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“Estado precisa invadir Alcaçuz”, diz especialista em Segurança

No cenário de tensão na penitenciária Estadual de Alcaçuz com a rebelião que já dura quatro dias, Ricardo Balestreri, ex-secretário acional de Segurança e atual professor de Gestão de Segurança Privada na Faculdade Estácio, Natal, afirma que o Estado não pode ficar inerte à situação como espectador e precisa agir de imediato no espaço interno do presídio.

“O Estado precisa ‘invadir’ o presídio de Alcaçuz com uso das tecnologias corretas. Não se pode assistir ao motim sem fazer nada”, alerta.

Balestreri: “É preciso estabelecer método rápido, retirando logo presos provisórios e os de menor periculosidade” (Foto: Web)

Para ele, o Governo não pode temer a ocorrência de um “segundo Carandiru”, e usar como motivo para a não atuação. “Só vão repetir a chacina no Carandiru se não fizerem da maneira correta. Uma coisa é invadir e controlar, outra é entrar para fuzilar”, coloca o professor. Na opinião dele, para esta invasão, como solução em curto prazo para o controle da penitenciária, devem ser utilizadas “armas não letais com a utilização progressiva e funcional da força”.

Após a entrada e controle da situação, conforme Balestreri, é necessário realizar um esvaziamento do presídio, em uma força tarefa com a atuação do Ministério Público, Tribunal da Justiça do RN, Defensoria Pública. “É preciso estabelecer um método rápido, retirando de imediato os presos provisórios e os de menor periculosidade”, afirma.

Em longo prazo, mas como prioridade, é necessário o Estado formar “grupos táticos de intervenção imediata para presídios”. “É preciso criar esses grupos especializados no controle de manifestações, e não precisar chamar a Policia Militar – que não possui essa especialidade. Invadir uma casa, não é mesmo que invadir uma penitenciária”, considera Balestreri.

Outra solução, já em ação futura, de acordo com o especialista, é fazer uso do método APAC (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados) para gestão das penitenciárias, contando com a parceria da sociedade organizada. “O Governo não pode achar que vai resolver tudo sozinho, sem o apoio da sociedade”, alerta.

De acordo com Ricardo Balestreri, é um erro comemorar a guerra e morte entre os presos, como se estivesse diminuindo o número de criminosos. “O leigo pode não saber, pode achar que é interessante que os bandidos se matem. Mas essas mortes fortalecem e tornam maiores as facções. Elas criam monopólios”, afirma o professor.

Nota do Blog – Balestreri fala como propriedade e o Governo Robinson Faria (PSD) não tem qualquer moral para contestá-lo, pois já o trouxe ao RN para ministrar curso “O novo projeto de Segurança Pública do Rio Grande do Norte e a importância dos operadores na formação de novos paradigmas”, em 2015. Mas a ideia terminou não tendo sequência. Robinson preferiu delirar com Ronda Cidadã e experiência em Bogotá.

Como é bom ouvir a voz de especialista, afirmando exatamente o que temos defendido aqui desde o início do conflito: o Estado não pode ficar do lado de fora, esperando que as facções resolvam suas diferenças. Quem vencer lá sairá mais fortalecido para fazer o mesmo aqui fora.

Também é interessante ouvir o especialista afirmar o que comentamos há muito tempo: os que comemoram a carnificina, inocentemente não percebem que elas fazem sua “justiça”, mas não em nome da revolta do cidadão de “bem”, mas em nome de seus próprios valores e normas.

Obrigado, Balestreri.

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PCC ataca Guarda Municipal e faz ameaça a governo do RN

Cartaz foi deixado em Fortaleza-CE após ataque (Foto: Tribuna do Ceará)

Do Tribuna do Ceará

O prédio onde abriga a sede da Guarda Municipal de Fortaleza, localizado na Rua Francisca Clotilde, no Bairro Rodolfo Teófilo, foi alvo de atentado na noite desta segunda-feira (16). De acordo com a Polícia Militar, quatro homens armados chegaram ao local em duas motocicletas e efetuaram vários disparos contra a fachada do prédio.

Conforme apurado pelo programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT, no momento do tiroteio haviam três guardas realizando a segurança do prédio, mas ninguém ficou ferido. Equipes da Polícia Militar e da Guarda Municipal realizaram buscas nas proximidades da sede e pelo menos três suspeitos, que não tiveram a identidade revelada, foram presos.

