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Começam obras para “Central do Povo” abrigar vários serviços

Obras começaram em imóvel abandonado há muitos anos (Foto: Wilson Moreno)
Obras começaram em imóvel abandonado há muitos anos (Foto: Wilson Moreno)

A Prefeitura de Mossoró começou obra para transformar o antigo prédio do CEO, localizado em frente à Praça Bento Praxedes, mais conhecida como Praça do Relógio ou Praça do Codó, na “Central do Povo”. O novo espaço concentrará todos os serviços de atendimento ao público oferecido pela municipalidade.

O local estava abandonado há vários anos e agora será completamente revitalizado para receber a população mossoroense. O objetivo desse equipamento é facilitar o acesso da população às informações, serviços e atendimentos diversos de vários setores da gestão, otimizando logística, uma vez que o novo prédio é considerado central e estratégico.

As equipes técnicas das secretarias de Infraestrutura, Programas e Projetos Estratégicos, Segurança e Ouvidoria-Geral do Município visitaram o local nessa desta terça-feira (4) para avaliação. Serviços preliminares já foram feitos no local, como, por exemplo, retelhamento, demolição de revestimento e forro antigos para que inicie-se, de fato, a obra.

Serviços

A ouvidora-geral do município, Hubeônia Alencar, acompanhou a visita e destacou a importância da “Central do Povo” para a população de Mossoró quando ela estiver funcionando. “Estamos visitando hoje aqui o prédio que será a ‘Central do Povo’. Em breve a população estará recebendo um local onde ela vai poder chegar e resolver todos os serviços da Prefeitura de Mossoró em um só local”, disse a ouvidora-geral.

Serão concentrados serviços nas áreas de saúde, assistência social, educação, serviços urbanos e trânsito, entre outros, sendo estes serviços de Cadastro Único, regulação da saúde, serviços urbanos, trânsito e recebimento de documentação. O prédio contará com 12 salas, call center, sala do Procon, Ouvidoria, além de duas salas de audiências.

“Nós teremos aqui o Procon, vamos ter o CadÚnico, todos os serviços das secretarias que atendem diretamente a população de forma concentrada, eficiente e eficaz. Estamos com a obra em ritmo acelerado para entregar o quanto antes a população e Mossoró”, finalizou Hubeônia.

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Sob o sol saariano de Mossoró…

Casal deitado na Praça Bento Praxedes , Praça do Relógio, Praça do Codó, Casal deitado sobre colchão em plena praça, às 11h20, dia 6 de maio de 2024Sem nenhum incômodo com o sol saariano de Mossoró, às 11h20 desta segunda-feira (6), casal dorme sossegadamente sobre um colchão na Praça Bento Praxedes, também conhecida como “Praça do Relógio” e “Praça do Codó” (depois contaremos o porquê desse batismo).

E assim caminha a humanidade mossoroense…

*Foto cedida pela webleitora Maria Oliveira.

Adeus, Tarcísio!

Tarcísio: despedida (Foto: Web)

Soube nesse domingo (2), do falecimento por causa natural no dia passado (sábado, 1º), de Tarcísio Alves.

Era uma figura popular que desde muito jovem conviveu com gerações de mossoroenses que chegaram à idade adulta.

A velha Praça Bento Praxedes (Praça do Codó) no centro da cidade era o microcosmo – mundo pequeno – de todos e, também, de Tarcísio.

Foram crianças e adolescentes que cresceram, mas que não viram Tarcísio envelhecer.

Foi até o fim um infante querido, como personagem saído da Terra do Nunca.

Adeus, Tarcísio!

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Mossoró no diário de Getúlio Vargas

Por José Romero Araújo Cardoso

A era Vargas foi a mais longeva experiência político-administrativa do Brasil republicano, cuja gênese encontramos na vitória da revolução em outubro de 1930. O processo foi interrompido em 1945 e reiniciado em 1950, tendo seu epílogo em agosto de 1954, quando do suicídio do chefe do executivo.

