O Partido Liberal (PL) saiu robusto das urnas em 2 de outubro passado. Exemplo é o RN, com quatro deputados federais.
Mas, o fim melancólico do Governo Jair Bolsonaro (PL) e a selvageria antidemocrática do domingo, dia 8, com ataques do bolsonarismo aos poderes em Brasília, deixaram muita gente desconfiada.
Não falta quem queira se dissociar de vínculos com o bolsonarismo.
Alguns, sorrateiramente.
Outros, de peito aberto mesmo, mudando de lado e tendência.
Virando a chave.
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Que coisa insana! Costumo dizer que minha paixão pelo futebol está também centrada na crença de que o vejo como uma “metáfora da vida”. Reproduz o que somos fora das quatro linhas, no cotidiano.
Treinador do Vasco, o ex-zagueiro Ricardo Gomes saía numa maca em estado grave, ontem, do estádio, enquanto alguns torcedores do Fla urravam por sua morte.
Fluminense bicampeão carioca em 1984: Aldo, Paulo Victor, Duílio, Ricardo Gomes, Jandir e Branco Agachados: Romerito, Delei, Washington, Assis e Tato
Aqui não vai crítica aos torcedores do Fla, assentado em passionalidade clubista. De modo algum. Mas à massa insana, que tanto critica políticos e cobra direitos, mas não respeita a dor alheia.
Informações indicam que cirurgia em Ricardo Gomes foi bem sucedida, após seu AVC. Mas o quadro clínico é ainda muito grave. Força, Ricardo.
Só mesmo indivíduos frustrados, com desvios psicossociais, exultam a dor de quem um dia pode estar inclusive treinando seu time. Um ser humano que nos campos foi leal. Fora, repete-se na mesma fidalguia.
Lembro Ricardo Gomes com camisa do Flu. Sóbrio, técnico, canhoto com boa saída de bola, impulsão, líder. Incapaz de dar pontapés. Lorde, sim.
O ser humano é o mesmo em qualquer parte do mundo, civilizado ou não. Aspectos culturais, antropológicos, outras variáveis, dão-nos o perfil como gente e povo.
Há poucos meses, no civilizado Canadá, sem analfabetos, de gente esclarecida, culta, sem maiores índices de desemprego, torcedores de um time de Hoquei fizeram quebra-quebra pelas ruas e enfrentaram a polícia. Como explicar a fúria, a selvageria, apenas porque seu time perdeu?
Não sou estudioso da psicologia ou da psicologia social, mas encontro explicações, com minha modesta visão empírica: a massa é inorgânica, por vezes passional. Ela não tem face e um encoraja o outro, virando uma turba enfurecida, acéfala e perigosa. Letal.
Sou torcedor do Fluminense desde pichototinho. Quantas raivas Zico me fez, socado na camisa rubro-negra, heim? Entretanto fiquei perplexo quando o zagueiro Márcio, do Bangu, quebrou-o nos anos 80.
Ídolos de hoje raramente se comparam com os bons exemplos de ontem: Rivelino, Roberto Dinamite, Zico, Jairzinho. Deslumbrados, influem mal. Pouco acrescentam à nossa juventude. E das arquibancadas, lógico, não podemos esperar coisa melhor, seja do torcedor do Flamengo, Vasco, Fluminense ou do Ìbis de Pernambuco.
O futebol está aí, repetindo o que somos aqui fora: estúpidos. Selvagens!