Cartaz

Apesar do atentado, outra ação também chamou atenção dos policiais e guardas municipais. Durante o tiroteio, os criminosos deixaram em frente ao prédio um cartaz em nome a maior facção criminosa do país, o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A mensagem afirmava que caso o governo do Estado do Rio Grande do Norte mexesse com integrantes da facção, novos atentados iriam surgir. “Se o governo do Estado do Rio Grande do Norte mexer com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) no presídio de Alcaçuz, o Brasil todo vai estralar. Assinado: PCC – 1533”, relata o cartaz.

Saiba mais clicando AQUI.

Nota do Blog – Hoje pela manhã e à tarde existiram novas escaramuças envolvendo presos ligados ao PCC e rivais no Presídio de Alcaçuz. Pressão é para que todos do PCC sejam removidos. Tensão pode gerar mais conflitos e mortes.

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Governo admite indenizações para famílias de presidiários

O Governo do Estado do RN começa a se movimentar em relação às consequências financeiras (ônus) para o erário, com dezenas de mortes e vários feridos com rebelião no Presídio de Alcaçuz, em Nísia Floresta.

Wilkie admite custo com mortes e feridos (Foto: arquivo)

Com notícias correndo na imprensa nativa e nacional, o Governo emitiu há pouco uma nota oficial sobre o tema.

Nota – I ndenizações

É preciso esclarecer que o Estado do Rio Grande do Norte não está tratando, no momento, de indenizações para famílias dos presidiários que vieram a óbito na rebelião de Alcaçuz, no município de Nísia Floresta, região Metropolitana de Natal, no último sábado (14).

Segundo o procurador geral do Estado, Francisco Wilkie, a primeira etapa é avaliar as causas e as consequências da rebelião.

“Temos que saber, além dos números de óbitos, o número total de feridos, avaliando cada caso separadamente. Quanto à posição dos tribunais, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem posição sedimentada no sentido de que a responsabilidade do Estado é objetiva. No Supremo Tribunal Federal, o tema está sob repercussão geral, ou seja, ainda não há uma definição e, quando houver, valerá para todo o país”, afirma.

“É importante deixar claro que aqui no RN, não foi falado em direito absoluto, nem em prazo, nem em valor”, finalizou o procurador geral do Estado, Francisco Wilkie.

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Líderes de chacina depõem e devem ser transferidos do RN

A Polícia Militar, com apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE) e Grupo de Escolta Penal (GEP), removeu cinco detentos apontados como chefes da rebelião no Presídio de Alcaçuz.

Eles foram levados para a Polícia Civil, sendo ouvidos sobre a rebelião que se transformou em chacina.

Itep recolheu corpos em Alcaçuz e começou a fazer primeira identificações (Foto: divulgação)

Os presos foram identificados como: Paulo da Silva Santos; João Francisco dos Santos; José Cândido Prado; Paulo Márcio Rodrigues de Araújo; e Tiago Souza Soares.

Durante a ação, também foram retiradas do presídio armas brancas e armas de fogo de fabricação caseira.

Os líderes serão removidos para outro presídio, provavelmente uma unidade federal fora do estado.

Mais mortos

Governo trabalha ainda com hipótese de que existam mais de 26 mortos, mas não sabe precisar número exato.

Por enquanto, não admite oficialmente que tenha ocorrido alguma fuga durante o motim.

Outra dúvida é quanto ao número de internos. Essa recontagem ainda está sendo feita.

O Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP) confirmou a identificação de quatro dos 26 corpos retirados da penitenciária, são eles: Jefferson Pedroza Cardoso; Anderson Barbalho da Silva; George Santos de Lima; e Diogo de Melo Ferreira. Todos foram identificados por comparação de digital através dos exames papiloscópicos.

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Robinson vai pedir socorro a Brasília para crise prisional

O  governador Robinson Faria (PSD) voa com destino a Brasília amanhã (terça-feira, 17).

“Amanhã estarei em Brasília para uma reunião com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes”, informa ele.

“Vamos solicitar que o Governo Federal reforce o efetivo da Força Nacional para o enfrentamento à crise instalada no sistema penitenciário”, acrescenta.

