Dinarte Diniz é empresário e marido da ex-prefeita Marineide Diniz (Foto: Arquivo)
Do Blog do Toni Martins
O empresário Dinarte Diniz foi abordado por quatro meliantes em duas motocicletas na RN-404, na comunidade de Água Branca, zona rural de Carnaubais – Vale do Açu – no início da noite dessa quarta-feira, 22 de janeiro de 2025.
Segundo seu filho Wild Diniz, os bandidos anunciaram o assalto num trecho esburacado. Apontaram as pistolas e levaram o carro com seu pai como refém. Ele foi liberado próximo à cidade de Upanema-RN, região Oeste do RN, três horas e meia depois.
Os bandidos levaram, além do veículo, outros objetos pessoais do empresário.
Durante o percurso, trocaram de carro três vezes, fazendo pressão psicológica na vitima que ficou todo o tempo com os olhos vendados.
Dinarte Diniz passa bem e já se encontra com sua família, em Mossoró.
Nota do Blog Carlos Santos – Dinarte Diniz é marido da ex-prefeita de Carnaubais, Marineide Diniz (UB), que governou o município até o dia 31 de dezembro de 2024.
A prisão do italiano Cesare Battisti e a euforia do governo Bolsonaro em extraditá-lo imediatamente para a Itália, onde Battisti é condenado à prisão perpétua por quatro homicídios ocorridos durante a década de 70, coloca em evidência também outro caso de bastante repercussão no País: o destino do chileno Maurício Hernandez Norambuena, 60, condenado no Brasil pelo sequestro do publicitário Washington Olivetto, em 2002, e condenado à prisão perpétua no Chile por atos considerados terroristas na década de 90 (a autoria intelectual do assassinato do senador conservador Jaime Gúzman e o sequestro do empresário Christian Edwards).
Chileno Maurício Hernandez Norambuena está preso na Penitenciária Federal de Mossoró (Foto:reprodução)
Norambuena encontra-se recolhido no Presídio Federal de Mossoró, aguardando transferência para o sistema prisional paulista. Com sua extradição decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2004, o chileno continua em solo brasileiro por uma exigência da justiça brasileira não aceita pela justiça chilena: a comutação de sua pena no Chile (duas prisões perpétuas) a penas que, juntas, somem no máximo 30 anos, limite permitido na legislação brasileira.
Sem essa mudança, o Brasil se nega a entregá-lo ao Chile.
Em tese, a mesma limitação deve se aplicar à extradição do italiano. Sua ida para a Itália, levando em consideração o decidido pelo STF no caso Norambuena, só poderia ocorrer caso a justiça italiana transforme sua prisão perpétua em penas de no máximo 30 anos. Caso o governo brasileiro ignore a questão e autorize a ida de Battisti para a Itália, abre-se um precedente para que a situação do chileno Norambuena tenha resultado semelhante.
O impasse entre a justiça brasileira e a chilena têm impedido, inclusive, a progressão de regime de Norambuena em relação à condenação da justiça brasileira, o colocando num labirinto jurídico.
Preso desde 2002, ele já teria direito à progressão de regime, pelo tempo que está encarcerado, mas a existência das duas penas de prisão perpétua, por atos considerados terroristas, tem levado os juízes brasileiros a negarem todos os pedidos de progressão da defesa do chileno.
O fato o torna hoje o condenado a passar mais tempo na prisão (16 anos), no sistema prisional brasileiro. Boa parte deste tempo no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) do sistema prisional paulista, e no sistema federal, em celas individuais.
Em Valparaíso, sua cidade natal, Norambuena conta com o apoio de amigos, familiares e ONGs que mantêm uma campanha internacional em favor de sua liberdade. Para eles, entre estar preso no Brasil, longe da família, e em solo chileno, é melhor que cumpra sua pena em sua terra natal.
Assim como Battisti, Norambuena fez parte na juventude de um grupo guerrilheiro de esquerda. A Frente Patriótica Manuel Rodriguez nasceu de uma divisão do Partido Comunista chileno, sendo o braço armado na luta contra a ditadura de Augusto Pinochet.
Manifestações pedem liberdade de Norambuena (Foto: Web)
Uma das ações praticadas pelo grupo, inclusive, foi uma emboscada que quase levou à morte o ditador chileno. Na oportunidade, Norambuena – ou Comandante Ramiro, como ficou conhecido na Frente – foi um dos participantes.
Preso em 1996, acusado de envolvimento com a execução do senador Jaime Guzman, fiel aliado de Pinochet, Norambuena e mais quatro companheiros da Frente protagonizaram uma fuga do Presídio de Segurança Máxima de Santiago, conhecida até hoje como “A fuga do século”. Com apoio de um helicóptero, o grupo fugiu dentro de um cesto metálico, suspenso no ar por cabos presos à aeronave.
Foragido, Norambuena se integrou à luta do Exército de Libertação Nacional (ELN), na selva colombiana, grupo que pretendia ajudar com o dinheiro que buscava obter com o pagamento do resgate no sequestro a Washington Olivetto.
Nas próximas horas, a decisão do governo brasileiro sobre o italiano Cesare Battisti pode definir não apenas o destino dele, mas inaugurar um novo tipo de procedimento em casos de extradição de cidadãos estrangeiros presos em solo brasileiro.
Esdras Marchezan é jornalista e professor da Universidade do Estado do RN.