A centralização enfatizada por Vargas pôs fim à fragmentação do poder entre os representantes do mandonismo local, a qual se constituiu em símbolo das estruturas montadas na república velha, conforme enfatiza MELLO (1992).

A partir de 3 de outubro de 1930, quando triunfou o movimento revolucionário encabeçado pelo Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraíba, Vargas deu início à escrita de um diário cujo encerramento se deu em setembro de 1942, quando o Brasil já havia declarado guerra aos países do Eixo.

Este importante documento para a História do Brasil, compilado e publicado em dois volumes no ano de 1995 pelo Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getúlio Vargas e pela Editora Siciliano, apresentado por Celina Vargas do Amaral Peixoto, neta do estadista que marcou profundamente os novos rumos do modelo capitalista brasileiro a partir de sua posse no governo provisório em 1930, descortinam-se o dia-a-dia do governante, as relações políticas e os episódios marcantes de uma época.

A pressão exercida por São Paulo, principal centro econômico do País, resultando em tentativa revolucionária quer ficou conhecida pela pretensa defesa de uma constituinte, obrigando o governo federal a reprimir fortemente o movimento, caracterizou os rumos políticos entre os anos de 1932 e 1933.

Conforme BASBAUM (1991, p. 63), a convocação de uma constituinte e a elaboração de uma nova constituição perfaziam o panorama geral do ano de 1933. Neste ensejo, Vargas organiza visita aos Estados das regiões Nordeste e Norte, acompanhado de uma grande comitiva de políticos e jornalistas. O raid político-eleitoral do chefe do governo provisório e sua equipe dura cerca de um mês, sendo concluída em Belém (PA).

Ainda segundo BASBAUM (ibidem);

“O entusiasmo com que é recebido pelas populações do Norte e Nordeste,
Que o vêem pela primeira vez, mostra apenas o quanto as massas ainda
esperam dele, pois nada ainda haviam obtido. Mas Getúlio acredita que
aquilo significa – apoio incondicional. Assim acreditam também os futu-
ros deputados que mais tarde o elegerão Presidente da República. E esse
apoio dar-lhe-á a margem necessária para planejar a continuação no poder.”

Obras importantes para o Nordeste seco, paralisadas após a conclusão do triênio Epitácio Pessoa na presidência da república (1919 – 1921), foram fiscalizadas e muitas inauguradas quando da visita presidencial. A açudagem se constituía em um dos carros-chefe da campanha presidencial encetada pela comitiva comandada por Getúlio Vargas.

Neste ensejo, Vargas faria sua primeira visita a Mossoró. Entre os circunstantes presentes que compunham a comitiva presidencial, encontrava-se assessor do Ministério de Viação e Obras Públicas de nome Orris Barbosa.

Posteriormente, o jornalista Orris Barbosa lançou em 1935, pela Adersen-Editores, do Rio de Janeiro, interessante opúsculo por título “Secca de 32 – Impressões sobre a crise nordestina”, no qual analisa desde as tentativas frustradas de implementação dos reservatórios hídricos no governo Epitácio pessoa, além de outras políticas públicas de suma importância, aos efeitos catastróficos da grande seca que teve início em 1926 com breve intervalo em 1929 e recrudescimento total em 1932, enfatizando ainda a visita presidencial aos estados do Nordeste e do Norte do Brasil.

BARBOSA (p. 112), no capítulo intitulado “No alto sertão”, destaca a marcha batida em direção a Mossoró, frisando que a rodagem que interliga Assú à capital do oeste potiguar era regular. Destaca ainda que só à noite puderam alcançar o maior centro comercial do Rio Grande do Norte, na época, visitando, ainda o porto de Areia Branca, escoadouro natural dos produtos sertanejos.