“Também solicitei uma audiência com o presidente Michel Temer para tratar sobre a situação”, diz ainda.

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Fugitivos presos dizem que rebelião tem mais de 100 mortos

Dois fugitivos do Presídio de Alcaçuz, presos em São Bento-PB na manhã dessa segunda-feira, 16 de Janeiro de 2017,  atestam que mortes passam de 100 no local.

Dizem que fugiram em meio à rebelião, desmentindo Governo do RN, que tinha informado não ter existido qualquer fuga.

Até o momento o governo Robinson Faria (PSD) não admite nem desconsidera a hipótese de fuga.

Em entrevista coletiva no domingo (15) à noite, representantes do Governo tinham informado que não ocorrera qualquer fuga.

Os marginais presos são assaltantes de banco. Um, de prenome Andrei”. Outro, “João Bosco”, apelidado de “Matuto”.

Os dois integram o grupo criminoso Primeiro Comando da Capital (PCC).

Nota do Blog – A informação passada pelos presos merece maior averiguação e dados oficiais.

Se fugiram em meio à rebelião, não possuem o pleno conhecimento do que aconteceu por lá. É mais um “ouvi dizer”, outro “achismo”.

Cautela, pois.

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Alcaçuz amanhece com possibilidade de nova chacina

Presídio de Alcaçuz amanhece conflagrado novamente.

Presos em efervescência, parecem preparar nova carnificina.

Muitos estão soltos sobre os telhados dos pavilhões.

Agentes penitenciários, prudentemente, já deixaram a parte interna do presídio.

Governo aguarda, fora, que terminem o serviço iniciado na chacina de sábado (14) para domingo (15).

Tá tranquilo, tá favorável.

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Governo do RN confirma 26 mortos em rebelião de Alcaçuz

A rebelião (veja AQUI) controlada na manhã de hoje (15), no Presídio de Alcaçuz em Nísia Floresta, resultou na morte de 26 detentos. Número confirmado pelo secretário de Segurança e Defesa Social do RN, Caio César Bezerra. Em entrevista coletiva à noite de hoje, representantes do Governo do Estado deram mais detalhes.

Ao longo do dia, vários áudios e notícias postadas em setores da imprensa e redes sociais, apontavam para matança acima de 100 presidiários, além de fugas. Os números ficaram bem abaixo do alarde irresponsável que se promoveu.

Na entrevista coletiva em Natal, foram apresentadas mais informações sobre a atuação dos órgãos de segurança pública do Estado na contenção da rebelião no presídio de Alcaçuz, no município de Nísia Floresta, na grande Natal.

Entrevista coletiva falou em números de mortos, mas há ainda muitas interrogações (Assecom do Estado)

De acordo com as secretarias de estado da Segurança Pública (Sesed) e Justiça e Cidadania (Sejuc), o motim está sob controle. Foram contabilizados 26 óbitos. No final da tarde, o próprio Governo emitiu nota falando em 27 corpos.

Nenhum policial, agente de segurança ou servidor do estado sofreu danos físicos.

A equipe do Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP) reforçou a estrutura para receber os corpos. O Itep está com quatro equipes de criminalística, cinco necropapiloscopistas, quatro identificadores criminais, quatro arquivistas criminais, quatro médicos legistas, dois odontolegistas, além de duas psicólogas e uma assistente social para o acolhimento aos familiares das vítimas.

Também foi contratado um caminhão frigorífico para manter os corpos conservados durante o processo de exames periciais e de identificação humana.

“Vamos trabalhar para agilizar a identificação das vítimas através de necropsia, arcada dentária ou DNA. Pelo estado dos corpos, alguns com muitas perfurações e decapitados, precisamos de tempo para identificar as vítimas. Nossa expectativa é concluir os laudos em até 30 dias”, explicou o diretor geral do ITEP, Marcos Brandão.

Situação em Alcaçuz

Sobre a situação em Alcaçuz, o secretário de estado da Segurança Pública, Caio Bezerra informou que o policiamento na unidade permanece reforçado na área externa e guaritas. “A Polícia Militar e a Força Nacional estão patrulhando o perímetro para prevenir fugas. Temos um planejamento e continuaremos colocando em prática para evitar que novos motins aconteçam”, disse.

De acordo com o titular da Sejuc, Wallber Virgolino, alguns responsáveis pela rebelião foram identificados.

