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Assembleia Legislativa aprova novo Proadi com emendas

A Assembleia Legislativa aprovou hoje, com emendas, Projeto de Lei que dispõe sobre a reformulação do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Norte (PROADI). O projeto foi aprovado à unanimidade e recebeu cinco emendas apresentadas pelos parlamentares, durante tramitação pelas Comissões temáticas da Casa.

Deputados apontaram importância da matéria (Foto: Eduardo Maia)

Durante a discussão do PROADI os deputados avaliaram a medida de incentivo ao setor industrial: “O projeto chega num momento crucial para quem está na atividade industrial, tendo em vista as dificuldades financeiras que vem penalizando os setores. Este incentivo é importante para aqueles que vem dando sua colaboração para a geração de empregos e riqueza no Rio Grande do Norte”, afirmou o presidente da Assembleia, deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PMDB).

Líder governista na Casa, o deputado Fernando Mineiro (PT) enalteceu o trabalho das Comissões: “O projeto tramitou por todas as comissões e chega num momento em que o Rio Grande do Norte, que já tem uma posição boa, mais se fortalece nesta disputa do HUB da LATAM”, afirmou Mineiro.

Microempreendedores

Das emendas apresentadas ao projeto, duas foram encartadas pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e três pela Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF). Na CCJ destacam-se as emendas que propõem a inclusão no benefício dos microempreendedores e das empresas agroindustriais, e outra que estabelece que as empresas inseridas no programa devem permanecer no Estado, após o término do contrato, por um período mínimo de 20% do prazo de fruição do benefício.

A CCF emendou o projeto com proposta para que as empresas industriais enquadradas no Simples Nacional, que estejam aderindo ao Proadi, não percam os benefícios fiscais durante o processo de migração para o Regime de Contribuinte Normal, sob pena de ressarcir parte dos incentivos percebidos. Podem usufruir dos benefícios do Proadi tanto os empreendimentos novos, como empresas já existentes que queiram ampliar sua capacidade produtiva.

Com informações da AL.

Ambev anuncia fechamento de fábrica e Governo emite nota

O grupo Ambev, cervejaria que é a maior do país no seu ramo, anunciou que vai fechar sua unidade no Rio Grande do Norte. Na verdade, desde a gestão Rosalba Ciarlini que essa ameaça era feita.

Ela trabalha com capacidade bastante reduzida e foi beneficiada com vantagens fiscais para instalação no Rio Grande do Norte.

O Governo Robinson Faria (PSD) emitiu nota sobre o caso, dando posição oficial sobre o assunto.

Em relação ao anúncio do provável fechamento de unidades da Ambev no Rio Grande do Norte, assim como também em São Paulo e Sergipe, o Governo do Estado do Rio Grande do Norte lamenta a decisão da empresa, principalmente pelos empregos que serão perdidos. Mas é preciso prestar os seguintes esclarecimentos:

1. Desde 2013 a Ambev vem anunciando sua intenção de encerrar suas atividades industriais no Rio Grande do Norte, que hoje se restringem à produção do litrão de cerveja com expediente de uma a duas vezes por semana;

2.       Em agosto desse ano, novamente a Ambev tornou pública essa pretensão. Nessa ocasião, a empresa alegou a falta de concessão do benefício fiscal do Proadi, um incentivo de natureza industrial, concedido pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, que dispensa o pagamento do ICMS pelo produtor;

3.       O Governo do Estado está de portas abertas para a concessão de tal benefício a esta e outras empresas de natureza industrial, inclusive anunciando que o Proadi ampliou-se no formato que está sendo apreciado pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte;

4.       Por outro lado, sublinhamos que o ajuste fiscal estadual adotado pelo Rio Grande do Norte e demais estados brasileiros, o qual foi aludido como uma das motivações que influenciou a decisão, não tem peso algum sobre a atividade industrial. Ele alterou alíquotas somente nas operações de consumo local. A esmagadora maioria do abastecimento de nosso consumo é produzida fora de nossas fronteiras, e onde quer que seja fabricado, o tratamento interno será o mesmo para qualquer fornecedor. Caso a indústria resolva produzir dentro do nosso estado, somente nesses casos haverá um regime profundamente diferenciado de tributação, o Proadi, que alivia por completo a carga tributária do ICMS que seria arrecadada diretamente pelo estado.

Por fim, destacamos que é uma política estrutural do Governo o total apoio às atividades econômicas e à geração de emprego. Trata-se de um princípio que norteia todas as ações do Estado. O Governo do Estado está aberto ao entendimento com a Ambev, com vistas à manutenção e, até, ampliação, dos empregos gerados por esta indústria no estado.

Governo do RN

Governo renova concessão de apoio às indústrias

A Governadora Rosalba Ciarlini (DEM) assinou na tarde desta terça-feira (30), na Governadoria, a concessão e renovação do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Norte (Proadi) para oito empresas.

O evento contou com a participação dos secretários chefe do Gabinete Civil, Carlos Augusto Rosado, da Infraestrutura, Kátia Pinto, e do diretor-presidente da Caern, Yuri Tasso, e representantes da companhia, além de empresários.

As empresas beneficiadas com o Proadi são a Petrobras Biocombustível,  Clasquil, Cal Norte Nordeste, PreMoldes Indústria e Comércio, Sterbom filial, Mineradora Nosso Senhor do Bonfim, Patrícia Soares, Mossoró Indústria e Comércio de Pré-moldados.

O programa, que na prática concede isenção fiscal às empresas, teve uma renúncia superior a R$ 270 milhões apenas em 2014. Em dezembro, a renúncia chegou a R$ 25.579.218,03.

Com informações da Assessoria de Comunicação do Governo do Estado.

Segmento empresarial se sente asfixiado por Governo

Conversei com um influente empresário do Estado e, como tantos outros, ouvi dele uma ladainha só. “Vivemos um profundo atraso”, disse.

As relações do setor produtivo com o Governo do Estado são as piores possíveis. “Um simples laudo do Corpo de Bombeiros para se agilizar abertura de empresa pode levar meses”, constatou.

Segundo ele, existe freio na atração de novas indústrias e expansão das existentes, “porque desde o início desse governo prometem e não cumprem mudanças no Proadi (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial), por exemplo.”

Regimes tributários especiais que protegiam alguns setores, agora fazem parte do passado. A política quanto à energia eólica foi abandonada, até com extinção de uma secretaria específica.

“É difícil o acesso à governadora. Muitas vezes precisamos da intermediação de algum político importante, se não é impossível falar com ela”, narra. “Mesmo assim, ela não tem autonomia para decidir, passa para o Gabinete Civil, que é pessimamente orientado e age por impulsos, sem aprofundar qualquer discussão”, acrescenta.

Na ótica desse mesmo empresário, “o futuro é sombrio. Temos uma geração perdida”.

Estados próximos como Ceará, Paraíba e Pernambuco tiram proveito dessa letargia e miopia do RN, atraindo novos investimentos. As dificuldades comuns a todos os entes federados, no RN parecem acrescidas de um sobrepeso: o despreparo do governo.

Pobre RN Sem Sorte.

Setor produtivo espera, sentado, por projeto do Proadi

O setor produtivo do Rio Grande do Norte continua à espera de projeto do Governo Rosalba Ciarlini (DEM), prometido há incontáveis meses, de melhorias no Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial (PROADI).

A última promessa saída do Gabinete Civil assegurava o mês de junho, último, como tempo para a matéria pousar na Assembleia Legislativa.

Estamos em julho e nada.

O Proadi é um instrumento de fomento à implantação e expansão do parque industrial do estado.

Pobre Rio Grande Sem Sorte!