Maria da Conceição: tiro na cabeça (Foto: Arquivo da família)
Do G1RN
Foi encontrado na madrugada desta quinta-feira (8) na zona rural do município de Pedro Velho, distante cerca de 90 quilômetros de Natal, o corpo da empresária Maria da Conceição de Lima Barbosa, 56. Ela era sócia de uma posto de combustíveis na cidade de Santo Antônio. Conceição e uma filha foram vítimas de assaltantes na tarde anterior e levadas como reféns.
A filha foi libertada pouco tempo depois. O carro da família e alguns pertences da empresária foram encontrados em Mamanguape, na Paraíba.
Segundo a família da empresária, elas saíam de Santo Antônio a caminho de Natal, quando o carro em que estavam, um Ônix, foi trancado por um Gol com três criminosos.
Morte brutal
Dois deles assumiram o controle do Ônix e partiram com mãe e filha.
Policiais militares e familiares da empresária foram ao local e a vítima foi reconhecida como sendo Maria da Conceição. De acordo com a PM, a mulher foi morta com um tiro de espingarda na cabeça.
Um suspeito de participação no sequestro e crime está preso na Paraíba.
Em relato enviado para amigos, via Internet, o desembargador aposentado Osvaldo Cruz conta como foram as horas de terror que viveu, nas mãos de assaltantes, à noite da última sexta-feira (22).
Ele estava em sua fazenda no município de Taipu e limites com Ceará-Mirim. Quatro bandidos fortemente armados invadiram a propriedade, roubaram bens diversos e levaram-no como refém.
Osvaldo Cruz afirma que chegou a ser filmado por bandidos no interior do carro usado na fuga (Foto Novo Jornal)
Em poder da quadrilha, ele foi supostamente ‘julgado’ por um “Conselho” (‘Tribunal) do Primeiro Comando da Capital (PCC), ganhando liberdade pela madrugada.
Leia abaixo:
Amigos, hoje só tenho motivos para agradecer a Deus pela minha vida, da minha mulher e pela vida de todos que estiveram comigo ameaçados durante horas de terror. Quatro assaltantes encapuzados e fortemente armados vieram em busca do dinheiro que o juiz tinha recebido, joias, armas, celulares e objetos de valor. E ameaçaram me executar caso eu tivesse condenado algum membro da sua organização.
Levaram-me refém ordenando que Izalva não acionasse a policia durante 1 hora, caso contrário me apagariam. Partiram comigo dentro do meu carro em alta velocidade, com armas na minha cabeça, até caírem numa vala, estourando 2 pneus laterais e por pouco não capotamos.
Abandonaram meu carro e passaram a usar carros roubados chegando a trocar 5 vezes de carro. Nesse ínterim fui rebocado de olhos vedados pelo mato, na chuva. Sugeriam pedir um resgate de 2 milhões de reais.
Tiraram minha foto e fizeram um vídeo com minha voz enviando para o Conselho deles para que decidissem meu destino.
Pela graça divina o comando deles que diziam ser do PCC determinou que eu não fosse executado.
Fui abandonado em Rego Muleiro, São Gonçalo do Amarante.
Sem noção de onde estava bati na madrugada em várias casas mas todos temiam abrir suas portas. Por fim uma Senhora resolveu ligar pra polícia e foi informada que me acolhesse, pois já estavam à minha procura.
Parece um filme mas infelizmente é a nossa realidade nua e crua.
Agradeço o carinho e a solidariedade de toda a família e amigos.
Que Deus abençoe a todos com muita Paz e dias melhores!
Os médicos potiguares Reginaldo Antonio Freitas Junior e Carolina dos Santos Damásio que se encontravam desaparecidos deste a tarde dessa sexta-feira (11) foram localizados nesta noite numa região litorânea da Paraíba, conhecida como Barra de Camaratuba, no município de Mataraca.
A secretária estadual da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), Kalina Leite, que vinha pessoalmente monitorando o caso, foi um das primeiras a falar com os médicos, que passam bem.
Inteligência
De acordo com informações repassadas pelos médicos, eles estavam se preparando para participar de uma aula de campo em Macaíba quando foram surpreendidos por criminosos ocupantes de um veículo, de cor prata, de modelo ainda não identificado. Ambos foram levados no veículo particular de uma das vítimas.
O caso vinha sendo acompanhado de perto por policiais militares da Paraíba, em conjunto com as equipes das polícias Civil e Militar do Rio Grande do Norte, além do serviço de inteligência da Sesed.
Sobrinha do falecido ex-governador Iberê Ferreira (PSB), Paula Ferreira foi vítima de sequestro hoje por volta de 15h. O fato ocorreu próximo à sede da Companhia Docas do RN (COSERN), em Natal, onde ela trabalha.
Ela foi deixada logo em seguida em Macaíba, sem sofrer violência física. Os bandidos levaram o seu carro.
A Codern emitiu nota sobre o caso:
A Companhia Docas do Rio Grande do Norte (CODERN) confirma o sequestro relâmpago, seguido de assalto, da advogada Paula Ferreira de Souza Zaluski, funcionária desta empresa. O fato ocorreu na tarde de hoje, 01 de julho, em frente à sede da CODERN, localizada no Bairro da Ribeira, em Natal. Todas as providências foram tomadas e acompanhadas pelo Diretor-Presidente, Emerson Fernandes Daniel Júnior.
Paula foi deixada nas proximidades do Cemitério Vila Flor, em Macaíba, passa bem e já se encontra com seus familiares.