“O monitoramento continua e estamos avaliando. Caso necessário, faremos as transferências dos grupos e líderes que participaram do motim para outras unidades prisionais”, declarou o secretário.

Também estiveram presentes à coletiva, o comandante geral do Corpo de Bombeiros, Sócrates Vieira; delegado geral adjunto da Polícia Civil, Correia Júnior; e o subcomandante da Polícia Militar, Ulisses Paiva.

Com informações do Governo do Estado.

A tímida passagem do governo por Mossoró

A agenda do governador Robinson Faria (PSD), em Mossoró, foi muito tímida, sob do ponto de vista de ações administrativas – para quem praticamente abandonou a cidade, durante os dois primeiros anos de mandato.

Isso é até compreensível para um governo que, na pratica, não tem o que mostrar.

Alguns engodos, anunciados com pompas, chegam a insultar a inteligência e a paciência dos cidadãos mossoroenses. Um deles é a reforma do aeroporto de Mossoró e o anúncio de que teremos voos diários a partir de abril.

Rosalba e Robinson: faz-de-conta (Foto: Arquivo)

Mas, isso não é tão simples assim. Depende ainda de condições técnicas severas que precisam ser adequadas, junto aos órgãos controladores e reguladores de aeroportos no Brasil (Anac, cindacta III etc.). Não existe um estudo sério sobre a sua viabilidade econômica.

Até mesmo, os horários de voos anunciados são inadequados para quem pretende ir a Recife a negócio. Mas, estranhamente, a paternidade do “feito” já está sendo disputada entre o ex-prefeito Francisco José Júnior (PSD), a atual prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e o próprio governador Robinson Faria (PSD).

Os três juntos nunca foram capazes de fazer funcionar com dignidade e, minimamente, sequer a Rodoviária de Mossoró. Pasmem!

Outro engodo é a implantação do programa “Ronda Cidadã”.

O governo do RN não tem efetivo suficiente para garantir a segurança mínima do Estado – que bate recordes de violência, fugas, assaltos, roubos, e assassinatos. Não tem verbas e nem orçamento que possam suprir as diárias operacionais necessárias, com pagamentos em dia, aos policiais.

Não conseguiu fazer ainda funcionar regularmente o Ronda Cidadão em Natal, imaginem aqui em Mossoró, cuja segurança está entregue à própria sorte.

Tudo isso, é puro espetáculo de mídia e geração de falsas expectativas.

NA VERDADE, o governador veio a Mossoró para marcar espaço político na disputa com a prefeita Rosalba Ciarlini – na tentativa de minimizar o possível avanço do Rosalbismo ou até, quem sabe, tê-la ao seu lado no futuro (algo pouco provável – veja AQUI) na região.

Em ambos os lados, ficou evidente o foco dessa disputa: o governador Robinson Faria quer dar projeção pontual e privilegiada à primeira-dama e secretária de Estado da Sethas, Julianne Faria; e a prefeita Rosalba Ciarlini tem como prioridade política de sua gestão a promoção de sua filha e secretária do Desenvolvimento Social e Juventude, Lorena Ciarlini (veja AQUI).

Os dois estão de olho nas eleições de 2018, para elegerem suas protegidas. A largada já foi dada.

Enquanto isso, a gestão pública vai sendo tocada de forma precária, sem planejamento efetivo, eivada de enganações, mentiras e descaso com o cidadão. Infelizmente.

Mossoró tem o que merece!

SECOS & MOLHADOS

Vaias – É bem verdade que o deputado Galeno Torquato (PSD) deve muitas explicações aos seus eleitores mossoroenses. Por outro lado, não é ético que parlamentares, que se acham prejudicados com a vitória expressiva de Galeno, em Mossoró, organizem claques para o vaiarem, por ocasião da visita do ministro da Saúde ao HRTM, na última semana (veja AQUI).

Atraso – Os servidores públicos municipais, filiados ao Sindiserpum, vão realizar assembleia geral na terça-feira (17) – veja AQUI, para decidirem o que fazer diante do atraso de salário de novembro, dezembro e parte do 13º salário. Nos bastidores do sindicato, há uma indignação generalizada com a falta de informação do governo Rosalba Ciarlini (PP), a respeito do assunto, e os filiados consideram que o descaso da prefeita precisa de uma resposta rápida e eficaz.

