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Fim de reeleição a prefeito, governador e presidente entra em pauta

Imagem em estilo cubista gerada com recursos de Inteligência Artificial para o BCS
Imagem em estilo cubista gerada com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da reeleição foi protocolada no Congresso e deve ser analisada na Comissão e Constituição e Justiça do Senado na próxima quarta-feira (9). A medida, se aprovada, valerá para os cargos de presidente, governadores e prefeitos.

O texto estabelece o fim da reeleição para os cargos do Executivo e amplia o tempo de mandato de quatro para cinco anos. A possibilidade de permanência no cargo seria mantida, segundo a proposta, para deputados – que teriam mandato também ampliado de quatro para cinco anos – e para senadores, que passariam a exercer mandatos de dez anos — dois a mais do que atualmente.

Com os novos prazos de mandato, o projeto defende a unificação das eleições para que todos os cargos, nacionais e locais, sejam eleitos no mesmo ano, em vez de a cada dois anos.

As novas regras teriam um período de transição, que iria de 2026 até 2030. Depois da Comissão de Constituição e Justiça, a proposta ainda precisará ser aprovada pelos plenários do Senado e da Câmara dos Deputados.

O relator da PEC, senador Marcelo Castro (MDB-PI), vê o texto como um avanço para o país. “A reeleição para cargos executivos no Brasil é um malefício. Não tem trazido benefícios ao país. Ao propor o fim da reeleição, a maioria entende que um mandato de quatro anos ficaria muito exíguo para um prefeito, governador ou presidente da República executar seus projetos. Por isso, estamos propondo estender o mandato para cinco anos”, afirmou o parlamentar.

Com informações do Metrópoles, SBT e UOL.

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O mal nunca foi Marinho

Senado discute mandato de poucos anos para ministros do STF (Foto: Marcos Oliveira/Senado)
Senado discute mandato de poucos anos para ministros do STF (Foto: Marcos Oliveira/Senado)

Um monte de gente com medo de Rogério Marinho (PL) ganhar presidência do Senado e abrir perseguição contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Noticiário foi extremado até o pleito que deu vitória e reeleição ao senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Havia medo, dizia-se, que Rogério Marinho pudesse adotar uma linha antidemocrática e de beligerância com outros poderes.

Puro exagero calculado, que inclusive levou alguns ministros do próprio STF a fazerem campanha pró-Pacheco (um absurdo, que se diga).

Aí, vejo, que no Senado há mobilização para limitar mandatos de membros da corte e outros garroteamentos. Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de 2019, de autoria de Plínio Valério (PSDB-AM), propõe fixar o mandato de ministros do STF em 8 anos. Isso, sem chance de recondução.

O problema não é e nunca foi Marinho.

O poder do STF, personificado pelo ministro Alexandre de Moraes, não agrada à classe política. Satisfaz a uma parte dela, momentaneamente.

Anote, por favor.

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Medida emergencial de Bolsonaro é aprovada com sobras no Senado

O Senado aprovou nesta quinta-feira (30), por 67 votos a 1, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que amplia programas sociais e cria benefícios para caminhoneiros e taxistas.

Bolsonaro aposta tudo em momento decisivo para seu governo (Foto: Arquivo)
Bolsonaro aposta tudo em momento decisivo para seu governo (Foto: Arquivo)

O custo dessa manobra emergencial do Governo Jair Bolsonaro chegará a R$ 41,25 bilhões e sua validade é até o fim do anos, ou seja, após as eleições de outubro.

O texto segue para votação na Câmara. O único voto contrário foi o do senador José Serra (PSDB-SP). Embora a lei eleitoral proíba a criação de benefícios sociais em ano de eleições, a PEC contorna essa regra ao reconhecer o estado de emergência, medida também aprovada ontem.

Dessa forma, toda a despesa será viabilizada por meio de créditos extraordinários, fora do teto de gastos. Na proposta, o Auxílio Brasil passará de R$ 400 para R$ 600, e o vale-gás de R$ 53 para R$ 120.