Diante da séria crise de Segurança Pública que assombra o Rio Grande do Norte, com assassinatos, assaltos a ônibus, morte de taxista, arrastões em restaurantes, explosões em bancos, o deputado Kelps Lima (Solidariedade) vai apresentar na próxima segunda-feira (25 de agosto), um requerimento convocando o representante do Governo do Estado na área de Segurança.
Quer que sejam dadas explicações na Assembleia Legislativa para essa dimensão colossal e sem freio da violência no Rio Grande do Norte.
“É preciso tomar uma atitude urgente. A crise na segurança esta afetando a economia, a saúde, o trânsito e a autoestima da população”, dimensionou.
“O Governo precisa dizer se está no controle da situação ou se perdeu esse controle, para que a Assembléia se posicione sobre o trauma que neste momento abate o Rio Grande do Norte. O que não pode é continuar como está: estudantes roubados nas saídas das escolas, passageiros saqueados dentro dos ônibus, clientes com armas apontadas nas cabeças nas mesas dos restaurantes, taxista assassinado…” relatou.
A Polícia Civil prendeu na tarde desta quarta-feira (19), cidade de Macapá, no estado no Amapá (AP), José Wilson Trajano de Freitas, líder da quadrilha responsável pelo sequestro do empresário Fábio Porcino Rosado Chaves, o “Fabinho Porcino”, 23.
A informação foi confirmada pela delegada Sheila Freitas, titular da Divisão Especializada no Combate do Crime Organizado (Deicor).
De acordo com a delegada, o sequestrador foi preso por volta das 12h, em uma ação conjunta das polícias civil dos estados do Rio Grande do Norte, Ceará e Amapá.
Valdetário
Ainda de acordo com a delegada, o sequestrador será transferido para o RN, já que o mandado de prisão foi espedido pela polícia do estado. A delegada disse que daria mais detalhes sobre a prisão para não prejudicar as investigações.
“Wilson Trajano é o líder da quadrilha, tem extensa passagem pela polícia com sequestros e roubo de cargas. Ele fazia parte do bando de Valdetário Carneiro e estava em liberdade em desde abril. É altamente perigoso”, destacou Sheila.
José Wilson Trajano realizou a cerca de oito anos um sequestro de um empresário do horti-fruti cearense que foi libertado no Rio Grande do Norte. O acusado que estava em Limoeiro do Norte-CE tem mandado de prisão em aberto.
Além dos dois presos suspeitos de envolvimento com o sequestro do empresário mossoroense Fábio Porcino Rosado Chaves, “Fabinho Porcino”, 23, a Polícia Civil do Rio Grande do Norte acredita que mais dez pessoas também tiveram participação no crime. O jovem passou quatro dias acorrentado até ser libertado, na última sexta-feira (14), em uma cabana de lonas pretas armada na zona rural da cidade de Canindé, no Ceará.
Segundo a delegada Sheila Freitas, que comanda as investigações, destes dez que são procurados, oito foram responsáveis diretos pelo sequestro. “São os oito que foram até a concessionária do pai dele, em Mossoró, e o levaram de lá”, afirmou a delegada.
Os outros dois, ainda segundo Sheila, são considerados os mentores do crime. Um deles, inclusive, é apontado como o líder da quadrilha. Os nomes e fotos destes últimos foram revelados e divulgados pela polícia nesta segunda (17) durante entrevista coletiva.
“Os dois têm mandados de prisão expedidos pela Justiça”, revelou a delegada, se referindo aos cearenses José Wilson Trajano de Freitas e Ezequiel Serafim Leitão. O primeiro, segundo Sheila, é o líder da quadrilha.
“Ele é muito perigoso, remanescente do bando de Valdetário”, disse ela, se referindo a Valdetário Benevides, líder da quadrilha dos Carneiro, morto em dezembro de 2003 durante confronto com a polícia na cidade de Lucrécia, na região Oeste potiguar.
A quadrilha de Valdetário ganhou notoriedade pelos inúmeros assaltos a bancos realizados em vários estados do Nordeste.
Ainda de acordo com a delegada, Trajano foi preso em setembro de 2006, no estado do Ceará, apontado como membro de uma quadrilha que sequestrou o empresário gaúcho Dagoberto Antônio Faedo, que permaneceu 57 dias em cativeiro. “Trajano também já respondeu por homicídio e tentativa de assassinato no município de Tabuleiro do Norte (CE), ocorrido no dia 3 de junho de 1998”, acrescentou. Sheila afirmou também que o cearense foi solto em abril deste ano.
“Ele estava preso no Instituto Penal Paulo Sarasate, em Fortaleza. Ele foi beneficiado com a progressão de regime e estava no semiaberto”, complementou.
Cativeiro montado na zona rural de Canindé, CE (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
Quanto a Ezequiel, a delegada revelou que ele é sobrinho do dono da fazenda Garrote, propriedade rural onde os criminosos armaram o cativeiro. Foi lá que a polícia prendeu um dos suspeitos, um homem que estava de guarda, vigiando o empresário. “Durante os quatro dias que ficou em poder dos sequestradores, Fábio Porcino foi impedido de tomar banho. E por mais incrível que pareça, este vigia também não”, disse ela.
O outro homem detido no dia em que a polícia estourou o cativeiro foi preso pouco antes, na cidade de Canindé. “Eu não posso dizer como nós chegamos a este homem, mas posso dizer que ele é motorista de uma empresa terceirizada que presta serviço para a prefeitura da cidade. Foi ele quem entregou o restante do bando e foi ele quem nos levou ao local do cativeiro”, afirmou Sheila Freitas.