Polo – O governador Robinson Faria anuncia a construção de mais um presídio em Mossoró. Com isso, Mossoró vai se transformando noprincipal polo prisional do Estado. A estratégia é que as prisões têm que ficar bem longe do polo turístico de Natal e também do polo industrial da Grande Natal.

Presídio Federal foi usado como bandeira de campanha de Rosalba Ciarlini; hoje, melhor o silêncio (Foto: arquivo)

Os políticos e governantes locais não reagem minimamente a isso. Talvez, porque achem que o polo prisional seja mais lucrativo do que os polos turístico e industrial. Gente que reclamou do Presídio Federal no passado, hoje se cala. Caso da hoje prefeita Rosalba Ciarlini, que na disputa do Governo Estadual em 2010, era contrária.

Chacina – A rebelião de Alcaçuz, que resultou na chacina de vários presos, é um caos anunciado. Isso é apenas a espoleta da bomba-relógio que está prestes a explodir, se não for tomada nenhuma atitude severa, eficaz e urgente por parte das autoridades competentes.

Calamidade – O que está acontecendo em Alcaçuz é a falência total do sistema penitenciário do Rio Grande do Norte. Déficit de vagas, falta de estruturas, fugas, violências, calamidade total, corrupção: esse é o cenário da realidade das prisões do RN, detectadas desde março de 2015. Quase dois anos depois, a coisa só piora. Enquanto as facções planejavam a rebelião de Alcaçuz, engodos como o “Ronda Cidadã”, em Mossoró, jogavam pelo ralo o dinheiro do contribuinte, numa jogada midiática para favorecimentos políticos futuros.

Déficit – De acordo com a Secretaria de Justiça (SEJUC), o RN possui 33 unidades prisionais, que oferecem 3.500 vagas. Tais unidades abrigam, hoje, mais de 8 mil presos. Um déficit de cerca de 4.500 vagas. Alcaçuz, que abriga mais de 1 mil presos (tem capacidade de abrigar, apenas, 620 presos), só no ano passado, registrou a fuga de 100 presos (10%).

Juros – A redução da Taxa Selic em 0,75%, pelo Banco Central, na última semana, foi motivada pelo recuo da inflação. Esta, por sua vez, foi o resultado da recessão econômica em que vive o País, sendo pressionada pelo endividamento e desemprego. Baixou a febre, mas, a taxa de juros reais do Brasil ainda é a maior do planeta.

* Veja coluna anterior clicando AQUI.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa

Rebelião em Alcaçuz tem pelo menos dez mortos até aqui

Do portal G1 e Blog Carlos Santos

Policiais militares e agentes penitenciários vão esperar o dia amanhecer para entrar nos pavilhões da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, onde acontece uma rebelião desde a tarde deste sábado (14). Segundo o Governo do Rio Grande do Norte, até as 21h, pelo menos 10 presos morreram na rebelião.

Alguns dos assassinados foram decapitados e cabeças jogadas no pátio.

Alcaçuz é o maior presídio potiguar. A área externa já está sob o controle das autoridades, segundo a Polícia Militar. As saídas foram bloqueadas e o Corpo de Bombeiros está fazendo barricadas no local.

Rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçuz começou no final da tarde de hoje (Foto: Andréa Tavares/G1)

Segundo a presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Vilma Batista, homens em um carro se aproximaram do presídio antes da rebelião e jogaram armas por sobre o muro.

“A intervenção é impossível agora. No momento estão todos soltos lá dentro, e armados. Nossa missão é evitar que ele saiam”, declarou o major Camilo, da PM.

Do lado de fora do presídio, que está às escuras, se ouvem muitos tiros e é possível ver muita fumaça. Segundo nota emitida pelo Governo do Estado, a rebelião teve início por volta das 17h, partiu de uma briga entre presos dos pavilhões 4 e 5 e está restrita aos dois pavilhões.

Nas redes sociais há horas são espalhadas informações sobre o fato, até com áudios e vídeos revelando o cenário aterrador em Alcaçuz.

