O Ministério Público Eleitoral (MPE) protocolou esta manhã recurso contra nova decisão do juiz da 34ª Zona Eleitoral, Pedro Cordeiro Júnior, que considerou improcedente denúncia de mercadejamento de apoio político-eleitoral em caso ocorrido na última campanha municipal mossoroense.
A denúncia foi quanto à nomeação da bacharela em direito Rafaella Rocha, filha do então vereador Chico da Prefeitura (DEM), para Coordenadoria Financeira no Departamento de Trânsito do RN (DETRAN), autarquia ligada ao Governo do Estado.
Pedro Cordeiro Júnior não viu nenhuma relação entre a nomeação de Rafaella, filiada ao PTB, partido que se aliou à candidata a prefeito pela oposição, deputada estadual Larissa Rosado (PSB), com o apoio do pai e sua família à Cláudia Regina (DEM) – concorrente do governismo estadual e municipal à prefeitura.

Na interpretação do judicante, não existiu comprovação de que a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) nomeou Rafaella para assegurar reforço à postulação da vereadora Cláudia, sua candidata a prefeito.
“Trunfo”
O MPE pensa diferente. Identifica relação direta entre a nomeação de uma pessoa que nunca ocupou cargo público e não teria afinidade com as próprias exigências dda Coordenadoria Financeira do Detran, com o interesse eleitoreiro mossoroense.
Rafaella foi um “trunfo” que Chico carregou durante bom tempo da pré-campanha, para tentar se viabilizar como candidato a prefeito. Ele ameaçou instrui-la para ser candidata a vereador pelo petebismo ao lado de Larissa ou mesmo ser opção a vice-prefeito. O PTB formalizou aliança em apoio à Larissa; Rafaella ficou em silêncio.
O esquema governista agiu antes que tivesse essa sangria. Houve garantia de espaço para Chico no Governo do Estado através de Rafaella e apoio diferenciado para eleição de “Dão” Rocha, irmão do vereador, para sucedê-lo na Câmara Municipal. Dão não se elegeu.
Veja AQUI postagem sobre o julgamento dessa denúncia.
Veja AQUI postagem à época da campanha, sobre costura política que assegurou apoio de Chico à Cláudia.