O suspeito, ainda segundo a delegada, é sobrinho de Ezequiel Leitão, dono da fazenda onde os criminosos armaram o cativeiro.
A polícia não revelou nada sobre os oito homens que chegaram à concessionária de veículos se passando por policiais federais e que levaram Fábio Porcino.
Carta à família
Ainda durante a coletiva realizada nesta segunda para detalhar o fim do sequestro de Fábio Porcino, a delegada que comanda as investigações revelou que os criminosos pretendiam fazer contato com a família dele por meio de uma carta. Segundo Sheila Freitas, o empresário foi forçado a escrever, de próprio punho, uma carta para os pais.
O conteúdo da carta, no entanto, não foi revelado. “Não revelamos valores, mas posso dizer que a carta tinha várias exigências e a quantia pedida pelos sequestradores estava muito além do patrimônio da família”, disse a delegada.
A carta não chegou as mãos da família. “Não sabemos onde a carta está e nem com quem. Soubemos dela porque foi o próprio Fábio quem nos contou que foi obrigado a escrevê-la”, contou a delegada. Sheila acrescentou que a carta tinha data certa para ser entregue à família. “Dia 16. Nós o libertamos no dia 14, por isso a carta não chegou à família dele”, acrescentou.
O empresário Fabinho Porcino (Fábio Porcino Rosado Chaves), 23, está em Mossoró.
Chegou há cerca de uma hora à casa de seus pais, no bairro Nova Betânia.
Pai e filho,emocionados, comemoram sucesso de resgate
Teve uma recepção calorosa e emocionada de familiares e amigos.
Fez trajeto por via rodoviária, num comboio com policiais, delegados civis e pelo menos dois homens presos na operação ocorrida no Ceará (Canindé, a 118 quilômetros de Fortaleza-CE).
Ele ficou quatro dias em cativeiro, sob condições precárias (veja postagens mais abaixo).
O empresário foi sequestrado à tarde de segunda-feira (10), na loja Porcino Mitsubishi Imports, empresa do Grupo Porcino Costa.
* A foto desta postagem é do jornalista Cézar Alves, no momento em que o pai de “Fabinho”, empresário Fábio Porcino, recepcionava-o com um brado de vitória.
Acompanhe este e outros assuntos – com notas exclusivas – por nosso TwitterAQUI.
Fabinho estava nesta cabana em Canindé-CE (Foto divulgação)
Uma operação conjunta das polícias Federal,Militar e Civil do Ceará e do Rio Grande do Norte resgatou, nesta sexta-feira (14) o empresário potiguar Fábio Porcino Rosado Chaves.
A ação aconteceu em Canindé, a 118 quilômetros de Fortaleza.
Pelo menos uma pessoa foi presa.
A operação ainda está em andamento, mas as primeiras informações indicam que a polícia invadiu o cativeiro e prendeu pelo menos um dos sequestradores. Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED) do Rio Grande do Norte, o empresário está bem e familiares estão se dirigindo a Canindé para encontrá-lo.
Fábio Porcino foi sequestrado em Mossoró (RN) na última segunda-feira (10). Ele estava em uma concessionária de propriedade de sua família quando foi abordado por oito homens armados e de coletes caracterizados como sendo da Polícia Federal, de acordo com a SEDED.
Nota do Blog – Fabinho, sob a companhia de familiares e policiais, é conduzido a Mossoró agora à noite. Dois homens presos – que teriam participado do crime, também estão sendo trazidos para serem autuados pela polícia.
Acompanhe informações mais atualizadas no nosso Twitter AQUI.
Da Rádio Difusora de Mossoró e Blog do Carlos Santos
O empresário Fabinho Porcino (Fábio Porcino Rosado Chaves), 23, conversou agora à tarde com o repórter policial José Antônio, da Rádio Difusora de Mossoró. Ele estava em Fortaleza-CE e falou por telefone com o repórter, após ser libertado de sequestro, em cárcere localizado no município de Canindé-CE (155 quilômetros da capital).
Falou que está bem e agradece a Deus, ao povo de Mossoró e à Polícia por sua liberdade.
Conforme informações preliminares colhidas pela imprensa, só um sequestrador mantinha Fabinho Porcino em cativeiro.
Com a chegada da polícia numa operação surpresa, outros teriam fugido.
Em seu sequestro ocorrido em Mossoró no início da semana, pelo menos oito homens participaram diretamente do crime no local, utilizando dois veículos (Crossfox preto e outro branco).
Sete deles usavam capuzes e roupas pretas com suposta e grotesca identificação da Polícia Federal.
Outro homem estava com rosto a descoberto.
Ao ser levado do local onde estava, a Mitsubishi Imports, à Avenida Lauro Monte, Abolição I, número 381, Fabinho chegou a ser tratado de forma violenta.
Violência
O jovem empresário foi posto num dos carros aos empurrões.
Ele acabara de chegar à empresa e foi surpreendido pela ação dos marginais, que se apresentavam como homens da Polícia Federal, no cumprimento de mandado de prisão.
Logo após o caso, a família e a polícia mobilizaram-se.
Helicópteros de empresários amigos passaram a sobrevoar a cidade e estradas vicinais à procura de indícios de fuga dos sequestradores e do sequestrado.
Foram praticamente quatro dias de angústia até hoje, quando no início da tarde a família de Fabinho foi comunicada de que ele tinha sido localizado e em boas condições físicas.
