (república ou monarquia) de governo, conforme determinava a Constituição de 1988.

A despeito do alto índice de abstenção, foram vencedores o presidencialismo e a firma de governo republicano, mantida, assim, a letra da Constituição. Os parlamentaristas de passado recente sumiram e restou inalterada a assertiva de Hambloch: “Os brasileiros admiram os métodos parlamentares ingleses tão sinceramente quanto a teoria da relatividade de Einstein, sendo o grau de compreensão o mesmo em cada um dos casos.” Pano rápido.

Sem razoável dúvida, o processo constituinte que deu origem à Carta de 1988 foi mais uma (excelente) oportunidade perdida de acabar com essa presidência da República majestática que não se coaduna com os verdadeiros postulados que imantam as instituições republicanas.

E para “fechar o firo”, cabe recordar a frase mais incisiva dessa estudioso inglês – e não menos profética, se tivermos em mente atuais episódios da vida institucional brasileira! -, quando, há mais de 80 anos, repita-se, tratou do presidencialismo de forte tradição autoritária e majestática dos países sul-americanos, sobretudo, do Brasil: “Os primeiros frutos da autocracia são corruptos e geram a corrupção.”

Ernest Hambloch precisa urgentemente ser relido, esse seu olhar sobre o Brasil de ontem e que muito diz do País que fatalmente emergirá das urnas em 2018.

Paulo Linhares é professor e advogado

Proposta de plebiscito é apresentada por vereador

O vereador Tomaz Neto (PDT) formalizou hoje apresentação de proposta à realização de plebiscito em Mossoró, para a população dizer se é favorável ou não à antecipação de royalties do petróleo. Foi protocolada na Câmara Municipal.

O projeto de decreto legislativo de número  135/215 prevê o plebiscito, a ser conduzido pela própria Prefeitura.

“O povo deve decidir seu futuro”, afirma o vereador. “É a democracia direta, a mais legítima forma de exercício democrático”, ilustra.

Tomaz vai propor plebiscito sobre antecipação de royalties

Plebiscito. Para o vereador Tomaz Neto, do pedetismo mossoroense, a “democracia direta, com o povo se manifestando, é fundamental – mais do que nunca – em Mossoró”.

Tomaz: "O povo deve dizer que aprova ou não" (Foto: Valmir Alves)

Ele anuncia que à próxima semana vai apresentar proposta para que seja realizado um plebiscito, em que a população vote se é a favor ou não da antecipação de royalties do petróleo, como pretendido pelo prefeito Francisco José Júnior (PSD) – veja AQUI.

“Tenho estudado o assunto, debatido ou tentado debater na Câmara Municipal, mas nós não temos como avançar no assunto de forma técnica, porque a Prefeitura tem 16 vereadores que obedecem cegamente às decisões do prefeito”, comenta.

Legitimidade

Tomaz Neto argumenta que o prefeito não pode ir contra sua proposta, por uma questão de legitimidade popular. “O povo deve decidir seu futuro. Deve dizer que aprova ou não, pois os recursos envolvidos são milionários e podem comprometer o futuro do município”.

O vereador destaca que em outros municípios, como no estado do Rio de Janeiro, a questão de antecipação dos royalties do petróleo tem gerado proposta de plebiscito. “É muito dinheiro envolvido”, lembra.

Democrata

“É algo muito sério, que não pode ser aprovado com a urgência e com tanta falta de detalhamento, como o prefeito está impondo, com a aprovação cega de seus vereadores”, defende.

“Se o prefeito é um homem que gosta de ouvir o povo, democrata, não ficará contra minha proposta”, assinala.

A bancada governista rejeitou esta semana, proposição que pedia detalhamento de uso dos recursos dos royalties (veja AQUI).

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Professores vão à luta por Constituinte no sistema político

A Associação dos Docentes da Uern (ADUERN) entrou de cabeça na mobilização por uma Constituinte popular, para mudanças no sistema político do país.  Convida todos os seus associados e cidadão em geral, para votar pelo plebiscito.

O Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político terá votação encerrada no domingo (7).

A urna para depósito dos votos estará disponível na sede da instituição até o dia 07 de Setembro de 2014, das 07h às 12h e das 14h às 18h.

Clique AQUI e conheça mais detalhes sobre o Plebiscito.

Mobilização tenta viabilizar reforma política no Brasil

Você é contra ou a favor de uma reforma no sistema político brasileiro?

Até o dia 7 deste mês, todo brasileiro com mais de 16 anos pode fazer sua escolha, um “sim” ou “não”, em relação a essa pergunta.

Há uma mobilização nacional que envolve quase 400 entidades da sociedade civil, que tenta a convocação de uma Assembleia Constituinte Exclusiva, que promova uma reforma política.

Esse movimento começou nessa segunda-feira  (1º) e vai até o dia 7, que é feriado nacional.

O eleitor pode também se manifestar através da Internet, clicando AQUI.

Na página você sabe dos locais de votação, acompanha mobilização e vota.

Vote, tome uma posição.

Vote “Sim”.

Tró-ló-ló de plebiscito joga com vazio das massas

A classe política não quer – com raríssimas exceções – fazer reforma política de verdade.

O plebiscito ou a simples ideia de plebiscito, joga com o desconhecimento da matéria pela enorme maioria dos brasileiros.

O povo que foi às ruas quer um basta na corrupção, melhor educação, saúde e segurança pública. Precisa de transportes urbanos de qualidade e eficientes.

No Palácio do Planalto, no Congresso Nacional e nos estados o medo está instalado, mas ainda existe a crença de que seja possível engabelar a massa.

Assim, levam o tró-ló-ló na ponta da língua, apostando que logo os protestos cessem, a manada saia da rua e volte às suas casas, curtindo novelas, futebol e BBB.

Simples assim.

Desafinação entre políticos e povo

Numa linguagem direta, povo quer saúde, educação e segurança pública de qualidade, além de freio e punição a corruptos.

Políticos sabem disso.

Reforma política, plebiscito e referendo são linguagens quase ininteligíveis à enorme maioria do povo.

São os termos mais usados agora pelos engravatados.

Outra vez, a elite política usa de artifícios ilusionistas para não ir direto ao ponto, ao foco.

Reforma politica é imprescindível, sem dúvidas. Sem uma reforma política de verdade, boa parte das preocupações diretas do povo não será atacada.

A elite política sabe disso. O povo, não.

Por isso essa desafinação de foco, que capciosamente os políticos produzem.

Talvez a pressão precise aumentar, nas ruas, para finalmente eles entenderem o que a massa deseja.