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Reflexão sobre a vaidade, Nosso Blog e a vida

Cheguei àquele estágio da vida em que minha maior vaidade é “Nosso Blog” – como bem o definiu Naide Rosado, webleitora daquela lonjura do Rio de Janeiro.

Ela está certa! Há muito esta página deixou de ser só minha. Que bom! Pertence a milhares de webleitores, dezenas de comentaristas e vários colaboradores-articulistas.

Procuro fazer o melhor, a qualquer hora do dia ou noite, sem me preocupar com aniversário, feriado, fim de semana ou férias. Não é trabalho: é meu shopping center, meu paraíso caribenho. Meu anabolizante natural.

Os filhos estão criados e andam com as próprias pernas. Foram preparados para isso, sem dependência de empregos públicos graciosos ou mesadas generosas e viciantes.

Tenho saúde e paz; amo, sinto-me amado.

Catalogo poucos e bons amigos. Boa parte deles, raramente vejo ou falo, mas sei que existem e nunca estão longe de mim.

O que ganho cobre o elementar e com o elementar, sou feliz.

Não preciso ir a qualquer evento social e posar de chique e simpático. A propósito, raramente apareço neles ou me vejo excluído, quando não me convidam.

Gosto de farofa-de-ovo e cuscuz com “bife-do-oião”. Como em restaurante bacana (quando possível), no Mercado do Alto da Conceição ou me salvo com quentinhas emergenciais.

Adoro perambular por aí com minhas canelas de talo-de-coentro à mostra e uma das minhas várias camisas do Fluminense. Mas se a ocasião exige, apareço de blazer “de marca” e sapatos engraxados.

Tenho um bom carro 2010, mas já passei anos usando ônibus, carona e gastando sola de sapatos e tênis. Se precisar retomo esse ritmo, sem me envergonhar de renovar o declínio social. Conheço bem os andares mais abaixo.

Não possuo veículo automotivo nem apartamento financiados. Não estou pendurado com agiota, cartão de crédito ou cheque especial.

Conta “no prego”? Nenhuma.

A hipocrisia não imprimo na escrita nem na coabitação com ninguém. Pago o preço que posso pagar por ser exatamente assim.

Na selfie não me peçam para sorrir.

Quando tudo isso acabar, o último suspiro talvez seja de gratidão por ser o que sou, fazer o que gosto e conviver apenas com quem quero e se sente bem com minha presença.

Ah, e se não tiver valido a pena? Paciência.

É o meu jeito, sem precisar parecer o que nunca fui.

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