Veja abaixo, Nota à Imprensa do Governo do Estado sobre o caso:

NOTA À IMPRENSA

A respeito da rebelião em curso no presídio de Alcaçuz, na região metropolitana de Natal-RN, o Governo do Rio Grande do Norte esclarece que:

1. A rebelião teve início por volta das 17h, partiu de uma briga entre presos dos pavilhões 4 e 5 e está restrita aos dois pavilhões. Estão sendo levantadas informações acerca do envolvimento de facções criminosas. A polícia está trabalhando no local para a contenção da rebelião.

2. Não há registro de fugas;

3. As informações quanto ao números de mortos e feridos estão em levantamento, com pelo menos 10 mortes confirmadas até o momento;

4. Desde o início da noite, o governador do Estado do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, está no Gabinete de Gestão Integrada (GGI), com o secretário de Segurança Pública, Caio César Bezerra; o secretário de Justiça e Cidadania, Wallber Virgolino; o presidente do Tribunal de Justiça, Expedito Ferreira; o procurador geral de Justiça do RN, Rinaldo Reis; o comandante da PM, André Azevedo; e representantes das polícias civil e federal, Polícia Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros e Força Nacional, no comando das medidas para a contenção e resolução do problema nas próximas horas;

5. O governador Robinson Faria entrou em contato com ministro da Justiça, Alexandre de Morais, para que o Governo Federal acompanhe a situação do Estado, e pediu reforço da Força Nacional no lado externo do presídio, o que foi autorizado prontamente;

6. Não há registro de nenhuma ação externa aos presídios. O problema está restrito a Alcaçuz e a população pode seguir com suas atividades dentro da normalidade.

Assecom/Governo do RN.

Veja mais detalhes AQUI.

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Governo dá explicações sobre novas rebeliões em presídios

O Governo do Estado emite Nota de Esclarecimento à população, tratando de novas rebeliões em presídios do Estado. Nesse sábado (7), a tensão voltou aos presídios Raimundo Nonato em Natal e Alcaçuz em Nísia Floresta (veja AQUI).

Veja abaixo a nota do Governo:

A respeito dos recentes acontecimentos registrados nos presídios de Alcaçuz, em Nísia Floresta, e Raimundo Nonato, na zona norte de Natal, o Governo do Estado presta os seguintes esclarecimentos:

1. Os motins registrados no sábado (7) se deram em virtude de uma intervenção realizada nos presídios para identificação de possíveis túneis para fugas. Um túnel foi localizado em Alcaçuz;

2. Hoje a situação está controlada, os detentos que estavam rebelados encontram-se sob controle e aguardando a limpeza das áreas danificadas para retorno às celas;

3. As providências para reparos dos setores depredados, tanto em Alcaçuz quanto no presídio provisório Raimundo Nonato, já foram tomadas. Medidas como colocação de grades, recuperação de paredes e limpeza;

4. Não houve registro de nenhum ferido durante as ocorrências.

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Justiça e Cidadania, está empenhado em restabelecer a ordem no Sistema Carcerário do Rio Grande do Norte, com o apoio da Secretaria de Segurança, para minimizar os conflitos e manter o controle nas unidades prisionais do estado.

Ressaltando que o Estado de Calamidade de 180 dias declarado pelo Estado (Decreto inicial de 17 de março de 2015, de acordo com o artigo 64, V e XXI da Constituição Estadual), foi renovado por mais 180 dias e continua vigorando até fevereiro de 2016, visando legitimar a adoção e execução de medidas emergenciais que se mostrarem necessárias ao restabelecimento do Sistema.

Presos provocam rebelião em dois presídios da Grande Natal

Presos se rebelam na tarde deste sábado (7) em dois presídios da Grande Natal. Vídeos gravados por policiais militares e por agentes carcerários mostram que os internos se amotinaram no pavilhão 2 da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, que fica em Nísia Floresta.

Já no Presídio Provisório Raimundo Nonato, mais conhecido como Cadeia Pública de Natal, os detentos da ala B atearam fogo em várias celas.

Secretário de Justiça e da Cidadania, o advogado Cristiano Feitosa confirmou ao G1 que o quebra-quebra deste sábado começou após a descoberta de um túnel escavado a partir do pavilhão 2.

“Assim que acabou a visita social, por volta das 15h, os presos se amotinaram”, acrescentou.

Saiba mais informações AQUI.

Mortes, rebeliões, fugas e saída de secretário

O sistema prisional do Rio Grande do Norte contabiliza 18 mortes este ano, além da própria situação de calamidade.