Nesse espaço de tempo do sequestro, ninguém fez contato com a família, formulando pedido de resgate ou com qualquer mensagem aterradora.
O empresário Fábio Porcino (Fábio Porcino Rosado Chaves) foi libertado na tarde desta sexta-feira (14) em uma operação conjunta da Divisão de Investigação e Combate ao Crime organizado (Deicor), liderada pela delegada Sheila Freitas, além das polícias Civil do estado do Ceará e do Rio Grande do Norte, com apoio da Polícia Federal.
Segundo o secretário da segurança pública, Aldair da Rocha, titular da Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed), o cativeiro foi estourado na cidade de Canindé, no interior do Ceará.
De acordo com o secretário adjunto da Sesed, Clidenor da Silva Júnior, pelo menos um homem, que no momento da ação policial estava de guarda no cativeiro, foi preso. Segundo o secretário ele ainda não teve sua identidade revelada. “Ainda não sabemos que tipo de participação ele teve no sequestro. Não sabemos se ele participou da ação em Mossoró ou se ele estava apenas pastorando o cativeiro”, disse.
Ainda segundo o secretário, parte da quadrilha conseguiu fugir. Agentes das policias do RN e CE estão em diligencia pela localidade à procura dos sequestradores. “As investigações continuam e esperamos efetuar mais prisões ainda hoje”, adiantou.
Silva Júnior adiantou ainda que Fabinho Porcino está bem e em poder da polícia. Nas próximas horas, o empresário seguirá para Fortaleza de onde retornará para sua casa em Mossoró.
O sequestro
Por volta das 15h do último dia 10, o empresário Fabinho Porcino foi sequestrado na concessionária da Mitsubish, que ele administra na cidade de Mossoró, localizada a 285 quilômetros de Natal.
Segundo a Polícia Militar, o sequestro teria sido praticado por um grupo de, no mínimo, oito homens armados.
Fabinho é filho do também empresário Fabio Porcino e primo de “Popó Porcino”, que foi sequestrado há cerca de um ano, também na chamada “Capital do Oeste”.
Esta página não tem interesse algum em se destacar por furos jornalísticos, sobretudo no segmento policial. Furo, em verdade, deixou de ser o clímax do jornalismo, com o advento da Internet e seu uso como plataforma de comunicação de massa.
Fabinho: drama
No caso específico do sequestro do jovem empresário Fabinho Porcino, alguns motivos a mais nos levam à prudência.
O principal: sou pai.
Sei a natureza da relação pai-filho, mesmo que muitos não a entendam e a valorizem.
Deixo claro que não tenho ligação por negócios, não possuo amizade com qualquer um dos membros da família em angústia ou convívio social. Há civilidade.
Cabe à polícia e a seus agentes devidamente treinados e preparados, a condução de qualquer processo investigativo – negociação – para que o caso termine a contento.
Por último, sei que a simples especulação pode causar prejuízo à própria integridade física do sequestrado e abalar mais ainda seus familiares e amigos.
O Blog Carlos Santos vai continuar apenas fazendo jornalismo.
Até aqui, postamos o que foi levantado com plena segurança e com base em fontes fidedignas.
Temos até outras informações, mas não as colocaremos em face das razões aqui assinaladas.
A torcida é para que tudo seja superado com preservação de vidas.
O sequestro é um dos piores crimes que conhecemos. E, lógico, não vamos concorrer para fazer desse episódio um espetáculo de popularização desta página.
Não precisamos de surtos de acesso ou demonstração de suposto talento jornalístico.
Estamos satisfeitíssimos com os milhares de leitores que diariamente procuram esta página, pelos mais diversos interesses, mesmo – muitas vezes – não gostando do que está postado.
Nossa relação é aberta, clara e extremamente democrática.
Fundamental não é que sejamos afinados, mas nos respeitemos.
Pensar exige sobretudo a capacidade de ouvir. Tolerância.
Portanto, se você está em busca de adrenalina e certas “novidades” sensacionalistas, procure outras páginas. Aqui, não!
Pelo menos quatro helicópteros foram postos à disposição das forças policiais e família do jovem empresário Fabinho Porcino, sequestrado hoje à tarde em Mossoró.
O rastreamento aéreo pode fazer diferença.
Amigos empresários disponibilizaram as aeronaves para sobrevoo de estradas vicinais e outros setores onde pudessem identificar pistas dos sequestradores e vítima.
Grupo Líder, do empresário Edvaldo Fagundes, e a CLC Construtora – capitaneada por Célito Luiz Costa de Oliveira, foram dois dos empreendedores que colocaram suas aeronaves para a tarefa.
Câmeras do sistema de segurança privada da concessionária “Porcino Mitsubishi Motors” (Avenida Lauro Monte, Abolição I, número 381, Mossoró) filmaram quadro a quadro o sequestro do jovem empresário “Fabinho Porcino”.
O caso ocorreu hoje, por volta de 15 horas (veja postagens mais abaixo).
Avenida Lauro Monte é via de escoamento para BR-304, saída para Fortaleza-CE
O conteúdo das filmagens está em poder de autoridades policiais e deve oferecer excelentes subsídios à elucidação do crime.
Segundo relatos obtidos pelo Blog Carlos Santos de fontes que tiveram acesso ao conteúdo, é nítida a forma violenta com que sequestradores trataram Fabinho.
Para colocarem o empresário no carro, eles não titubearam no uso da força física, o empurrando de forma áspera para o interior de um dos dois veículos utilizados na operação.