Já o novo benefício para caminhoneiros e taxistas prevê R$ 1.000 por mês, movimento criado para fazer frente à alta nos preços dos combustíveis, um dos principais entraves para o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), que tenta a reeleição este ano.

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Beto defende mais dois anos de mandato para Rosalba

O Partido Progressistas (PP) do deputado federal Beto Rosado é um dos principais defensores da prorrogação dos mandatos dos atuais prefeitos e vereadores dos 5.750 municípios do país.

Ele, de público, externa sua posição de aval a esse movimento que emperra na Câmara dos Deputados a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) – veja AQUI – para adiamento das eleições de 4 e 25 de outubro para 15 e 29 de novembro deste ano.

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Nota do Blog – A razão do deputado Beto Rosado é boa, mas não é a que particularmente ele e seu grupo têm como mais forte, à defesa da alteração constitucional.  A prefeita Rosalba Ciarlini (PP), na Prefeitura de Mossoró, é o principal motivo da aspiração. Ficar mais dois anos no poder até à campanha estadual de 2022, é bom demais, Júnior!

A estranha e excepcional campanha desse ano assusta, ainda mais com a prorrogação e esse espectro da Covid-19. Compreensível.

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Sem acordo, PEC do adiamento de eleições não é votada

Do Congresso em Foco

A Câmara ainda não tem os votos necessários para aprovar o adiamento das eleições municipais para novembro. Por temer a rejeição da proposta, que passou em dois turnos pelo Senado nessa terça-feira (23), o presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) decidiu segurar a votação para a próxima semana.

Rodrigo Maia (centro, na mesa diretora) procura negociar aprovação do texto aprovado no Senado (Foto: Najara Araújo)

Na sessão de ontem, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), chegou a anunciar que a emenda constitucional poderia ser promulgada nesta sexta-feira (26), contando que o texto teria a chancela dos deputados entre hoje e amanhã.

Até o momento apenas os partidos de oposição estão fechados com a proposta. As bancadas que compõem o Centrão, bloco informal que reúne parlamentares de direita e centro, são majoritariamente contrárias ao adiamento da disputa.

A mudança do calendário é defendida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e também por Maia por causa da pandemia de covid-19.

Como mostrou ontem o Congresso em Foco, deputados têm sido pressionados por prefeitos a manter o atual calendário eleitoral. Parte deles defende que a disputa deste ano seja cancelada e seus mandatos prorrogados.

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A PEC de um mundo novo e confuso

A Proposta de Emenda à Constituição  (PEC) que trata do adiamento das eleições 2020 já é uma realidade. O Senado deu o primeiro passo concreto na formalização dessa mudança, nessa terça-feira (23) – veja AQUI.

O texto, votado em sessão remota, foi aprovado por 67 votos a 8 no primeiro turno e por 64 votos a 7 no segundo turno. Agora, a PEC passa a ser tocada pela Câmara dos Deputados, também em dois turnos e em regime vapt-vupt.As eleições devem acontecer nos dias 15 e 29 de novembro, em vez de 4 e 25 de outubro.

Rapidinho, teremos a legislação particularmente modificada para esse ano, em face da pandemia provocada pela Covid-19.

Pré-candidatos, dirigentes partidários, militantes políticos, imprensa, marqueteiros, todo e qualquer indivíduo envolvido com as disputas que se avizinham, tratem de estudar bastante sobre o assunto.

Estamos diante não apenas da excepcionalidade da pandemia, fenômeno que anteriormente aconteceu na segunda década do século passado, mas de uma série de acontecimentos que se interligam, formando um cenário de muitas dúvidas, mesmo com uma PEC que tenta botar ordem, legal, na casa.

Muito provavelmente marchamos para grande evasão de eleitores. Comícios, passeatas e outras movimentações de rua e em ambientes fechados devem ser refreados ou até vedados, dependendo do momento.

Testemunharemos não apenas uma luta pelo voto e sobrevivência política, mas pela vida. Os mais fortes serão aqueles que melhor se adaptarem a esse mundo novo e confuso. E não há muito mais tempo para se aprender e vencer.