O secretário de Estado que trata da pasta, Edilson França, pediu demissão há semanas e o Governo não consegue um substituto.

A quantidade de fugas, rebeliões e de túneis que são descobertos regularmente, sobretudo no Presídio de Alcaçuz, em Nísia, Floresta, chega a números risíveis.

Falta acontecer o quê?

Sistema prisional está ruim e tende a piorar

Sistema prisional está ruim. Vai piorar.

A interdição à chegada de novos presos no Presídio de Alcaçuz (veja AQUI), só reforça isso.

No dia que ajustarem a legislação, como Lei de Execuções Penais, com preso produzindo algo, melhora.

Não há ressocialização ou socialização no esgoto.

No esgoto, os ratos patinham, se esmeram na sobrevivência a qualquer preço e custo.

Só.

Justiça determina que Alcaçuz não receba mais presos

A direção da Penitenciária Estadual de Alcaçuz não poderá mais receber presos, até que a lotação esteja dentro do máximo permitido. A determinação vem por meio da portaria 001/2015, assinada pelo juiz José Ricardo Arbex, que integra a comissão de magistrados.

Essa comissão foi destacada para agir em um mutirão voltado à Execução Penal, no município de Nísia Floresta, onde se localiza o presídio que continua em funcionamento, mas sob interdição parcial.

“Determinamos isso por uma questão de segurança pública, pensando na coletividade. A situação em Alcaçuz já passou do limite. É um barril de pólvora, que, se ‘explodir’, é a população que vai sentir”, justifica o juiz, que também fixou multa de mil reais por detento que seja recebido na unidade sem a autorização judicial.

MPRN

A interdição é resultado de um requerimento feito pelo Ministério Público do RN (MPRN).

“Não temos como autorizar a entrada de mais nenhum detento no local. O Judiciário não pode mais fazer o papel do executivo. O Governo deve construir penitenciárias o mais urgente possível. Para onde serão levados esses novos presos não saberemos dizer. Caberá ao Poder Executivo”, enfatiza o magistrado.

Segundo Arbex, o último relatório obtido pela comissão de juízes identificou que o presídio está com quase mil detentos, quando a lotação máxima é de 620 e, de acordo com o juiz, nesta semana, mais 30 detentos seriam levado a Alcaçuz. “Não temos como dar com exatidão a lotação atual, porque havia o recebimento de presos constantemente. Sem falar nos presos provisórios, que chegam a 20 no momento”, alerta o magistrado.

De acordo com Arbex, a meta é que esse quantitativo excedente seja reduzido por meio do mutirão de juízes que pretendem dar celeridade a processos de presos que, por exemplo, já tem direito à progressão penal. “No mais, queremos crer que o Estado fará o seu papel”, define o magistrado.

Com informações do TJRN.

Deputado alerta para novas fugas em Alcaçuz

O deputado Kelps Lima (SDD) fez um alerta ao Governo do Estado, durante sessão plenária nesta terça-feira (19), sobre a possibilidade de novas fugas no presídio de Alcaçuz, em Nísia Floresta. De acordo com o parlamentar, as informações são do juiz titular da Vara de Execução Penais de Natal, Henrique Baltazar.

“Em diálogo com o juiz, fui informado sobre a existência de um relatório elaborado pelo Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) relatando sobre a quebra dos muros internos dos pavilhões do presídio de Alcaçuz e a possibilidade de novas fugas envolvendo reféns”, disse Kelps.

Sugestão

O parlamentar fez uma sugestão para que o Executivo estadual se reúna com o juiz e com o BPChoque no intuito de adotar as medidas necessárias para conter as possíveis fugas e a quebra dos muros da unidade prisional.

“Faço o alerta na expectativa que, dessa vez, o Governo tome as providências cabíveis, haja vista que os alertas iniciais não surtiram efeito. Uma nova fuga em massa, além de trazer insegurança à população, decreta o absoluto colapso do sistema prisional do Estado”, declarou o deputado.

Com informações da AL.

TJRN designa três juízes para execução penal

O presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, desembargador Claudio Santos designou três juízes criminais para atuarem, a partir de 18 de maio, na Vara de Execuções Penais da comarca de Nísia Floresta, responsável pela apreciação dos processos dos apenados da Penitenciária de Alcaçuz, a maior do RN.