Ousadia
Fabinho resistiu o quanto pode, mas foi jogado dentro do carro.
Pessoas que trabalham na empresa e alguns circunstantes que estavam no local na hora do fato, chegaram a ficar na alça de mira de armas de grosso calibre. Os bandidos encapuzados fizeram questão de dar demonstração do poderio bélico e destemor à empreitada.
Na verdade, não faltou ousadia aos integrantes da quadrilha.
A Avenida Lauro Monte é uma via de grande tráfego automotivo (em duas pistas), onde se situam outras empresas de vendas de veículos, postos de combustíveis, hotéis etc.
A velocidade é limitada a 50 km, com sistema de fotossensores – que podem ser utilizado para identificação dos carros usados no sequestro – a poucos metros do registro do fato.
É uma artéria de pouco mais de 1,2 quilômetros. Serve de escoamento para a BR-304, saída para Fortaleza-CE, que está com vários pontos de gargalos devido obra de duplicação.
Mais um drama na família Porcino, clã empresarial que tem Mossoró como sua base. Agora é o jovem Fabinho Porcino que foi sequestrado. Ano passado fora “Popó” Porcino, seu primo.
Fabinho foi colocado à força em carro (Foto do Facebook)
O caso ocorreu por volta de 15h de hoje, à Avenida Lauro Monte, Abolição I, número 381, na concessionária automotiva Porcino Mitsubishi Motors. Empresa é um dos braços empresariais da família.
O Grupo Porcino Costa é composto por quatro irmãos – Porcino Júnior, Fábio, Jussara (em dissidência empresarial e familiar com o clã) e Lúcia Porcino, além da matriarca Noílde Chaves.
Segundo fontes da polícia, o sequestro foi praticado por cerca de 8 homens, utilizando dois carros. Versão é de que seriam modelo Crossfox preto e outro de cor clara.
Os homens vestidos de preto, usando coletes e encapuzados, além de fortemente armados, ocuparam rapidamente a parte administrativa da loja, apresentando-se como agentes federais. Estariam no local para cumprimento de mandado de prisão, teria esclarecido o porta-voz do grupo – ou suposto líder.
Fabinho Porcino ao sair para ver o que estava ocorrendo, foi logo dominado (algemado) e conduzido a um dos carros. Como tentou resistir ao sequestro, foi empurrado de forma violenta para o interior do veículo
Delegada
A delegada Sheila Freitas, da Divisão Especial de Investigação e de Combate ao Crime Organizado (Deicor), foi designada para investigar o sequestro do filho do empresário Fábio Porcino, Fabinho Porcino. A informação foi confirmada pelo secretário estadual de Segurança Pública e Defesa Social, Aldair da Rocha.
Quem registra a notícia é o Portal Noar.
De acordo com o secretário, ainda na noite desta segunda-feira (10), a delegada viajará para Mossoró para começar os trabalhos de investigação. “Num primeiro momento, a delegada Sheila Freitas tomará pé da situação para começar os trabalhos”, informou.
Porcino Segundo, o “Popó”, 19, um dos quatro filhos do empresário Porcino Júnior (Grupo Porcino Costa), foi sequestrado por volta de 2h30 do dia 17 de junho de 2012. Portanto, faz quase um ano que ocorreu esse fato dramático no seio familiar. Agora, outro caso.
Aguarde mais postagens sobre o assunto.
O Blog dará informações de bastidores e novidades sobre o caso.
A violência não tem freio, fronteiras ou restrição social e política. Em Mossoró, então…
À noite dessa segunda-feira (20), por volta de 21h30, a vítima ilustre foi o agrônomo e presidente estadual do PSC, Betinho Segundo, filho do deputado federal e secretário da Agricultura do Estado, Betinho Rosado (DEM). É sobrinho da governadora Rosalba Ciarlini (DEM).
Betinho Segundo: também vítima
Ele foi sequestrado por três homens armados no bairro Aeroporto. A vítima estava com a namorada em seu carro, uma picape S10 (placas NNO-7194), cabine dupla, prata.
A jovem chegou a ser agredida fisicamente pelos marginais, mas deixada no local – informa uma fonte. Betinho foi levado no próprio carro, mas logo largado à esmo.
Os homens que o abordaram saíram no sentido de Baraúna – RN-015 – (31km de Mossoró), divisa com o Vale do Jaguaribe (Ceará), levando sua picape.
A partir de telefonema da namorada do agrônomo, a polícia foi acionada.
O veículo foi alcançado na comunidade rural de Riacho Grande, ainda em território mossoroense. Houve perseguição e os bandidos fugiram a pé.
A vítima saiu ilesa e logo pode se reencontrar com familiares. O carro também foi recuperado.
Betinho Segundo, só para lembrar, é sobrinho da governadora Rosalba Ciarlini (DEM).
A informação preliminar aponta que os suspeitos do crime – que teriam interesse somente no roubo do veículo – seriam fugitivos do sistema prisional do Estado. Precisamente, do Complexo Penal Mário Negócio, que funciona na comunidade de Riacho Grande.
O comandante do 2º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Alvibá Gomes, comandou a operação que ao reagir de forma rápida, deu resposta satisfatória. Ele dissertou sobre o caso em seu endereço na rede de microblogs Twitter.
Nota do Blog – Ainda bem que tudo terminou em paz, com ambas as vítimas ilesas.
Contudo, o caso reforça tudo que tem sido noticiado sobre a segurança pública estadual. Está ruim. Tende a piorar.