Antes, em fevereiro de 1930, Mossoró havia sido palco de pregações revolucionárias capitaneadas pela caravana gaúcha liderada por Batista Luzardo. Até então, esta tinha sido a única oportunidade que os aliancistas haviam pregado em território mossoroense os ideais de renovação (ROSADO, 1996).

Na oportunidade, ainda não haviam galgado o poder, cujo feito foi proporcionado pelos desdobramentos trágicos da revolta de Princesa, quando do assassinato do presidente paraibano João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, vice-presidente da chapa encabeçada por Vargas no ensejo da disputa presidencial em 1930 (INOJOSA, 1980; RODRIGUES, 1978).

Conforme o Diário de Getúlio Vargas (1995, p. 238), no dia 13 de setembro de 1933 houve a partida da comitiva para Mossoró. A viagem foi feita pela Estrada de Ferro Central do Rio Grande do Norte. Antes, houve almoço em São Romão, num mato de oiticicas do sr. F.[Fernando] Pedrosa – vaquejada, visita à usina de algodão e à fábrica de óleo etc.

Corroborando o que Orris BARBOSA (ibidem) escreveu em seu clássico livro, Vargas destaca que até Mossoró prosseguiram de automóvel, onde houve recepção festiva, banquete e discursos.

Em edição do dia 31 de agosto de 1933, o jornal mossoroense O Nordeste, de propriedade de J. Martins de Vasconcelos, noticiou em primeira página a excursão presidencial do chefe do governo provisório pelo norte do País.

Destacava este veículo de comunicação que partia da capital federal, no dia 22 de agosto, no “Almirante Jaceguay”, a comitiva de Vargas, da qual faziam parte os ministros José Américo de Almeida e Juarez Távora, General Góes Monteiro, Comandante Américo Pimentel, sub-chefe da Casa Militar, Dr. Valder Sarmanho, da Casa Civil, bem como diversos repórteres representantes de diversos jornais cariocas.

Raimundo Jovino,Getúlio e Dix-sept Rosado em 1950 em almoço em Mossoró (Foto: Reprodução)

O jornal “O Nordeste” enfatizou ainda que a convite do Interventor potiguar Mário Câmara, Getúlio Vargas visitaria Mossoró, seguindo viagem via Caraúbas, indo, antes, até Porto Franco. Finalizava a matéria jornalística fazendo louvações à campanha da Aliança Liberal e reverenciando a memória de João Pessoa.

Em 18 de setembro “O Nordeste” voltava a destacar com estardalhaço matéria sobre a visita da comitiva de Vargas, desta vez com mais ênfase devido a permanência do chefe do governo provisório a Mossoró.

Às 18 horas do dia 13 de setembro, Getúlio Vargas, acompanhado de vários membros do seu gabinete, integrando também a comitiva o Interventor Mário Câmara, o Dr. Potyguar Fernandes, chefe de Polícia da Capital, além do Dr. Gratuliano de Britto, interventor Federal do Estado da Paraíba, dirigia-se ao palacete da Praça Bento Praxedes, o qual ficou conhecido por Catetinho.

Na oportunidade, grande multidão se concentrou intuindo conhecer de perto o chefe máximo do executivo brasileiro. Conforme ainda “O Nordeste”, duas alas de alunos das escolas da cidade, estendiam-se, com o povo, do Jardim Público, até o lugar do destino, feericamente iluminado, e onde a banda de música “Santa Luzia”, em coreto adrede preparado, executou o hino nacional para o chefe de governo e sua comitiva.

Todas as repartições públicas içaram a Bandeira Nacional, em sinal de extremo respeito à ilustre visita. À noite houve cinema campal na Praça João Pessoa.

O discurso, pronunciado antes do banquete no Palacete da Praça Bento Praxedes, foi realizado pelo Dr. Adalberto Amorim, juiz de Direito da comarca. O magistrado falou em nome das classes conservadoras do município, bem como do comércio local

Em agradecimento, Getúlio Vargas respondeu ao oferecimento do banquete com palavras lisonjeiras a Mossoró, prometendo atender necessidades urgentes, a exemplo da continuação do prolongamento ferroviário, baixa nos transportes do sal e seu aperfeiçoamento e abertura de porto. Concluiu destacando a importância industrial e comercial do município potiguar.

