Por François Silvestre
No Brasil, até os protestos perderam a credibilidade e o efeito. Não há mais “a voz rouca das ruas”. Há os ouvidos moucos de esperança.
Ninguém ouve. E na internet uma briga de foice, sem foice. Pois é facílimo ser valente a distância. E os moderados são chamados de covardes.
Nenhum dos lados, no Brasil de hoje, tem legitimidade histórica.
Muita retórica de chavões. Clichês da esquerda e escarros da direita.
Ambas são lanternas na popa, que só iluminam as ondas que já passaram. Segundo a lição de Samuel Taylor Coleridge.
Dessa máxima, Roberto Campos tirou o título de suas memórias, fazendo autocrítica.
Só a esquerda e a direita, no Brasil, não fazem autocrítica.
Fazem trampolinagem, com a lanterna da proa apagada.
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