Depois de amargar 37 dias em um cativeiro, nas mãos de uma quadrilha de sequestradores, o empresário Porcino Fernandes da Costa Segundo, Popó Porcino, 19, quebrou o silêncio e concedeu uma entrevista exclusiva ao O Mossoroense. Ele relata o sofrimento do cárcere e diz que nunca perdeu a fé em Deus e no trabalho da polícia.
Popó chegou a falar com os pais no cativeiro
Simples no jeito de falar, Popó Porcino diz que a amizade feita com os sequestradores o ajudou nas negociações e a superar o medo. Ele destaca que a partir de agora vai ser mais cuidadoso e prestar mais atenção por onde anda.
Leia entrevista a seguir:
O Mossoroense: Como foi a sua captura?
Popó Porcino: Quando terminei de correr, antes de entrar no caminhão de apoio, fui interceptado e levado pelo bando.
OM: Durante o trajeto até o cativeiro você estava com os olhos vendados ou via para onde ia sendo levado?
PP: Estava com a cabeça para baixo sem ver nada.
OM: O que os criminosos falavam durante o percurso até o cativeiro?
PP: Não falaram nada, silêncio profundo.
OM: No cativeiro, você ficou acorrentado e como era a relação com a quadrilha?
PP: Fiquei acorrentado, mas fiquei amigo deles. Foi onde facilitou tudo para as negociações.
OM: Qual o momento mais tenso durante o cativeiro?
PP: No momento da mudança do cativeiro, esse sempre era o momento mais tenso.
OM: Chegou a ser agredido fisicamente?
PP: Não.
OM: O que passava pela sua cabeça durante os dias em que esteve em poder dos sequestradores?
PP: Tentei ficar bastante tranquilo, foi o que ajudou a passar o tempo.
OM: Chegou a falar com a sua família? Com quem? O que falou?
PP: Sim, cheguei a falar com meu pai e minha mãe. Só pedia para eles me tirarem dali.
OM: No dia do resgate, quando você ouviu a polícia invadindo, o que passou na sua mente?
PP: No momento não imaginei que fosse a polícia. Quando eles entraram no quarto onde eu estava só fiz comemorar e agradecer a Deus pelo pesadelo ter chegado ao fim.
OM: Como foi o reencontro com a família?
PP: Só alegria. Fiquei bastante feliz em rever minha família.
OM: Qual a importância da polícia no seu sequestro?
PP: Tenho muito a agradecer a eles, pois os policiais foram muitos profissionais. Estão de parabéns.
OM: O que muda de agora em diante?
PP: Ter bastante cuidado e prestar atenção onde ando.
Entenda como foi o sequestro do empresário Porcino Segundo, “Popó Porcino”
O empresário Porcino Fernandes da Costa Segundo, Popó Porcino, foi sequestrado em 16 de junho durante uma vaquejada em Ceará-Mirim. Após 37 dias de sequestro, a equipe da delegada Sheila Freitas, titular da Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor), estourou o cativeiro localizado na Praia de Pitangui. Na ocasião, a vítima foi libertada ilesa, enquanto quatro marginais foram detidos, um deles tendo sido baleado e um quinto morreu em confronto com a polícia.
O empresário foi devolvido à família e desde então a Deicor tem travado uma verdadeira guerra para prender o restante da quadrilha de sequestradores, que era comandada pelo filho de um militar cearense, identificado como Paulo Vitor Lopes Monteiro, preso durante a invasão do cativeiro.
Ao todo, já foram indiciados nove membros da quadrilha: Bruna de Pinho Landim, José Orlando Evangelista Silva, Paulo Victor Lopes Monteiro, Francisco Genério Bruno da Silva (morto em confronto com a polícia), Luís Eduardo Lima Magalhães Filho, Anderson de Souza Nascimento, Orlandina Torres Carneiro, além de Leonora Gomes de Sena e Antônia Berenice Damasceno Lima que estão foragidas.
“A prisão dos foragidos é questão de tempo. Logo vamos estar com toda a quadrilha atrás das grades”, assegurou Sheila Freitas.
Mulher abandonou cativeiro com medo de bandidos matarem Popó
Uma entrevista concedida pela delegada da Deicor, Sheila Freitas, esta semana, trouxe novas revelações sobre o sequestro de Popó Porcino. Ela contou que uma mulher identificada como Antônia Berenice Nascimento era a cozinheira dos cativeiros e por não concordar com a forma de tratamento do sequestrador Francisco Genério Bruno da Silva com Popó afastou-se do grupo dias antes da descoberta do cativeiro na praia de Pitangui, e fugiu para o Ceará.
“É provável que Berenice tenha desenvolvido a ‘síndrome de Estocolmo’. O Genério dizia que ia enviar partes do corpo de Popó para a família Porcino, como prova de que o jovem estava vivo, e ela não concordava com aquilo. Com pena de Popó, abandonou o cativeiro e fugiu”.
De acordo com o psicólogo João Valério Alves Neto, “síndrome de Estocolmo” é um estado psicológico particular desenvolvido por pessoas que são vítimas de sequestro, em que a vítima desenvolve sentimentos de lealdade para com o sequestrador apesar da situação de perigo em que se encontra colocada, e vice-versa.
A delegada Sheila Freitas disse que, após a descoberta do cativeiro, recebeu uma ligação anônima de alguém se dizendo arrependida e contando detalhes da rotina nos cativeiros de Popó. “Quem ligou não se identificou, mas com certeza esteve naqueles cativeiros”. Questionada se esta pessoa teria sido Berenice, a delegada preferiu silenciar, justificando ainda não poder revelar detalhes sobre a investigação.
