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O silêncio que não significa calmaria na Assembleia Legislativa

luz , caminho, escuridão, mistério , medo, políticaO silêncio de muitos, em público, sobre as eleições à mesa diretora da Assembleia Legislativa do RN para o biênio 2023-2024, não significa calmaria.

Nem tudo que possa estar acertado, fique ciente, poderá ser mantido.

O poder fascina e faz sina.

Além disso, um de seus traços mais marcantes é a perfídia.

Não é Maquiavel. É a natureza do poder.

Leia também: Reeleição ilimitada para parlamentos é barrada no STF.

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O poder fascina e o xilindró definha

Há poucas semanas, o deputado federal Paulo Maluf (PP) apareceu lépido e fagueiro em sua mansão em São Paulo-SP, numa entrevista ao jornalista Roberto Cabrini.

Maluf fez exame de corpo de delito, em São Paulo, depois de se entregar à PF (Foto: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo)

Com determinação de xilindró pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) – veja AQUI, o homem adoeceu.

Anda com ajuda de muletas e apoio auxiliar de colegas de cárcere.

O poder fascina e o xilindró definha.

Leia também: Maluf pede ajuda a outros presos para andar e ir ao  banheiro, diz advogado.

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Poder que cega e revela a burrice preexistente na política do RN

O poder fascina e faz sina. Cega, que se diga. Os exemplos podem ser pinçados aqui e ali, na quantidade que quisermos, em qualquer tempo, sem nenhuma restrição geopolítica ou ideológica. Da infância à idade outonal. Sem veto de gênero ou raça, credo etc.

No Rio Grande do Norte, os últimos anos têm revelado que proporcionalmente à implosão do erário e ao esfacelamento dos serviços públicos, o fervor ao poder cresce obsessivamente. É regra com escassas exceções.

Robinson Faria (PSD), governador, é um caso mais atual a ser analisado. Apesar de ter níveis crescentes e incontroláveis de reprovação administrativa e repulsa política, delira com olhos esbugalhados e vítreos.

Ele repete entre os que lhe rodeiam, o mantra de que será reeleito.

Friedrich Nietzsche, filósofo alemão, afirmava que “o poder emburrece”. Mas em muitos e muitos casos, ele apenas expõe a burrice preexistente. Estava lá, à espera de ser reanimada. O RN é pródigo em situações assim.

A visão de Robinson Faria, é de que numa competição de baixo nível, espécie de Liga de Acesso à Papuda, possa vencer em face da mediocridade da peleja e pelas vantagens de estar aboletado na “máquina” estatal.

É provável, porém, que ele não concorra à sucessão estadual. A motivação pode ser um choque de racionalidade ou um sopapo judicial.

Isso não tira de Robinson a característica que lhe marcou no acesso ao governo: a crença no possível.

Essa também era a firme convicção da antecessora Rosalba Ciarlini (PP), atual prefeita mossoroense, quando em 2014 ainda se saracoteou para tentar a reeleição.

Rosalba foi impedida, não pelos índices estelares de rejeição ao governo (chegou a 82% em setembro daquele ano) e à sua imagem, mas por seu partido à época. O DEM do senador José Agripino, que não lhe deu legenda à aventura.

Antes de ambos, quem esteve com essa cegueira proporcionada pelo cargo e virou verbete do fracasso (“micarlização”), foi a ex-prefeita natalense Micarla de Sousa (era do PV). Ela chegou a 91,60% de reprovação em fevereiro de 2012, último ano de sua hecatombe administrativa. Terminou ejetada da prefeitura por decisão judicial.

Nesse rol, é oportuno ser lembrado o ex-prefeito mossoroense Francisco José Júnior (PSD) numa narrativa mais recente. Ele também se via convencido de que seria reeleito ano passado, apesar de ter pesquisas com até 82% de repulsa popular.

Sua teimosia o levou a viver situação humilhante. Candidato, desistiu da luta eleitoral a poucos dias do pleito, por absoluta insuficiente de intenção de votos. Seu slogan de campanha soou ridículo no final melancólico: “Sempre resistir. Recuar, jamais!”

Em todos esses casos, a psicologia tem explicação para esse atordoamento, que colocou e coloca esses protagonistas políticos desconectados do mundo lá fora. Para que desçam do pedestal, é preciso o tal “choque de realidade”, o que não ocorre sem traumas.

Às vezes o tratamento só é possível nas urnas. Quando chegam a elas, claro. Aí o “rei” estará nu, como na parábola do dinamarquês Hans Christian Andersen. Será muito tarde.

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