Foram designados os juízes Andreo Nobre Marques, Cinthia Cibele de Medeiros e José Ricardo Arbex, que terão os processos redistribuídos entre si. A disposição consta na Portaria nº 763/2015 publicada na edição do Diário da Justiça Eletrônico (DJe) do dia 12 de maio.

Na mesma edição do DJe, por meio da Portaria nº 764/2015, a Presidência revogou portaria anterior que havia designado o juiz Henrique Baltazar Vilar dos Santos para atuar na comarca de Nísia Floresta.

Dessa forma, o magistrado ficará com atuação exclusiva na 12ª Vara de Execução Penal de Natal, jurisdição de sua titularidade, em razão de terem cessado os motivos determinantes de sua designação inicial, a partir do reforço dos magistrados na comarca de Nísia Floresta.

 

Fugas em massa e outros problemas da segurança “vão piorar”

O secretário de Justiça e Cidadania do Estado – Edilson Nobre – admite que “não há muito o que fazer” no sistema prisional e o quadro “vai piorar”.

Tudo isso o Blog tem dito e repetido há tempos, enfrentando a lufada de ufanismo e desinformação que propagam no Rio Grande do Norte.

A realidade é muito mais dura do que se diz e divulgam.

São fugas em massa de Alcaçuz, assaltos, homicídios, considerável déficit de homens nas polícias Civil e Militar, Itep sucateado e sem profissionais e até racionamento de munição.

Problemas gerados lá atrás que agora explodem com tudo no colo do governador Robinson Faria (PSD).

Ontem mesmo, Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público do RN (MPRN) anunciaram ação por improbidade contra a ex-governadora Rosalba Ciarlini (DEM). Ela devolveu recursos federais (veja AQUI) para construção e recuperação de vários presídios, proporcionando o cenário que hoje testemunhamos no sistema prisional.

Discurso de otimismo não resolve. Pode até piorar o quadro, alimentando um cenário irreal e causando em breve uma revolta incontida da população, sentindo-se ludibriada.

Anote, por favor.

Nota do Blog – Demitiram Dinorá Simas, diretora do Presídio de Alcaçuz. E daí?

E daí, nada.

Botem Rambo e o Homem de Ferro na direção e os problemas vão continuar.

Dia começa com nova fuga de presos de Alcaçuz

Do Tribuna do Norte online

A penitenciária estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, teve mais uma fuga. Entre a noite de ontem e madrugada de hoje (22), detentos do pavilhão 2 deixaram a unidade utilizando um túnel. Ainda não há a confirmação sobre quantos presos conseguiram escapar.

Segundo a diretora da unidade, Dinorá Simas, o túnel utilizado para a fuga fica próximo ao outro que deu acesso a 32 presos para a área externa do maior presídio do estado, no dia 6 de abril.

“Não sabemos quantos fugiram. Estamos esperando o reforço para entrarmos e fazermos a contagem”, explicou Dinorá Simas.

Ainda segundo a diretora do presídio, um preso já foi recapturado e trazido de volta à unidade. A Polícia segue em diligências em busca dos demais presos. Na manhã de hoje os agentes penitenciários farão a recontagem e identificação dos presos que deixaram a unidade.

Nota do Blog (12h44) – A direção da Penitenciária Estadual de Alcaçuz confirmou que 34 presos fugiram da unidade prisional.

Juiz diz que situação de inseguraça “vai piorar e muito”

Por Daniela Freire (O Jornal de Hoje)

O juiz de Execuções Penais Henrique Baltazar publicou nas redes sociais que havia alertado pessoalmente ao governador Robinson Faria sobre a possibilidade de uma fuga iminente em Alcaçuz.

Em sua página no Facebook, hoje, ele escreveu:

“Mais uma vez acontece o que eu avisei que aconteceria. Neste caso, avisei diretamente ao governador Robinson, além de ter dito nas redes sociais. E se o governo do RN continuar com a mesma política de segurança a situação vai piorar.”

“Vou repetir: o Estado não controla o interior dos presídios. Não basta reconstruir vagarosamente o que foi destruído. Ou o governo age com mais coragem e vontade, ou a situação de insegurança dos potiguares vai piorar e muito. Os problemas do sistema prisional repercutem em muito na segurança pública. Discurso não resolve o problema da insegurança pública. São necessárias ações”.