No dia 14 de setembro houve visita de parte da comitiva à salina Jurema, localizada às margens do rio Mossoró. Às 8 horas encerrou-se a visita do chefe do governo provisório. A comitiva partiu em trem especial da Estrada de ferro, até Caraúbas, seguindo para Lucrécia e depois com destino a Sousa (PB), onde inspecionaram as obras do açude de São Gonçalo.

Quando da campanha presidencial em 1950, Vargas retornou a Mossoró. Relembrou fatos da primeira estada demonstrando impressionante lucidez, como bem nos comprovou Raimundo Soares de Brito, presente ao encontro.

Deixou o historiador estupefato ao perguntar por Jonas Gurgel, prefeito de Caraúbas quando da visita como chefe do governo provisório. Era o testemunho impecável da memória excepcional de um homem que marcou significativamente e de forma indelével a História do Brasil.

José Romero Araújo Cardoso – Professor Adjunto do departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte

Prefeitura promete reformas e esquece Pça. Bento Praxedes

A Prefeitura de Mossoró realiza, no próximo dia 28, licitação para contratação de empresa para executar serviços de recuperação de várias praças públicas. A chamada pública consta no Jornal Oficial do Município (JOM) do dia 8 de setembro.

Praça Bento Praxedes, no centro da cidade, é uma das mais sofridas e seguirá esquecida em sua sujeira (Foto: Blog CS)

O processo licitatório conta com quatro lotes e contempla serviço de acessibilidade e manutenção da Praça Vigário Antônio Joaquim, localizada à Avenida Dix-sept Rosado, Centro; reforma e manutenção da Praça Raimundo Figueiredo Araújo, localizada à Rua Frei Damião, Conjunto Walfredo Gurgel;  reforma e manutenção da Praça São Vicente, localizada à Avenida Alberto Maranhão, Centro; e ainda reforma e manutenção da Praça Rodolfo Fernandes, localizada à Rua Coronel Gurgel, Centro.

No dia anterior, em 27 de setembro, a Prefeitura de Mossoró também realizará licitação para restauração e manutenção do canteiro central localizado na Avenida Augusto Severo, no Centro.

A contratação desses serviços faz parte do planejamento da Prefeitura de Mossoró para melhoria da infraestrutura e condições dos equipamentos municipais. A previsão é que até o fim do ano 35 obras estejam em andamento na cidade.

Com informações da Prefeitura Municipal de Mossoró.

Nota do Blog – A Praça Bento Praxedes, que há décadas é conhecida como Praça do Codó e há poucos anos incorporou também o apelido de “Praça do Relógio”, foi esquecida. Na verdade, esquecida está há tempos.

O Blog Carlos Santos já mostrou o quadro de abandono dia 25 de abril último. Fez o alerta, a municipalidade entendeu nossa preocupação, fez uma limpeza meia-boca, mas o quadro retornou logo à realidade que a foto constante na postagem mostra.

Desprezo demais. Passará a ser chamada também como “Praça do Desprezo!”

Leia também: Praça Bento Praxedes se transforma num piscinão fétido AQUI;

Leia também: Após alerta do Blog Carlos Santos, Prefeitura recuperará praças AQUI.

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Após alerta do Blog Carlos Santos, Prefeitura recuperará praças

A Secretaria de Infraestrutura anuncia que em até 30 dias inicia o trabalho em praças da cidade. A ação consiste em limpeza e recuperação de fontes e tem caráter emergencial.

Abandono completo entre a praça fétida e o ex-Teatro Lauro Monte Filho revelam face enojante do centro de Mossoró (Foto: Blog Carlos Santos)

O Departamento de Parques e Jardins da Secretaria já realizou levantamento de todos os locais que necessitam de manutenção.