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PEC é aprovada para eleições serem adiadas para novembro

Do G1

O Senado aprovou nesta terça-feira (23) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que adia as eleições municipais deste ano em razão da pandemia do novo coronavírus.

O texto, votado em sessão remota, foi aprovado por 67 votos a 8 no primeiro turno e por 64 votos a 7 no segundo turno. Agora, a PEC segue para a Câmara dos Deputados.

Senadores discutem em sessão remota PEC que adia eleições municipais deste ano (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

Pelo calendário eleitoral, o primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e o segundo, para 25 de outubro. A PEC aprovada pelo Senado adia o primeiro turno para 15 de novembro, e o segundo, para 29 de novembro.

O adiamento das eleições tem sido discutido pelo Congresso Nacional, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e por especialistas nos últimos meses.

O texto-base aprovado foi proposto pelo senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator do tema.

Além de transferir as eleições de outubro para novembro, a PEC permite ao plenário do TSE definir novas datas para o pleito em cidades que não tiverem condições sanitárias para votação em novembro.

O texto define que a decisão pode ser de ofício, isto é, por iniciativa do TSE, ou por questionamento dos presidentes dos tribunais regionais eleitorais (TREs). As autoridades sanitárias deverão ser consultadas.

Nesses casos, a data-limite para as eleições será 27 de dezembro de 2020. O TSE deverá dar ciência do novo adiamento ao Congresso Nacional.

Caso um estado inteiro não apresente condições sanitárias, o projeto define que o novo adiamento deverá ser definido por meio de decreto legislativo do Congresso. A data-limite também será 27 de dezembro de 2020.

Outros pontos

Saiba outros pontos previstos na PEC:

  • Registro de candidaturas: O relator, Weverton Rocha, propôs também o adiamento da data-limite para o registro de candidaturas, atualmente prevista para 15 de agosto. Pelo texto, os partidos poderão solicitar à Justiça Eleitoral o registro dos candidatos até 26 de setembro;
  • Convenções: Pelo calendário eleitoral, as convenções devem ser realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto. O TSE autorizou a realização das convenções de forma virtual, por causa da pandemia. O relatório de Weverton prevê que as convenções ocorram entre 31 de agosto e 16 de setembro. O texto também prevê a realização das convenções por meio virtual.

Prazos

Veja a seguir os prazos previstos no texto aprovado:

  • a partir de 11 de agosto: as emissoras ficam proibidas de transmitir programa apresentado ou comentado por pré-candidato, sob pena de cancelamento do registro do beneficiário;
  • entre 31 de agosto e 16 de setembro: prazo para a realização das convenções para escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações;
  • até 26 de setembro: prazo para que os partidos e coligações solicitem à Justiça Eleitoral o registro de candidatos;
  • após 26 de setembro: prazo para início da propaganda eleitoral, também na internet;
  • a partir de 26 de setembro: prazo para que a Justiça Eleitoral convoque partidos e representação das emissoras de rádio e TV para elaborarem plano de mídia;
  • 27 de outubro: prazo para partidos políticos, coligações e candidatos divulgarem relatório discriminando as transferências do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (Fundo Eleitoral), os recursos em dinheiro e os estimáveis em dinheiro recebidos, bem como os gastos realizados;
  • até 15 de dezembro: para o encaminhamento à Justiça Eleitoral do conjunto das prestações de contas de campanha dos candidatos e dos partidos políticos, relativamente ao primeiro turno e, onde houver, ao segundo turno das eleições;
  • a diplomação dos candidatos eleitos ocorrerá em todo país até o dia 18 de dezembro, salvo nos casos em que as eleições ainda não tiverem sido realizadas.

O texto diz ainda que os prazos fixados em leis não transcorridos na data de publicação da proposta serão computados considerando-se a nova data das eleições 2020.

A decisão da Justiça Eleitoral dos julgamentos das contas dos candidatos eleitos deverá ser publicada até o dia de 12 de fevereiro de 2021.

