A presidência da Assembleia Legislativa adiou a sessão extraordinária marcada para esta terça-feira (30). Estaria em pauta mais uma parte do “RN Urgente”, pacote de ajuste fiscal do Governo Robinson Faria (PSD).
Protestos de servidores, militantes de movimentos sociais e partidos de esquerda e sindicalistas no entorno da Casa, causou alvoroço dentro da AL.
Manifestantes atearam fogo em pneus próximos à AL e deixaram ambiente ainda mais tenso (Foto: redes sociais)
A maior parte dos deputados não conseguiu chegar até o prédio-sede desse poder em Natal.
Servidores também foram impedidos de entrar, pois o cerco com uso até de pneus queimados começou por volta de 6 horas.
Assim, o presidente Ezequiel Ferreira (PSDB), ouvindo outros parlamentares e assessores (inclusive da segurança), entendeu ser mais sensato cancelar a sessão marcada para hoje.
Amanhã, haverá nova tentativa de realização da sessão.
É provável que o uso preventivo de forças de segurança militares acabe colocando obstrução para passagem de manifestantes, em pontos mais distantes da AL.
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Começou a “greve geral” definida para hoje contra as reformas trabalhista e previdenciária e governo Michel Temer (PMDB). No Rio Grande do Norte e Brasil, as mobilizações apostam inicialmente na obstrução de vias públicas e autoestradas.
Mobilização em Mossoró começou com obstrução da BR-304 em frente à Base da Petrobras (Foto: cedida)
Na BR-304 em Mossoró, por exemplo, foi fechada logo cedo a passagem de veículos em frente à Base da Petrobras.
Em Natal e cercanias, as BRs 406 e 101 também foram fechadas.
Há uso de barricadas de pneus e fogo foi ateado nas proximidades do Carrefour.
Na BR-101, proximidades do Carrefour, um paredão de fogo e fumaça começou a mobilização (Foto: cedida)
Também houve incidente delicado na Zona Norte à porta da empresa de coletivos Guanabara, impedidos de circularem.
Ainda na 406, um transeunte que fazia caminhada nas proximidades de uma barricada, acabou baleado na perna por alguém que teria furado barricada dos participantes do protesto. Versão divulgada em redes sociais.
No Brasil, a mobilização segue a mesma estratégia, principalmente nas capitais.
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RN-117 foi uma das vias tomadas pelo fogo com pneus queimados (Foto: Web)
Mossoró amanheceu em convulsão. Em chamas.
Taxistas intermunicipais insatisfeitos com decreto da Prefeitura de Mossoró, que disciplina a circulação deles, restringindo locais para embarque/desembarque de passageiros, reagiram de forma radical.
Eles amanheceram interditando algumas estradas de acesso à área urbana de Mossoró. Obstruíram pistas de rolamento com os próprios veículos e queimaram amontoados de pneus velhos.
Os maiores problemas foram causadas nas RN´s 117 e 110, que respectivamente ligam Mossoró ao Oeste e região Salineira.
A movimentação radicalizou, pois chegou praticamente ao centro da cidade.
Ponte fechada
A ponte Jerônimo Rosado, que liga o Grande Alto de São Manoel ao trecho central de Mossoró, também foi fechada com pneus. A polícia interveio, houve bate-boca, mas terminou desobstruindo a via sobre o rio Mossoró.
Nas redes sociais, sobretudo em grupos fechados do aplicativo conhecido como “WhatsApp”, essa movimentação vinha sendo articulada, organizada e incentivada há dias. Hoje, desaguou em fúria.
A Prefeitura de Mossoró queria implantar as mudanças no trânsito no início de junho. Recuou com a interveniência de entidades empresariais, dos próprios taxistas, uns poucos vereadores. Temia o que ocorre hoje em plena festa “Cidade Junina”.
Houve adiamento das medidas e abertura de diálogo, sobretudo com a passagem do vice-prefeito Luiz Carlos Martins (PT) pela interinidade do Governo Municipal. Ele próprio sustou pela segunda vez o decreto.
Mas com o retorno do prefeito Francisco José Júnior (PSD) à plena atividade, a decisão foi exumada, mas excluindo representantes do empresariado do debate para se encontrar a melhor forma de aplicar as alterações.
Só promessa
A promessa governista era de que Acim, Sindivarejo e CDL seriam ouvidos antes de qualquer decisão final. Só promessa.
O prefeito chegou a posar à semana passada ao lado de representantes dos taxistas, propagando que tudo estava saneado e resolvido em definitivo. Sabia que não.
“Vendeu” a imagem para sugestionar os focos de insatisfeitos, mas não obteve resultado. A revolta hoje é maior. Espalha-se como uma metástase.
O problema está longe de ser resolvido, essa é a realidade.
Cerca de dois mil taxistas e condutores de vans intermunicipais despejam diariamente mais de 10 mil pessoas de mais de 90 municípios em Mossoró.
Em alguns períodos, calcula-se que essa multidão passe de 25 mil pessoas/dia. Pagam por bens e serviços.
Pesquisa recente (veja AQUI) bancada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÈRCIO) revelou a força desse contingente para a economia de Mossoró. Mas isso parece está sendo ignorado pelo prefeito e seus asseclas.