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Mobydick mostrará clássicos do rock em “live” no sábado

Reinvenção, coragem e ousadia. Essas são as características que marcaram as gravações em homenagem ao Dia Mundial do Rock (8 de julho), que a banda Mobydick preparou especialmente para comemorar a data.

A live especial vai ao ar no canal do Youtube Mobydick.natal , no próximo sábado, dia 11 de julho, às 18h.  Inscrevam-se e ativem o sino para não esquecer.

Mobydick é uma banda natalense que toca clássicos do rock com enorme talento (Foto: divulgação)

No repertório estarão mais de vinte músicas contempladas de grandes nomes do rock nacional e internacional, como Raul Seixas, Cazuza, Renato Russo, Beatles e Rolling Stones.

A produção contou com o apoio de toda uma equipe técnica para auxiliar, como decoradores, direção de filmagem e iluminação especial, sempre de forma controlada e seguindo às orientações sanitárias. Também houve a participação especial de músicos locais.

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A idolatria desconhece a razão

Por François Silvestre

Os ídolos não têm culpa da tolice alheia. Os mitômanos apenas revelam a angústia da sua insuportável pequenez.

Quando esse fenômeno tão comum, que parece natural, atinge o campo das artes, o mal passa despercebido. Mesmo assim, não raramente, até nessa seara ocorrem tragédias por conta da idolatria.

Seja pela inveja que o ídolo atrai ou por outra morbidez de comportamento, sem razoável explicação. Caso dos assassinatos de cantores dessa babaquice de ostentação ou de casos universalmente rumorosos, exemplo da morte de John Lennon.

Essa doença não possui diagnóstico oficial. Nem consta da farmacopeia. É um típico processo psicossocial, de natureza coletiva, que vai da admiração ao fanatismo. E no meio dessas duas pontas abrigam-se inúmeras configurações.

Chega-se à infantilidade de alguém instruído lamentar não ter conhecido bem o ídolo venerado após sua morte. Como se pedisse desculpas por não ter sido tão bobo quanto a bobagem geral. E aí enumera outros ídolos, numa indisfarçada compensação.

A idolatria é uma doença que não escolhe culturas nem distingue instrução. É uma espécie de catarse coletiva, onde o anonimato se compensa na visibilidade do idolatrado.

É a sublimação da bobagem. A marca da pré-humanidade, intervalo entre o ancestral microcefálico e o futuro ser humano de cérebro desenvolvido. Esse ser humano, pós pré-humanidade, aparece vez ou outra de forma excepcional. Uns quanto, outros nem tanto.

São os cientistas, pensadores, artistas, filósofos e transformadores, que se diferenciam do seu tempo e atravessam os séculos sendo lembrados. Porém, nenhum desses precisa da idolatria para registrar sua grandeza. Eles próprios não se admiram. Não são seguidores de si mesmos.

Cada geração tem seu código, ensinou Paulo Francis. E todas elas cultivam seus ídolos. Uns sensatos, outros malucos. Uns que nenhum mal produzem e outros que causam destruição. Os tipos são tão notórios que dispensam exemplificação.

As gerações de ontem tiveram ídolos na arte e na luta. Foi o “tempo de guerra, sem sol, da comida na batalha”…como disse Brecht. Que iam de Guevara a Cohn-Bendit. Dos Beatles aos Rolling Stones.

Os ídolos individuais; de James Dean a Elvis Presley. Os ídolos políticos; de Perón a Vargas. Pra não falar na idolatria sangrenta de Hitler e Mussolini. A idolatria é a senilidade da idade teórica.

O movimento Beatnik, de Jack Kerouac a Allen Ginsberg. “Eu vi as melhores mentes da minha geração destruídas pela loucura”. Disse Ginsberg. E daí em diante a palavra loucura saiu do nosocômio para o mundo da criatividade artística.

Essa loucura coletiva na política, de grupos ou partidos, a abrirem mão de suas individualidades diluídas na pessoa do líder ou chefe é a característica originária do fascismo. É triste observar que as tragédias antigas e recentes não conseguem vacinar contra a estupidez.

“O Apanhador no Campo de Centeio”, que nada tem de colheita nem de agricultura, cuida do apanhar disperso da linguagem aparentemente sem nexo, com que Salinger cospe na face infantil dos idólatras.

Té mais.

François Silvestre é escritor

Uma história de “Seu Mané”, os Beatles e… “o resto”

“Seu Mané”, radialista que morreu ontem em Mossoró, com cerca de 50 anos dedicados à comunicação, é repleto de histórias e muito folclore.

Adianto-lhe uma que bem dimensiona sua verve e inteligência, o dom de se comunicar.

Ao microfone da Rádio Rural, ele anuncia um grande sucesso da época da Jovem Guarda, com o grupo “Os incríveis”.

Sem melhor manejo da língua dos “esteites”, nosso ídolo improvisa com pura genialidade para anunciar “Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones”:

– Agora vamos ouvir ‘Era um garoto que como eu amava os Beatles e o resto vocês já sabem…’

Impagável.

Grande “Seu Mané!