Os partidos e coligações poderão, até o dia 1º de março de 2021, acionar a Justiça Eleitoral, relatando fatos e indicando provas, para pedir a abertura de investigação judicial a fim de se apurar condutas irregulares nos gastos de campanha.

Pela proposta, os atos de propaganda eleitoral não poderão ser limitados pela legislação municipal ou pela Justiça Eleitoral, salvo se a decisão estiver fundamentada em prévio parecer técnico emitido por autoridade sanitária estadual ou nacional.

Outros pontos

Segundo a PEC, o TSE poderá fazer ajustes em normas relacionadas:

  • aos prazos para fiscalização e acompanhamento dos programas de computador utilizados nas urnas eletrônicas para os processos de votação, apuração e totalização, bem como de todas as fases do processo de votação, apuração das eleições e processamento eletrônico da totalização dos resultados, para adequá-los ao novo calendário eleitoral;
  • à recepção dos votos, justificativas, auditoria e fiscalização no dia da eleição, inclusive no tocante ao horário de funcionamento das seções eleitorais e à distribuição dos eleitores no período, de forma a propiciar a melhor segurança sanitária possível de todos os participantes do processo eleitoral.

Destaques rejeitados

Os senadores rejeitaram, por 56 votos a 14, um destaque do Podemos que tinha o objetivo de estabelecer o voto facultativo nas eleições.

Na sequência, derrubaram por 53 a 16 um destaque do Progressistas (PP), que tinha o propósito de adiar as eleições municipais deste ano para outubro de 2022, com prorrogação de mandatos de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores por dois anos.

Outros dois destaques foram retirados pelos partidos que os propuseram: PT e Cidadania.

O do PT tinha o objetivo de estabelecer o dia 6 de dezembro de 2020 como data para a realização do segundo turno.

O do Cidadania previa o estabelecimento de local e horário de votação específicos para pessoas de grupos de risco em relação à Covid-19. O relator Weverton Rocha disse que medidas nesse sentido poderão ser definidas pelo TSE, posteriormente.

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Adiamento de eleições deve começar a ‘andar’ nessa terça

Senado começa a hoje a dar celeridade à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do adiamento das eleições 2020.

Há possibilidade de que a campanha oficialmente seja esticada, mas os prazos do calendário sejam mantidos.

O primeiro turno é definido para 4 de outubro, e o segundo, em 25 de outubro. O relator da PEC, senador Weverton Rocha (PDT-MA), defende que o primeiro turno seja adiado para 15 de novembro, e o segundo, para 29 de novembro.

A PEC passará por dois turnos de votação. O primeiro tende a ocorrer ainda hoje (terça-feira, 23). Precisa dos votos favoráveis de pelo menos 49 senadores. Depois das duas votações passará à Câmara Federal, para igual ritual.

Prazos

Há possibilidade da campanha de 45 dias ser esticada para maior tempo, oficialmente. Mas os prazos eleitorais já transcorridos, como os de filiação partidária, de domicílio eleitoral e de desincompatibilização, tendem a seguir mantidos.

A pandemia da Covid-19 é o motivo principal dessa decisão que está sendo encaminhada, mas ainda cheia de dúvidas. Ela provocará uma campanha completamente atípica, com programações que devem sofrer profundas mudanças ou simplesmente não existirem, como passeatas, comícios.

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Coligações partidárias ficam proibidas a partir de 2020

Senado aprovou nesta terça-feira (3) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria uma cláusula de desempenho, a partir de 2018, para as legendas terem acesso ao Fundo Partidário e ao tempo gratuito de rádio e TV.

Ficam mantidas as regras atuais em que os detentores de mandato eletivo podem mudar de partido no mês de março do ano eleitoral sem serem punidos com perda do mandato.

O texto também prevê o fim das coligações proporcionais, a partir das eleições de 2020 (disputas municipais).

A PEC já foi aprovada pela Câmara e agora vai à promulgação, em sessão conjunta do Congresso Nacional, formada por deputados e senadores.

Para valerem em 2018, as modificações precisam passar pelo Congresso até a próxima sexta-feira (6), um ano antes das próximas eleições.