Porcino Segundo, o “Popó”, 19, nos 37 dias em que ficou sequestrado, viveu momentos de enorme tortura psicológica. Não sofreu agressão física. Esteve acorrentado.
Os sequestradores, nesse tempo, chegaram a intimidá-lo com o aviso de que poderiam matá-lo se houvesse tentativa da polícia para libertá-lo.
Quem dá a dimensão do drama é a delegada Sheila Freita, que ficou à frente do trabalho de inteligência, concluído hoje com a libertação do jovem, filho de tradicional família empresarial de Mossoró. Em alguns momentos do seu depoimento, ela chega a embargar a voz, se emociona.
A delegada Sheila Freitas faz relato e participa de entrevista coletiva agora, em Natal, explicando alguns detalhes do trabalho da polícia.
Ela conta que não houve pagamento de resgate.
Popó era informado de eventuais notícias que saíam na imprensa sobre o próprio sequestro. Tudo era acompanhado pela quadrilha. O jovem esteve em dois locais de cativeiro, um em Parnamirim e outro em Extremoz, numa movimentada rua da praia de Pitangui, endereço simples, de cômodos modestos.
Foi nesse endereço em que a polícia fez abordagem pela manhã desta terça-feira (24), matando um sequestrador e ferindo outro.
Foram presos quatro sequestradores no cativeiro em Pitangui. Entre eles havia uma mulher. Ao todo, a princípio, a polícia contabiliza o envolvimento de cinco pessoas: um está morto, outro ferido e internado em hospital do Natal, além de três presos.
O sequestro de Porcino Segundo, “Popó”, 19, filho do empresário Porcino Júnior (Grupo Porcino Costa), ocorrido à madrugada de ontem (domingo, 17), num parque de vaquejadas em Ceará-Mirim, não é um caso isolado. Em se tratando de gente do universo mais abastado de Mossoró, é o segundo fato de tamanha dimensão.
Em 16 de dezembro de 2004, o empresário Francisco Assis Neto, então com 61 anos de idade, conhecido como “Assis da Usibrás”, foi sequestrado quando fazia cooper no bairro Aeroporto (Mossoró) – perto do Posto Brasil, Avenida do Contorno. Só foi libertado 36 dias depois, no dia 21 de janeiro de 2005.
Ele ficou acorrentado em precárias condições na comunidade rural de Sítio Ribeiro, imóvel comprado previamente pelo grupo de sequestradores, na cidade de Potiretama, proximidades de Fortaleza-CE).
Assis viveu um drama de 36 dias em cativeiro (Azougue.com)
Com o “estouro” do cativeiro – numa ação conjunta das polícias do RN e Ceará – foi preso o baiano César Almeida de Andrade, o “César Alemão”, 33, tido como líder do bando. Ele há vários anos locomovia-se em cadeira de rodas, pois ficara paraplégico. Mesmo assim, o seu conceito era de ser marginal de altíssima periculosidade.
Estavam com César Alemão o seu irmão Celso Almeida de Andrade, 29, e o cearense Alexssandro Fabrízio Braga Maia, 29. Já José Carlos de Lima, 29, natural de Pernambuco, e Silvânio Soares da Silva, 25, de Tocantins, foram agarrados antes, no Aeroporto Pinto Martins (Fortaleza), no mesmo dia.
Posteriormente, em março de 2005, a Justiça emitiu mandado de prisão em desfavor do policial civil cearense Jucier de Oliveira Soares, que agiria na parte de logística da quadrilha.
A família de Assis da Usibrás foi pressionada a pagar U$S 1,5 milhão de dólares, equivalente à época a algo superior a R$ 4 milhões de reais. A informação passada pela polícia é que o resgate não chegou a ser pago.
No cativeiro em que se encontrava Assis, distante cerca de 5 quilômetros da área urbana de Potiretama, a polícia encontrou coletes da Polícia Federal usados no dia da abordagem, muita munição para pistola e fuzis AR-15, CDs e uma filmadora. Também tinham em poder dos sequestradores um Santana branco com placas de Bragança Paulista-SP, usado para levar Assis, além de um Corolla preto com placas de Fortaleza.
– Nos primeiros 15 dias de cativeiro a coação psíquica foi de deixar qualquer um louco e na verdade eu quis até morrer. Agressão física não houve. Agora, o tratamento verbal com cutucadas de fuzil AR-15 era constante. Me recordo, que numa das vezes mandei que eles atirassem – contou Assis ao site Azougue.com, acrescentando que passou os 36 dias acorrentado e encapuzado, ouvindo incontáveis vezes música sertaneja, especialmente do cantor Daniel.
Os marginais há anos praticavam essa modalidade de crime, com ações nos estados do Ceará, Pernambuco, Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte, Paraíba, Rio de Janeiro e São Paulo.
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Nota do Blog – Meses antes de Assis da Usibrás ser sequestrado, situação similar ocorreu ao empresário Francisco Carlos Amorim, 77, no município de Caraúbas. Ficou cerca de cinco dias em poder dos sequestradores, mas saiu ileso e sem pagamento de qualquer resgate.
*Esta postagem foi originalmente publicada no dia 18 de junho, a 1h05, neste Blog, como matéria que ilustrativa e suplementar da cobertura do sequestro de Porcino Segundo, o Popó.