Inicialmente o trabalho será realizado nas praças Bento Praxedes (Praça do Codó), Vigário Antônio Joaquim (Praça da Catedral) e Rodolfo Fernandes ( Praça do Pax).

Com informações da Prefeitura Municipal de Mossoró.

Nota do Blog – Isso. Excelente notícia, prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

Mais uma vez esta página dá demonstração, inequívoca, de que serve ao interesse público e colabora com a administração municipal, como já fizera com anteriores (nunca compreendido, que se diga).

Esta semana colocamos postagens mostrando cenário de abandono das praças Vigário Antônio Joaquim (veja AQUI) e Bento Praxedes (veja AQUI), cenário parecido com outras como a Rodolfo Fernandes (publicaremos postagem adiante), Praça do Museu etc.

Continuaremos em nosso papel, sendo mais útil do que os que preferem apenas fazer “assessoria de incenso” e oba-oba em prol do poder.

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Praça Bento Praxedes se transforma num piscinão fétido

A situação em que se encontra a Praça Vigário Antônio Joaquim, no centro de Mossoró, que o Blog Carlos Santos mostrou parcialmente no dia passado (veja AQUI), não é algo isolado nessa região central da urbe. Há outros casos igualmente repugnantes.

Enfim, outro documento irrefutável que aponta claro desleixo com a coisa pública.

Cenário na Praça Bento Praxedes é parecido com a Vigário Antônio Joaquim, centro da cidade (Fotos: Blog Carlos Santos)

A Praça Bento Praxedes, também conhecida como “Praça do Codó” e nos últimos anos também agregando o epíteto de “Praça do Relógio, reitera a tese de que não faltam recursos para manutenção desses equipamentos públicos, mas zelo.

Inexiste um pingo de respeito pelo contribuinte. Estamos diante da ausência absoluta de iniciativa da municipalidade para pelo menos limpar tamanha sujeira, em nome da saúde pública.

“Fonte”

A Bento Praxedes tem água jorrando no leito da rua e sobre a calçada. Também há água estagnada e fétida na outrora “fonte”, transformada num piscinão imundo.

À noite, a iluminação deficiente colabora para a insegurança. Não há policiamento ou guarda municipal para salvaguardar o patrimônio.

Seu processo de deterioração física também é avançado, num empreendimento reinaugurado em dezembro de 2011 (gestão Fafá Rosado-DEM, hoje no PMDB).

Pobre Mossoró!

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Periferia ganha bem inversamente proporcional ao seu voto

A Prefeitura de Mossoró vai inaugurar amanhã (quinta-feira, 19), a Área de Lazer do Conjunto José Agripino. A obra teve um custo de R$ 400 mil.

Já no início de dezembro, de 2011, a mesma prefeitura entregou à população mossoroense, no centro da cidade, a reforma da Praça Bento Praxedes (Praça do Codó), por quase R$ 1,3 milhão.

Praça Bento Praxedes ganhou maior esmero por sua localização...

A discrepância entre as duas realizações com recursos próprios não está apenas na diferença considerável de valores entre a obra da periferia e a que fica no Centro. A praça entregue ano passado é o triplo dessa mais nova.

Ambas, também, representam valores que deixam muita gente perplexa. Parecem visualmente injustificáveis. A Praça do Codó, a propósito, tem custo questionado pelo Ministério Público.

...E no Conjunto José Agripino há uso de estrutura de menor expressão

Outro detalhe chama nossa atenção: no centro, o luxo, o refino, o cuidado meticuloso e detalhista. Na periferia, mesmo com o valor vultoso, utilização de material primitivo e de menor qualidade. Um “arranjo” caríssimo.

Pelo visto, a periferia continua sendo tratado com menosprezo, recebendo apenas migalhas, apesar de sua contribuição sempre decisiva em cada eleição.

Pobre Mossoró!