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Senado aprova fim de coligações a partir de 2018

Do portal G1

O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (23), em segundo turno, por 63 votos a 9, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê mudanças no atual sistema político do país.

O texto prevê a criação de cláusulas de desempenho eleitoral para que os partidos políticos tenham acesso ao fundo partidário e ao tempo gratuito de televisão.

A PEC também acaba com coligações para eleições proporcionais (deputados e vereadores).

Atualmente, a legislação eleitoral permite alianças entre os partidos para eleger deputados e vereadores. Por esse sistema, os votos obtidos pelas siglas são somados, e se elegem os candidatos mais votados da coligação.

Resistência

Na Câmara, contudo, o texto deverá enfrentar resistência do parlamentares, uma vez que a Casa possui mais siglas de pequeno porte com parlamentares do que no Senado.

Os requisitos que a PEC exige dos partidos a partir da eleição de 2018 são:

– obter pelo menos 2% dos votos válidos para deputado federal em todo o país;
– conseguir 2% dos votos para deputado federal em, no mínimo, 14 unidades da federação.

A PEC prevê, ainda, que, a partir das eleições de 2022, a taxa mínima de votos apurados nacionalmente será de 3%, mantida a taxa de 2% em pelo menos 14 unidades federativas.

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Senado aprova limite de gastos às assembleias legislativas

O Plenário do Senado aprovou em primeiro turno, nesta terça-feira (5), a limitação dos custos das Assembleias Legislativas. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 30/2014, de iniciativa do senador João Capiberibe (PSB-AP), ganhou emenda do relator Acir Gurgacz (PDT-RO) para estabelecer que a despesa anual do legislativo estadual não pode exceder despesa realizada no exercício financeiro do ano anterior.

Assembleia do RN é uma das unidades parlamentares alcançadas pela proposta (Foto: Assecom)

O repasse de recursos superior a esse limite, bem como a realização de despesa acima dele, passa a constituir crime de responsabilidade. A norma vale também para a Câmara Legislativa do Distrito Federal e para os Tribunais de Contas dos estados e do DF. A matéria segue agora para votação em segundo turno.

Custos altos

O senador João Capiberibe argumenta que esses órgãos apresentam custos elevados e crescentes, sem justificativa. Em 2013, por exemplo, foram R$ 14,5 bilhões, sendo R$ 9,4 bilhões gastos pelas assembleias e R$ 5,1 bilhões pelos tribunais.

Ele explicou que o congelamento dos gastos no patamar de um determinado ano, com a possibilidade de correção posterior pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desobriga as unidades da federação do aumento compulsório dos repasses, no ritmo ditado pelo crescimento econômico.

— Nos últimos 10 anos houve um crescimento acima da inflação da ordem de 47%, e as funções das assembleias e dos tribunais não mudaram. A função é legislar e fiscalizar.

Para o relator da matéria, a expansão dos gastos dos estados e do Distrito Federal com seus Legislativos e Tribunais é preocupante. “Esses gastos são elevados, conforme parâmetros de comparação internacionais e federais”, disse Acir.

Preocupação

Na avaliação do líder do governo no Senado, Aloysio Nunes (PSDB–SP) o projeto “está em consonância com a preocupação do Executivo em estabelecer um limite, uma contenção à escalada dos gastos públicos”.

Já os senadores Wellington Fagundes (PR-MT) e Waldemir Moka (PMDB-MS) lembraram que os gastos são compatíveis com o desenvolvimento dos estados. Além disso, também há dinheiro devolvido ao governo do estado, completaram.

Outros senadores defenderam o projeto por entender que ele vai contribuir na melhor adequação orçamentária dos estados.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, apontou a importância da matéria e lembrou a experiência exitosa na limitação dos gastos da Casa, que na década de 90 ainda tinha orçamento igual ao da Câmara dos Deputados.

— Hoje o orçamento do Senado Federal é apenas 60% do orçamento da Câmara, com absoluta transparência. De modo que as ações e iniciativas que foram tomadas pelos senadores poderão tranquilamente ser repetidas pelas Assembleias Legislativas — ponderou.

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