Da coluna Notas e Comentários (Tribuna do Norte)
Agressão desproporcional
Os atos de agressão cometidos por policiais militares na sexta-feira (7), durante as comemorações do 7 de Setembro em Natal, revelaram um despreparo e descontrole que não são dignos da corporação que integra a “segurança pública” no Estado. Os manifestantes não cometeram qualquer ato que justificasse uma reação tão desproporcional e antidemocrática. Estavam lá para pedir melhorias na saúde.
Impressiona que tantos policiais tenham se ocupado em agredir a vice-presidente da Comissão de Saúde do Conselho Federal da OAB e procuradora da Fazenda Nacional Elke Cunha, exatamente quando os demais manifestantes não estavam por perto. Não foi um ato que se possa apontar como corajoso. Ao contrário, quando alguns se juntam contra alguém que não estava provocando danos a outros e visivelmente não tinha condições de reagir na mesma proporção, não se pode usar outro termo se resuma tal ato: Sim, trata-se de uma “covardia”.
Repressão indevida
A Polícia Militar tem a obrigação de preservar a ordem. Mas nunca usar a violência contra manifestantes que se expressam de forma pacifica e democrática para fazer, apenas e tão somente, um apelo: “Melhorem a saúde pública”. Quem há de negar que esse pedido, ao contrário de violência física, merece se escutado e, mais do que isso, levar à reflexão e a medidas urgentes?
Nota do Blog do Carlos Santos – Episódio lamentável. Vez por outra temos espasmos de “saudades” do regime militar. Independentemente de quem seja o inquilino do poder, ele (ela, no caso) não pode apoiar a violência com o silêncio.
A própria Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) nacional emitiu nota considerando o caso reprovável e afirmando que o governo deve um “pedido de desculpas” à sociedade.